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Utilidade: Viajando sozinha pela Europa

Intercâmbio fechado. Tudo certo pra ir passar uma temporada na Escócia. Preparativos a mil. Programações de viagens pra aproveitar ao máximo os finais de semana também. Isso até chegar o momento de comprar a primeira passagem aérea.

Foi nesse momento que me dei conta de um detalhe: Será que é seguro uma mulher viajar sozinha na Europa? E depois disso a lista de questionamentos que me fazia só aumentou… Será que eu teria algum problema com relação a isso? Como seria enfrentar a imigração nos outros países? Como seria passear sozinha pelo leste europeu (Polônia, Rep Tcheca)? E na Islândia? E em Montenegro? E na Bósnia??? Sim, eu fui até na Bósnia sozinha!

A resposta é unanime: foi muito tranquilo! Muito tranquilo mesmo!

Vendo o por do sol em Zadar, na Croácia

Vendo o por do sol em Zadar, na Croácia

Claro que pra que as coisas de fato fossem sempre assim eu tive que tomar algumas providências, como: organizar muito bem o roteiro de cada viagem (principalmente a questão dos transportes), elevar o meu grau de alerta, não dar bobeira, evitar ao máximo me meter em confusão e saber me virar e agir rápido caso eu enfrentasse algum problema (como quando passei mal e quase desmaiei no meio de uma estação de metro em Atenas!).

Na primeira viagem… Ok, vou ser bem sincera, nas três  ou quatro primeiras viagens eu sempre ficava super hiper master mega nervosa. Eu sofro de ansiedade (ninguém merece!), então passava a semana toda pilhada e na vespera nem conseguia dormir direito e tudo isso pq? Pq eu sempre ficava repassando se ia dar tudo certo com a reserva do hotel, se com o check-in, se o voo ia sair (o tempo em Edimburgo é uma desgraça, como todos já sabem!), como seria a imigração nos outros países (e se eu caisse em alguma pegadinha?)… E ainda.. na primeira viagem tive que tomar cuidado com os liquidos e coisas que ia levar na minha mochila… e por aí vai.

Pensa que é fácil se aventurar sozinha pela primeira vez por esse mundão? Até eu “cair na estrada”, de fato, tudo isso era realmente muito “complicado”. Mas aos poucos a gente se acostuma e já nem dá mais bola. Pra ter uma idéia, eu costumava chegar com 3 horas de antecedência no aeroporto de Edimburgo, mesmo com o check-in já feito, com a passagem impressa e sem precisar despachar bagagem. É, vai entender.

Então aqui vão algumas questões que acho que é interessante pensar a respeito antes de viajar sozinha por aí..

– Aeroporto

Todo mundo que vai estudar na Europa sonha em viajar com as famosas cias aéreas de baixo custo. As opções de empresas e destinos são enormes. É de enlouquecer. Uma vez cheguei a dizer aqui em casa que precisaria passar uns 20 anos estudando inglês só pra poder viajar pra todos os lugares que eu queria conhecer nos finais de semana!

Mas pq é importante prestar atenção nos aeroportos? Pq algumas cias aéreas utilizam aeroportos secundários, que na grande maioria das vezes ficam super longe do centro da cidade.

Então por exemplo, Estocolmo, a cidade é servida por dois aeroportos, o Skavsta e o Arlanda. Qual deles é o mais bem localizado? Pois é. Tudo exige muita pesquisa, não dá pra simplesmente comprar a primeira passagem baratex que a gente vê por aí.  Pq por exempo, dependendo do horário que o voo sair ou chegar (geralmente as cias de baixo custo tem ofertas melhores nos voos logo cedo ou nos bem tarde), pode ser que os transportes públicos tenham horários reduzidos e muitas vezes, no inverno por exemplo, a neve atrasa ou até cancela trens ou ônibus. E ai, o que fazer? Não que seja perigoso dormir no aeroporto ou até mesmo se arriscar a pegar um outro tipo de transporte público alternativo, mas é preciso ter cuidado, principalmente se alguma coisa dessas acontecer durante a noite.

Almoçando no Yo!Sushi no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow

Almoçando no Yo!Sushi no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow

– Hospedagem

Eu sempre procurei me hospedar em hotéis e sempre analisei muito bem a localização de todos eles. Não queria ter que voltar pro hotel, por exemplo em Atenas as 17:00 horas pq as manifestações contra o governo poderiam me intimidar e não me deixariam aproveitar pra sair jantar fora.

Quando não era possivel pegar um hotel numa localização super central, eu ao menos tomava o cuidado em pegar um hotel bem próximo a uma estação de trem (duas ou três quadas de distância no máximo) pra poder ir a pé sem nenhum problema.

– Dinheiro

Minhas viagens de final de semana eram sempre assim: eu viajava na sexta a tarde e voltava no domingo a noite. Então, pra passar dois dias longe de casa, eu não precisava levar uma fortuna em dinheiro.

Assim, em cada viagem que fiz, a primeira coisa que tinha que me certificar era qual é a moeda do país de destino que eu ia visitar ( qual a moeda usada na Noruega? E na Polônia? E na Estônia?). Muitas vezes (sempre que possível) eu já trocava euros pela moeda do outro país lá mesmo no centro de Edimburgo e raras vezes troquei lá no aeroporto (as conversões não eram muito vantajosas).

Também tomava o cuidado de sempre levar junto comigo, além de dinheiro na moeda local e mais uns 100,00 euros extra, só pra garantir), um cartão de crédito e o VTM. O outro cartão de credito (eu tinha 2 cartões), por segurança, eu deixava em Edimburgo. Vai que alguém me assaltasse e levasse todos os meus cartões? Não é bom nem pensar numa numa coisa dessas.

