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Estocolmo – Parte 2

Todos aqueles que dizem que as capitais dos países escandinavos não tem muitas coisas pra fazer, eu digo, um final de semana mal deu pra nós visitarmos tudo o que haviamos planejado pra nossa viagem a Estocolmo.

Nosso segundo dia começou cedíssimo, pra que a gente pudesse dar conta de visitar tudo o que estava no roteiro.

A primeira parada foi na Riddarholmskyrkan, a Igreja de Riddarholmen que é considerada a mais antiga de Estocolmo. Seu estilo medieval segue o mesmo estilo de muitas igrejas que vimos na Dinamarca e na Noruega, e seu pináculo pode ser visto de muitas partes da cidade. É lá também onde estão sepultados praticamente todos reis e rainhas da Suécia, como por exemplo, todos os reis entre Gustav Adolf II e Gustav V estão lá.

A uma curta caminhada dali, em uma outra ilha, ficam o Kungliga Slottet , o Sveriges Riksdag e a Storkyrkan. Eu sei, esses nomes estranhos não fazem muito sentido, mas já vou explicar um a um…

O Kungliga Slottet é o Palácio Real de Estocolmo, é a residência oficial da realeza da Suécia. Não sei pq, mas sempre fico impressionada com o fato de não ter grades ou cercas separando o povo da entrada dos Palácios.

Isso é bem comum nos países escandinavos onde existem ainda a monarquia, como Noruega e Dinamarca (a Finlândia é o único dos países nórdicos que não tem monarquia).

Domingão, os horários pra visita são reduzidos, o Palácio só estaria aberto a partir do meio dia (até as 15:00), então apenas garantimos os nossos ingressos, e antes da visita, fomos assistir a troca da guarda que já estava pra começar.

A troca da guarda na temporada considerada de inverno (outubro a março) acontece somente as quartas, sábados e domingos, pontualmente as 13:00.

Diferentemente dos meses de verão, que tem um “desfile” começando na praça Sergels Torg, seguindo por algumas ruas da cidade até chegar em uma das entradas do Palácio Real, em outubro (que foi quando estivemos lá), a troca da guarda é mais simples e também é beeeem rapidinha. A duração não passa de uns 15 minutos pelos meus calculos.

Aproveitando a bondade dos guardinhas, pedimos se dava pra bater uma foto. E olhe só, pra nossa surpresa era uma guardinha..

Logo após a troca da guarda, parecia que todas as pessoas de Estocolmo tiveram a mesma idéia que nós e foram para a entrada do Palácio Real, então pra fugir da fila e aproveitar melhor o tempo, acabamos indo rapidinho até a Storkyrkan.

A Storkyrkan é a Catedral de Estocolmo, seu nome oficial Sankt Nikolai Kyrka presta uma homenagem a São Nicolau. O estilo do seu exterior é bem diferente de que estamos acostumados a ver nos países escandinavos, inclusive as cores. Um dos seus destaques é a imagem de madeira de São Jorge e o dragão, obra que data do século 15. Ahh, e também foi nessa igreja onde a Princesa Victoria se casou com o seu personal trainer, Daniel Westling, que atualmente é chamado de Duque de Västergötland.

Agora sim, com a fila um pouco menor, fomos conhecer o Palácio Real de Estocolmo. Além de visitar os Apartamentos Reais, a Coleção de Tesouros Reais, podemos visitar também o Museu Três Coroas.

Além de ser a residencia oficial, também é ali onde fica o escritório onde o Rei Carlos XVI Gustavo trabalha, cumprindo suas funções reais e recepcionando convidados em eventos oficiais.

Foto retirada do site Sverige Kungahus

O Palácio não parece ser tão grande quando olhamos por fora, mas os número impressionam, como por exemplo, são mais de 600 comodos que estão divididos em sete andares.

Foto retirada do site Sverige Kungahus

Há muitos séculos atrás, no atual lugar do Palácio Real, ficavam um castelo medieval chamado de Tre Kronor ou Três Coroas. Em uma noite em 1697, o castelo foi completamente destruido pelo fogo.

