Arquivo | Viena RSS for this section

Bratislava: um bate-volta perfeito a partir de Viena

Todo mundo lembra que até algumas décadas atrás existia um país chamado Tchecoslováquia, certo? Na década de 90, através do acorodo Divórcio de Veludo, esse país deixou de existir, dando origem a dois novos países: a República Tcheca (capital Praga) e a Eslováquia, cuja capital é Bratislava.

SONY DSC

Quem pensa em conhecer a “continuação” de Praga, eu já aviso: é muito mais fácil e leva menos tempo se o trajeto for feito a partir de Viena. Bratislava fica apenas 65 km de distância de Viena e o tempo de viagem de trem com a empresa austríaca leva em torno de 1 hora. (Quem tiver interesse, umas semanas atrás eu escrevi um post sobre como é andar de trem na Áustria).

b1_1200x832

b5_1200x802

Os trens em direção a Bratislava partem da estação Wien Hbf (que também é conhecida por Wien Südbahnhof, seu nome antigo, já que essa nova estação central está sendo construida junto a Südbahnhof), mas em Brastislava existem duas opções de estações de trem para desembarcar: a estação central de Bratislava, a Bratislava Hlavná Stanica (Bratislava – hl st) ou a Petrzalka. Nos preferimos pegar o trem um pouco mais tarde, por volta das 09:00 da manhã e desembarcar na estação central. Os horários mais cedo desembarcavam na estação de Petrzalka, que fica na região sul de Bratislava, ou seja, bem mais longe do centro da cidade.

b7_1200x849

(Obs.: depois da minha viagem a Polônia – que eu ainda não escrevi nada aqui no blog, uma vergonha! – onde eu tive dificuldade de encontrar pessoas que falassem inglês, nessa viagem eu já fui precavida. Então é sempre bom saber algumas palavrinhas chaves pra não passar aperto, como por exemplo: vlak = trem, zo stanice = alguma coisa relacionada com estação de trem, e zastávla = parada)

b9_1200x884

Chegando em Bratislava, não se assuste, pois a estação de trem parece uma rodoviária caindo aos pedaços, mas é ali mesmo, pode desembarcar tranquilo. Saindo da estação, é só descer toda a rua que fica bem em frente, dobrar a direita, atravessar uma passarela e seguir pro centro da cidade, onde estão todas as atrações turisticas agrupadas.

Bratislava (também conhecida pelo seu apelidinho de Blava) está situada as marges do rio Danúbio – onde finalmente vi o tal do famoso Danúbio (Azul) – e é uma cidade super pequena, bem fácil de ser percorrida a pé. E foi isso que fizemos.

b8_1200x891

No caminho entre a Estação Central de Trem e o Centro Antigo de Bratislava (Staré Mesto) fizemos uma paradinha pra conhecer o Grasslkovich Palace, local onde mora o presidente do país. Infelizmente não dá pra conhecer o palácio por dentro, mas é possivel caminhar pelos seus jardins e também ver a Fonte Zem – Planéta Mieru (Fonte Terra – Planeta de Paz).

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

Aproveitamos para caminhar um pouco pelo centrinho de Bratislava até a hora do almoço chegar. Entre todas as opções de restaurante que serviam comida típica eslovaca que eu vi na internet, um dos que estavam mais bem cotados era o Slovak Pub ou Slovenská Hréma que fica em um edificio de dois andares, pintado metade branco e metade preto, não tem erro.

b12_1200x857

 O acesso ao restaurante é meio estranho, o ambiente é todo de madeira, bem rustico e existem milhares de salões, então já da pra imaginar o tamanho do lugar, né?

b13_1200x817

Uma vez na Eslováquia, aproveitamos pra provar o prato mais tradicional do país, o Bryndzové halušky, que nada mais é do que um nhoque de batata coberto com um molho de queijo de ovelha chamado de Bryndza com pedaços de bacon. Uma maravilha! Ao menos eu gostei, meu pai e meu irmão não gostaram pq acharam o queijo muito forte. E pra começar, uma sopinha…

b14_1197x900

b15_1200x887

Ah, o prato é super bem servido, tem que ter muita fome pra comer tudo aquilo. (Também tem a opção da sopa goulash, mas como eu já tinha provado em Praga, dei preferencia pra conhecer outros pratos). E pra acompanhar a comilança, pedimos cerveja eslovaca, claro!

b16_1182x900

Seguindo o passeio, nossa próxima parada foi: atravessar o Michalská brána, um dos quatro portões que davam acesso a Cidade Antiga de Bratislava. Ali fica o marco zero da Eslováquia, ou seja, mostra todas as principais distancias no país e entre os países europeus com a Eslováquia.

IF

IF

IF

O centrinho de Bratislava é bem bonito, todo com ruas de paralelepipedo, e tem até algumas áreas que lembram um pouco de Praga.

IF

SONY DSC

IF

Muito perto dali, fica a Dóm sv. Martina ou a Igreja de São  Martinho, a principal igreja da cidade. Além de visitar a catedral, podemos visitar também um pequeno museu que fica em uma torre.

SONY DSC

Essa catedral levou séculos até ficar pronta, foi construida entre os seculos XIII e XVI, e foi tão importante que chegou a ser local de coroação dos Monarcas da Hungria. Também é possivel ver onde estão enterrados alguns desses reis hungaros, todos os que comandaram o país entre 1563 e 1830.

SONY DSC

A sua decoração interna não é tão pomposa como a Stephansdom em Viena, ou até mesmo a Catedral de São Vito em Praga, mas vale a pena conhecer!

SONY DSC

Pra ir de lá até a principal atração do país, o Castelo de Bratislava, tivemos que atravessar um viaduto. Dali é possivel ver o rio Danubio (finalmente) e bater foto da Nový Most, que literalmente significa a Ponte Nova. Ela chama atenção, pq em uma das suas extremidades fica um torre com um restaurante giratório, uma estação de radio e uma plataforma de observação, que mais parece um OVNI.

SONY DSC

A gente optou por não ir até lá e subir no deck de observação, mas agora pensando bem, deveriamos ter subido. A vista do Castelo de Bratislava deve ser super bonita lá do alto. Fica a dica!

IF

A maior atração do país, o Castelo de Bratislava (Bratislavský hrad) está localizado no alto de uma colina e assim como o Castelo de Edimburgo, domina toda a paisagem. Suas quatro torres brancas (onde 1 é diferente) são consideradas o símbolo da cidade (e do país).

