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Onde guardar as malas em estações de trem ou aeroportos na Escócia e no UK

Quem nunca se preocupou em onde deixar as malas seja no aeroporto ou até mesmo em uma estação de trem durante uma viagem? Independente do motivo, a grande maioria das estações e aeroportos do Reino Unido oferecem um lugar pra deixar as nossas malas.

No Reino Unido, a coisa é bem organizada e praticamente todos os principais aeroportos e estações de trem oferecem essa opção aos viajantes.

Aeroporto de Heathrow - Terminal 5

Aeroporto de Heathrow – Terminal 5

A única vez que precisei utilizar esse serviço foi quando voltei da Escócia pra renovar meu visto e tive que trazer as minhas 3 malas. Só que pra complicar um pouco mais a minha vida, antes de vir embora eu resolvi fazer um “mochilão” por Londres, Bruxelas, Luxemburgo, Colônia na Alemanha, Polônia e Espanha. Por sorte eu resolvi começar essa viagem em Londres e terminar ali também. Isso facilitou muuuito a minha vida, já que foi muito simples achar uma solução pra esse meu “problema”.

O meu voo de Edimburgo teve que ter destino final o aeroporto de Heathrow, já que o voo pro Brasil partia de lá também. Como voei British Airways, não precisei me preocupar com os terminais, pq o terminal 5 é exclusivo dessa cia aérea. Deixei minhas malas lá e quando meu mochilão terminou, passei lá recolhi minhas malas e subi fazer o check-in. Moleza!!

As duas malas maiores eu deixei no Left Luggage

As duas malas maiores eu deixei no Left Luggage

E como eu descobri a existencia dessa empresa? Vasculhando o site do aeroporto de Heathrow, claro. Ai foi só ler tudo e me certificar via email (eles respondem bem rápido) uma duvida que tinha, procurei algumas experiencias em blogs de viagem e não precisei mais me preocupar com isso.

Então, antes de qualquer coisa, no Reino Unido esse serviço de “guarda-volumes” é chamado de “Left Luggage”. O esquema é tão organizado, que existe uma empresa privada, a Excess Baggage Company, que é responsável por controlar quase todos os guarda-volumes no país.

Principal estação de trem de Edimburgo - Waverley Station

Principal estação de trem de Edimburgo – Waverley Station

A forma como essa empresa trabalha é bem simples:

– antes de qualquer coisa, eu aconselho a entrar no site e já verificar se a estação de trem ou aeroporto de destino oferece esse serviço;

– os preços também podem ser pesquisados no site, sendo assim, evita surpresas na hora;

– ao chegar em qualquer loja da Excess Baggage (que vai ser identificada por Left Luggage na fachada), vai ser necessário preencher um pequeno cadastro (importante ter o passaporte em mãos);

– as malas vão passar pelo raio-x (claro) e também são etiquetada. Como eu disse antes, eu tava voltando da Escócia para o Brasil pra renovar o visto e em uma das minhas malas tinham duas garrafas de whisky. O atendente pediu se eu tava levando algum liquido na bagagem e pediu o que era e se estava lacrado. Por sorte, tava tudo lacrado, embalado em papel bolha e dentro de caixa. Então acho que por isso ele não implicou.

– eles pedem se a gente quer passar aqueles plasticos de segurança (bag wrap) ao redor da mala, mas não achei necessidade. Mas coloquei cadeado em todos os zipers, claro.

– o local onde as malas vão ser armazenadas é totalmente vigiado 24 horas por dia e tudo é gravado.

– o valor das diárias são pagas somente na hora da retirada. Então é dado um recibo com os numeros de identificações das malas. Só isso que recebemos. Importante: guarde bem esse recibo, pq sem ele não tem como tirar a mala e ainda vai ser cobrado multa e vai ser preciso se explicar e mostrar milhões de documentos.

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Até aqui parece tudo uma maravilha, certo? Realmente é, mas como tudo na vida, algumas regrinhas precisam ser seguidas.

– esse serviço não fica aberto 24 horas por dia. Cada lugar tem um horário, mas geralmente fica assim: abre todos os dias da semana, das 05:30 as 23:00.