Foi a unica foto que consegui tirar, antes de levar uma advertencia do guardinha

Algumas partes da base e muralhas desse Castelo e nós pudemos ver tudo isso de pertinho no Museu Tre Kronor. Além disso, lá também podemos ver um pouco de como era a vida no Castelo naquela época e alguns objetos que foram encontrado em escavações.

Foto retirada do site Sverige Kungahus

Próximo ao Museu fica a ala onde estão em exibição os Tesouros Reais pertencentes a familia real sueca, como por exemplo uma espada que pertenceu ao Rei Gustav Vasa, a coroa, manta e o cetro que pertenceu de Erik XIV, a coroa da Rainha Lovisa Ulrika, além de muitas outras coroas que pertenceram a muitos Reis e Rainhas. Também vimos a pia de batismo feita toda em prata que é utilizada para batizar os herdeiros ao trono desde 1696.

Foto retirada do site Sverige Kungahus

Foto retirada do site Sverige Kungahus

E por ultimo fomos visitar os Apartamentos Reais que são as alas abertas a visita pública e onde o Rei Carlos e a Rainha Silvia recebem seus convidados em eventos, cerimonias, banquetes e festas oficiais.

Foto retirada do site Sverige Kungahus

Infelizmente não é permitido bater foto em nenhum desses lugares que visitamos, mas pra quem viu as fotos dos apartamentos reias do Palácio de Buckingham que eu já escrevi e coloquei aqui, já dá pra imaginar que a decoração e a opulência das salas são de impressionar.

Em nossa ultima voltinha pela cidade antes de ir pro aeroporto, acabamos passando em frente ao Parlamento Sueco

E ai, ainda continua achando que os países nórdicos não tem nada de interessante pra conhecer? Acho que não né.. =)

Estocolmo – Parte 1

Os países nórdicos nunca foram muito populares entre os brasileiros, alguns acham que o motivo é o frio e neve, outro dizem que os valores dificilmente cabem no orçamento e tem até os que dizem que por lá não existe nada de interessante pra ver. Eu concordo somente com o fato de todos os países serem extremamente caros, isso realmente não dá pra negar!

Estocolmo é uma cidade pequena, mesmo sendo considerada a maior cidade do país, a capital da Suécia tem um pouco mais de 700 mil habitantes e está espalhada em 14 ilhas localizadas no gigantesco Lago Mälaren.

Nosso hotel tinha uma localização excelente, era perto de praticamente todas as atrações da cidade, mas uma coisa que não posso deixar de comentar é que não é nenhum pouco fácil se localizar por lá.

A primeira parada foi na Prefeitura de Estocolmo, um dos símbolos do país. Além de ser o lugar mais fotografado de Estocolmo, é onde acontece todos os anos o banquete do Prêmio Nobel. Mas peraí, o Prêmio Nobel não acontece em Oslo?? Sim, também. A entrega do Prêmio Nobel acontece em Oslo e em Estocolmo. A unica diferença é que em Oslo acontece somente a entrega do Prêmio Nobel da Paz, todos os outros prêmios, como Literatura, Química, Física e Medicina acontecem em Estocolmo.

Pra quem não sabe, assim como a Prefeitura de Oslo, a Prefeitura de Estocolmo também pode ser visitada. Os tours são pré-determinados de acordo com o idioma escolhido. Não tem como visitar o prédio sem a presença de um guia.

Os ingressos estão a venda na lojinha de souvenirs da Prefeitura e as opções são apenas em inglês ou sueco. Os tours partem do hall de entrada principal a cada hora cheia e tem duração de 45 minutos (as regras para os tours durante os meses de verão são um pouco diferente).

Chegamos na hora certa, o próximo tour ia começar em questão de alguns minutos, então lá fomos nós rapidinho encontrar com o guia. Nosso grupo era pequeno, tinha 10 pessoas no máximo. Depois de recebermos as devidas instruções de como seria feita a visita, o que iriamos visitar e que era possível bater foto de tudo, o tour finalmente começou.