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

Para ter acesso ao castelo, é só subir uma rampa. A vista do rio Danúbio lá do alto é super bonita e inclusive dá pra constatar que o Danúbio não é azul, e sim verde (que Johann Strauss não leia isso)! =D

SONY DSC

SONY DSC

O castelo que já foi uma fortaleza e já abrigou reis e rainhas, foi destruido durante a 1 e 2 Guerra Mundial, mas não faz muito tempo, ele passou por uma ampla reforma e está “brilhando” com a “nova pintura”.

SONY DSC

Atualmente o castelo abriga, além do Parlamento Eslovaco (que fica na mesma área), a sede do Museu Nacional Eslovaco. Como o proprio nome do museu já sugere, ele conta um pouco da história do país atraves de alguns objetos encontrados durante escavações pelo país.

SONY DSC

Na minha opinião, sendo bem sincera, eu esperava mais desse museu. Achei a decoração interna muito mais interessante do que a exposição em si. Achei também que eles poderiam ter explorado melhor a parte sobre o Divórcio de Veludo e toda a história mais recente do país e não só mostrar fotos, pinturas (principalmente) da cidade e do país em praticamente todos os anos de sua existência. A ala em que tem alguns objetos e escavações é bem pequena, no ultimo andar.

b26_1109x900

Através do ultimo andar também dá pra ter acesso a uma das torres, quem tiver coragem de encarar todos aqueles degraus super ingremes, boa sorte! Eu desisti da idéia só de olhar.

É importante dizer que o castelo só abre de terça a domingo, então todas as segundas-feiras ele estará fechado, obvio. Não dá pra bater fotos dentro do castelo.

SONY DSC

Como deu pra ver, Bratislava é bem compacta e as principais atrações podem ser vistas em apenas um dia, e o melhor de tudo, sem nenhuma pressa!

Obs.: Ah, e antes que eu me esqueça, a Eslováquia já faz parte da União Européia e também já utiliza o euro como moeda oficial.

** Se você gosta desse blog e quiser dar uma força reservando o hotel em Bratislava através do site do Booking, para iniciar as pesquisas, é  só clicar aqui. Obrigada!!! **

** Importante: Ao reservar um hotel através do site do Booking aqui pelo blog, será repassado uma comissão ao blog Contando as Horas **

Posts relacionados:

Como andar de trem na Áustria

Lista com todos os posts sobre Praga, Rep Tcheca

Lista com todos os posts sobre Viena, Áustria

Voando com as cias aéreas de baixo custo na Europa

Anúncios

Concertos em Viena: onde pesquisar, o que assistir e onde comprar

Viena oferece milhões de oportunidades quando o assunto é relacionado a música. As apresentações vão desde musicais, óperas, shows, recitais, música clássica até coral em igrejas.

C2_1101x900

Quando eu comecei a pesquisar sobre quais concertos nos iriamos ver em Viena, foi dificil achar sites ou informações confiaveis sobre isso. Então eu resolvi mandar um email pro pessoal do Orgão de Turismo de Viena pedindo onde eu poderia comprar ingressos pra determinadas apresentações e em questão de 2 ou 3 dias eu recebi a resposta.

O que me recomendaram foi entrar no site Wien.info na parte chamada “Music & Stage Shows” e olhar tudo o que está disponível lá e pegar os sites e emails para contato ali. Tudo o que está listado nesse site Wien.Info é confiavel, pois eles são responsáveis pela divulgação turistica de Viena.

SONY DSC

Outros dois sites que eles me disseram ser confiáveis também são: o Vienna Concerts e o Vienna Ticket Office, porém ao comprar com eles, geralmente é cobrada uma taxa para cada ingresso.

Então, dois dos ingressos eu comprei diretamente no site oficial do evento e outro eu comprei no site do Vienna Concerts. Não comprei nenhum ingresso com o Vienna Ticket Office, então não sei como as coisas funcionam com eles.

C1_1160x900

Felizmente nossa experiência nesse departamento deu tudo certo, desde a compra do ingresso até o dia de assistir os espetáculos.

Nesse post vou compartilhar algumas informações sobre os espetáculos que entraram no nosso roteiro cultural em Viena.

O Quebra-Nozes, na Opera Estatal de Viena (Wiener Staatsoper)

Considerada a principal casa de concertos e ópera do país, o prédio já impressiona pela sua arquitetura externa, e internamente também não deixa nada a desejar. O hall de entrada é feito todo de mármore e tem uma decoração bem clássica, com muitas estátuas, uma mais bonita que a outra.

2_1200x889

Nos compramos nossos ingressos pelo site oficial da Ópera Estatal. Mas antes de se aventurar pelo site, é importante saber duas coisas: os tickets só estão a venda com 60 dias de antecedência e mesmo clicando para ver a versão em inglês do site, durante a compra dos ingressos tudo está escrito em alemão (vai entender!!!!!!!). Então o negócio é ter muita paciência e abrir o google translator e rezar pra que dê tudo certo.

10_1200x857

50_1200x900

Depois dessa aventura pra comprar os ingressos, eu recebi um email com o voucher da compra. No dia da apresentação é importante chegar ao menos 1 hora antes pra trocar os ingressos. Como nos fomos no final de outubro, também é necessário deixar os nossos casacos do guarda-volume, pois é proibido entrar de casaco na sala de concerto!

21_1193x900

De todas as opções de apresentações, nos optamos por assitir o ballet O Quebra-Nozes, de  Tchaikovsky. Como eram as apresentações programadas para a temporada de inverno, achamos que esse ballet seria ideal, já que ele sempre está na programação cultural de diversas cidades nessa época do ano por causa do Natal.

26_1200x778

Pra quem não sabe, ano passado O Quebra-Nozes estava completando 120 anos de existência desde a sua primeira apresentação no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo.

32_1200x886

Eu acho que junto com o Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes é uma das apresentações de ballet mais vista no mundo. Em Viena O Quebra-Nozes já virou uma tradição, pois todos os anos a partir e outubro esse ballet volta a fazer parte da programação da Opera Estatal.

36_1200x857

O cenário é lindíssimo, a caracterização e roupas dos personagens parecia coisa de cinema e a trilha sonora é ótima (tão bom assistir a um espetáculo que a gente conhece quase todas as músicas). Ah, e a Orquestra Sinfonica de Viena faz a performance de todas as músicas ao vivo. Demais!!!!