Na bolsa eu levava uma parte do dinheiro e um cartão de crédito. Geralmente o VTM (que tinha pouco dinheiro pra sacar) eu deixava na mala/mochila no hotel assim como uma outra parte do dinheiro. Ainda tomava o cuidado de sempre separar o dinheiro, um pouco na bolsa e outra parte na calça jeans.

Isso não é novidade pra ninguém, mas é que se alguma coisa acontecer (um assalto, roubo ou até mesmo perder a bolsa).. Onde eu iria conseguir outros cartões de crédito rapidamente? A gente tem que pensar em tudo!

Musical Let It be, em Londres

Musical Let It be, em Londres

– Restaurantes, pubs, shows, musicais e peças de teatro

Sempre que possível, sempre fazia questão de jantar fora, de ir em pubs com os meus colegas do curso de inglês, de assitir musicais, shows ou peças de teatro.

Em Edimburgo, nunca tive nenhum problema em voltar pra casa depois de qualquer um desses programas. Sempre voltava sozinha e a pé. E olha que eu morava a uns 20 – 25 minutos a pé da Grassmarket e uns 30 minutos da Rose Street, por exemplo. Nunca passei por nenhuma situação que me deixasse com medo. Nunca ninguém me abordou. Nada. Se a cidade é super segura ou se foi pura sorte, eu não sei dizer exatamente. Mas Edimburgo sempre teve fama de ser muito segura nesse sentido.

Um dos lugares que eu mais tava com medo de fazer qualquer coisa que fosse durante a noite era nos países do Leste Europeu e na Croácia. Tanto que na Polônia não jantei fora nenhuma vez, sempre ia direto pro hotel depois dos passeios. O mesmo eu pensava em fazer na Croácia, mas não foi preciso. Achei tanto Split como Dubrovnik bem tranquilas a noite e não tive nenhum problema. Claro que nunca abusei de ficar até super tarde na rua, então até no máximo 23:00 eu já tava de volta pro hotel.

– Transporte público

Exceto em Londres e nos países escandinavos, nunca me aventurei a andar em transporte público tarde da noite (tipo, depois das 23:00). Nem tanto por medo nas estações ou por estar em um onibus ou vagão de metro com meia duzia de pessoas, mas sim, pq eu tava sozinha. E se alguém resolvesse me seguir no trajeto do metro até o hotel? Ah sei lá, né! É sempre bom pensar o que fazer.

Na verdade, em todas as viagens que fiz durante o intercâmbio, a única vez que passei medo foi no metro em Paris. Isso pq um cara que, olha só a coincidência, me pediu uma info na noite anterior dentro do metro, me “encontrou” no outro dia por acaso na estação de metro de La Defense. Por sorte, eu percebi que ele tava me seguindo e fiquei de olho. Logo que ele percebeu que eu tava ligada, em questão de uns 20 minutos ele desapareceu. Depois desse dia, eu sempre fiquei muito mais alerta!

uma das várias viagens que fiz de avião entre Londres e Edimburgo

uma das várias viagens que fiz de avião entre Londres e Edimburgo

– Fotografias

Pode parecer paranoia, mas eu sempre desconfio de alguém que venha me pedir: “Vc quer que eu bata uma foto tua?” hehehehe Eu nunca aceitava entregar minha máquina quando alguém se oferecesse pra isso. Até eu comprar o tripé, eu sempre tinha que pedir pra alguém bater foto de mim, mas sempre eu escolhia a dedo pra quem eu iria entregar minha camera.

Já pensou se o cara que pediu se eu queria que ele batessse a minha foto saisse correndo e levasse todas as minhas fotos? Meu deus! Acho que eu ia morrer, literalmente.

Então, ao logo das viagens eu desenvolvi uma tática de sempre pedir pra alguma pessoa de uma familia bater foto de mim. Sei lá, sempre achei que era mais seguro assim. Ia ser mais dificil todo mundo sair correndo enquanto eu me arrumava pra que a foto fosse batida, né?

– Conversar com estranhos

Quem não gosta de puxar papo com outra pessoa enquanto tá na fila pra entrar no museu? Ou pra usar o banheiro? Ou pra comprar um sorvete? Geralmente a gente sempre tende a conversar com alguém, certo? Eu não vejo nenhum problema nisso.

Eu sempre conversei ou puxei convesa quando achei necessário. Mas acho importante ter cuidado ao revelar informações. Algumas vezes, uma simples pergunta meio idiota pode ser uma “resposta valiosa” pra ter “problemas” futuramente.

Lembro uma vez, que vi uma mulher sendo observada por dois caras que se faziam sinais. Eu percebi que um deles tava indo pra abordar ela (não sei até hoje se ele ia pedir informação ou se ia assaltar) e resolvi meio que continuar andando e pedir as horas pra ela. Os caras se olharam e não fizeram nada. Fui uma situação estranha, não era nada diretamente comigo, mas só de estar sempre alerta, talvez tenha ajudado essa mulher, sem ela nem sequer perceber ou ainda, a “vitima” poderia ter sido muito bem eu, né?

As vezes, é preciso partir!

As vezes, é preciso partir!

–  E pra finalizar…

Se alguém achou que eu escrevi esse post pra desanimar, eu digo que a intenção foi bem ao contrário. Até pq eu nunca tive nenhum problema. Claro que desenvolvi um certo grau de paranóia e to sempre em alerta, mas ao menos posso dizer que sempre deu tudo certo até agora.

E tudo deu tão certo, que vou dizer que viajar sozinho pode ter suas vantagens. Quer ver?

