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The Borders: Scott’s View, Melrose e Rosslyn Chapel

A região da fronteira entre a Escócia e a Inglaterra é chamada de The Borders e está sendo descoberta aos poucos, inclusive pelos brasileiros. É uma região interessantíssima, cheia de histórias, batalhas e atrações, que é dificil deixar de fora de um roteiro de viagem à Escócia.

Eildon Hill

Eildon Hill

Para fazer um tour completo por essa região, o ideal seria ter um carro, mas como só de pensar em dirigir na mão inglesa eu já entro em pânico, achei melhor deixar essa idéia de lado.

A maioria dos vilarejos dessa região da Escócia não tem estação de trem e tudo tem que ser feito seguindo a risca o horário dos ônibus (que não são muito frequentes) pra não ficar sem opção pra voltar a Edimburgo. Nesse caso, achei que seria melhor (e menos trabalhoso) se eu fizesse esse day trip com uma dessas agências que existem aos montes espalhadas por Edimburgo.

Rosslyn Chapel

Rosslyn Chapel

A minha intenção inicial era fazer esse tour com a Timberbush Tours, mas como eles só tinham tour saindo as segundas e quintas, e segunda feira estava marcando chuva, acabei fazendo o tour com a Rabbie’s pq no domingo ia ter sol. Foi só por esse motivo mesmo. No geral, eu tinha achado o tour da Timberbush mais interessante, pq ainda poderiamos visitar uma destilaria de whisky, além do que era oferecido pela Rabbie’s.

O tour começou bem animado e ao som de muita musica escocesa seguimos para o nosso primeiro destino do dia: o Scott’s View, um lugar onde se tem uma boa visão de todo o vale do rio Tweed.

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Esse ponto em especifico no vale recebeu esse nome pq era o local preferido do escritor escoces Sir Walter Scott para passar o tempo e se inspirar para escrever suas obras. Fazer esse passeio no outono é uma excelente opção, já que além da vista por si só já valer a pena, as cores da estação deixam tudo muito, mas muito mais bonito.

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E o que chamava tanto a atenção de Sir Walter Scott? Além de toda a paisagem no geral, uma montanha com três picos, que ficou conhecida como Eildon Hill.

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Muito perto dali, fica o Original Wallace Monument. Normalmente, a grande maioria das pessoas acabam visitando o monumento que homenageia William Wallace que fica em Stirling. Então, o “Original Wallace Monument” é bem menos conhecido, mas por ter sido o primeiro monumento a ter sido constuido, muitas rotas turisticas passaram a incluí-lo em seu roteiro.

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Para ter acesso ao monumento é necessário percorrer uma trilhazinha repleta de folhas amarelas  (eu já disse que o outono é minha estação preferida?) e lá no fundo está a estátua, imponente e muito bem preservada, que homenageia um dos maiores herois escoceses (tem que diga ao contrário, como por exemplo os ingleses, mas a opinião deles nesse caso não conta!!) de todos os tempos.

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Como o próprio guia comentou, existe muita controversia a respeito das vestimentas (kilt e tudo mais) e do capatecete que Wallace está usando, já que naquela época as coisas não eram bem assim. Mas de qualquer forma, independentemente de ter sido assim ou não, a região do vale do rio Tweed continua a nos presentear com ótimas paisagens!

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Seguindo viagem, nosso próximo destino foi a cidadezinha de Melrose, que fica a pouquíssimos kms da fronteira com a Inglaterra, onde fomos visitar as ruínas da famosa Abadia de Melrose.

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A Abadia de Melrose, com seu estilo gótico é inconfundível, foi constuída no ínicio do século 12 e mesmo em ruínas, é considerada uma das mais bonitas do Reino Unido.

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Por todos os cantos, ainda podemos ver alguns detalhes que sobreviveram ao tempo, muitos deles  estão muito bem preservados.

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Como quase tudo na Escócia, muitas igrejas, monumentos e palácios foram destruidos, seja por fenomenos naturais ou por batalhas. Poucos anos apos finalizadas as obras da Abadia, a cidade de Melrose foi invadida pelo exercito ingles que acabou destruindo boa parte do edificio, além de matar alguns monges. Outro grande acontecimento que também deixou marcas foi a Reforma Protestante, onde muitos outros monges acabaram perdendo suas vidas também.