39_1200x839

Quem for a Viena, não deixe de conhecer a Opera Estatal e se possível, assitir a esse ballet. Vale muuito a pena! Recomendo muito!

55_1200x852

O ballet tem duração de 2 horas, com um intervalinho de 20 minutos. A Ópera Estatal de Viena fica na Opernring, 2, perto do Hotel e Cafe Sacher.

Orquestra Mozart de Viena na Sala Dourada, do Musikverein

Junto com a Opera Estatal de Viena, o Musikverein está entre as casas de concertos mais famosas da Áustria. A Sala Dourada (Goldener Saal) se destaca por ter uma acustica perfeita.

M4_1200x899

Ter a oportunidade de assistir a um concerto de música clássica nessa sala hoje em dia é algo totalmente possível.

Eu comprei nossos ingressos no site do Vienna Concerts e logo em seguida recebi o voucher por email. Ao chegar lá no Musikverein é necessário se dirigir ao ticket office e trocar o voucher pelos tickets. Pra evitar as filas, o ideal é chegar pelo menos 1 hora antes.

SONY DSC

Um detalhe importante: na hora de comprar esses ingressos, não tem como escolher os lugares pra sentar, apenas as alas (classificadas por cores/preços). Então os lugares dentro da ala escolhida são livres, ou seja, quem chegar primeiro pode pegar o melhor lugar. Nos chegamos com uns 40 minutos de antecedência (o concerto estava marcado pras 19:30) e conseguimos um bom lugar, bem de frente pro palco, na fileira 8.

SONY DSC

A Sala Dourada é um ícone quando o assunto é apresentações de música clássica. Vale dizer que a sala é belíssima, totalmente enfeitada, mas já está precisando de uma reforma (ou uma “polidinha”).

SONY DSC

SONY DSC

De todos os espetáculos que assistimos nessa viagem, o que mais nos decepcionou foi esse. A sala já estava totalmente ultrapassada, a forma adotada de não reservar cadeiras deixaram as coisas bem mais confusas e sem falar na forma da apresentação. A unica coisa que se salvou foi que os músicos tocavam super bem, fora isso, até o figurino (todos vestidos imitando Mozart) era engraçado, pra não dizer outra coisa.

SONY DSC

D13_1200x785

Vale a pena pra quem quer ouvir um bom repertório, mas pra quem busca algo mais “sério”, essa apresentação na Sala Dourada deixa muito a desejar.

D16_1200x799

A apresentação tem duração de 2 horas, com um intervalo de 15 minutos. O Musikverein fica na Musikvereinsplatz, 1, muito perto da Karlskirche e do Hotel e Café Imperial.

– Coral dos Meninos de Viena (Mass with Vienna Boys’ Choir) na Capela do Palácio de Hofburgo

Existem duas formas de ver a apresentação do Coral dos Meninos de Viena: na missa que acontece na Capela do Palácio de Hofburgo (Hofburgkapelle) ou Konzertsaal Der Wiener Sängerknaben. Na época nos optamos por ver a apresentação na Capela do Palácio, que acontece sempre nos domingos e em feriados religiosos.

C4_1200x880

O ticket precisam ser comprados antecipadamente por fax ou email e devemos especificar: número de tickets, dia da missa e a categoria de preços. Os tickets começam em 5,00 euros e vão até 29,00 euros, mas quem quiser ver toda a missa em pé, existe uma ala reservada para isso e não tem custo. É recomendado comprar os ingressos com pelo menos 15 dias de antecedência, pq a quantidade de ingressos não é muito grande.

B3_1200x873

Logo apos fazer a reserva, o pessoal entra em contato passando os dados para o deposito e confirmando o recebimento do pagamento. Para retirar os ingressos, é necessário chegar um pouco antes da missa e se dirigir até o Booking Office na Capela do Hofburgo. A missa começa pontualmente as 09:15 da manhã.

B8_1200x889

O unico porem de ver uma missa para poder ver a apresentação do Coral, é que a missa é toda em alemão. Eu fiquei boiando praticamente o tempo todo! Mas quando os Meninos do Coral vem ao altar, é de se emocionar. São meninos com idade entre 6 a 15 anos. É de arrepiar!!! Pena que dura pouco a apresentação deles. Mas eu achei bem interessante! Adorei!

A missa não é muito demorada, acho que não levou mais do que 1 hora. A Hofburgkapelle fica logo a esquerda de quem entra pelo acesso principal do Palácio de Hofburgo.

B5_1200x839

Ah, e pra quem não quiser comprar pela internet, em várias partes de Viena existem lugares/pessoas oferecendo ticket para algum concerto de música clássica ou um ballet ou um musical. É só prestar atenção!

Viena: um roteiro de 4 dias

Esses países de lingua alemã me deram um trabalhão na hora de montar o roteiro. Explico: eu não tenho nenhum contato com a lingua alemã (apesar da familia da minha mãe ser descendente),  então ver todas aquelas palavras gigantes e não associar nada com nada, cada vez que eu tinha que escrever nomes em alemão era um sacrificio, e até hoje, eu não consegui decorar nenhuma palavra fora os platz, strasse e dom da vida! Mas não seria isso que me faria desistir de montar esse roteiro!

A primeira questão a ser definida, principalmente no caso de Viena é: quantos dias ficar lá? Primeiramente nos pensamos em 6 dias, mas depois acabamos diminuindo para 5. E foi uma boa escolha! Quatro dias nos reservamos para visitar Viena e um dia para fazer um bate-volta até Bratislava, capital da Eslováquia (tema pra outro post).

Belvedere Superior

Belvedere Superior

O “roteiro ideal” que eu tinha programado pra Viena precisou ser adaptado em função do tempo ruim (neve, chuva e frio) que não colaborou muito. Mas nos conseguimos visitar tudo o que estava no roteiro, exceto o Parlamento Austriaco (mais pra frente eu conto o pq).

A capital da Áustria sempre é classificada como um dos lugares mais sofisticados da Europa. Não vou descordar disso, pois todos aquelas construções belíssimas, os cafés e restaurantes a cada esquina dão um charme especial a cidade, claro! Isso sem falar que Viena respira música.. quem não associa musica clássica, valsas e o Danúbio Azul com a cidade? Apesar de ser muito dificil ver o rio Danubio em um roteiro turistão, é essa valsa de Strauss que parece ser a trilha sonora mais adequada a cidade!