– o valor para cada mala vai ser (valor de hoje) de 9,00 libras a cada 24 horas, mas algumas lojas também oferecem opções para quem deixar menos tempo, como por exemplo de 0 a 4 horas o valor é de 5,00 libras e mais de 4 horas tem o mesmo valor de como se fosse deixar o dia todo, 9,00 libras;

– o pagamento pode ser feito tanto com cartão de crédito ou em dinheiro.

Estação de trem de Edimburgo - Waverley Station

Estação de trem de Edimburgo – Waverley Station

Na Escócia, esse serviço só é oferecido em Edimburgo na estação de trem de “Waverley” e em Glasgow na estação de trem “Glasgow Central”.

E na Inglaterra esse serviço é oferecido nos aeroportos de Heathrow e Gatwick e em algumas estações de trem. Também existem lojas em Birmingham, Leeds, Liverpool e Manchester.

Para maiores informações, é só consultar diretamente no site => Left Baggage. No canto inferior direito, é só selecionar a cidade e o valor pra cada aeroporto/estação de trem aparece logo abaixo no quadradinho azul. Simples, né?

A minha opinião sobre o serviço: na época o valor era um pouco mais baixo, mas tbm não muito, eu deixei minha mala por 15 dias guardada no aeroporto de Heathrow – Terminal 5. O atendimento foi ótimo. O rapaz me explicou tudo na maior boa vontade, na hora do raio-x ele me fez as perguntas necessárias (ele me explicou que eles não podem abrir nenhuma mala sem a presença do cliente), me deu o recibo e pronto. Quando voltei pra retirar minhas malas, apresentei o recibo e paguei. Minhas malas estavam em perfeito estado, não estavam amassadas, nem sujas e os cadeados estavam intactos, ou seja, tudo dentro dos conformes. Mas mesmo assim, com a paranoia de brasileiro, fui ao banheiro e abri as minhas malas pra ver se as coisas principais estavam ali e tava tudo certinho. As garrafas de whisky também não sofreram nenhum dano. Claro que não deixei nenhum equipamento eletronico (notebook, maquinas fotograficas e tal), isso eu tive que levar comigo durante o mochilão. Serviço nota 10, vale o dinheiro gasto com toda a certeza.

O Left Luggage do aeroporto de Edimburgo fica nessa região

O Left Luggage do aeroporto de Edimburgo fica nessa região

Mas e o restante do país, não tem opção de guarda volumes? Tem sim!

O aeroporto de Edimburgo também conta com o serviço de Left Luggage, porem não é operado por essa empresa. O Left Luggage fica no primeiro andar, perto do desembarque domestico (Uk Arrivals) e funciona das 06:00 as 22:00. Atualmente os valores são:

– até 24 horas: 7,50 libras/mala;

– a cada 24 horas a mais também é cobrado 7,50 libras/mala;

– se for guardar equipamento de ski, bolsas de golf ou qualquer outra coisa muito gigante, o valor é de 10,00 libras/dia/objeto.

Então, como nunca usei o guarda-volume do aeroporto de Edimburgo, não sei dizer como é o serviço. Imagino que deve ser bom.

Estação de ônibus de Edimburgo (Edinburgh Bus Station) também oferece esse serviço, porém eu nunca utilizei. A localização dentro da estação é muito boa, fica no corredor principal, bem em frente aos portões de embarque. O serviço está disponível das 04:45 as 01:15. Malas pequenas, médias e grandes pagam até 3 horas 3,00, 3,50, 4,00 libras e até 24 horas o valor cobrado é de 7,00, 8,00, 9,00 libras/mala respectivamente.

Pra liberar os guarda-volumes são aceitos moedas apenas e não precisa se preocupar, tem uma máquina que troca dinheiro por moedas. As malas não passam por raio-x, pois é um locker simples que a própria prefeitura de Edimburgo oferece.

Estação de trem de St Pancras, em Londres também tem um Left Luggage

Estação de trem de St Pancras, em Londres também tem um Left Luggage

Em Londres, ainda há opção de left luggage nos aeroportos de Luton, Stansted e City, só que não é operado pela Excess Baggage. E também existem outras opções de guarda-volumes em mais algumas estações de trem na cidade, para maiores informações é só clicar aqui. E pra quem for se deslocar de ônibus partindo de Londres para Edimburgo, os ônibus sempre partem da Victoria Bus Station, que fica junto a Victoria Station (por onde também passa a linha de metro), para maiores detalhes é só clicar aqui.