– Flexibilidade: Tava no roteiro fazer tal coisa mais de ultima hora não quer ir? Não tem problema. Quantas vezes eu mudei, troquei, inverti ou não fui simplesmente pq eu tava ou não tava afim de fazer.

– Ritmo:  O museu tá interessante? Ao invés de ficar 2 horas quer ficar o dia todo? Pq não? É só querer, não é necessário convencer e muito menos implorar pra que mais alguém queira fazer a mesma coisa.

– Confiança: depois da quarta ou quinta viagem a gente fica muito mais confiante. Já sabe lidar com alguns perrengues. O fato de observar, ler, conversar com outras pessoas sobre experiências de viagem já nos dão uma boa vantagem em muita coisa.

– Esperteza: Aposto que depois de 4 ou 5 viagens sozinho todo mundo fica mais esperto. É muito dificil dar bobeira. É muito dificil por exemplo cair no golpe das tiazinhas que vem com uma aliança na mão pedindo se por caso ela não é sua… Ah, a gente aprende a ser cuidadoso, a se organizar e a se policiar o tempo todo involuntáriamente.

No começo eu achei que não ia me acostumar a viajar sozinha por conta da minha ansiedade e da mania de ficar repassando tudo mentalmente com medo de esquecer alguma coisa (tipo.. to no ônibus indo pro aeroporto e cadê meu passaporte?). Eu sempre costumava deixar todas essas tralhas obrigatórias de viagem em um unico lugar lá no meu apto de Edimburgo: na mochila. Só tirava as roupas sujas, o resto ficava lá dentro ou ao menos no mesmo armário.

E por fim, as pessoas sempre me perguntam se eu me sentia solitária enquanto tava viajando. Não, nunca! Era tanta coisa pra me preocupar, tanta coisa pra ver, conhecer, visitar, que mal tinha tempo de parar pra comer, quanto mais pra pensar: “ahhh, que podre essa viagem, não tenho ninguém pra conversar”.

Claro que eu sentia falta de ter alguém pra mostar alguma coisa ou dar risada de alguma situação engraçada, mas isso também nunca foi motivo relevante pra me fazer sequer pensar em deixar de ir a qualquer lugar do mundo por eu não ter uma companhia.

Acredite, eu mesma descobri que eu adoro viajar comigo mesma assim, na prática!

Eurostar: Como ir de Londres a Bruxelas de trem

Existem diversas opções para ir do Reino Unido ao continente Europeu, como por exemplo: avião (Londres é servida por 6 aeroportos atualmente), trem e ferry. Nesse post em especifico vou falar do trem Eurostar, que liga Londres a Bélgica ou a França através do Canal da Mancha.

A única vez que utilizei o Eurostar foi numa viagem que fiz entre Londres e Bruxelas e gostei bastante dessa opção.

Andar de trem na Europa sempre foi uma prioridade pra mim, mas o Eurostar foge um pouco a regra dos demais trens, então aqui vão algumas informações importantes antes de qualquer coisa:

Estação de St Pancras em Londres, de onde sai o Eurostar

Estação de St Pancras em Londres de onde sai o Eurostar

– É preciso passar pela imigração;

– É necessário passar pelo controle de segurança (as malas também), mas é mais “light” do que nos aeroporto;

– Eu acho interessante chegar com pelo menos 40 minutos a 1 hora de antecedência pra fazer tudo com bastante calma.

As principais vantagens de viajar no Eurostar na minha opinião são:

– as passagens podem ser compradas com quatro meses de antecedência, geralmente um mês a mais que a grande maioria dos demais trens;

– os trens são de alta velocidade, ou seja, podem chegar até 300 km/h;

– oferece mais de 10 partidas diárias para Bruxelas e por volta de 20 partidas para Paris, são opções de horários que não acabam mais;

– quanto antes as passagens forem compradas maiores são as chances de se conseguir um preço excelente;

– quem for pra Bélgica, assim como eu, é possível seguir viagem no metro de Bruxelas sem pagar a mais por isso.

Como é o Tunel por onde passa o Eurostar?

Como é o túnel por onde passa o Eurostar?

** Comprando as passagens **

As passagens de Eurostar podem ser compradas pela internet, em máquinas ou nos guiches de atendimento nas estações.

Na minha opinão, a melhor opção é comprar diretamente no site do Eurostar, dando prioridade para a versão inglesa, francesa ou belga onde o trajeto vai começar. No meu caso, como a viagem começou em Londres, eu comprei o minha passagem na versão inglesa do site.

O site do Eurstar é bem fácil de lidar e é totalmente possivel escolher o vagão, a classe de preferência (primeira ou segunda) e reservar o assento. Sendo assim, ao chegar na estação, só é preciso se preocupar em passar pela imigração e pelo controle de segurança.

Após a compra, as passagens são enviadas por email, então é só imprimir e pronto. Não é necessário trocar um voucher na estação, o que facilita e agiliza muito a nossa vida.

Obs.: quem quiser comprar o ticket um site em português, apesar de eu nunca ter utilizado, é possível através do site da RailEurope.

Estação de St Pancras, em Londres

Estação de St Pancras, em Londres

** Estação de St Pancras, em Londres **

Todos os trens do Eurostar, independentes de terem destino final a Bélgica ou a França ou qualquer outro país onde seja possível seguir viagem, sempre vão partir da Estação de St Pancras, em Londres.

Essa é uma das estações de trem mais modernas de Londres e fica numa área bem central da cidade, onde é possível chegar tanto por metro ou ônibus.

Essa estação fica nos arredores de algumas atrações importantes da cidade, como: Museu de Cera Madame Tussauds e a Biblioteca Britânica.