ONU em Viena

ONU em Viena

Para os padrões europeus, Viena é uma capital relativamente grande, tem 1,7 milhões de habitantes e uma rede de transporte público super eficiente e completa. Independente de qual for o meio de transporte escolhido (ônibus, trens, trams ou metro), facilmente é possivel se deslocar para todos os cantos da cidade. Nos acabamos optando por andar somente de metro para deslocamentos maiores, conforme eu já escrevi explicando o pq nesse post aqui: Andando de metro em Viena.

O dia que nos fomos de Salzburgo a Viena de trem, era dia 26 de outubro, feriado nacional na Áustria. Após deixar as malas no hotel, resolvemos dar uma voltinha pelo centrão de Viena, nos arredores do Palácio de Hofburgo e Stephansdom. As ruas de Viena estavam lo-ta-das, o mundo inteiro resolveu ir as ruas para comemorar. Não visitamos nada, apenas aproveitamos pra caminhar um pouco e sentir o clima da cidade. Nosso unico compromisso nesse dia era assitir ao ballet O Quebra Nozes na Wiener Staatsoper (tema para outro post). Enfim, nosso roteiro ficou assim:

Estátua de Johan Strauss, no Stadtpark

Estátua de Johan Strauss, no Stadtpark

Dia 01

Resolvemos ir direto conhecer uma das duas principais atrações de Viena: o Palácio de Schönbrunn e o Palácio Belvedere. Como eu já tinha lido por ai, muitas pessoas recomendavam visitar o Palácio de Schonbrunn logo cedo, pq mesmo ficando fora do centro da cidade, costuma estar sempre lotado. E foi isso o que fizemos.

SONY DSC

Para ir até lá, nos usamos o metro e foi bem simples: é só pegar o metro linha U4 cor verde na direção de Hütteldorf e descer na estação chamada “Schönbrunn”. Saindo da estação, é preciso caminhar uns 10 minutos até chegar no portão de entrada do palácio. Logo a esquerda desse portão fica o ticket office. Compramos nossos tickets lá mesmo e foi bem tranquilo, praticamente não tinha fila. Mas pra isso, nos chegamos bem cedo, por volta das 09:00 a gente já estava lá.

SONY DSC

Existem vários tipos de tickets, mas nos optamos pelo Grand Tour, que nos permitiu visitar os 40 aposentos com um audio guia. Esse ticket também nos permitiu caminhar pelos jardins e conhecer a Gloriette. A visita nos jardins e o deslocamento até a Gloriette demora mais do que visitar o interior do palácio. Acho que no total nos ficamos umas 4 horas por lá.

viena 3_1200x874

Como esse dia amanheceu com nevoeiro, frio, vento, nos decidimos começar a visita pelos jardins, pq parecia que ia começar a chover a qualquer momento. E foi a melhor decisão que tomamos.

Pelo caminho encontramos a fonte de Netuno…

SONY DSC

SONY DSC

Caminhamos sem pressa pelos jardins, que diga-se de passagem, durante o outono estava belíssimo! Os tons de amarelo e vermelho, apesar do tempo cinzenta, deram um charme especial ao lugar.

SONY DSC

SONY DSC

Seguimos caminhando até chegar no alto da colina onde fica a Gloriette, um “monumento” que foi construido para servir de local para as festas oferecidas pela corte do Imperador Francisco José I. No dia em que estivemos lá, talvez por conta do mau tempo, estava fechado. A vista de Viena, com a torre da Stephansdom dominando a paisagem é bonita, mas imagino que com um dia de sol deve ser mais bonita ainda!

SONY DSC

SONY DSC

Quando estavamos terminando nossa visita nos jardins, começou a desabar o mundo. Eentão dá pra imaginar a muvuca que foi pra entrar no Palácio. Quem estiver carregando mochilas e bolsas muito grandes, é necessário deixa-las num guarda volumes antes.

SONY DSC

A visita ao interior do Palácio tem apenas um sentido, ou seja, o trajetinho é único, o que facilita bastante o fluxo das pessoas. O Palácio de Schönbrunn frequentemente costuma ser comparado com o Palácio de Versalhes, na França. Como eu nunca estive lá, não posso opinar, mas uma coisa eu garanto, vale muito a pena conhecer!

SONY DSC

O palácio começou a ser construído a mando de Leopoldo I ainda no final do século 16, e algum tempo depois, foi reformado e ampliado pela Imperatriz Maria Teresa. O objetivo da construção desse palácio numa região fora do centro de Viena era que ele seria usado como residência de verão dos Imperadores da Áustria.

SONY DSC

SONY DSC

O Schönbrunn é enooorme, são mais de 1400 quartos, mas temos acesso apenas a uma pequena parte do palácio, o suficiente para nos deixar de queijo caido com a beleza do lugar. A decoração, a mobilia, as obras de arte, enfim, tudo foi escolhido com muito cuidado, fazendo com que o requinte e o luxo estivessem sempre presentes em todos os ambientes.

SONY DSC

Dois fatos importantes que aconteceram ali: vale destacar que a arquiduquesa Maria Leopoldina de Habsburgo, além de ter nascido no palácio, viveu ali até o dia do seu casamento com Dom Pedro I, e o Imperador Francisco José I nasceu, se casou com a Imperatriz Sissi e faleceu ali. Após sua morte, o próximo na linha de sucessão foi Carlos I, que assinou em novembro de 1918 a carta de abdicação ao trono, pondo fim ao Imperio dos Habsburgs (o que foi uma pena!). E foi assim que foi fundada a República da Áustria.

SONY DSC

Nosso próximo destino do dia foi o Palácio Belvedere, mas antes fomos almoçar no restaurante Salm Bräu, recomendado pelo pessoal do hotel onde nos hospedamos. Para ir do Palácio de Schönbrunn até lá, nos também optamos por nos deslocar de metro, linha U1 cor vermelha e descemos na estação de Sudtiroler Platz. Precisamos caminhar uns 5 minutos até chegar na entrada principal do Palácio.

foto_1200x847

O Palácio Belvedere é dividido em dois: Belvedere Inferior e o Belvedere Superior. Eles são separados por um pequeno (e belíssimo) jardim. Antes do almoço nos caminhamos pelo jardim e visitamos o Belvedere Inferior. Compramos nossos tickets lá mesmo no Belvedere Inferior. E depois do almoço, quando voltou a chover, fomos visitar tranquilamente o interior do Belvedere Superior (que é o maior dos dois).

viena 67_1200x790

SONY DSC

O Palácio Belvedere foi construido a mando do Principe Eugene de Savoy. Ambos os dois palácios, o Belvedere Superior e o Belvedere Inferior foram construidos no inconfundível estilo barroco.