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Junto a Abadia de Melrose estão enterrados alguns Reis Escoceses e também o coração de Robert The Bruce, mas somente o seu coração, já que seu corpo está enterrado na Abadia de Dunfermline.

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O passeio já estava quase chegando ao fim e nossa ultima parada foi na cidade de Roslin, onde fica a Rosslyn Chapel e ainda, logo ao lado, ficam as ruínas do Roslin Castle, que também aproveitei para conhecer!

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Para visitar a Rosslyn Chapel é necessário comprar o ticket, que é vendido no Visitor Centre que fica junto a Capela, onde também estão alguns painéis explicativos sobre a origem, história e as restaurações que estão sendo feitas nesse lugar, assim como uma lojinha de souvenirs, um Café e os toilettes.

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Para ter acesso a Rosslyn Chapel, é necessário comprar o ticket no Visitor Centre e o acesso é feito por uma porta automática. Para visitar tanto os jardins e o cemitério quanto a Capela, é necessário mostrar o ticket. Então, se a intenção não for a de realmente visitar o lugar, nem adianta ir até lá, pq existe um muro bem grandinho que bloqueia boa parte da visão.

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O guia também nos deus duas opções: entrar e visitar tudo por conta própria ou aguardar o tour que começava dentro de 30 minutos. Eu optei por aguardar, e nesse tempo, comprei meu ingresso e aproveitei para ler um pouco sobre toda a história e lendas que estão relacionadas a esse lugar.

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A Rosslyn Chapel está fortemente associada ao livro/filme O Código Da Vinci, de Dan Brown. O guia chegou a comentar que o número de visitas por mês cresceu de forma absurda depois que o livro foi lançado.

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Além de tudo o que é abordado no livro/filme, ainda existem muitas histórias e lendas que até hoje são questionaveis, como se os Cavaleiros Templários existiram mesmo e ajudaram os Escoceses em sua Independência, ainda tem todo o mistério que envolve o Santo Graal e as histórias que indicam que ele está de fato escondido na Capela e ainda, as teorias relacionadas a Maçonaria .. Bom, isso ninguém sabe ao certo!

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Mas uma coisa que não dá pra negar é que, o interior da Capela é muito bonito e todo enfeitado. Por tras desses “simples” enfeites existe todo um simbolismo curioso. São muitas e muitas colunas e pilares, estátuas e rostos esculpidos, elementos que nem haviam sido descobertos ainda naquela época e objetos e teorias que dizem ter alguma ligação com a Maçonaria, além de tudo ter um significado e riqueza de detalhes, que é impossível não ficar admirada.

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Infelizmente não é possível bater fotos dentro da Capela, e ainda o fato de a parte externa estar passando por uma reforma, todas aquelas estruturas de ferro e os materiais que estão sendo utilizados nas restaurações deixaram todo mundo meio decepcionado, já que as fotos externas ficaram bem sem graça, mas fazer o que, não é?!?! (Quem quiser ver algumas fotos do interior da Rosslyn Chapel, é só clicar aqui).

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E por fim, antes de voltar a Edimburgo, ainda tive tempo conhecer as ruínas do Castelo de Roslin.

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Existe uma trilha que liga a Capela até o Castelo. É preciso atravessar uma ponte que passa pelo rio North Esk e toda essa caminhada ainda é acompanhada por paisagens super bonitas.

Obs.: O tour iniciou as 09:30 e voltamos a Edimburgo por volta de 16:30.

Viajando de ônibus pela Escócia

Enquanto eu tava programando um day trip para St Andrews (que durante meu intercâmbio nunca aconteceu), eu me dei conta que eu não fazia idéia de onde ficava a Estação Central de Ônibus da cidade.

Normalmente elas ficam junto as estações de trem, mas no caso de Edimburgo não. Apesar dela não ficar grudada em nenhuma das duas estações de trem de Edimburgo (Waverley Station e a Haymarket Station), ela fica bem próxima a Waverley Station, a uma curtíssima caminhada.

Entrada da Estação de ônibus que fica em frente ao St James Shopping Centre

Entrada da Estação de ônibus que fica em frente ao St James Shopping Centre

A Edinburgh Bus Station está localizada na St Andrew Square, ao lado do Multrees Walk e bem perto da Harvey Nichols e do St James Shopping Centre.