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** Check-in, Imigração e Controle de Segurança **

Independente do destino da viagem (nesse caso do Eurostar, todos os destinos serão internacionais), a maioria das pessoas acabam achando que é como andar em outro trem qualquer e muitas vezes acabam perdendo a viagem. Então pra quem ninguém tenha problema, já aviso:

– é obrigatório fazer check-in antes, com pelo menos 40 minutos de antecedência do horário marcado pro trem sair. O check-in é bem simples e é feito na hora de entrar na parte reservada ao Eurostar na estação de St Pancras, ou seja, passando pelas catracas, ao encostar o bilhete no leitor optico, o check-in estará automaticamente feito. Simples, não?;

– é necessário passar pela imigração também. O processo é mais ou menos igual ao dos aeroportos, portanto é necessário levar passagens (de trem ou aérea) que comprovem que vai deixar o país, reserva de hotel, outros trechos de trem (caso a viagem siga pra outros países europeus ou Escócia e País de Gales), enfim, tudo o que julgar necessário e que comprovem que não há intenção de permanecer no país de destino.

Obs.: quem tiver saindo de Londres vai passar pela imigração Belga (como foi o meu caso) e quem estiver indo pra França, obviamente passará pela imigração francesa ainda em território britânico. E no sentido contrário, vindos de Bruxelas ou de Paris, será necessário passar pela imigração inglesa.

– o controle de segurança é mais simples do que o de aeroporto. Não há necessidade de se preocupar com o limite de 100 ml de liquidos na bagagem, mas tanto nós como as bagagens, somos obrigados a passar pelo raio-x.

Essa foto aqui não está muito boa, mas só pra mostrar que o checki-in é feito ai

Essa foto aqui não está muito boa, mas só pra mostrar que o checki-in é feito ai

** Sala de espera e Embarque **

Depois de passar pela imigração e pelo controle de segurança, entramos na “Sala de espera” do Eurostar. Essa sala é mais ou menos um salão enorme, cheio de bancos e mesinhas com tomadas pra usar o computador ou carregar equipamentos eletrônicos. Nessa área existe conexão wi-fi gratuito também. E além de banheiros, também tem alguns bares, cafés e restaurantes.

Sala de Embarque

Sala de Embarque

Sala de embarque

Sala de embarque

Ficamos esperando ali até que a plataforma de acesso aos trens sejam liberadas. Quando isso acontecer, vai ser anunciado tanto nos auto-falantes quando nos painéis. O acesso a plataforma é feito através de uma escada rolante.

Na plataforma, a primeira coisa que eu fiz foi procurar na minha passagem qual era o vagão que eu iria viajar. Ai é só ir olhando pro chão, pois vai ter algumas plaquinhas indicando qual vagão (coach/voiture) eu tinha que entrar.

Ai é só procurar um lugar pra deixar a mala e ir até o assento já reservado. Muito simples e prático. Uma dica: quando o acesso ao trem tiver liberado (quem tiver com malas maiores) é bom não marcar bobeira e se direcionar a plataforma o quanto antes, pq assim a possibilidade de achar um lugar pra acomodar a mala nos locais apropriados que ficam nas extremidades de cada vagão são maiores.

Localizando o vagão na plataforma

Localizando o vagão na plataforma

** As classe do Eurostar **

O Eurostar tem a configuração de três classe, são elas: Standard, Standard Premier e Business Premier. Eu optei por fazer esse trajeto na Standard Premier.

Mas as principais diferenças entre elas são:

– Standard: é mais conhecida como a famosa “segunda-classe”. A configuração do vagão vai ser 2-2, ou seja, 2 poltronas – corredor – 2 poltronas. Vai ter apenas um banheiro masculino e feminino junto e apenas um lugar pra guardar as malas maiores em uma das extremidades do vagão. A grande maioria das cadeiras são “estilo avião”, pouquissimas (acho que 2 ou 4) vão ser na configuração com mesinha no meio. Não tem tomada pra carregar os equipamentos eletronicos.

– Standard Premier: basicamente é a primeira classe, mas sem muitos privilégios. A configuração do vagão vai ser 2-1, então serão: 2 poltronas – corredor – 1 poltrona. Também vai ter apenas 1 banheiro (para uso masculino e feminino juntos) e três lugares pra guardar as malas nas extremidades do vagão. Somente as cadeiras das extremidades do vagão vao ter mesinhas  e é bom cuidar as poltronas sem mesinhas no meio, porque ficam diretamente de frente pra outras pessoas. Todos os vagões nessa configuração vão ter tomadas, assim dá pra carregar o celular ou a camera ou o notebook.

– Business Premier: tem a mesma configuração da Standard Premier. Na verdade, na prática, as vantagens dessa classe são mais com relação a politica de cancelamento (que é mais flexivel), dá acesso a area vip na sala de espera na estação de trem, e o check-in é prioritário e pode ser feito até 10 minutos antes do trem partir e “só”, o resto é tudo igual a Standard Premier.

Obs.: na hora de comprar a passagem através do site do Eurostar, nos mesmos podemos escolher a nossa própria poltrona.

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** Tempo de viagem **

Partindo de Londres, o Eurostar possibilita viajar de forma direta para:

– Bruxelas, na Bélgica onde o tempo de viagem pode variar de 1 hora e 50 minutos até 2 horas e 1 minuto. Durante o trajeto que fiz, o trem parou apenas duas vezes e bem rapidinho (menos de 3 minutos) somente para embarque e desembarque de pessoas nas estações de Ebbsfleet (que fica na Inglaterra) e na Lille Europe (que fica na França).

– Paris, na França onde o tempo de viagem varia de 2 horas e 15 minutos a 2 horas e 30 minutos.