SONY DSC

O Belvedere Inferior foi construído primeiro e é o menor dois dois palácios. O seu grande destaque fica por conta do Salão de Mármore que foi o local da assinatura do Tratado do Estado da Áustria, que reestabeleceu os poderes da República da Áustria.

SONY DSC

SONY DSC

O jardim, mesmo não sendo muito grande é muito bem decorado. Existem algumas esculturas e uma fonte, além das esfinges que enfeitam a entrada do Belvedere Superior.

SONY DSC

Já o Belvedere Superior é um pouco maior que o outro palácio. Na sua coleção estão pinturas dos séculos 19 e 20. Ano passado quando estivemos lá, estava acontecendo uma exibição especial, que prestava uma homenagem ao aniversário de 150 anos do pintor austriaco Gustav Klimt. Entre as obras em exposição estava o famoso quadro “O Beijo” (Le Baiser) e “Judith” (infelizmente essa exposição terminou em janeiro desse ano).

viena 18_1200x884

viena 16_1200x860

Dia 02

Nossa primeira parada do dia foi na Stephansdom, que também atende pelo nome de Catedral de Santo Estevão, é a principal catedral de Viena. Eu sabia que ela tinha fama de ser grande, mas não imaginava que ela era gigaaante. Depois de vê-la do alto da colina onde fica a Gloriette no Palácio de Schönbrunn e dos jardins do Palácio Belvedere deu pra ter uma idéia melhor do seu tamanho. Também, com uma torre medindo 137 metros, nem tinha como ser diferente, não é?

IMG_0882_688x900

Tanto o exterior quanto o seu interior são super bonitos. O destaque da parte externa da catedral fica por conta do seu telhado, formado por mais de 250 mil azulejos vitrificados. Demais!!! Já a parte interna, é uma maravilha. A riqueza de detalhes e decoração é impressionante. Os vitrais da capela de Santa Barbara, que fica dentro da Stephansdom, são obras de Marc Chagall.

viena 31_1179x900

IMG_0901_1200x780

Obs.: pra quem quiser ver Viena do alto e de outro angulo, dá pra subir nas suas torres, tanto de elevador como de escada (343 degraus!). A gente preferiu não subir, mas fica a dica.

Não muito distante dali, fomos caminhando até o Palácio de Hofburg. Na verdade esse “palácio” é um complexo formado por:

viena 58_1187x900

Várias praças, com destaque pra que fica bem em frente a entrada principal do Palácio, que tem uma estátua do Imperador Francisco I. Uma biblioteca, a Biblioteca Nacional da Áustria, considerada uma das maiores bibliotecas da Europa. Os grandes destaques são os livros que pertenciam a biblioteca particular do Principel Eugene de Savoia, alem da coleção de livros que pertenceu a Martinho Lutero.

viena 35_781x900

Também tem uma capela imperial, a Capela do Palácio de Hofburg. Essa capela apesar de ter uma decoração mais simples, é onde se apresentam o Vienna Boys’ Choir e os membros da orquestra da Viena State Opera (tema para o próximo post). A Escola Espanhola de Equitação é uma das escolas de hipismo mais tradicionais do mundo. A escola foi criada ainda no século 16 pelos Habsburgo e hoje em dia se tornou referencia no adestramento de cavalos de puro-sangue.

viena 37_1166x900

viena 45_1200x900

E ainda o Museu Sissi que está localizado no palácio propriamente dito, onde estão as Coleções de Prata e os Apartamentos Imperiais.

Como deu pra notar, não faltam coisas pra fazer. Apesar de nos ter andado bastante por ali, nos optamos por conhecer apenas as Coleções de Prata e o Museu Sissi. A Escola de Equitação Espanhola também tava nos planos, mas acabamos não indo.

viena 38_1200x811

viena 41_1200x876

Pra visitar o Museu Sissi, o ingresso pode ser comprado lá na hora mesmo, tem um pouco de fila mas não é nada absurdo. Uns 10 ou 15 minutos de espera, no máximo.

A visita começa na Coleção de Prataria Imperial, onde podemos ver alas e mais alas forradas de louças de ouro e prata, peças de fina porcelana, além de outros objetos pertencentes a Casa dos Habsburgs. A coleção é de extremo bom gosto, vale a pena passar uma horinhas ali apreciando essas “obras de arte”.

viena 48_1200x853

Subindo as escadas, entramos no Museu Sissi, onde a visita segue por uma exibição que conta um pouco sobre a vida da Imperatriz Sissi, como seu gosto por cuidados de beleza, sua vida dificil na Corte e sobre seu assassinato em Genebra, na Suíça.

viena 56_1200x856

Mas o que chama mais a atenção é a rica decoração dos aposentos reais (com muito ouro e obras de arte), além das jóias da coroa, que além de expor muitas coroas pertencentes aos Imperadores Austriacos, tinha também uma coleção de jóias belíssimas.

viena 62_1156x900

Depois de passar horas e mais horas perambulando pelo Palácio de Hofburg, decidimos pegar o metro e fomos até a região onde fica a Karlsplatz. Ali ficam a Secessão de Viena (Wiener Secessionsgebäude) e a Karlskirche.

viena 135_1200x835

Infelizmente no dia que fomos até lá, a Secessão de Viena estava fechada e com isso, perdemos de ver mais algumas obras de Gustav Klimt (como por exemplo, Beethoven Frieze) e de conhecer um pouco mais sobre o movimento “Secessão Austriaca”, um protesto feitos por alguns artistas contra as formas artisticas daquela época. Mas na verdade, o grande destaque desse lugar fica mesmo por conta da sua arquitetura externa. O prédio tem um estilo bem diferente e a “bola dourada” no topo é o que mais chama atenção.

viena 133_1200x686

viena 129_1200x861

Já que não conseguimos visitar a Secessão, ao menos tivemos sorte e conseguimos conhecer a Karlskirche, uma igreja que foi construida pelo Imperador Carlos VI quando Viena ficou livre da peste que assolava a cidade. Essa igreja é única, pq mistura diversos estilos, e inclusive, tem minaretes. Dá pra imaginar?!?

viena 73_1187x900

SONY DSC

Tem um elevador interno, que nos leva até uma plataforma onde é possivel ver bem de perto os detalhes da decoração da sua cupula, além de ver a igreja como um todo lá do alto.