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Roteiro de 1 dia em Munique

A primeira coisa que podem pensar sobre o título desse post é que eu sou louca. Apenas 1 dia em Munique (München, em alemão)? Sim, pro que eu tinha em mente esse tempo deu bem certinho. Claro que eu não pretendia conhecer a cidade tooooda.

Apesar de Munique ser a capital da região da Bavária, não é preciso reservar uma infinidade de dias pra conhecer a cidade, pelo menos não as atrações turísticas principais.

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Pra mim Munique sempre foi sinônimo de muuuita cerveja, Oktoberfest, Bayern de Munique e BMW. Exceto a Oktoberfest, todo o resto eu consegui provar/conhecer.

Bom, eu cheguei em Munique vindo de trem de Viena numa viagem que levou mais ou menos umas 4 horas (com apenas duas paradas pelo caminho). Desembarquei na Estação Central de Munique (München Hauptbahnhof) ao meio-dia e fui direto pro hotel deixar minha mala. Tive a tarde toda pra explorar a cidade e mais a tarde toda do dia seguinte também.

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Não existe lugar melhor pra começar um roteiro em Munique senão pela Marienplatz, a principal praça da cidade e onde praticamente tudo acontece.

O grande destaque da praça com certeza é o prédio onde fica a prefeitura de Munique (Rathaus). Além do seu estilo neogótico, várias pessoas se aglomeram ali também para ver o showzinho dos bonecos de madeira se apresentando na Torre do Relógio. Diferente de outros showzinhos nesse estilo, esse não acontece todas as horas cheias, então é preciso se programar pra ver. Apesar de serem apresentações diferentes, eu já tinha visto em Praga, então acabei não esperando pra ver.

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Uma coluna no centro da praça também chama atenção, a Coluna de Maria (com uma estátua da Virgem Maria totalmente feita de ouro), que foi erguida para comemorar o fim da ocupação da Suécia durante a Guerra dos Trinta Anos.

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Logo ao lado da Marienplats fica a Peterskirche, a igreja mais antiga da cidade, que tem uma decoração interna super bonita.

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E, também, um mirante bem no alto da sua unica torre de 92 metros de altura. A infelizmente não tem elevador pra ir até lá, então fiz o esforço de subir os 306 degraus só pra poder ter essa vista de Munique lá do alto…

A prefeitura

A prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Marienplatz vista do alto

Marienplatz vista do alto

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Englischer Garten

Englischer Garten

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Inclusive o grande destaque da vista é a Frauenkirche, meu próximo destino. Essa igreja, como deu pra perceber pela foto, é a maior igreja de Munique. Também é possivel subir em uma das suas torres, mas eu achei que ver Munique lá do alto sem ela aparecer não teria a menor graça e preferi conhecer apenas o seu interior.

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As torres de outro ângulo

As torres de outro ângulo

Engraçado que, ao mesmo tempo que a sua fachada exterior chama atenção, o seu interior é bem simples. Exceto pelos seus vitrais, que são muito bonitos.

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Dois outros destaques dessa igreja ficam por conta do Mausoleu do Imperador Ludwig IV da Bavária, que está logo na entrada, no lado direito.

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E também, bem em frente a porta de entrada principal, a “Pegada do Diabo” (Teufelsschritt) que segundo a lenda, diz que o Diabo tinha proibido os arquitetos da igreja de construirem janelas. Fato é que, as janelas existem, mas as colunas foram construidas de tal forma, que ao ficar parada na “Pegada do Diabo” parece que a igreja não tem janelas, pq não dá pra ver nenhuma. Bom, lenda ou não, a obra ficou perfeita (e cumpriu o seu proposito, enganar o Diabo!).

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Pra terminar essa primeira tarde, fui conhecer o Hofgarten, o parque que fica junto ao Münchner Residenz, um palácio localizado bem no centro de Munique.

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Como o dia tava bonito, aproveitei pra dar uma caminhada pelo parque e ver de perto o estilo italiano renascentista do templo que foi construído para homenagear a Deusa Diana.

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O Münchner Residenz foi residencia oficial dos Reis da Bavaria. No total, é possível conhecer três partes do palácio: o Museu Residenz, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés.