Existem duas entradas, uma delas fica de frente pra uma das esquinas da St Andrew Square e a outra fica quase em frente ao St James Shopping Centre.

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Essa é a princial e unica estação de ônibus da cidade. Claro que alguns ônibus podem parar em algum outro lugar já pré estabelecido (como por exemplo na Charlotte Square), mas em 98% das vezes a chegada/destino vai ser essa estação.

A estação é super moderninha, inclusive a fachada. Não espere encontrar um prédio com fachada estilo clássico ou gótico ou seja lá qual estilo antigo vier a cabeça por primeiro. A fachada é toda de vidro e ficou bem interessante, já que os seus vizinhos (Harvey Nichols e Multrees Walk) também seguem o mesmo estilo.

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Daqui partem todos os ônibus que ligam tanto Edimburgo com outras cidades Escocesas, como com cidades da Inglaterra e do País de Gales.

Um ótimo site que eu acabei descobrindo para pesquisar rotas, destinos e horários é o Traveline Scotland. Inclusive ele informa sobre problemas, atrasos e cancelamentos dos ônibus em tempo real.

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Então quem tiver interesse em viajar pelo Reino Unido, as empresas que oferecem serviços partindo de/para Edimburgo são:

Lothian Buses: com ônibus que partem para as cidades nos arredores de Edimburgo.

First Bus: opera principalmente no sul e na região central da Escócia, mas também tem ônibus que vão para as principais cidades da Inglaterra (principalmente as cidades do norte).

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Citylink: os serviços ligam Edimburgo as principais cidades da Escócia (Glasgow, Perth, Dundee, Aberdeen, Inverness, entre outras e Blackpool, na Inglaterra). Normalmente eles oferecem passagem a 1,00 libras (isso mesmo UMA LIBRA) entre Edimburgo e Glasgow.

Stagecoach Bus: com ônibus que partem para diversas cidades na Escócia, principalmente as cidadezinhas menores da costa leste.

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National Express: também oferecem ônibus que ligam Edimburgo a várias cidades em todo o Reino Unido.

As principais rotas feitas de ônibus partindo de Edimburgo são:

– Edimburgo – Londres com a National Express;

– Edimburgo – Glasgow com a Citylink;

– Edimburgo – St Andrews com a Stagecoach Bus;

– Edimburgo – Perth – Inverness com a Citylink.

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Uma das principais vantagens de viajar de ônibus no Reino Unido é o preço. As passagens de ônibus são super baratas. Por exemplo, o trecho entre Edimburgo – Glasgow com a Citylink pode sair por 5,00 libras, mas o tempo de viagem é de 1 hora e 30 minutos (de trem o trajeto é feito em 40 minutos e custa em torno de 15 libras).

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Já a principal desvantagem é o tempo de viagem. Em média, dependendo do destino, pode ser mais que o dobro, quando comparado com o tempo de viagem de trem.

Os tickets podem ser comprados diretamente nos guiches de atendimento que ficam no hall principal dentro da estação, com o motorista (algumas empresas oferecem essa opção, não são todas) ou ainda pela internet.

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Para saber em qual portão o ônibus vai sair, é só cuidar no telão, que também fica no hall principal da estação. Existem dois telões indicando os ônibus que estão chegando e os ônibus que estão saindo. É bom ficar ligado, pra não confundir!

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Ah, uma coisa que pode ser bem util é o guarda-volumes (left luggage). Quem ainda tiver tempo pra uma ultima voltinha pela cidade antes de ir para o aeroporto/estação de trem ou até mesmo na própria estação de ônibus, pode deixar as malas ali mesmo. Normalmente os valores desses lockers são mais baratos do que o Left Luggage na Waverley Station ou na Haymarket. Quem entra pela entrada secundaria (perto do St James Shopping Centre), seguindo a direita, um pouco mais a frente já vai conseguir visualizar o paredão com as várias portinhas. Os valores variam de 2,50 libras a 7,00 libras dependendo do tamanho da mala e do número de horas que ela vai ficar ali dentro, claro.

A estação de ônibus de Edimburgo fica na North St Andrew Street (entrada principal) e Elder Street (entrada secundaria). Subindo pela Princes Street pela rua que fica em frente ao Scott Monument, a entrada principal da estação fica na diagonal pro lado direito.