SONY DSC

SONY DSC

Dia 03

Como de manhã estava nevando, achamos que seria interessante visitar algo onde não fosse preciso ficar passando frio e foi assim que fomos parar na sede da ONU de Viena. Nos fomos de metro linha U1 (cor vermelha) na direção de Leopoldau e descemos na estação de Kaisermühlen/Vienna International Centre. Ai é só seguir as placas indicando “VIC – Vienna International Centre).

SONY DSC

O VIC também é conhecido como “Cidade da ONU” e é onde fica todo o complexo de prédios sede dos escritórios da ONU em Viena. Junto com Nova York, Genebra e Nairobi (Quênia), Viena é uma das quatro cidades sedes a ter toda uma estrutura para receber algumas organizações parte das Nações Unidas.

SONY DSC

IF

Como só eu tinha visitado a sede de Genebra, meus pais e meu irmão acharam interessante visitar essa sede de Viena. Bom, basicamente o que aprendemos durante essa visita guiada, além de toda a explicação basica sobre a ONU (que eu já escrevi nesse post aqui), é sobre o trabalho realizado por eles relacionados a drogas e crimes, a energia atômica (uma das partes mais interessantes, inclusive com paineis que mostram em tempo real onde e quantos testes nucleares estão sendo feitos naquele exato momento no mundo), os cuidados com os regufiados de campos de guerra (uma das partes mais tristes do tour, essa parte é relacionada principalmente com os povos que fogem das guerras em países africanos e mostra um pouco das condições – praticamente zero – de vida que essa gente leva) e as tecnologias utilizadas pra preservar e proteger o rio Danúbio (um dos rios mais importantes da Europa).

SONY DSC

É bom lembrar que o VIC é considerado uma area extraterritorial, ou seja, um territorio internacional. Então mesmo estando em Viena, ao entrar nesse espaço estamos sujeitos as leis internacionais e não as leis austriacas, claro.

SONY DSC

Quem tiver interesse em visitar a ONU de Viena, existem dois tipos de tours: Art Tour e o Human Rights Tour. Nos optamos por fazer o sobre Direitos Humanos. Esse tour é bem curitinho, dura aproximadamente 1 hora apenas e são sempre em ingles ou alemão. Acontecem duas vezes por dia, sempre as 11:00 e as 14:00.

viena 84_1200x788

Assim como em Genebra, é interessante chegar com uma boa antecedência (uns 30 minutos pelo menos), pq precisamos passar por um controle de segurança (igual aos de aeroporto), comprar o ingresso do tour e retirar o crachá de visitante que dá acesso a algumas áereas da ONU (é preciso mostrar um documento com foto pra fazer um pequeno cadastro pra retirar o crachá).

SONY DSC

A visita é sempre acompanhada por um guia (a nossa guia era austriaca, de Innsbruck), que por sinal era ótima.

De volta ao centro de Viena, fomos até a Marien-Theresienplatz, onde estão localizados os museus: Kunsthistorisches Museum, o Museu de Belas Artes de Viena e o Naturhistorisches Museum, o Museu de Historia Natual.

viena 125_1200x862

viena 111_1200x871

Nos optamos por conhecer somente o Museu de Belas Artes. O grande destaque desse museu fica por conta da arquitetura (tanto interna quanto externa) do edificio. A cupula interna é belissima.

SONY DSC

SONY DSC

Quanto ao acervo, existem alas com exibições relacionadas ao Egito, Grécia, Império Romano, ainda vimos coleções de moedas, instrumentos musicais antigos e obras de arte de artistas mundialmente conhecidos como Rembrandt, Rubens, Ticiano, Caravaggio, entre outros.

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

Bem próximo desse museu, atravessando a rua, fica o Museumsquartier, antigo estabulo imperial, essa região foi revitalizada e transformada em um area formada por três museus: Leopold Museum, MUMOK (que é o museu de arte moderna de Viena) e o Museu Albertina.

viena 100_1200x791

viena 102_1200x817

Todos esses museus tem obras de artistas austriacos como Gustav Klimt,  Egon Schiele e Oskar  Kokoschka, cada um com seu estilo, claro. Logo na entrada do complexo de museus tem uma série de lojinhas, com coisas muito legais. Vale a pena dar uma olhadinha!

viena 105_1200x894

viena 108_1200x863

viena 107_1200x849

E antes de escurecer ainda tivemos tempo de dar uma voltinha por algumas ruas de comércio da cidade, como a Graber e a Kohlmarket.

Dia 04

Nosso último dia em Viena começou cedo, e resolvemos começar o dia caminhar pelo Stadtpark, o primeiro parque público de Viena. Esse parque fica bem em frente ao hotel em que nos hospedamos. Apesar de ser um local tranquilo, foi o primeiro lugar em Viena que vi mendigos (vários) dormindo em praticamente todos os bancos do parque.

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

Além do lago e seus patinhos, o que nos levou caminhar por ali foi pq esse parque é cheio de estátuas e monumentos. As mais populares são as que prestam homenagem a Franz Schubert e a Johan Strauss (estátua dourada).

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

SONY DSC

Depois disso partimos para a região chamada de Ringstrasse, região cheia de museus, palácios, parques, além de todos os edificios relacionados ao governo municipal e federal.

SONY DSC

Começamos o nosso passeio pelo Parlamento Austriaco (Österreichisches Parlament), onde eu tinha agendado um tour para nos conhecermos o seu interior. O que acontece é que ao chegar lá, fomos informados que de ultima hora os tours estavam todos cancelados pois houve uma reunião de emergencia, o que impossibilitava turistas de ficarem circulando pelas areas internas do predio do Parlamento.

SONY DSC

O jeito foi se conformar e aproveitar pra apreciar a decoração externa do prédio do Parlamento, que por sinal além de ter um estilo helenistico, lembra muito as construções gregas, claro! Dizem que os austriacos escolheram esse estilo pra homenagear a democracia. Será?! Ou foi coincidencia?

SONY DSC

SONY DSC

E ainda, em frente ao Parlamento fica uma estátua de Pallas Atenea, a deusa da sabedoria de acordo com a mitologia grega.

SONY DSC

Então pra quem tiver interesse em visitar, vou deixar as infos aqui: as visitas acontecem sempre de segunda a sabado com horários já pré-definidos. A entrada no Parlamento deve ser feita pelo Visitor Centre, onde será necessário mostrar um documento com foto pra ser feito um cracha de identificação. O tour tem duração de 1 hora. O agendamento deve ser feito através do email: tours@parlament.gv.at e dizer quantas pessoas vão fazer o tour, escolher o dia e dizer se quer participar do tour em inglês ou alemão, ou ainda, preencher esse formulário. Valor de 5,00 euros.