Entrada principal

Entrada principal

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

O ticket pode ser comprado de diversas formas, para ver as três partes, para ver apenas uma parte ou ainda pra ver o Museu + o Tesouro Real. Eu acabei optando por comprar esse ultimo tipo de ticket. Comprei meu ingresso lá na hora mesmo e não peguei fila. Foi super rapidinho!

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A parte dedicada ao museu é relativamente grandinha e o percurso interno tem apenas um unico sentido, o que facilita muito a visita.

Outra entrada

Outra entrada

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Como é de se imaginar, o palácio tem uma decoração interna super luxuosa, com mobilias, obras de arte, objetos pessoais espetaculares. A parte dedicada ao Tesouro Real tem cada jóia de deixar a gente de queijo caido. Infelizmente não dá pra tirar foto de nada lá dentro, mas teve uma parte que não tinha nenhum fiscal olhando e já que tava todo mundo batendo foto, eu aproveitei e entrei no embalo.

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Ali perto do Residenz, perto da entrada que dá acesso aos jardins do palácio, fica uma loja/test-drive/museu da Mercedes-Benz, com um café no segundo andar. Achei bem interessante!

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Quero um desses!!!

Quero um desses!!!

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A minha segunda tarde em Munique começou depois que voltei de um bate-volta a Dachau, onde fica um dos vários campos de concentração da Alemanha (tema para outro post). Nesse dia, resolvi ir nos lugares mais longes do centro da cidade: o estádio Allianz Arena e o Complexo da BMW (BMW Welt + BMW Museum). E pra facilitar o meu deslocamento, escolhi andar de metro, claro.

Para ir até Estádio Allianz Arena, por onde também cheguei usando o metro linha U-6 (cor azul) sentido Garching-Hochbrück e descer na estação Fröttmaning. Essa estação é super bem sinalizada e é muito fácil chegar até o estádio. Saindo do metro, logo de cara não dá pra ver o estádio, é preciso atravessar uma plataforma e ai sim, lá do fundo dá pra avistar o Allianz Arena, um dos maiores estádio de futebol do país.

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Ele é usando tanto pelo Bayern de Munique como pelo seu rival, o  TSV 1860 Munique e eventualmente pela seleção alemã, claro.

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Pra entrar nas dependencias do estádio, não precisa pagar nada, mas pra fazer o tour sim. Eu desisti de fazer o tour do ultimo horário, as 16:30 pq a fila pra comprar ingresso estava enorme, gigante mesmo.

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Então aproveitei pra apreciar a estrutura externa do estádio, ir na lojinha de souvenirs (que tem bastaaaante coisa legal) e dar uma voltinha por lá. O lugar é bem organizado, super bem sinalizado e muito tranquilo!

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A BMW, a Volkswagen e a Audi são as marcas de carros mais famosas da Alemanha, certo? Certíssimo! Talvez tenha até outras, mas no momento só me vieram essas à cabeça. Quando eu estava organizando essa viagem, li sobre a existencia do Museu da BMW e logo me interessei em ir conhecer. Não sei se as outras empresas tem um museu ou algo do tipo, mas achei interessante a visita.

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Primeiro fui diretamente ao BMW Welt, ou seja, ao “Mundo BMW”. Esse prédio tem dois andares com diversas alas com exibições os lançamentos tanto de carros da própria BMW, como de carros de outras marcas que atualmente fazem parte do Grupo BMW, como Rolls Royce e Cooper.

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Sem esquecer das motos (uma mais impressionante que a outra) e os carros conceitos que estão sendo desenvolvidos para serem carregados na energia.

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E os carros antigões? Achei esse lindão!!!

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E esse então?

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Já para ir até o BMW Museum, é preciso atravessar uma rampinha que passa por cima de uma rua movimentadíssima. O museu tem em exibição diversos modelos de carros, desde os primeiros modelos fabricados até os mais recentes.

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E ainda tem essa “ala” dentro do museu que achei legal.. conforme a gente vai subindo a rampa, tem telas informativas contando um pouco de como cada detalhe do carro foi planejado, desde o design dos bancos, as rodas, os motores ao longo dos anos até chegar na parte que fala um pouco das tecnologias atuais.

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Para ir até lá de metro partindo da estação central de trem de Munique é bem fácil, é só pegar a linha U-3 (cor laranja) sentido Moosash e descer na estação “Olympiazentrum”. Não tem erro, ao sair da estação, a gente já dá de cara com o predio modernão do BMW Welt.