– E mais: Calais e Lille, na França e ainda é possível seguir viagem para outros países (como Holanda e Alemanha) a partir de Bruxelas e de Paris.

O trajeto: Londres - Bruxelas

O trajeto: Londres – Bruxelas

** A experiência de andar de Eurostar **

Como eu disse anteriormente, eu optei por viajar na classe Premier Standard, que é a primeira classe do Eurostar, sem alguns beneficios (já descretas no item “As classes do Eurostar”).

O trecho que o Eurostar percorre na Inglaterra é bem rápido, acho que dura mais ou menos uns 30 minutos, no máximo. Ai quando o trem está perto de entrar no Canal da Mancha, começam a servir as comidas. A unica forma de identificar que estamos passando pelo túnel é que tudo fica relativamente escuro, ou seja, sem paisagem pela janela. Esse trajeto no tunel é bem rápido, não dura mais do que 20 minutos. Perfeito pra almoçar.

Como eu optei por viajar no horário perto das 13:00, a refeição servida, que já estava incluida no no valor da passagem, foi o almoço, claro.

Primeiro vem uma entradinha acompanhada de bebida (que pode ser vinho, refri, cerveja, água, chá entre outros) e logo na sequencia vem o prato princial com a sobremesa (duas opções são oferecidas para escolher). A comida é boa e o serviço de bordo é excelente.

A gente nem termina de almoçar direito e já estamos na França, pois existe apenas um unico ponto de entrada no continente Europeu. Ai o trajeto se bifurca e cada trem segue o seu caminho. Portanto, depois de uma breve parada em Lille, o trem segue o seu caminho pra Belgica e por fim, chega em Bruxelas.

No geral eu achei bem tranquilo viajar de Eurostar. A unica coisa a se “preocupar” é com o check-in e não esquecer de que vai ser preciso passar na imigração, mas fora isso, é tudo completamente igual a qualquer outro trem por ai. Os trens são bem novos, estão em excelente estado e são bem confortáveis (as poltronas reclinam um pouco até). Gostei bastante da experiência e recomendo!

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** Bagagem **

Por regra, segundo o site do Eurostar, cada pessoa pode levar 2 malas e mais uma bagagem de mão. Mas nunca vi ninguém verificar isso. Nessa viagem que fiz, eu tava só com uma mala pequena e um mochila, não tive nenhum problema.

O espaço destinado as bagagens maiores ficam nas extremidades dos vagões. A maioria das pessoas que viajam de trem na Europa não costumam levar a casa inteira na bagagem, ou seja, 1 ou 2 malas no máximo.

Eu aconselho fortemente a não levar malas gigantes, pq é bem dificil encontrar lugar pra acomodá-las. Quando eu viajei de Londres a Bruxelas eu tava apenas com a minha famosa malinha roxa, e consegui achar um cantinho pra ela sem problemas. E ainda carregava minha mochila com os apetrechos eletronicos (maquinas fotograficas e notebook) e os documentos, que coloquei no compartimento acima do meu banco.

Obs.: não há nenhuma restrição quanto a quantidade de liquidos como acontece nos aeroportos (produtos com até 100 ml na bagagem de mão), então não há necessidade em se preocupar com isso.

Desembarcando em Bruxelas

Desembarcando em Bruxelas

** Estação Brussels Midi, em Bruxelas **

Como a imigração já foi feita em Londres, ao chegar em Bruxelas, é só pegar as malas e sair do trem em direção ao metro ou ir direto pro centro de Bruxelas.

Todos os trens do Eurostar vão desembarcar na Estação de Brussels Midi. Quando eu estive lá, a estação estava passando por obras, então não sei a quantas anda essa questão. Saindo da plataforma de desembarque do Eurostar, a melhor forma de chegar até a linha do metro pra quem estiver com mala é atraves do elevador.

Como eu disse no inicio do post, quem quiser incluir o trecho do metro para qualquer estação dentro de Bruxelas é necessário selecionar na hora de comprar o ticket do Eurostar a opção “Any Belgian Station”.  E o melhor de tudo, não é cobrado nada a mais por isso. Então fica a dica!

E foi justamente isso que eu fiz, optei por seguir viagem até a estação principal de trem/metro de Bruxelas, a estação “Brussels Centraal”, de onde fui caminhando até o hotel em que me hospedei nessa viagem, o Novotel Brussels Off Grand Place (tema pra outro post) que fica a meia quadra dali. Melhor localização, impossível!!

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Onde guardar as malas em estações de trem ou aeroportos na Escócia e no UK

Quem nunca se preocupou em onde deixar as malas seja no aeroporto ou até mesmo em uma estação de trem durante uma viagem? Independente do motivo, a grande maioria das estações e aeroportos do Reino Unido oferecem um lugar pra deixar as nossas malas.

No Reino Unido, a coisa é bem organizada e praticamente todos os principais aeroportos e estações de trem oferecem essa opção aos viajantes.

Aeroporto de Heathrow - Terminal 5

Aeroporto de Heathrow – Terminal 5

A única vez que precisei utilizar esse serviço foi quando voltei da Escócia pra renovar meu visto e tive que trazer as minhas 3 malas. Só que pra complicar um pouco mais a minha vida, antes de vir embora eu resolvi fazer um “mochilão” por Londres, Bruxelas, Luxemburgo, Colônia na Alemanha, Polônia e Espanha. Por sorte eu resolvi começar essa viagem em Londres e terminar ali também. Isso facilitou muuuito a minha vida, já que foi muito simples achar uma solução pra esse meu “problema”.