SONY DSC

Ai nos seguimos em direção a Rathaus, a prefeitura de Viena. O edificio tem uma arquitetura externa segue o estilo neo-gótico flamento, ou seja, lembra um pouco os edificios da Bélgica. Na praça em frente estava sendo montada uma feirinha, então a movimentação era intensa no local.

SONY DSC

Existe um tour guiado gratuito, que acontece sempre as segundas, quartas e sextas as 13:00 e permite que a gente visite algumas salas e alas importantes da prefeitura. Não é preciso agendar o tour, mas pra ter um guia (em pessoa) só se optar por fazer o tour em alemão, senão, estão disponiveis audio guide em ingles e espanhol.

SONY DSC

Depois de uma breve pausa pra descansar os pés e repor as energias enquanto almoçamos ali pela Ringstrasse, aproveitamos pra comer em um restaurante italiano, que se não me engano, o nome era Maximiliano. Mas não tem erro, fica grudado a Votivkirche.

x6_1200x867

A Votivkirche foi a nossa penultima parada do dia, antes de caminhar um pouco pelos parques que ficam nessa região, o Volksgarten e Burggarten. Suas duas torres iguais são inconfundiveis e lembra bastante a Catedral de Colônia, na Alemanha. Essa igreja foi construida a mando do Imperador Maximiliano de Habsburgo, imão do Imperador Francisco José I.

x3_1200x811

E pra terminar o dia, fomos até o Parque Prater, uma dos maiores parques da cidade, pra andar na roda gigante mais famosa do país, a Wiener Riesenrad. Pra ir até lá nos usamos o metro (linha U1, cor roxa) e descemos na estação Messe-Prater. Ai é só seguir caminhando uns 5 minutos pela Ausstellungsstrasse até chegar na entrada do parque.

x13_1200x900

SONY DSC

Pra ter acesso a esse parque de diversões não é preciso pagar nada. Somente algumas atrações são cobradas, como por exemplo: quem quiser andar na roda gigante e quem for visitar o Museu de Cera. Além disso, ao longo de todo o parque existem algumas opções de bares e restaurantes (como o Schweizerhaus, um dos mais frequentados).

SONY DSC

Enquanto meu pai, meu irmão e minha cunhada foram no Museu de Cera (que meu irmão disse que não perde em nada para o de Londres), eu e minha mãe fomos andar na roda gigante, pois queriamos ver a cidade lá do alto ainda enquanto fosse dia.

SONY DSC

SONY DSC

O passeio começa com uma pequena exibição que conta um pouco da sua história, da construção da roda gigante e do crescimento do parque. Depois é só seguir por um trajetinho que nos leva até ela.

SONY DSC

Essa roda gigante foi construída em 1897 (faz tempo!!!) e ainda permanece com os vagões originais. Ao entrar naqueles vagões vermelhos feitos inteiramente de madeira dá uma sensação um pouco estranha. Mas podem ir tranquilos, a estrutura toda é super segura.

SONY DSC

SONY DSC

A roda gigante tem a altura equivalente a um prédio de 21 andares e assim permite ótimas vistas de 360 graus de Viena, isso se você conseguir circular dentro do vagão… Uma dica: ao entrar na roda gigante, ir primeiro no lado direito. Lado esquerdo não tem coisas tããão interessantes pra serem vistas!

SONY DSC

Esse foi o nosso roteiro em Viena. Como eu disse no inicio do post, o roteiro precisou ser adaptado por causa do tempo, mas no final eu achei que ficou bom. Claro que teria sido melhor se o tempo tivesse colaborado, mas isso infelizmente não tem como prever. Então o jeito é se adaptar!

Posts relacionados:

Dica de hotel em Viena

Andando de metro em Viena

Um programa tipicamente Vienense: Café Imperial e Confeitaria Demel

Salm Bräu: O melhor restaurante de comida típica austríaca de Viena

Como andar de trem na Áustria e entre a Suíça e a Áustria

Salm Bräu: O melhor restaurante de comida típica austríaca de Viena

Na nossa opinião, claro!

Chuva, frio e neve. Foi assim que amanheceu esse dia em Viena. Na programação estava: visitar o Palácio de Schönbrunn pela manhã e o Palácio Belvedere à tarde.

rest viena 2_1200x862

Mas antes de deixar o hotel logo cedo, meu irmão foi até a recepção pedir indicação de bons restaurantes perto de um desses dois lugares. A dica certeira foi: Restaurante e Cervejaria Salm Bräu.

rest viena 1_1200x834

A cervejaria Salm Bräu existe desde 1924, mas o restaurante abriu suas portas mais recentemente. Os pratos servidos são especialmente voltados a comida típica austríaca, ou seja, muita carne de porco, salsichas, schnitzel e cerveja.

rest viena 11_1200x849

Falando em cerveja, eles produzem varios tipos como Helles, Weizer, Pilsner, Märzen, Dunkel, entre outras. Nos aproveitamos pra provar alguns tipos e todos eram muito bons.

rest viena 4_1200x845

No cardapio existem varias opções de pratos, mas o grande destaque foram a costela e o joelho de porco. Até eu que nem gosto muito de carne de porco gostei, principalmente do joelho.

rest viena 9_1200x862

Olha o tamanho desse joelho!!!!!!!!!

rest viena 5_1200x900

Mas pra não arriscar, eu preferi pedir em cada uma das vezes em que fomos lá (sim, a gente acabou voltando lá outro dia pra almoçar novamente) tipos de salsichas diferentes com pretzel e mostarda pra acompanhar. Essa mostarda que vem junto é beeem forte e também é um pouco diferente do que estamos acostumados a comer aqui no Brasil.

rest viena 6_1200x895

rest viena 21_1200x810

E o tamanho desse schnitzel então?

rest viena 7_1200x873

Antigamente esse local onde está o restaurante era um convento, que sofreu algumas modificação para abrigar os salões do restaurante. O ambiente lembra um pouco aqueles de “festas de igreja”, com mesas gigantes de um lado e outras mesas menorzinhas do outro. Sempre lotado de familias e todo mundo falando alto e bebendo muito!

rest viena 12_1200x848

Quem quiser acompanhar a produção diretamente da cozinha, é possivel ver através das janelinhas, logo na entrada.

rest viena 17_1200x850

Em resumo: apesar de ter uma localização um pouco longe do restante das atrações da cidade (pois ele fica próximo do Palácio Belvedere), o ambiente é super agradável, os pratos são muito bem servidos, as cervejas também são muito boas (ao menos as que a gente provou). Recomendo muito esse restaurante!