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Outras infos:

Como eu disse no inicio do post, eu cheguei em Munique de trem, mas o trecho de saida (em direção a Londres) eu fiz de avião. Munique é servida por dois aeroportos: o Aeroporto de Memmingnen (geralmente utilizado pelas cias aéreas de baixo custo e fica bem mais longe do centro da cidade, uns 90 km) e o Aeroporto Internacional de Munique Franz Josef Strauss ou Flughafen München (IATA: MUC), considerado o segundo maior aeroporto do país, ficando atrás somente do Aeroporto de Frankfurt. Esse ultimo aeroporto tem uma localização mais central (30 km do centro), então acabei optando por pegar meu voo ali.

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Como era esperado, esse aeroporto é gigaaaante, tem dois terminais. Meu voo pra Londres era com a British, então acabei não conhecendo o terminal exclusivo da Lufthansa, que eu imagino que seja bem melhor que o terminal 1. Aliás, estava esperando bem mais do free shop do terminal 1, onde peguei o voo pra Londres.

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Para ir do aeroporto até o centro, a melhor opção são os trens regionais, chamados de S-Bahn, através das linhas S1 ou S8. Cada uma dessas linhas tem uma particularidade, então acabei optando por pegar a linha S8, que fazia o trajeto de forma direta. A linha S1 tambem faz de forma direta, mas como numa certa altura ela se divide em duas, preferi não arriscar de pegar o trecho errado. Então, meu conselho é sempre pegar a linha S8! Em ambas as linhas o tempo de deslocamento é de 45 minutos. Dá pra compar esse ticket nas maquinas na Estação Central e ele precisa ser validado (numa maquininha azul) antes de entrar do trem, claro.

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A estação de trem do aeroporto está convenientemente localizada na Área Central, bem no meio dos dois terminais. Então não tem erro, é só subir as escadas rolantes e procurar as placas que indiquem o respectivo terminal de onde o voo vai sair.

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Já o sistema de transporte público de Munique é super eficiente e totalmente integrado. Com um mesmo bilhete é possivel andar tanto de ônibus, de tram, as seis linhas do U-Bahn (metro) ou de S-Bahn (trens regionais).

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Os bilhetes podem ser facilmente comprados tanto nas máquinas como nos guiches de atendimento. Existem tickets individuais (single ticket), por dia (day ticket), para 3 dias (3 days ticket) ou pra uma semana (one week ticket).  E as máquinas aceitam tanto dinheiro como cartão de crédito (é melhor pagar com cartão de credito, existem mais máquinas disponiveis nessa configuração). Se for comprar nas máquinas, como eu fiz, tem que ficar atento a um detalhe, ao comprar o ticket por dia é necessário que ele seja comprado no dia em que vai ser usado. Eu quis me adiantar e comprar o meu ticket na noite anterior da minha ida a Dachau e tive que ir no guiche trocar. Por sorte, eu reparei que a data só era válida pro dia da compra, ou seja, no outro dia ele não seria mais valido. Fui no guiche, expliquei o que aconteceu e o rapaz trocou o ticket pra mim sem problemas. Então, fica a dica!

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No geral, o trens são novos e estavam bem conservados. As estações por onde passei são um loucura, muita gente, as vezes é um pouco confuso de se achar, mas logo a gente pega o jeito.

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Ah, importante: é necessário validar o ticket em uma maquininha de cor azul antes de entrar no metro ou nos trens regionais (como pra ir até Dachau).

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Enfim, é isso! Então eu só aconselho a seguir esse roteiro em caso de tempo bom, se estiver sozinho e se for extremamente objetivo em conhecer as coisas, sem se perder nas lojas ou ficar horas olhando coisas em lojinhas de souvernirs. =D

Rio de Janeiro: Aeroporto Santos Dumont

Na hora de comprar a passagem pro Rio de Janeiro, é importante ficar alerta com relação ao aeroporto. Explico: a cidade é servida por dois aeroportos, o Galeão e o Santos Dumont.

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As duas grandes “diferenças” entre eles são:

– O aeroporto Santos Dumont opera apenas voos nacionais e está localizado literalmente no centro da cidade;

– Já o aeroporto do Galeão opera tanto voos nacionais quanto voos internacionais e fica um pouco mais afastado do centro.