E começou bem, de cara já entramos no Blue Hall, um salão enorme, que muito lembra ao hall principal da Prefeitura de Oslo. É nessa sala onde acontecem, desde 1930, todos os anos o banquete do Prêmio Nobel. A Cerimônia de entrega da premiação acontece no Stockholm Concert Hall e após o evento, todos os convidados se dirigem a Prefeitura para o banquete. Entre os convidados, além da Familia Real Sueca, estão a familia dos candidatos ao Prêmio Nobel, autoridades suecas e convidados de todas as partes do mundo.

Conhecemos também a Council Chamber onde acontecem todas as semanas o encontro dos representantes municipais (equivalente ao posto de vereadores no Brasil) para debater e tomar decisões a respeitos de assuntos de ordem pública da cidade. Os habitantes de Estocolmo podem assistir aos encontros, inclusive há uma galeria pública com espaço para aproximadamente 200 pessoas. Um dos grandes destaques dessa sala é o teto, inspirado na era Viking e totalmente feito com madeira.

A Prince’s Gallery é nada mais nada menos do que um corredor onde é feita a recepção dos convidados para o baile que acontece logo apos o banquete do Prêmio Nobel. De um lado, os janelões que mostram um pouco da ilha Gamla Stan, Södermalm e do lago Mälaren. Mas vc deve estar de perguntando pq esse “corredor” recebeu o nome de Galeria do Príncipe?!?! Os afrescos que estão na parede oposta aos janelões foram feitas pelo irmão do Rei Gustav V, o Principe Eugen e ele chamou a obra de “Stockholm’s Shores”. Legal, né?!?!

Uma das salas mais bonitas do prédio é a Golden Hall, onde é oferecido o baile, logo após o banquete do Prêmio Nobel. A sala é realmente impressioante, simplesmente pq ela é inteiramente coberta por um mosaico composto por mais de 18 milhões de peças de ouro e vidro!! A obra é do artista sueco Einar Forseth e ele se inspirou em elementos e personalidades importantes que fizeram parte do Império Bizantino.

No pátio do prédio da Prefeitura, uma coisa curiosa… um cavalo Dala, que dizem ser um dos símbolos da cidade e frequentemente vimos em lojinhas de souvenirs também. Mas não consegui descobri qual o motivo e a relação do cavalo dala com a cidade. Se alguém souber, compartilhe a informação!

E pra terminar, ainda tem o Stadshusparken, o jardim da Prefeitura. Além de suas muitas estátuas, esculturas e flores, é um dos melhores lugares para bater foto da cidade antiga de Estocolmo, a Gamla Stan.

Depois dessa “breve” visita a Prefeitura, descobrimos que andar por Estocolmo não é uma tarefa fácil. São muitas ilhas, muitas pontes e é bem dificil descobrir qual ponte nos leva a ilha que queremos visitar. O jeito foi tentar não se estressar e caminhar pelas ruazinhas de cada uma dessas ilhas.

Confesso que foi tão dificil encontrar o Museu Nobel, que quando finalmente encontramos, nem quisemos mais visitar! heheehehhe Ficamos andando em circulos e com cada pessoa que conversamos as respostas e direções eram diferentes, que olha, deu raiva mesmo! (Fica a sugestão: mais placas informando onde fica bem certinho o museu).

E nessas andanças, chegamos ao Gamla Stan, a parte mais antiga da cidade. Rodeando a praça principal, chamada de Stortorget, ficam as casas de antigos comerciantes, que hoje em dia, depois de serem restauradas, muitas delas abrigam lojinhas, bares, restaurantes e galerias de arte.

Ao caminhar pelas suas ruazinhas exclusiva para pedestres, é impossível não parar de bater fotos! É uma das partes mais bonitas e bem conservadas de toda a cidade.

As cores dos prédios, variando do ocre ao vermelho e laranja dão um efeito unico e inconfundivel a Cidade Antiga de Estocolmo.

Enquanto nos esperavamos o nosso kanelbullar, uma espécie de “bolinho de canela” ficar pronto, já fomos estudando o mapinha da cidade para ver onde ficava o pier Strömkajen, de onde partem os barcos da empresa Waxholmsbolaget, que nos levariam ao nosso próximo destino.