Só não façam como nós fizemos… Deixamos pra visitar o Palacio de Belvedere (a parte superior) onde estavam as suas principais obras e a exposição de Klimt depois do almoço. Foi um sacrificio caminhar por lá depois de toda a nossa comilança!

rest viena 10_1200x844

Obs.: quem tiver interesse em conhecer esse restaurante, eles trabalham com sistema de reservas que pode ser feita através do seu próprio site.

Salm Bräu fica na 8, Rennweg. A duas quadras do Palácio Belvedere, saindo pelo portão próximo ao edificio do Belvedere Inferior, é só seguir caminhando pro lado direito.

Um programa tipicamente Vienense: Café Imperial e Confeitaria Demel

Umas das coisas que eu estava ansiosa pra conhecer na Áustria era a sua gastronomia. E como eu já disse em outros posts, ela realmente não decepcionou nenhum pouco!

Com certeza uma paradinha para um lanche a tarde deve fazer parte de qualquer roteiro à Áustria. O que não faltam em Viena são cafés a cada esquina, sendo assim, não existe desculpa pra não conhecer ao menos um.

cafe imperial 13_1200x886

Essa cultura dos austriacos de passar horas e mais horas em um café surgiu ainda quando a cidade estava sob dominio do Império Turco-Otomano, onde foi justamente nessa época que algumas cafeterias começaram a aparecer. Ai veio o periodo de dominio do Império Austro-Hungaro, que fez com que essa tradição fosse fortemente cultivada. Hoje em dia, a Unesco declarou os Cafés de Viena (Wiener Kaffeehaus) como Patrimonio Imaterial da Humanidade.

Então pra não deixar passar em branco a oportunidade, eu tinha selecionado alguns restaurantes e cafés que são bem famosinhos em Viena pra gente visitar, mas não tivemos tempo de ir em todos, o que foi uma pena. Mas os que eu posso destacar que nos fomos e gostamos muito, são: o Café Imperial e a Confeitaria Demel.

Confeitaria Demel

Somente na segunda tentativa nos conseguimos uma mesa. O lugar é super disputado! Eu não sabia se era por causa da sua localização, já que essa confeitaria fica muito perto da entrada principal do Hofburg, ou se era pq era bom mesmo. A gente foi até lá num fim de tarde, e tivemos a sorte do lugar já estar esvaziando.

demel 1_1024x675

Nos mesmos tivemos que procurar uma mesa, mas enquanto a gente passeava pelo estabelecimento, aproveitei pra tirar uma fotinhos, claro.

demel 9_1024x732

demel 2_1024x727

Quando em fim achamos uma mesa vaga e limpa, uma atendente nos explicou como o esquema por lá funcionava. Basicamente é assim: as bebidas (chá – pode ser adoçado com mel, café, sucos, entre outros) são pedidos na mesa e as comidas são pedidas no balcão e nos mesmos levamos até a mesa. Achei bem prático!

demel 5_1024x614

Como era final de tarde, nos aproveitamos pra fazer uma lanchinho rápido, então cada um pediu uma chá ou café (o mais pedido é o Wiener Melange) e uma torta diferente pra provar.

demel 7_1007x768

Em resumo: o ambiente é super bonito e requintado, a comida é ótima, o atendimento é bom, mas se não der sorte de ir num horário com menos movimento, é impossivel fazer qualquer coisa lá dentro.

Café Imperial

Em 1863 estava sendo inaugurado o Hotel Imperial, um dos mais tradicionais de Viena. E alguns anos mais tarde surgiu o Café Imperial. Nos estivemos lá por duas vezes, uma pra almoçar e outra pra jantar (mas também é servido café da manhã – que eu imagino que deve ser nota 1000!) e recomendo muito pra quem quiser desfrutar de um ambiente tranquilo e comer comida austriaca de ótima qualidade.

cafe imperial 11_1200x830

O hotel fica na mesma rua que a Wiener Staatsoper (Opera Estatal de Viena) e bem próximo ao Musikverein e a Karlskirche, então a localização não poderia ser melhor.

Logo que chegamos, um garçom veio rapidamente nos acomodar e já aproveitou pra nos explicar como funcionava a questão dos pedidos.

cafe imperial 5_1200x857

A primeira vez que estivemos lá foi para almoçar e já passava das 15:00, a gente não sabia ao certo se ainda era possivel pedir pratos quentes.

Como eu já tinha lido alguns elogios no TripAdvisor, resolvemos não pular etapas e pedimos desde entrada (sopa de legumes), prato principal (só pra variar um pouco, dessa vez eu não pedi nenhuma comida tipica da Áustria e preferi um frango grelhado) e sobremesa. E pra acompanhar tudo isso, muita cerveja, claro! Esse foi o meu pedido nas duas vezes!

cafe imperial 2_1193x900

cafe imperial 4_1200x834

A sobremesa merece um paragrafo inteiro nesse post! Junto com a sobremesa que comi no Hotel Missoni em Edimburgo, essa também ficou em primeiro lugar de todos os doces, tortas e sobremesas que tive direito de provar nessa viagem. Tirando o nome impronunciavel que ela tem (Ringstrasseneisbecher), não teve torta imperial, nem apfelstrudel (torta de maçã) e muito menos torta sacher que entrasse nesse pareo! Pra ter uma idéia de como nos gostamos, nas duas vezes que estivemos lá, todo mundo repetiu essa sobremesa! A melhor parte da sobremesa não aparece na foto, que são os 3 sabores de sorvetes que estão escondidos.

cafe imperial 9_1200x880

cafe imperial 17_1200x877

Ao contrario do que muitas pessoas possam pensar, almoçar ou jantar é bem acessivel financeiramente. Achei os preços bem de acordo. Ao contrario do Restaurante Imperial, não é exigido “trajes mais apropriados”. O atendimento é excelente, até fizemos amizade com o garçom que foi muito simpático. A comida é nota 10! Fica a dica!

Torta Imperial

Torta Imperial

Obs.: Outros cafés que eu tinha selecionado, mas não deu tempo pra ir foram: Café Schwarzenberg, Café Central e Café Frauenhuber.

%d blogueiros gostam disto: