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Empresas para fazer Tours na Islândia

Li em muitos sites que a melhor opção para conhecer o país é de carro, e motivos é o que não faltam para justificar essa escolha, como por exemplo: as estradas são super boas e bem sinalizadas, é possível fazer várias paradas pelo caminho e principalmente ficar o tempo que quiser e explorar com calma cada lugar. Porém, no meu caso essa possibilidade estava totalmente fora de cogitação.

Skógafoss, no Tour South Shore Adventure

Procurando pela internet em sites oficiais ou até mesmo lendo alguns blogs, vi que existem várias empresas e vários tipos de tours, desde os mais “simples” e “básicos” até os mais “exóticos”.

Então, o jeito foi pesquisar bastante e ver qual a empresa que oferecia os melhores horários, trajetos e de preferência com paradas somente nos lugares de interesse (sem ficar parando toda hora para café da manha, almoço, lanchinho e jantar).

Os principais tours, sem dúvida, são: o Golden Circle Tour e o South Coast Tour. Como eu tinha 3 dias inteiros e um pela metade, escolhi os 3 tours nessas empresas:

– no dia 14 de junho, a empresa foi a Reykjavik Excursion e o tour escolhido foi o South Shore Adventure;

– no dia 15 de junho, fui com a empresa Iceland Excursions e fiz o tour que vai para  Jökulsárlón e Parque Nacional de Vatnajökull;

– no dia 16 de junho, a empresa que escolhi foi Go Travel Iceland e o tour foi o Golden Circle.

A escolha de empresas diferentes para cada tour foi feita basicamente pq achei que em cada tour essa empresaoferecia o melhor trajeto e as melhores opções de lugares para visitar.

A Reykjavík Excursion e a Iceland Excursions são as maiores empresas de turismos da Islândia, os cartazes e anuncios dos tours que essas duas empresas oferecem estão por toda parte!!! Assim, as duas oferecem serviços muito semelhantes, o tour é feito com um ônibus leito, com 42 ou 44 lugares, tem um motorista e uma guia que além de falarem islândes e inglês, ainda falam dinamarquês e alemão!!

Por outro lado, a Go Travel Iceland é uma empresa pequena, onde o próprio dono é o motorista e guia, o tour é feito em uma mini van com apenas 11 lugares e é todo em inglês.

Fazendo uma análise dessas 3 empresas, posso dizer que com a Go Travel Iceland o tour é mais “liberal”, as paradas são mais flexiveis e se você quiser ver algo pelo caminho, é só pedir que o motorista/guia para, sem problemas!! Por outro lado, as vezes as outras pessoas querem parar o tempo todo, o que torna um pouco cansativo e as vezes até repetitivo. Mas em resumo,  a flexibilidade é o maior atrativo, com certeza!!!

Já as outras duas empresas tem os horários totalmente “engessados” e que muitas vezes faz com que não haja muito tempo para ver e explorar um determinado lugar com calma e da forma como queremos. Mas isso não quer dizer que o tempo não é suficiente, você apenas precisa ser rápido, pratico e objetivo, ai sim consegue ver tudo!!!!

Além dessas empresas que citei, existem dezenas de outras empresas que fazem esses mesmos tours ou até mesmo fazem tours mais especificos ou tour de atividades, como caminhadas em gelerias, mergulho, andar nos cavalos islandeses, snorkeling, rafting, entre outros.

Eu escolhi essas empresas, pois eram as mais bem cotadas e com melhores comentários em sites de turismo aqui no UK.

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The Volcano Show, em Reykjavík

Depois de voltar do tour Golden Circle.. fui dar uma ultima volta por Reykjavík, e o lugar escolhido foi o Volcano Show.

Ultimamente a Islândia tem aparecido frequentemente nas notícias devido a seus vulcões, então pq não saber um pouco mais e ter o privilégio de ver ótimas imagens?!?!?!

Volcano Show

O Volcano show está localizado no Red Rock Cinema, que fica próximo as Embaixadas da Alemanha e do Reino Unido. O lugar é um tanto quanto “escondido”, pois fica atras de uma construção, mas não tem erro, não é dificil de ver a “casinha” vermelha e assim como tudo na Islândia, o lugar é super pequeno.

Basicamente, o que é possível ver é uma espécie de documentário-show feito pelo fotografo Villi Knudsen, que conta a história dos vulcões islandeses no período referente aos ultimos 50 anos, ou seja, é possível ver de perto as imagens de vulcões como o Katla, Hekla e até mesmo a ultima erupção do vulcão Eyjafjallajokull, aquele que provocou o caos aéreo na Europa ano passado.

A parte sobre o Eyjafjallajokull foi a que mais me chamou a atenção, pois acompanhei de perto a sua erupção que aconteceu na noite de 20 de março de 2010, no geleira de mesmo nome, que está localizada beeem no sul da Islândia, no caminho que leva até a cidade de Vík. Segundo o documentário, o caos mesmo aconteceu em 15 de abril, quando uma nova e muuuito forte erupção lançou nuvens de cinzas que alcançaram de 6 a 8 km, e não foi só a fumaça, com o magma correndo na geleira, grande parte do gelo derreteu o que veio a causar enchente na região.

Red Rock Theatre

A última erupção desse vulcão tinha acontecido entre 1821 e 1823 e logo na sequencia o vulcão Katla, que fica na geleria de Mýrdalsjökull também entrou em erupção. Assim, o que eles concluem.. é que muito em breve há grandes indicios de que o vulcão Hekla entre em erupção, causando caos novamente.

O”show” é dividido em duas partes, sendo que cada parte tem duração de 1 hora… e vale muuuito a pena!! As imagens são impressionantes.

É possivel visitar durante o ano todo, porém no verão há mais opções de horários das apresentações em inglês (há apresentações também em alemão e frances), que acontecem as 11:00, as 15:00 e as 20:00. Valor de 1.300 ISK.

Endereço: Hellusund 6A, Reykjavík 101, no Red Rock Cinema.

Islândia – Golden Circle Tour

Chegou o meu último dia na Islândia.. e o último tour que fiz foi justamente o que atrai o maior número de turistas ao país, o Circulo Dourado ou em islandês Gullni hringurinn. O tour recebeu esse nome, pois percorre no total 300 km saindo a partir da capital e vai até a parte mais central do país e volta a Reykjavík. Basicamente o tour faz parada no Parque Nacional Þingvellir, Gullfoss e os Geiseres Geysir e Strokkur.

Praticamente todos os turistas que desembarcam na Islândia fazem esse tour, pode-se dizer que esse tour está para Islândia como a Torre Eiffel está para Paris.. Percebeu a “importância”???

As vezes dá a impressão que quase podemos enconstar no céu

Essa agência que escolhi, faz mais algumas paradas no meio do caminho, então.. o que foi possível ver:

– Þingvellir National Park, onde fica o primeiro Parlamento do mundo e a falha geológica Mid Atlantic Ridge, que divide as placas tectônicas da América do Norte da Européia;

– Cavalos Islandeses (muuuuitos pelo caminho);

– Gulfoss Waterfall;

– Geisers e Haukadalur Thermal Area;

– Kerið Crater.

Esse tour segue no sentido norte do país, porém antes de deixar Reykjavík, passamos pela casa onde mora o Presidente do país e pela Universidade de Reykjavík, ambos ficam na beira do Lago Tjörnin. Um fato que chama a atenção é que a casa do Presidente é uma casa “normal” como qualquer outra em Reykjavík, não possui nenhum esquema de segurança extra e é possível caminhar pelos jardins da casa tranquilamente sem que ninguém te expulse de lá.

O primeiro Parlamento do mundo faz parte da lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco

Eu que já tinha até me acostumado com a paisagem do sul do país, com campos de lava totalmente planos e suas praias de areia preta, porém o interior do país é um pouco diferente, bem mais montanhos e com estradas mais curvas.

Logo que deixamos Reykajavík, passamos por uma área praticamente deserta (não que isso seja alguma novidade na Islândia) causada pela erupção de um vulcão (que não está mais ativo), mas que alguns anos atrás causou mais de 20 mil terremotos na área, além de muita destruição e enchentes! As poucas casinhas do vilarejo que tinham na região ficaram completamente destruídas. A área só não está completamente deserta, pois foi construida uma fábrica de energia geotérmica bem nos “pés” desse vulcão.

O maior lago do país também esta nesse trajeto, esse lago tem uma curiosidade, sua temperatura fica sempre entre 2 e 6 graus, ele não congela nunca por estar em um terreno de lava.

Logo chegamos ao Þingvellir National Park.. que foi declarado parque nacional em 1928 e faz parte da lista de Patrimônio Mundial da Unesco desde 2004. O parque fica a 40 km ao leste de Reykjavík e se tornou bem conhecido por ser onde ficava o primeiro Parlamento do mundo, o  Alþingi,  que foi estabelecido no ano de 930 e funcionou no local ate 1798.

Lá é possível ver fragmentos de cerca de 50 estandes construídos com turfa e pedra e foi ali  que aconteceram as proclamações das leis do país, assim como eram julgados os crimes locais.

O lugar tem um valor importantíssimo para o povo da Islândia, pois foi onde sua independência foi proclamada em 17 de junho de 1944. Seu nome significa “Campo do Parlamento”. Também é possivel visitar a Alpingi Church ou Pingvallakirkja. No parque também fica a casa de verão do Primeiro Ministro da Islândia.