No caminho passando pela Kungliga Operan, a Ópera Real de Estocolmo…

O pier está localizado bem em frente ao Grand Hotel Stockholm. Quando chegamos, o ferry já estava ali parado e iria partir em poucos minuto.

Na pressa, esquecemos de dizer que queriamos um ticket ida e volta e o rapaz (bem espertão) nos vendeu somente a ida. Ok, também não era o fim do mundo. Foi até melhor ter comprado so o ticket da ida, pq assim ficamos caminhando por lá sem hora pra voltar.

O trajeto é bem rapidinho, em questão de uns 15 minutos estavamos desembarcando no pier da ilha de Djurgården, onde fica o Museu Vasa.

O Vasa Museet é o museus mais visitados de Estocolmo e de toda a Escandinávia. Logo que chegamos lá, tinha uma fila consideravel, tivemos que esperar uns 15 minutos até conseguir comprar nossos ingressos.

Com o ingresso na mão, resolvemos assitir o videozinho (bem curto, aproximadamente uns 20 minutos) que conta um pouco da história do navio, pq ele foi construído, a sua recuperação, processo de restauração e algumas curiosidades. O video é em sueco com legendas em inglês e é apresentado de hora em hora (no verão as opções são diferentes).

O Vasa é o unico navio de guerra ainda existente no mundo. No incio do século 17, o Rei Gustavo Adolfo II ordenou sua construção para defender o país dos possíveis ataques da Polônia, maior inimigo da Suécia naquela época.

Em 1628, logo após partir para sua viagem incial, em questão de alguns poucos minutos, o navio foi atingido duas vezes por fortes rajadas de vento, que fizeram o navio inclinar tanto, que a água começou a invadir o interior do navio, fazendo com que ele afundasse rapidamente.

Lá se passaram muitos e muitos século, até que em 1961, o navio foi redescoberto no fundo da entrada do porto de Estocolmo, e pra surpresa de todos o navio estava praticamente intacto.

Logicamente que o navio passou por alguns trabalhos de restauração, mas inacreditavelmente 95% da sua estrutura que está em exibição no museu é original. Os principais trabalhos de restauração ficaram por conta das esculturas entalhadas em madeiras que decoram toda a parte externa do navio.

Infelizmente não podemos visitar o interior do Vasa, já que a estrutura como um todo é muito fragil. Mas quem resolver assitir o video, como nós fizemos, vai conseguir ver um pouco de como é o interior do navio.

O museu é enoooorme e ao longo dos seus 4 andares podemos ver 9 exibição especiais, cada uma abordando um tema relacionado ao navio, como maquetes, reproduções de como era o interior do navio naquela época, os objetos que foram recuperados no fundo do mar, inclusive alguns corpos de tripulantes que não se salvaram foram encontrados e através de trabalhos em computador tiveram seus rostos reconstruidos. Incrivel!

Isso sem falar que conforme vamos andando pelas “sacadas” de cada andar, podemos ver bem de pertinho as esculturas e os objetos de decoração que enfeitavam o navio.

E antes de ir embora, tivemos a brilhante ideia de passar no restaurante/lojinha do museu e não conseguimos resistir aos “bolinhos de canela” sueco…

Na volta, como não tinhamos o ticket da volta do barco e no pier onde desembarcamos não tinha nenhuma lojinha onde pudessemos comprar, resolvemos voltar caminhando.

A ilha de Djurgården é considerada a ilha do entretenimento, lá estão além do Museu Vasa, outros museus como o Skansen e o parque de diversão Gröna Lund e muitas outras atrações.

Pelo caminho, meio que por acaso, passamos em frente ao Kungliga Dramatiska Teatern..

No já no caminho para o hotel, encontramos uma das várias lojas da rede de fast food Max, uma espécie de Burger King da Suécia e resolvemos jantar ali mesmo!

Esse foi o nosso primeiro dia em Estocolmo.. na sequência vem o segundo post com o restante dos outros lugares que visitamos.