Tudo muito bem sinalizado!

Tudo muito bem sinalizado!

Obs.: a estação de ônibus de Edimburgo é minuscula, então não há necessidade de chegar muito cedo. Uns 10 ou 15 minutos antes do horário do ônibus partir é o adequado.

Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

Roteiro: EuroTrip 2012

Are yoooouuuu ready?? Please, prepare for take off!! =))

Nossa, nem acredito que esse dia chegou!!! Quando este post for ao ar, espero já ter desembarcado no aeroporto de Heathrow e já ter pego a minha conexão rumo a Zurique, na Suíça!

Claro que o plano inicial dessa viagem não incluia a minha pessoa, afinal, eu já tinha viajado toda a minha cota para os próximos 10 anos, segundo o meu pai. Mas seria impossível eu me conformar calada, bati o pé e consegui! Eu vou também! o/

Não teria a menor graça eu organizar toda a viagem pra eles, comprar todos os tickets e ficar de fora, não é mesmo?

Essa viagem vai ser em familia, portanto, estaremos em 5 pessoas no total, além dos meus pais e meu irmão, a minha cunhada vai também!

Nós resolvemos fazer trechos diferentes com cias aéreas diferentes pq apesar da viagem ser em familia, o final dessa viagem não vai ser o mesmo pra todo mundo.

Sendo assim, eu vou viajar de British Airways e o restante do pessoal vai de TAP. Ambos vamos precisar fazer conexão para chegar no nosso destino final (ou seria incial?) que será Zurique, na Suíça.

Então, o roteiro dessa viagem ficou assim:

– 4 dias na Suíça (na parte alemã do país), com direito a um day trip para o Liechtenstein. Ainda vamos assitir um espetáculo de ballet por lá também;

De Zurique vamos pegar um trem com a SBB até Salzburgo, na Áustria.

– 4 dias em Salzburgo, sendo que ficaremos 2 dias inteiros na cidade e nos outros dois dias faremos passeios pela região;

De Salzburgo até Viena vamos nos deslocar de trem também, dessa vez vamos com a empresa austriaca ÖBB.

– 5 dias em Viena, onde ficaremos 4 dias inteiros na cidade e um dia vamos para Bratislava, na Eslováquia. E realizando o sonho da minha mãe, vamos assistir um concerto na Sala Dourada, no Musikverein.

A partir desse momento, a viagem vai ter duas direções:

– meus pais, meu irmão e minha cunhada seguem para Praga, antes de pegarem o voo de volta ao Brasil;

–  e eu? bom, a minha viagem ainda não termina por aqui.. vem mais coisas por ai! No momento certo eu conto os detalhes!

Ah, e pra quem acha que o blog vai ficar as moscas nesse tempo da viagem, o blog não vai ficar abandonado não. Alguns posts estão programados para ir ao ar nos próximos dias. E o assunto? Edimburgo e Paris!!

Obs.: no decorrer da viagem, quando possível, eu vou atualizando o Facebook e o Twitter com as novidades!

Mini-guia para viajar de trem pela Escócia e norte da Inglaterra

Quando eu decidi fazer meu intercâmbio na Escócia, uma das coisas que eu tinha definido era: andar de trem o máximo possível.

Uma das entradas da Waverley Station

Uma das entradas da Waverley Station

Se o destino fosse perto de Edimburgo, seria a desculpa perfeita, se não fosse tão perto, seria a desculpa perfeita também. Como assim? Os trens britânicos sempre tiveram fama de serem pontuais, limpos, rápidos e eficientes, o que de fato, eu tenho que concordar.

A Escócia é um país pequeno que facilmente podemos ir de norte a sul ou de leste a oeste em poucas horas.

Waverley Station vista dos fundos

Waverley Station vista dos fundos

As principais vantagens de viajar de trem na Escócia são:

– todas as cidades e vilas do país tem sua estação de trem (340 estações);

– algumas cidades, mas apenas as maiores, tem mais de uma estação de trem, como Edimburgo e Glasgow, por exemplo;

– a principal empresa de trem do país é a Scot Rail, com ela dá pra chegar em praticamente todos os lugares do país;

– os trens da Scot Rail são modernos, novos e são bem confortáveis também.