O meu voo de Edimburgo teve que ter destino final o aeroporto de Heathrow, já que o voo pro Brasil partia de lá também. Como voei British Airways, não precisei me preocupar com os terminais, pq o terminal 5 é exclusivo dessa cia aérea. Deixei minhas malas lá e quando meu mochilão terminou, passei lá recolhi minhas malas e subi fazer o check-in. Moleza!!

As duas malas maiores eu deixei no Left Luggage

As duas malas maiores eu deixei no Left Luggage

E como eu descobri a existencia dessa empresa? Vasculhando o site do aeroporto de Heathrow, claro. Ai foi só ler tudo e me certificar via email (eles respondem bem rápido) uma duvida que tinha, procurei algumas experiencias em blogs de viagem e não precisei mais me preocupar com isso.

Então, antes de qualquer coisa, no Reino Unido esse serviço de “guarda-volumes” é chamado de “Left Luggage”. O esquema é tão organizado, que existe uma empresa privada, a Excess Baggage Company, que é responsável por controlar quase todos os guarda-volumes no país.

Principal estação de trem de Edimburgo - Waverley Station

Principal estação de trem de Edimburgo – Waverley Station

A forma como essa empresa trabalha é bem simples:

– antes de qualquer coisa, eu aconselho a entrar no site e já verificar se a estação de trem ou aeroporto de destino oferece esse serviço;

– os preços também podem ser pesquisados no site, sendo assim, evita surpresas na hora;

– ao chegar em qualquer loja da Excess Baggage (que vai ser identificada por Left Luggage na fachada), vai ser necessário preencher um pequeno cadastro (importante ter o passaporte em mãos);

– as malas vão passar pelo raio-x (claro) e também são etiquetada. Como eu disse antes, eu tava voltando da Escócia para o Brasil pra renovar o visto e em uma das minhas malas tinham duas garrafas de whisky. O atendente pediu se eu tava levando algum liquido na bagagem e pediu o que era e se estava lacrado. Por sorte, tava tudo lacrado, embalado em papel bolha e dentro de caixa. Então acho que por isso ele não implicou.

– eles pedem se a gente quer passar aqueles plasticos de segurança (bag wrap) ao redor da mala, mas não achei necessidade. Mas coloquei cadeado em todos os zipers, claro.

– o local onde as malas vão ser armazenadas é totalmente vigiado 24 horas por dia e tudo é gravado.

– o valor das diárias são pagas somente na hora da retirada. Então é dado um recibo com os numeros de identificações das malas. Só isso que recebemos. Importante: guarde bem esse recibo, pq sem ele não tem como tirar a mala e ainda vai ser cobrado multa e vai ser preciso se explicar e mostrar milhões de documentos.

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Até aqui parece tudo uma maravilha, certo? Realmente é, mas como tudo na vida, algumas regrinhas precisam ser seguidas.

– esse serviço não fica aberto 24 horas por dia. Cada lugar tem um horário, mas geralmente fica assim: abre todos os dias da semana, das 05:30 as 23:00.

– o valor para cada mala vai ser (valor de hoje) de 9,00 libras a cada 24 horas, mas algumas lojas também oferecem opções para quem deixar menos tempo, como por exemplo de 0 a 4 horas o valor é de 5,00 libras e mais de 4 horas tem o mesmo valor de como se fosse deixar o dia todo, 9,00 libras;

– o pagamento pode ser feito tanto com cartão de crédito ou em dinheiro.

Estação de trem de Edimburgo - Waverley Station

Estação de trem de Edimburgo – Waverley Station

Na Escócia, esse serviço só é oferecido em Edimburgo na estação de trem de “Waverley” e em Glasgow na estação de trem “Glasgow Central”.

E na Inglaterra esse serviço é oferecido nos aeroportos de Heathrow e Gatwick e em algumas estações de trem. Também existem lojas em Birmingham, Leeds, Liverpool e Manchester.

Para maiores informações, é só consultar diretamente no site => Left Baggage. No canto inferior direito, é só selecionar a cidade e o valor pra cada aeroporto/estação de trem aparece logo abaixo no quadradinho azul. Simples, né?

A minha opinião sobre o serviço: na época o valor era um pouco mais baixo, mas tbm não muito, eu deixei minha mala por 15 dias guardada no aeroporto de Heathrow – Terminal 5. O atendimento foi ótimo. O rapaz me explicou tudo na maior boa vontade, na hora do raio-x ele me fez as perguntas necessárias (ele me explicou que eles não podem abrir nenhuma mala sem a presença do cliente), me deu o recibo e pronto. Quando voltei pra retirar minhas malas, apresentei o recibo e paguei. Minhas malas estavam em perfeito estado, não estavam amassadas, nem sujas e os cadeados estavam intactos, ou seja, tudo dentro dos conformes. Mas mesmo assim, com a paranoia de brasileiro, fui ao banheiro e abri as minhas malas pra ver se as coisas principais estavam ali e tava tudo certinho. As garrafas de whisky também não sofreram nenhum dano. Claro que não deixei nenhum equipamento eletronico (notebook, maquinas fotograficas e tal), isso eu tive que levar comigo durante o mochilão. Serviço nota 10, vale o dinheiro gasto com toda a certeza.

O Left Luggage do aeroporto de Edimburgo fica nessa região

O Left Luggage do aeroporto de Edimburgo fica nessa região

Mas e o restante do país, não tem opção de guarda volumes? Tem sim!