Sheraton Stockholm Hotel

Uma das coisas mais fáceis de definir nessa viagem foi a escolha do hotel em que me hospedei. Vasculhando pela internet, encontrei uma promoção imperdível para o Sheraton Stockholm Hotel, não pensei nem meia vez e tratei de garantir logo a minha reserva!

Ao contrário do que muita gente pensa, se hospedar em um hotel Sheraton na Europa não é uma coisa impossível, isso pq volta e meia é possível encontrar uns precinhos bem convidativos e acho que a época em que fui era justamente uma dessa.

A localização não poderia ser melhor, a duas quadras da Estação Central, a poucos metros da Prefeitura de Estocolmo e atravessando uma das pontes, uma curta caminhada estavam as demais atrações turisticas da cidade.

O hotel passou por uma reforma recentemente (em 2007) e com isso ficou mais moderno. O hotel também não é muuuito grande não, ao menos quando olhamos o prédio por fora dá essa impressão. Ao entrar no hall de entrada, logo do lado esquerdo tem um bar/restaurante e no lado direito fica a recepção. A decoração é super clássica, tanto na recepção, quanto nos quartos.

Essa viagem eu fiquei de me encontrar sexta-feira a noite com a Chay lá em Estocolmo. Meu voo dessa vez chegou antes que o dela, então combinamos de nos encontrar no hotel mesmo, até pq eu cheguei pelo aeroporto de Arlanda e ela chegou pelo Skavsta.

O quarto que reservei tinha duas camas de solteiro, era bem espaçoso, tinha vidro anti ruído e ao abrir a janela de manhã cedo, a nossa vista pro lado em que estava a Prefeitura da cidade!

Enquanto a janta não vinha…

Sexta-feira a noite, como meu voo chegou um pouco tarde, fui direto pro hotel e acabei jantando lá mesmo. Pedi uma massa a bolonhesa, e olha, foi uma das melhores que já comi até hoje, isso q nem gosto muito de molho vermelho com carne moída. E pra acompanhar veio uma saladinha de tomate e rúcula.

Nessa diária “baratinha”, não estavam incluídos o café da manhã e a internet, tanto a cabo quanto a wi-fi é cobrada a parte também, o valor era de 100 SEK por dia.

O Hotel Sheraton Stockholm fica na rua Tegelbacken 6. Muito bem localizado, a uma curta caminhada da Prefeitura e a 2 quadras da Estação Central.

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Roteiro: Estocolmo, Suécia

Um fim de tarde em Malmö, na Suécia

Estocolmo – Parte 1

Estocolmo – Parte 2

Um fim de tarde em Malmö, na Suécia

Enquando ainda estavamos na Rundetårn, acabamos avistando a ponte de Øresund láááá looonge. Convesa vai, convesa vem, surgiu a idéia.. Vamos até Malmö, agora????? Todo mundo gostou da idéia!! Ainda era relativamente cedo, e como nos meses de verão costuma escurecer bem mais tarde, achamos que seria uma oportunidade perfeita! Então, já que estavamos ali tão perto, pq não aproveitarmos para atravessar a maior ponte da Europa, com mais de 7 mil metros de comprimento, e ainda de quebra, conheceriamos um pouco da Suécia?!?!

Fomos direto até a Estação Central de Copenhagen, a København H, compramos nossos tickets no guiches de atendimento (mas também dá pra comprar diretamente nas máquinas). Acabamos comprando nos guiches, pq não pesquisamos nada sobre o passeio e não sabiamos nem qual trem pegar.

A atendente foi bem simpática e nos disse que o trajeto que liga a Dinamarca a Suécia era feita com o trem Öresundståg. Esse trem é de uma empresa sueca e foi justamente ele que nos levou, em pouco menos de 30 minutos, até Malmö, na Suécia.

(Para quem chega em Copenhagen de avião, o trajeto entre o centro e o aeroporto também é feito por esse trem).

O trem é super novinho e como esperado, além de pontual, por sorte também não estava lotado naquele horário.