Pra nos brasileiros que não estamos acostumados a andar de trem, essa é mais uma ”modalidade” que podemos considerar quando estivermos viajando pelo Reino Unido.

→ As estações de trem de Edimburgo

Eu já falei em vários posts aqui no blog, que Edimburgo tem 2 estações de trem. Ambas as estações ficam no centro turistico da cidade e a distância entre elas é relativamente curta.

Entrada principal da Waverley Station, em Edimburgo

A principal estação de trem da cidade é a a Waverley Station, que fica convenientemente localizada no centrao da cidade, entre a New Town e a Old Town, e bem próximo ao Scott Monument e a uma curtíssima caminhada da Princes Street.

Waverley Station, a principal estação de trem de Edimburgo

Já a Haymarket Station, fica um pouco mais afastada do centro da cidade, mas nada que uns 10 minutos de caminhada partindo da Princes Street não resolvam. A estação é bem menor e tem poucas plataformas.

Haymarket Station, em Edimburgo

Haymarket Station, em Edimburgo

→ As passagens de trem

Assim como as passagens de avião, as passagens de trem também podem ser compradas em casa, pela internet. O ideal é comprar com pelo menos 2 horas de antecedência, pq esse é o tempo limite que a empresa de trem nos dá pra que o ticket esteja pronto pra ser retirado em qualquer uma das máquinas ou guiches em qualquer estação de trem no Reino Unido. Na hora de comprar o ticket, já temos que escolher uma das milhões de estações que existem tanto na Escócia como em todo o Reino Unido para retirar a nossa passagem.

Máquinas para comprar o ticket de trem na Waverley Station, em Edimburgo

Por exemplo, eu já comprei uma passagem de ida e volta pra uma viagem que faria entre Londres – Dover e escolhi retirar a minha passagem ainda enquanto estava em Edimburgo, e a estação escolhida foi a Haymarket Station que ficava bem perto de onde eu morava. Assim, quando cheguei em Londres, eu já tinha tanto a passagem de ida quanto a de volta entre Londres e Dover em mãos e não precisei mais me preocupar com isso.

Máquinas na Waverley Station, em Edimburgo

Alguns trechos, como por exempo, uma viagem entre Edimburgo – Londres, exige uma certa programação. Isso pq, assim como as cias aéreas, o preço das passagens de trem também podem sair mais caros e alguns fatores como o horário escolhido, rota, número de paradas podem influenciar no valor do preço final do bilhete. E se for de ultima hora então, a diferença de valores é consideravel. Normalmente uma passagem entre Edimburgo – Londres sai por 80,00 libras, porém se for no final de tarde de uma sexta-feira, esse valor pode subir consideravalmente. O número de paradas pelo caminho também interfere no preço. Por exemplo, um trem diretasso sai um pouco mais caro do que um trem estilo pinga-pinga, que vai parando em toooodas as cidades que existem entre Edimburgo e Londres. Mas ai entre um outro fator, o tempo. Ninguem vai querer demorar 10 horas pra chegar em Londres, se o tempo médio entre as duas cidades fica em torno de 4 horas, né?

Ticket de ida entre Edimburgo e Glasgow

Porém se o trecho de trem for entre Edimburgo e Glasgow por exemplo, a mesma regra permanece, alguns horários são mais caros que outros, principalmente se for o horário que os moradores estão se deslocando entre cidades da região para trabalhar. Mas por ser um trecho com deslocamento pequeno, em torno de 45 a 50 minutos, a diferença de valor do bilhete não é tãããão assustadora assim.

Ticket de volta entre Glasgow e Edimburgo

Uma outra coisa legal, pelo menos eu gostava bastante, quando ia passear durante o final de semana entre Edimburgo e qualquer cidadezinha escocesa que ficasse relativamente perto é que, era possível comprar o bilhete sem definir o horário da volta, mas algumas regrinhas são impostas. Então eu comprava o bilhete com o horário da ida definido (era uma forma de eu me mexer cedo e não perder o bilhete e consequentemente aproveitar melhor o dia) e a volta eu comprava em aberto, pagava um pouco mais caro, mas dai me permitia o seguinte: se a cidade fosse minuscula, eu poderia voltar antes do tempo pré-determinado ou se a cidade fosse legalzinha, eu poderia ficar mais tempo, sem perder o bilhete e precisar comprar outro pq o horário já estava pré-determinado. Essa opção é definida como ‘return anytime’.