É lá também o local onde as placas continentais da América do Norte e da Europa se encontram. As “falhas geológicas” são visíveis no local, e a maior delas é a Almannagjá, sendo esta a causa dos terremotos na ilha.

A entrada no parque é gratuita!!! Tem um Visitor Centre com exibições multimidia que abre todos os dias das 9:00 as 19:00 durante o verão.

No caminho muuuuitos cavalos islandeses, pedimos para o guia parar em uma das muitas fazendas do caminho para ver os famosos Icelandic Horses.

A próxima parada foi na Cascata de Gulfoss (que significa Cascata Dourada), que é uma das maiores cascata da Europa. É possível ver ela de “cima” e por “baixo”.  Tem um trajetinho que leva até a beirada, porém como respinga muito, não fiquei muito tempo por lá.

Realmente.. é impressionante!

Também tem um monumento em homenagem a uma mulher que adorava a cachoeira e por essa área pertencer a sua familia, ela sempre estava lá admirando a cascata. porém, anos mais tarde o pai dela resolveu vender o lugar para uma familia britânica..

A mulher ficou arrasada e decidiu se canditadar a presidencia do país.. e foi eleita, e assim se tornou a primeira mulher presidente da Islândia. Ela fez tudo isso, para garantir que a área onde a cascata se encontre fosse preservada e atualmente, essa área foi recuperada pelo povo Islândes e está protegida por uma forte lei de preservação ambiental.

A cascata é formada pelas águas que vem do rio Hvítá, esse rio flui ao sul por 1 km aproximadamente, quando ele gira bruscamente.. cai formando duas cascatas de 32 metros de altura que voltam a cair no rio, essa é a famosa cascata de Gulfoss.. considerada uma das mais bonitas de toda a Europa.

Geleira próxima a Gulfoss

Seguimos para um campo geotermal, que fica no vale de Haukadalur, lá podemos ver vários Geisers de vários tamanhos!! Os mais famosos do país são dois: Geysir, além de ser o mais famoso do país e foi o que deu origem ao nome de todos os gêiseres encontrados em todo o mundo.

Ultimamente ele anda muito timido e não está muito ativo, “jorrando” água somente 2 ou 3 vezes por ano.. Porém quando resolve “funcionar” sua jorrada alcança 80 metros de altura.

Mas dá pra se contentar em ver o geiser Strokkur, que atualmente está mais ativo e jorra água quente (120 graus Celsius) a cada 5 ou 10 minutos e alcança e pode alcançar até 20 metros de altura).

Esse fenomeno é antigo, e a primeira vez que os gêiseres foram citados, foi no ano de 1294, quando os terremotos eram muito freqüentes e eles acontecima principamente na parte sul do país.

A próxima parada foi a Cratera do vulcão Kerið.. essa cratera tem suas pedras nas cores que vão desde o violeta até o tom de vermelho cereja e no meio fica um lago com água verde turquesa, imperdível.

A cratera tem 55 metros de profundidade e mais de 3 mil anos de existencia. O guia disse  que a acústica desta cratera é perfeita, tanto que Björk já fez um show no meio dessa cratera.

A última parada era pra ser na Estação de Energia Geotermal de Nesjavellier, que é a segunda maior do país, porém, não sei o que aconteceu, não paramos. =(

Antes de chegar em Reykjavík, ainda tivemos tempo de ver a a Igreja de Skálholt ou Skálholtdómkirkja, que foi o primeiro centro do cristianismo no pais durante o seculo 11 até o século 18.

Jökulsárlón Glacial Lagoon e Parque Nacional Vatnajökull

No segundo dia da  viagem, fiz o tour que vai até Jökulsárlón e faz uma breve parada no Parque Nacional de Vatnajökull ou em islandês Vatnajökulsthjodgardur, que segue pela costa sul do país, e fica perto de Vík.

Glacial de Vatnajökull

As principais paradas durante o tour foram:

– Lagoa Glacial Jökulsárlón;

– Tour de barco pela Lagoa;

– Parque Nacional Vatnajökull;

– Na volta passamos novamente pelas cachoeiras de Seljalandsfoss e Skógafoss.

Passando por Vík e seguindo viagem, a paisagem até a Lagoa é bem peculiar e um tanto quanto diferente, ou melhor, a definição ideal seria: exótico. Tudo é completamente diferente do que estamos acostmados a ver por ai, parece até cena de filme.

As paisagens vão desde montanhas com neve no topo, vulcões, cachoeiras, penhascos, campos de lava, campos de lava com musgo (muitos), estranhas formações rochosas das mais variadas formas e muita praia com areia preta.