Para entender um pouco de como é essa região… a Dinamarca é separada da Suécia pelo estreito de  Øresund. Ainda na década de 90, os governos dos dois países acharam que seria interessante ter um meio terrestre que ligasse a Dinamarca aos demais países escadinavos, e foi assim que surgiu a idéia de construir essa ponte. O projeto não foi fácil, vieram vários especialistas de todas as partes do mundo ajudar na confecção do projeto, que foi comandado por uma empresa dinamarquesa, a Dissing+Weitling.

Vários fatores tiveram relevância e exigiram muitas pesquisas antes de simplesmente chegar lá e começar a construir a ponte.

Os engenheiros tiveram que pesquisar uma forma como construir a ponte sem que ela viesse a sofrer impacto com a força do vento, tiveram que levar em consideração a passagem de embarcações (navios de grande porte) que atravessam o estreito com grande frequencia, sem esquecer também, que ali perto ficava o aeroporto que serve Copenhagen, e assim a ponte também não poderia ter suas astes muito altas para não acontecer acidentes com aviões.  Tiveram ainda que se preocupar em como otimizar a contrução ao máximo e além de incluir os trilhos de trem, teveram que construir estradas para que os carros, ônibus e caminhões pudessem atravessar a ponte. E além disso tudo, ainda havia mais uma preocupação: nos meses de inverno, a quantidade de neve acumulada na ponte poderia trazer instabilidade para estrutura? E os blocos de gelo que as vezes se formam no mar, atrapalhariam a passagem dos navios pela ponte?

Dá pra perceber que a obra foi bem complexa e assim, os gastos também foram elevados.

E não dá pra deixar de comentar que a travessia é beeem curiosa. Enquanto estamos saindo da Dinamarca, estamos ainda em terra, entramos na ponte e lá pela metade do trajeto, simplesmente tudo fica escuro, isso pq o trecho mais próximo da Suécia é feita por baixo do mar, entramos em um tunel, semelhando ao eurotunel no canal da mancha, aqueeele que liga o Reino Unido ao continente Europeu.

Pra quem gosta dessas modernidades da engenharia, o passeio já vale só por atravessar a ponte.

Desembarcamos em Malmö na Estação Central, que fica bem próximo ao centrinho da cidade e a uma curta caminhada do porto. Mesmo sendo a terceira maior cidade da Suécia, a cidade é pequena, tem uma população de apenas 250 mil habitantes.

Uma coisa que de cara já nos chamou a atenção foi a quantidade de bicicletas. Assim como a Dinamarca, exite até estacionamento exclusivo só para elas.

Caminhar pela cidade é bem agradável, todas as principais atrações (que não são muitas) ficam pertinho da Estação Central.

Primeiro fomos visitar a Igreja de St Petri, que com seu estilo gótico e sua torre em forma de agulha da pra ve-la de todas as partes da cidade.

Depois de caminhar pelas ruazinhas exclusivas para pedestres, e entrar em algumas lojinhas.. seguimos caminhando para o Porto da cidade. O porto passou por uma revitalização recentemente e agora está cheia de lojas e restaurantes.

 

Ali, além de ver um por-do-sol imperdível e o farol da cidade, vimos uma das mais novas obras do arquiteto Santiago Calatrava, o edificio Turning Torso, que é considerado o maior edificio de toda a Suécia, com 190 metros de altura. A arquitetura, digamos que é um pouco diferente do que estamos acostumados a ver por ai e o que mais chama a atenção, é que o edificio lembra cubos gigantes empilhados.

Voltamos para Copenhagen um pouco antes de começar a escurecer, e fizemos o mesmo trajeto na volta, atravessamos a ponte de Øresund novamente. Fica mais uma opção de visita para quem for a Copenhagen!!

Roteiro: Estocolmo, Suécia

Um dos lugares que eu mais queria conhecer, e de preferencia todos os países possíveis, eram os países da região da Escandinávia. Também queria voar com a principal cia aérea de lá, a SAS, e foi o que fiz.