Ticket de volta entre Blackpool e Liverpool

Para conseguir o melhor preço, o ideal é comprar passagem ida e volta. Se for um trecho apenas, normalmente o valor da passagem é mais caro do que se comprar ida e volta juntos.

Passagem entre Edimburgo – York com reserva de assento

As passagens de trem estão a venda com 90 dias de antecedência. Prazo maior que este não é possivel comprar, pelo menos não pelo site.

Estação de Trem, em Liverpool

→ Onde comprar as passagens

O melhor site que eu descobri para pesquisar quando o assunto for trens no Reino Unido é o site da National Rail, tanto se o trajeto for entre cidades escocesas ou se for entre Escócia – Inglaterra ou País de Gales. Nesse site da pra encontrar tudo, desde os horários de saída e chegada dos trens, se o trajeto é direto ou se tem conexão, de qual plataforma sai e chega o trem, os preços na primeira ou segunda classe, as empresas que fazem o trajeto, ou seja, dá pra encontrar todas as informações que precisamos.

Uma das estações de trem de Liverpool

Eu nunca gostei de comprar em sites que não fossem os oficiais de cada uma das empresas que o site da National Rail indicava. Normalmente se eu ia viajar entre duas cidades escocesas, eu ja procurava as informações e comprava a passagem direto no site da Scot Rail. Se a viagem fosse entre Edimburgo e alguma cidade do norte da Inglaterra eu pesquisava tudo no site da National Rail, mas na hora de comprar o bilhete eu comprava direto no próprio site da empresa que eu tinha escolhido.

Troca de trem na Estaçao de Preston no trajeto entre Edimburgo e Liverpool

Inclusive, lembro bem quando deu aquela nevasca no final de 2010, e eu tinha uma viagem de trem entre Edimburgo e Manchester e um dos sites que me salvou foi o próprio site da National Rail. Ali, eles também informam sobre problemas nos trilhos, desvios, atrasos e cancelamentos, e tudo isso em tempo real. Melhor impossivel!!

→ Primeira ou segunda classe

Praticamente todos os trens no Reino Unido oferecem as opções de primeira classe (first class) ou segunda classe (standard class). As duas principais diferenças entre elas são: preço e quantidade de pessoas.

Vagão da Primeira Classe, quando fui de Edimburgo a Manchester

Eu ja viajei tanto em primeira classe, como em segunda classe. A maior vantagem de pagar um pouco mais é o comforto com toda a certeza. O espaço dos bancos são maiores (mas não muuuuito maior também). Geralmente no vagão da primeira classe tem bem menos pessoas e há mais espaço livre pra as malas.

Quando fui de Edimburgo a Manchester, por causa das nevascas, o tempo de viagem poderia ser maior do que o normal, então achei que seria bom pagar um pouco mais e viajar mais confortavelmente. Afinal, o trajeto já era de 3 horas e com os atrasos, a viagem poderia ser muito maior, como realmente foi. No total eu demorei quase 5 horas pra chegar em Manchester, mas ao menos eu estava num vagão praticamente vazio, com lanches e bebidas incluidos no valor da passagem e não tive que me preocupar em procurar um vagão com banheiro, pq o vagão da primeira classe tem o seu próprio banheiro.

Trem da ScotRail

Trem da ScotRail

Já a segunda classe normalmente sempre está entulhada de gente. Alguns trens exigem reserva de assento, porém alguns trecho como Edimburgo – Glasgow é impossivel reservar assento, pelo simples fato de ser a rota mais movimentada da Escócia. É um sobe e desce intenso em cada parada pelo caminho, que seria inviável fornecerem a opção de reserva. Quando eu viajava em segunda classe, o negócio era chegar um pouco mais cedo e quanto mais longe eu conseguisse caminhar do vagão que estava no inicio da plataforma, maiores eram minhas chances de achar um banco livre pra sentar. Simples assim!

Trem da Scot Rail

→ Reserva de assento

As unicas vezes que precisei reservar assento foram nas viagem consideradas um pouco mais longas, como por exemplo: Edimburgo – Manchester, Edimburgo – Liverpool e Edimburgo – York.

