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Belém

A tarde, continuei o tour pela região de Belém, que era o lugar que eu estava literalmente contando as horas pra conhecer!!! Não sei explicar, mas somente quando cheguei lá que realmente me senti em Portugal!

O bondinho número 15 vai até Belém!

Além de tudo que é possível conhecer, Belém se destaca por ter sido o lugar de onde as Caravelas de Vasco da Gama partiram para descobrir o mundo, e chegar a India também!!

Monumento aos Descobrimentos

Para chegar até lá, eu peguei o bondinho na Praça do Comércio, o número 15, e parei na estação “Mosteiro dos Jerônimos”, a poucos passos de tudo que tinha de mais importante na região!

De um lado..

e... do outro lado

O primeiro destino foi o Monumento aos Descobrimentos, que fica as margens do Rio Tejo, e pra chegar lá, tem que atravessar a Praça do Império e procurar por uma passagem subterranea.

Achei demais a vista do alto do Monumento aos Descobrimentos!!

Mosteiro dos Jerônimos e a Praça do Império

Eu escolhi ir lá primeiro, pois revirando pela internet, acabei achando um blog que dizia que era possível visitar o monumento, e eu nem pensei duas vezes, coloquei logo na minha listinha.

De um lado a Torre de Belém..

De outro, a Ponte 25 de Abril..

E recomendo, vale muito a pena, a vista é realmente imperdível! Eu não conseguia mais parar de bater fotos e por mim fica ali o resto da tarde…

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Rosa dos Ventos foi presente da Africa do Sul a Portugal

Mais ainda faltava muita coisa pra ver, caminhei pela Praça do Império tranquilamente e fui conhecer o Mosteiro dos Jerônimos.

Mosteiro dos Jerônimos

O Mosteiro foi construido a mando do Rei Dom Manuel I ainda em 1501 e demorou mais de 100 anos pra ficar pronto. Em 1755, foi parcialmente destruido no terremoto que praticamente destruiu Lisboa, e assim, teve que ser construido de novo, e é uma das construções mais bem conservadas e bonitas da cidade!!

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os detalhes perfeitos!

O Mosteiro dos Jeronimos foi declarado Patrimonio Cultural da Humanidade pela Unesco e hoje em dia é possível visitar.

O Antigo Refeitório

Os azulejos em tom de amarelo, que marcam uma outra fase!

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Além de caminhar pelos seus corredores, ver o interior da Igreja do alto, visitar os confessionários (os claustros, que haviam 12 no total, o confessor e o penitente conversavam atraves de uma grade) , também tem uma exposição que mostra um pouco da história do Mosteiro, de Portugal e do mundo!

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Os confessionários

Mosteiro dos Jerônimos

Junto ao Mosteiro, ficam o Museu da Marinha (eu não visitei, mas pelo que li, conta um pouco da história náutica dos Portugueses), o Museu de Arqueologia (que também não visitei) e a Igreja de Santa Maria de Belém (onde é possível ver os túmulos do navegador Vasco da Gama e do poeta Luis de Camões).

Igreja Santa Maria de Belém

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Igreja

Vasco da Gama

Luis de Camões

E o momento mais aguardado do dia, foi caminhar a beira do Rio Tejo, vendo o sol se por lindamente e chegar até a Torre de Belém!!!

Ponte 25 de Abril

 Eu sempre quis conhecer a Torre de Belém, e isso já faz tempo, desde a primeira vez que a vi uma reportagem num programa de TV e achei ela super bonitinha e vendo ao vivo e a cores, não me cansei de bater fotos (muuuuitas) e de toooodos os ângulos!

Todos os ângulos!

A Torre, que tem o famoso estilo manuelino, também é Patrimonio Mundial, é possível visitar, porém pelo que eu já tinha lido por ai, a parte exterior valia mais a pena, e me contentei (e muito) em poder admira-la por alguns (na verdade, foi mais de 1 hora) minutos!

Torre de Belém.. é ou não é pra ficar batendo fotos de todos os angulos?!?!

Além do estilo manuelino, a torre também tem um pouco do estilo árabe e veneziano. Foi construida um pouco depois do Mosteiro, em 1514 e a torre servia para defesa a cidade de Lisboa do ataque de inimigos!

Mais de pertinho..

Tanto a Torre de Belém e Mosteiro dos Jerônimos abrem todos os dias (exceto as segundas-feiras) das 10:00 as 17:30. Há vários tipos de tickets, únicos e até as mais variadas combinações e os preços, variam de acordo o que (quantidade de lugares) foi escolhido.

Com certeza eu ainda vou voltar!!

E o dia ainda não tinha chegado ao fim e para a viagem ficar completa, não poderia faltar os famosos Pastéis de Belém, mas isso é tema pra outro post.. (e merecido)!!

Lisboa

Lisboa, capital e maior cidade de Portugal, tem apenas 550 mil habitantes, mas na região metropolitana pode alcançar facilmente os 2,5 milhão de habitantes.

A cidade é super fácil de se localizar e as opções de meios de transporte públicos são enormes, além do metro (com suas 4 linhas), existem os famosos bondinhos, ônibus e funiculares.

Mapa de Lisboa

Infelizmente o cartão Viva Viagem versão Comboio (trem) que usei em Sintra não servia para o transporte público interno em Lisboa, sendo assim, comprei outro cartão para usar pela cidade.  E vale a pena, pois o valor do bilhete que normalmente é de 1,95 euros, sai peraticamente pela metade do preço. Ahh, e como já disse, o valor do cartão é de 0,50 euro, e se não quiser guardar ele de recordação, é possivel pegar o dinheiro de volta!