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Eu já disse nos outros posts, que o motivo dessa viagem que me levou ao Rio de Janeiro foi apenas pra renovar o meu visto de estudante pra voltar a estudar no Reino Unido.

Por ter uma localização mais central, eu acabei optando por voar até o Aeroporto Santos Dumont (IATA: SDU).

Área do Check-in

Área do Check-in

Todas as grandes cias aéreas voam de/para lá a partir de várias cidades do Brasil. Como naquela época eu estava em SC, e não tem voo direto, eu precisei fazer uma conexão em SP pra chegar até lá.

Lembro como se fosse hoje, que o voo tava atrasado pra ir pro Rio de Janeiro, pq ninguém menos do que Barack Obama estava na cidade naqueles dias e ainda, por coincidência, justo nesse dia ele estava indo embora do RJ. Imaginem, todos os voos estavam atrasados, claro.

Área de Embarque

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Na verdade eu pude conhecer o aeroporto apenas no dia que peguei o voo de volta. O aeroporto passou por uma reforma recentemente, o que o deixou com um aspecto mais moderninho.

Pra chegar e sair desse aeroporto existem 2 formas: de táxi ou de ônibus. Dessa vez, como eu tava hospedada no Hotel Novotel Rio de Janeiro Santos Dumont, que fica super perto do aeroporto, no dia que eu cheguei tava chovendo, então mesmo com a proximidade, eu acabei pegando um táxi.

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Dica: é recomendado sempre pegar táxi de empresas credenciadas como: a Transcootour (que foi a empresa que eu usei o trajeto até o hotel) e a Ouro Táxi (essa foi a empresa que eu usei no trajeto entre o Visa Application Centre e o Aeroporto e o melhor, dá até pra pedir o táxi pela internet).

Em uma outra viagem que eu fiz ao RJ, eu usei o transporte público pra ir do Aeroporto Santos Dumont até a praia de Copacabana, que era onde eu tava hospedada na casa de uma tia da minha prima.

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Nos pegamos o ônibus Premium da empresa Real (cor azul e amarela) número 2018, que segue sentido Copacabana. O valor da tarifa é um pouco mais caro do que os ônibus convencionais. Tinha ar-condicionado, eram ônibus mais novos e confortáveis. O tempo de viagem é de um pouco menos de 30 minutos.

Heathrow Connect: do Aeroporto de Heathrow até o centro de Londres

Quem chega no maior aeroporto do Reino Unido, o Aeroporto de Heathrow, certamente vai poder escolher como vai querer se deslocar entre o aeroporto e o centro de Londres. O que não faltam são opções!

Eu já escrevi aqui no blog sobre o Heathrow Express, mas nesse post vou falar somente do Heathrow Connect, uma outra alternativa de transporte com um custo/beneficio excelente.

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Existem 3 formas de comprar o ticket: no site oficial, nas máquinas no aeroporto e no balcão do próprio aeroporto com os atendentes. Não existe nenhum desconto pra quem resolver comprar pela internet, sendo assim, o ticket tem o mesmo preço independente de onde ele seja comprado. Então como não tinha nenhuma vantagem em comprar antecipado, eu acabei comprando o meu ticket nas máquininhas no aeroporto mesmo.

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Saindo no saguão de desembarque, vão existir vááárias máquinas para compar o ticket. Não adianta procurar por máquinas especificas para o Heathow Connect pq elas não vão existir. Então, as mesmas máquinas que vendem os tickets para o Heathrow Express também vendem os tickets para o Heathrow Connect. Logo na tela inicial já vai aparecer qual das duas opções de transporte queremos usar e ai é só escolher e seguir as demais indicações que vão aparecer na tela.

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Na ida pro centro de Londres eu fui de Heathrow Connect, mas como a volta pro aeroporto eu queria usar outro meio de transporte, eu acabei comprando o ticket só de ida, chamado de “Single ticket”. Claro que ao comprar somente o ticket ida eu paguei um pouquinho mais caro. Então pra evitar isso, o ideal mesmo é comprar sempre o ticket de ida e volta pra pagar um pouco mais barato. Ah, pra quem optar por comprar o ticket de ida e volta, ambos já são entregues no momento da compra (eu descobri isso quando ajudei uma senhora a comprar o ticket dela). Não há necessidade de validar o ticket antes de entrar no trem!!!