Aguardando o próximo tour

Depois de looongos minutos so vendo campos de lava, quando estavamos quase chegando perto da Lagoa a paisagem mudou um pouco.. algumas elevações no campo de lava impediam de ter uma vista completa da Lagoa, porém quando atravessamos a ponte, lá estava ela: a maior Lagoa Glacial da Islândia, cheinha de Icebergs “boiando”  e mostrando uma paisagem única, pelo menos pra mim, que nunca tinha visto nada igual ou parecido até então na vida.

Lá vem vindo o barco-anfíbio

Jökulsárlón é a maior lagoa glacial da Islândia e sua localização exata é na parte sul do no glacial de Breiðamerkurjökull que faz parte do maior glacial do país, o Vatnajökull, que cobre 12% da área total do país. Vatnajökull fica entre o Parque Nacional de Skaftafell e Hofn.

A lagoa começou a se formar durante a década de 30 e o seu tamanho tem aumentado consideravelmente devido aquecimento global e as suas consequências que estão derretendo as geleiras.

O lago é preenchido por icebergs que flutuam formando um labirinto de gelo por onde passamos com o tour de barco-anfibio. O tour é bem rápido, aproximadamente 30 minutos.. a preparação para o barco entrar na água é rapida e enquanto isso a gente recebe os coletes salva-vidas. Durante o tour, a guia explicou sobre a geleiras, as camadas de gelo, sobre a formação da lagoa e teve até uma aula sobre gelo.

Como curiosidade, a guia também comentou que vários filmes foram gravados ali.. sendo os mais  recentes: James Bond 007 (Die Another Day e A View to a Kill), Tomb Raider  e Batman Begins.

Durante o tour, dá quase pra encostar nos pedaços de gelo

No caminho de volta para Reykjavík, teve uma parada de 40 minutos no Parque Nacional Vatnajökull, que é o maior parque nacional da Europa, e cobre cerca de 12% da área da Islândia, ele é composto pelo Glacial Vatnajökull, o Parque Nacional Skaftafell, Parque Nacional Jökulsárgljúfur e o Skriduklaustur. Em algumas partes o gelo pode chegar a medir mais de 1000 metros.

O “engraçado” é que ao chegar lá, por ser um parque nacional, espera-se encontrar muitas árvores, mata nativa fechada e muitos animais, porém esse parque (como tudo na Islândia) é um pouco diferente, existem algumas (poucas) árvores que foram plantadas recentemente na entrada do parque e o restante é só camadas e mais camadas de gelo, água, lagoas e vulcões.

O parque é relativamente recente, foi criado em 2008 e tem um pequeno “museu” e uma área com lanchonete e banheiros.

Hallgrímskirkja, em Reykjavík

Depois do tour pela South Coast, voltei pra Reykjavík. Aproveitando que nessa época não fica totalmente escuro, fui passear pela cidade.

A primeira parada foi na  Hallgrímskirkja ou também conhecida por Igreja Luterana de Hallgrímur, que é uma das principais igrejas da cidade e um dos principais cartões postais de Reykjavík. A igreja recebeu esse nome em homenagem ao poeta islandês Hallgrímur Pétursson.

O estilo da igreja é totalmente diferente das igrejas que estou acostumada a ver aqui na Escócia e em toda a Europa. É uma das contruções mais alta da Islândia, com 73 metros de altura.

Além dela ser totalmente branca, com formato que lembra as formações de lava ou até mesmo as colunas de basalto que estão espalhados pelo país, ela é toda feita de concreto. A sua construção também não foi tão simples de ser executada, demorou mais de 30 anos pra ficar pronta.

É possível visitar a igreja de graça, somente para ir até a torre de observação é necessário pagar. O valor é símbolo, 500 ISK, comparado com as outras atrações.

Para chegar lá, diferente da maioria das igrejas da Escócia e da Inglaterra, tem um elevador, que falicita muito a subida e ainda tem como fundo musical musica típica islandesa.

A igreja por dentro é bem simples, isso comparando com Igrejas da Escócia e da Inglaterra, como por exemplo.. não tem nenhum vitral, os vidros são todos simples.

Em frente a Igreja fica a estátua de Leif Erikson, filho de Erik o Vermelho.. os islandeses o consideram como o primeiro europeu a descobrir a América. Tanto ele, como seu pai deram inicio a serie de sagas islandesas que se tornaram super famosas em todo o mundo.

Essa estátua foi presente dos Estados Unidos em 1930, em comemoração ao milésimo aniversário do parlamento islandês, o Þingvellir, que data do ano de 930.

A igreja e a torre de observação abrem todos os dias das 09:00 as 20:00, assim é possível visitar logo depois de fazer um tour pelo país, já que fica aberta até mais tarde.

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