Painel indicando a plataforma e todas as paradas do trajeto

No caso da primeira classe da empresa Transpennine, era possivel escolher ainda:

– banco no corredor ou na janela;

– banco individual ou banco para duas pessoas. A configuração do vagão de primeira classe é 2-1;

– ainda dava pra escolher se queria banco estilo ‘airline style’ que é sem mesinha ou ‘forward facing ou backward facing’ ou seja, se eu queria um banco no sentido que o trem estava andando ou no sentido contrario.

Na Escócia todas as estações tem os nomes escritos tanto em inglês como em gaélico escoces

– ainda dava pra escolher se queria com mesinha pra trabalhar, com tomada, se quer perto do banheiro, no meio do vagão ou perto do lugar pra colocar as malas nas duas extremidades do vagão.

Estação de trem de York

Como eu sabia que normalmente quem utiliza a primeira classe são pessoas mais velhas ou executivos, peguei banco na janela, individual e sentido contrario do que o trem estava andando. Um sossego!

→ Distâncias

A maioria das cidades escocesas ficam a uma curta distância de Edimburgo, existem opções diretas, com uma ou mais conexões.

Estação de trem de Linlithgow

Então, as principais empresas e distâncias a partir de Edimburgo são:

– Londres: 4 horas e 30 minutos (direto e operado pela East Coast e Cross Country e com conexão operado pela Virgin Trains);

– Liverpool: 3 horas e 37 minutos (com uma conexão e operado pela Transpennine Express);

– Manchester: 3 horas e 15 minutos (direto e operado pela Transpennine Express);

– York: 2 horas e 23 minutos (direto e operado pela Cross Country);

– Newcastle: 1 hora e 25 minutos (direto e operado pela Cross Country);

Painel principal da Estação de Waverley, em Edimburgo

– Oban: 4 horas e 12 minutos (com uma conexão durante o ano todo e nos meses de verão é direto e é operado pela Scot Rail);

– Inverness: 3 horas e 29 minutos (direto ou com uma conexão e operado pela Scot Rail);

– Aberdeen: 2 horas e 20 minutos (direto e operado pela Scot Rail e  Cross Country)

– Dundee: 1 hora e 10 minutos (direto e operado pela Scot Rail)

Trem da ScotRail

Trem da ScotRail

– Stirling: 53 minutos (direto e operado pela Scot Rail)

– Glasgow: 50 minutos (direto e operado pela Scot Rail);

– Linlithgow: 18 minutos (direto e operado pela Scot Rail).

Waverley Station, em Edimburgo

Obs.: esse é o tempo médio entre as cidades, podem haver variações dependendo do horário e da empresa escolhidos.

→ Bagagem

Nas viagens de bate-volta que eu fiz a partir de Edimburgo, eu não levava bagagem. Eu levava apenas minha bolsa.

Porém, nas duas viagens de final de semana que fiz, uma pra Liverpool e Blackpool e outra pra Manchester, eu tinha bagagem. E ai que entra uma grande vantagem de viajar de trem quando comparamos com avião.

Não precisamos nos preocupar com a quantidade de malas e com o peso delas, pois não existem restrições de bagagem. Lógico que ninguém vai levar 10 malas por exemplo, mas 2 ou 3 malas é bem tranquilo. Se as malas forem pequenas, existe um espaço acima do nosso banco onde podemos (e devemos) colocar nossas malas. Se as malas forem grandes, existem compartimentos especificos nas duas extremidades do vagão especialmente pra elas.

Trem entre Edimburgo e York

→ Outras considerações

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Em algumas estações, precisams liberar a catraca pra ter acesso a plataforma, e mesmo assim, dentro do trem um funcionário ainda passa conferindo os bilhetes;

Estação de trem de Durham, na Inglaterra

Estação de trem de Durham, na Inglaterra

– não é necessário fazer check-in e não precisamos ser revistados como acontece em aeroportos;

– é só chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência (isso nas estações de trem da Escócia) apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo para se deslocar até lá.

– nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. Algumas estações cobram um valor simbólico pra utilizar o banheiro (0,20 centavos de libra), mas a grande maioria é de graça.

– todos os trens operados pela Scot Rail tem wi-fi gratuito.

Agora ficou mais tranquilo viajar de trem pela Escócia e pelo Reino Unido, não é?

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