O aeroporto de Edimburgo também conta com o serviço de Left Luggage, porem não é operado por essa empresa. O Left Luggage fica no primeiro andar, perto do desembarque domestico (Uk Arrivals) e funciona das 06:00 as 22:00. Atualmente os valores são:

– até 24 horas: 7,50 libras/mala;

– a cada 24 horas a mais também é cobrado 7,50 libras/mala;

– se for guardar equipamento de ski, bolsas de golf ou qualquer outra coisa muito gigante, o valor é de 10,00 libras/dia/objeto.

Então, como nunca usei o guarda-volume do aeroporto de Edimburgo, não sei dizer como é o serviço. Imagino que deve ser bom.

Estação de ônibus de Edimburgo (Edinburgh Bus Station) também oferece esse serviço, porém eu nunca utilizei. A localização dentro da estação é muito boa, fica no corredor principal, bem em frente aos portões de embarque. O serviço está disponível das 04:45 as 01:15. Malas pequenas, médias e grandes pagam até 3 horas 3,00, 3,50, 4,00 libras e até 24 horas o valor cobrado é de 7,00, 8,00, 9,00 libras/mala respectivamente.

Pra liberar os guarda-volumes são aceitos moedas apenas e não precisa se preocupar, tem uma máquina que troca dinheiro por moedas. As malas não passam por raio-x, pois é um locker simples que a própria prefeitura de Edimburgo oferece.

Estação de trem de St Pancras, em Londres também tem um Left Luggage

Estação de trem de St Pancras, em Londres também tem um Left Luggage

Em Londres, ainda há opção de left luggage nos aeroportos de Luton, Stansted e City, só que não é operado pela Excess Baggage. E também existem outras opções de guarda-volumes em mais algumas estações de trem na cidade, para maiores informações é só clicar aqui. E pra quem for se deslocar de ônibus partindo de Londres para Edimburgo, os ônibus sempre partem da Victoria Bus Station, que fica junto a Victoria Station (por onde também passa a linha de metro), para maiores detalhes é só clicar aqui.

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Andando de ICE – O trem de alta velocidade da Alemanha

Uma coisa que eu queria fazer quando estivesse na Alemanha era andar no trem InterCity Express (mais conhecido por ICE), considerado o trem mais rápido do país. Além disso, como nem poderia ser diferente, ele é super moderno, confortavel pontual e eficiente.

Eu usei esse trem pra fazer o trajeto entre Munique e Nuremberg, que tem a distância de 170 km, onde antigamente era feito em 2 horas, mas hoje em dia, leva apenas 1 horinha. Muito rápido, a gente nem vê o tempo passar!

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Dizem que a sua velocidade pode chegar até 320 km/h, mas no trajeto que fiz, as duas vezes que olhei no painel estava marcando por volta de 220 – 249 km/h. Não saberia dizer se o trem chegou ao seu limite máximo de velocidade ou não, mas o importante é que o deslocamente foi rápido.

Esse trem não faz apenas esse trajeto entre Munique e Nuremberg, ele cobre outras grandes cidades alemã também, como Colônia, Frankfurt, Bonn, Stuttgart, Hannover, Hamburgo, entre outras, além de ligar a Alemanha a outros países vizinhos. Então, fica a dica!

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-> As estações de trem

O ICE parte de Munique da Estação Central (Hauptbahnhof) e chega em Nuremberg na Estação Central também. Ambas as estações tem ótima localização e é possível ir a pé em praticamente todos os lugares. Quando não tem como ir a pé, as opções de metro, ônibus ou trams também estão localizadas bem próximo a essas estações.

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

-> Onde comprar as passagens

É possivel comprar a passagem pra andar de ICE tanto nas máquinas na estação, como nos guiches de atendimento ou na internet. Eu comprei a minha passagem ainda aqui no Brasil, no site da DB Bahn, a empresa responsável pela ferrovia alemã.

Eu recebi a confirmação da compra e o bilhete por email. Ai foi só imprimir e levar comigo pra apresentar quando os fiscais me pedissem dentro do trem. Muito fácil!

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-> Primeira ou Segunda Classe

Como esperado, os trens de alta velocidade da Alemanha oferecem três opções de classes: primeira classe, classe conforto (que é uma variavel dentro da primeira classe) e a segunda classe. Eu optei por fazer o deslocamento em primeira classe, mas aqui vai um descritivo breve dessas três classes:

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Primeira Classe: os bancos são de couro, o tamanho dos bancos são um pouco maiores e o espaço entre os bancos também é bom, dá até pra esticar as pernas. Fora isso, não está incluido nenhum tipo de lanche ou internet wi-fi (não nesse trajeto entre Munique – Nurembert, pq em alguns outros trajetos sim).

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Classe Conforto: Fica dentro da primeira classe, e os bancos dessa classe estão “isolados” por uma parede de vidro, dando mais “privacidade’ e garantindo assim mais silêncio.

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Segudna Classe: pelo pouco que reparei quando andei por lá, estava abarrotada de gente. Os bancos são de tecido e o tamanho dos bancos e o espaço entre eles é um pouco menos que os da primeira classe, claro.

-> Paisagens pelo caminho

Não bati nenhuma foto das paisagens pelo caminho, pq nesse dia quando sai de Munique, o tempo estava nublado e com um pouco de neblina, e ainda no meio do caminho começou a chover. Inclusive cheguei em Nuremberg, estava garoando. E na volta, como era noite, não tinha como bater foto de nada. Mas imagino que deve ser tudo muito bonito!

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-> Reservas de assento

Ao comprar o bilhete pelo site, como eu fiz, já é possível reservar o assento, claro. A configuração do vagão para primeira classe é: 2-1, ou seja, dois bancos – corredor- 1 banco. Existem bancos que vão tanto no sentido que o trem está se deslocando, quando no sentido contrario. Também existe bancos com uma mesinha no meio, tanto na primeira classe como na segunda classe.