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Então, com o tickets em mãos é só seguir as placas que dizem “Express Trains to Central London”, sempre. Claro que a estação do Terminal 5 não fica no mesmo andar que é feito o desembarque e onde estão as máquinas para comprar os tickets, é necessário pegar um dos elevadores ou as escadas rolantes e se dirigir até o subsolo do terminal do aeroporto.

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Chegando no subsolo do Terminal 5, a primeira coisa a fazer é pegar qualquer trem que vá para o Terminal 1 e 3, pq esse é o terminal central do Aeroporto de Heathrow e é lá onde vamos pegar os trens que vão para o centro da cidade.

No terminal 1 e 3 existem apenas 2 plataformas, então não tem erro, nos desembarcamos numa plataforma, mas pra pegar o Heathrow Connect temos que ir até a outra plataforma.

Com toda a certeza o Heathrow Express vai passar com mais frequencia do que o Heathrow Connect, já que os trens do Heathrow Connect partem a cada 45 minutos.

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Os trens vão estar identificados no painel da seguinte forma:

– Express to London: são os trens do Heathorw Express que vão de forma direta pra Londres;

– Connect to London: são os trens que devemos pegar, o Heathrow Connect, que faz 5 paradas pelo caminho antes de chegar no centro da cidade;

– Terminal 4: Only terminal 4.

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Uma coisa que tem que ficar atento é com relação aos trens que vão para o Terminal 4, pq é usado o mesmo trem do Heathrow Connect, então, não é só esperar aparecer um trem com o escritinho Heathrow Connect e ir entrando. Tem que conferir no painel qual é o trem certo, pra evitar o vai e vem desnecessarios entre terminais.

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Quando o trem chegar, pode entrar em qualquer vagão, pq não existe primeira e segunda classe nos trens do Heathorw Connect.

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O tempo de viagem entre o aeroporto até o centro de Londres dura exatos 25 minutos. Durante o trajeto, o trem para em 5 estações antes de chegar na estação final, a estação de Paddington, no centro de Londres.

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O trem no geral é bem conservado, apesar do espaço entre as poltronas serem bem pequenos, eu até achei bem confortável. E assim como no Heathrow Express, no Heathrow Connect também existe um local especificio para colocar as malas, que facilita muito, pq não tem como levar a mala no espaço entre os bancos.

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Em questão de minutos apos a partida do trem os fiscais começam a passar pra conferir os tickets. Nesse trem não existe a opção de comprar o ticket a bordo, sendo assim, quem não tiver o ticket em mãos vai pagar multa.

Obs.: o transfer entre os terminais do aeroporto de Heathrow são gratuitos.

Utilidade: Para que servem e pq devemos pagar as taxas de embarque nos aeroportos?

Ao comprar uma passagem aérea, além do valor da própria passagem, devemos pagar também a taxa de embarque. Mas você já parou pra pensar pq devemos pagá-las? E principalmente, pra que elas servem?

Pra começo de conversa, quem determina os valores que devemos pagar como taxa de embarque é a ANAC. O que eles levam em consideração são dois fatores: se o aeroporto é classificado como nacional ou internacional e em qual categoria ele se enquadra. Bom, atualmente existem 2 tipos de taxas de embarque, que são:

– Tarifas para voos nacionais, que são divididas em 4 categorias:

– Tarifas para voos internacionais são divididas também em 4 categorias:

Após pagarmos o valor determinado pela ANAC pra cia aérea, esse valor é repassado para a Infraero, que é quem administra a maioria dos aeroportos do Brasil.

Mas no que é investido o valor arrecadado na taxa de embarque? Basicamente, segundo a ANAC, esse valor é utilizado para pagar o salário dos funcionários do aeroporto, segurança, na manutenção da estrutura (pistas, pátio das aeronaves, salas de embarque e desembarque, elevadores, escadas rolantes, ar-condicionado, sistema de som), limpeza e também deve ser destinado a melhorias que facilite a vida dos passageiros.

Só a título de curiosidade, pelo que andei pesquisando pela internet, as taxas de embarque cobrada aqui no Brasil são consideradas uma das mais caras do mundo.

Se levarmos em consideração o que recebemos em troca esse valor é um absurdo, não acham?

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