Prefeitura de Estocolmo

Enquanto olhava as possibilidades de chegar até lá e as cias aéreas que faziam voo direto de Edimburgo para Estocolmo, descobri que esse tipo de voo não existia. Teria que escolher, ou fazer conexão em Londres com a British ou em Copenhagen. Então entre British e SAS, o valor da SAS tava um pouco mais baixo, e eu acabei conseguindo voar com eles essa unica vez.

Avião da SAS

A primeira parte do voo, que saia de Edimburgo até Copenhagen, foi feita com a parceira aerea BMI, um avião menor, mas muito bom. A viagem foi bem tranquila. Cheguei em Copenhagen e o meu tempo em solo era pequeno, suficiente para trocar um pouco de dinheiro e dar uma volta pelo aeroporto da Dinamarca. E pra quem já teve oportunidade de ir lá, aquilo nem parece um aeroporto, parece mais um shopping, não é mesmo?

O voo entre Copenhagen e Estocolmo tava no horário e foi bem tranquilo. Os aviões da SAS, tanto na ida como na volta, me pareceram bem novinhos e modernos. Gostei bastante!

O Aeroporto de Estocolmo – Arlanda (IATA: ARN) é o maior aeroporto da Suécia. Está localizado a 40 km ao norte da capital e junto com os Aeroportos de Oslo-Gardermoen e de Copenhagen-Kastrup, além de serem os aeroportos hub da SAS, são os 3 maiores aeroportos dos países nórdicos. O aeroporto é enooorme, tem 4 terminais, sendo que dois pra voos domésticos (entre países nórdicos) e dois para voos internacionais. Meu voo chegou e saiu partindo do terminal 5.

Uma das coisas que achei bem legal é que nesse terminal enquanto caminhamos naquele corredor enoooorme até achar na saida, nas paredes tinham muitas fotos de algumas pessoas. Só fui descobri do que se tratava essa exibição quando cheguei perto da porta de saida, eram fotos das 100 personalidades com maior destaque na Suécia, ou seja, esse era o Stockholm Hall of Fame, como eles denominaram. Interessante, né?!?! Nunca tinha visto algo parecido até então.

Area de check-in no Terminal 5

Uma boa opção para ir do aeroporto até a Estação Central é pegar o trem chamado de Arlanda Express. O ticket pode ser comprado online, e existem várias modalidades oferecidas, eu optei pelo “Weekend return journey”, tem algumas restrições e de acordo com as regras descritas no site me pareceu a melhor opção pro meu caso, já que cheguei numa sexta-feira e voltei pra Edimburgo no domingo a noite.

O trem, assim como o Flytoget de Oslo, é fantástico. E não to exagerando não, super moderno, limpo, em resumo, estava impecável. O trajeto tem duração de 20 minutos e já descemos no centro da cidade, na Estação Central chamada de Stockholm C, que fica a umas duas quadras da Prefeitura de Estocolmo. O trem tem saida, tanto do aeroporto como da Estação Central, cinco vezes a cada hora cheia.

Como eu viajei partindo de Edimburgo, e a Chay tava na Alemanha, combinamos de nos encontrar lá. E o nosso roteiro para esse final de semana ficou assim:

– sexta-feira: nós duas chegamos a noite em Estocolmo, então não tivemos tempo de fazer nada e fomos direto pro hotel;

Na Estação Central, na lateral, tem uma entrada que já dá direto nas plataformas do Arlanda Express.

– sábado: visitamos a Prefeitura de Estocolmo, a Igreja de Riddarholmen, caminhamos pelas ruazinhas da região de Gamla Stan e ainda andamos de barco para ir até o Museu Vasa.

– domingo: fomos direto na Catedral de Estocolmo, assitimos a troca da guarda, visitamos o Palácio Real e passamos pelo parlamento. Final da tarde, fomos direto pro aeroporto.

Gamla Stan

Acredito que o principal conseguimos ver tranquilamente nesses dois dias, mas existem outras opções, muitos museus e uma infinidade de coisas pra fazer na cidade, com certeza 2 dias é o indicado para um roteiro base.

Obs.: lembrando que a moeda oficial da Suécia não é o Euro, e sim a Coroa Sueca (SEK).

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