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-> Distâncias

O tempo de viagem entre algumas cidades da Alemanha que o ICE cobre:

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Munique – Nurembert: 170 km percorridos em 1 hora;

Munique – Frankfurt: 3 horas e 11 minutos;

Munique – Hamburgo: 5 horas e 46 minutos;

Munique – Colônia: 4 horas e 38 minutos;

Munique – Berlim: 5 horas e 52 minutos;

Frankfurt – Berlim: 3 horas e 37 minutos;

Frankfurt – Colônia: 1 hora e 02 minutos;

Alguns trajetos são vantagem fazer usando o ICE, mas outros ficam quase empatados com o tempo de deslocamento feito com o avião (chegar antes no aeroporto, o tempo de voo e mais o deslocamento até o centro da cidade). Ai é só fazer as contas do tempo gasto, se o preço do bilhete tiver de acordo, o trem sempre vai ser a melhor opção, na minha opinião, claro!

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-> Bagagens

Como todos os trens europeus, o ICE também tem um compartimento especifico para colocar as bagagens, que podem ser encontrados nas extremidades de cada vagão.  E ainda tem o espaço superior ao nosso banco para colocar bagagem de mão.

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-> Outras considerações

Todos esses trens tem ar condicionado e os vidros são aprova de ruídos, então quase não escutamos barulho dos trilhos durante a viagem.

Exite um vagão chamado Bordbistro/ Bordrestaurant em todos os trajetos feitos pelo ICE. Eles servem desde café da manhã, almoço, janta ou lanches. Quem estiver na primeira classe, pode fazer o pedido no vagão-restaurante que eles levam o pedido no nosso lugar.

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Programa tipicamente alemão: Cervejarias!

Na minha opinião, dois programas tipicamente alemães imperdíveis são: aproveitar um fim de tarde em algum Biergarten, especialmente se for no Englischer Garten ou ir em alguma cervejaria.

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Quando eu estive em Munique, era novembro (do ano passado) e o inverno já tava quase dando as caras. Então acabei não indo em nenhum biergarten no principal parque da cidade, o Englischer Garten. Mas ao menos consegui ir em uma cervejaria!

Na verdade meus plano inicial era ir em duas cervejarias, a Augustinerbräu e a Hofbräuhaus. Se eu contar ninguém acredita, eu não consegui achar de jeito nenhum a localização da Augustinerbräu. Ou eu sou cega ou sei lá.. fato é que eu não achei.

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Bom, mas pra encurtar conversa eu consegui achar a Cervejaria Hofbräuhaus (aleluia), mas foi por pura sorte mesmo. Ela fica bem em frente ao Hard Rock Cafe Munchen, então não tem erro.

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A Hofbräuhaus é a cervejaria mais famosa da cidade e foi fundada a muuuuito tempo atrás, mais precisamente em 1589, pelo Duque William V da Bavária e desde então, se tornou uma das cervejarias mais famosas do mundo. Pra ter uma idéia do tamanho do lugar, a cervejaria ocupa um prédio inteiro no centro de Munique, são diversas entradas, inclusive é melhor evitar entrar pela porta principal, pq vai estar sempre abarrotada de gente na frente. Cada andar/ala é tem uma decoração diferente.

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Como o salão principal no primeiro andar estava lo-ta-do, eu fui subindo. O salão do segundo andar estava reservado para um evento. Sei que de tanto subir e andar pra lá e pra cá, finalmente achei um salão com alguns lugares vagos. Mas o garçom já foi me avisando que, como eu não tinha feito reserva, eu não poderia me demorar muito na janta, pq todas aquelas mesas estavam reservadas. Mesmo assim, eu tive tempo suficiente pra comer tranquilamente e repetir tudo novamente antes da excursão de chineses invadirem o local.

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Além da cerveja, também podemos provar diversos pratos típicos da Alemanha, como as salsichas (wurst), o joelho e costela de porto, repolho, entre outros.

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Eu aproveitei pra provar uma Weisswurst, ou seja, uma salsicha de cor branca (quase desmaiada), que é feita com carne de gado.

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Pra companhar pedi um pretzel, que estava ótimo. E claro, cerveja! Na primeira rodada pedi uma Weissbier feita de trigo e na sequencia pedi uma do tipo Helles. A principal diferença entre elas (segundo o garçom) é que uma tem alta fermentação e a outra baixa fermentação… Agora não me pergunte o que isso quer dizer exatamente! Mas ambas as cervejas são excelentes!

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As cervejas geralmente são servidas em uma canecona de vidro de 1 litro, isso mesmo, um litro. Essas canecas gigantes são chamadas de “Mass”. Mas se caso um litro for muito, é possivel pedir um copo menor, como eu fiz, pra aproveitar e provar outros tipos de cerveja também.

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Como eu resolvi repetir tudo, exatamente igual, não sobrou espaço pra sobremesa. Mas dizem que o applestrudel de lá é ótimo.

No salão onde eu jantei, tinha um palco onde a banda estava se arrumando pra se apresentar pra excursão de chineses. Então pra quem quiser ver uma apresentação de música com danças típicas da região, fica a dica: fazer reserva para a janta!

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Nessa viagem entre Suiça, Áustria e terminando na Alemanha, eu comi super bem. Todos os pratos são muito bem servidos. E diferentemente do que encontramos em alguns outros países na Europa, a comida não é apimentada. Ainda bem! E preço? Achei super barato, e olha que comi muito bem!

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A Hofbräuhaus fica na rua Platzl 9, 80331 München, Alemanha. Em frente ao Hard Rock Café de Munique e bem perto da Marienplatz, a principal praça da cidade.

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