Os bondinhos!

Como eu só andei no Elevador de Santa Justa e no bondinho para ir e voltar de Belém, só posso dizer que achei super prático, é só validar na maquininha amarela dentro do elevador/bonde e seguir viagem. E nem tente dar uma de espertinho, pois mesmo dentro do bondinho, indo pra Belém, no trajeto da ida, o fiscal passou em todo o bonde conferindo um por um dos cartões (e com certeza a multa é bem salgada, pelo q me lembro era algo absurdo, em torno de 100 vezes o valor do bilhete, então é só fazer as contas de quanto sairia o prejuízo)!!

O dia amanheceu lindíssimo e convenhamos, pra quem está vindo de uma longa temporada na Escócia, impossível não reparar e ficar feliz em ver o céu azul e o sol dando as caras, e o melhor de tudo, o dia todo!!!

Rua Augusta

Detalhes na Rua Augusta

Saindo do hotel, caminhei pela Rua Augusta, que é uma rua só para pedestres com várias lojas e restaurantes, logo cheguei no Elevador Santa Justa. O Elevador, na verdade é uma “torre” de 45 metros de altura e foi projetado por um dos alunos de Gustave Eiffel, aqueeeele da Torre Eiffel em Paris.

Elevador Santa Justa

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A fila para subir não estava nada animadora, mas resolvi encarar.. achei que seria uma boa opção ver boa parte da cidade lá do alto, e ainda como bônus o Castelo de São Jorge bem de pertinho!

Praça Dom Pedro IV

Av da Liberdade

Para ter acesso ao elevador, dá pra usar o cartão viva viagem ou dá pra comprar o ticket lá na hora mesmo (valor de 5,00 euros). O trajetinho é super rápido e no elevador não sobem muuuuitas pessoas ao mesmo tempo, então é bem tranquilo!

Rio Tejo e a Praça do Comércio

Catedral da Sé

São “dois” niveis, um onde vemos a cidade através de umas grades de proteção e para ter acesso ao nível superior (terraço), tem uma escadinha.

Ao fundo o Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge e suas muralhas

No geral o que vemos é o Bairro do Chiado e da Baixa, e além do imponente Castelo de São Jorge, da pra ver também uma boa parte da Catedral da Sé, o Rio Tejo, Praça do Comércio, Rua Augusta, Av Liberdade lá do alto, muito util pra ter uma visão geral da região e fazer um bom reconhecimento de área, e isso já foi uma previa, pois essas atrações seriam as visitadas na sequencia!

Catedral da Sé

Voltando pela Rua Agusta, fui perguntando pelo caminho como chegar na Catedral da Sé, que fica no meio do caminho pra quem vai até o Castelo de São Jorge. Fiz uma breve parada na Catedral, e segui caminhando.

Miradouro Santa Luzia

A poucos metros da Catedral, acabei encontrando o Miradouro e a Igreja de Santa Luzia, uma breve parada para apreciar mais um pouco de Lisboa, mais especificamente o Bairro de Alfama, que vista do alto e em um dia ensolarado, é imperdível, além, é claro do Rio Tejo.. e segui até o Castelo de São Jorge. Cheguei lá por volta de 12:30 e a fila estava enoooooorme, enorme mesmo, e acabei desistindo, pois o meu principal objetivo, uma vez em Lisboa, era ir a Belém.

Do miradouro se vê o bairro de Alfama

Alfama!

Voltei caminhando pelo mesmo trajeto e fui parar na Praça do Comércio, que é considerada uma das maiores da Europa. E realmente, a praça é enorme,  e fica de frente para o Rio Tejo. Dá até pra considerar o Arco Triunfal como um dos símbolos da cidade!

Praça do Comércio

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Fiz uma breve parada para fotos, peguei o Electrico (Bondinho), e segui pra região de Belém

Roteiro: Portugal

A última viagem de 2011 não poderia ter outro destino: Portugal!! Afinal, faltava muito pouco pra eu voltar pra casa e seria estranho deixar de visitar justamente o país que tem mais ligação com a nossa história.

Foram apenas 3 dias em Lisboa e arredores e o suficiente para me deixar uma boa impressão.

Lisboa e arredores

– Domingo, dia de Natal, sai da Escócia, fiz uma parada em Londres e segui viagem rumo a Lisboa, com a TAP e fiquei em Lisboa mesmo;

– Segunda-Feira fui conhecer Sintra, Cascais e Estoril;

– Terça-feira foi a vez de conhecer a capital Portuguesa e a região de Belém;

– Quarta-feira, acordei e já fui direto pro aeroporto, era hora de voltar pro Brasil.

O que não é nenhuma novidade, Portugal faz parte da União Européia e também faz parte do Acordo de Schengen e brasileiros não precisam de visto para visitar o país por até 90 dias.

Aeroporto Internacional de Lisboa ou Aeroporto da Portela (IATA: LIS) é o maior aeroporto do país e fica bem pertinho do centro da cidade, são apenas 7 km de distância. Tem 2 terminais (T1 – voos internacionais e T2 – voos domésticos e para a União Européia) e existe um ônibus especial que faz a ligação entre terminais de forma gratuita.

Praça de alimentação no aeroporto de Lisboa

Existem 2 opções para ir até o centro de Lisboa: táxi e a linha de ônibus chamada Aerobus. Como eu estava voltando de vez para o Brasil e estava acompanhada das minhas 3 malas, não tive muita escolha, fui de táxi até o hotel.

O hotel em que fiquei hospedada ficava bem próximo a Estação Rossio e a Praça do Comércio, e o valor ficou em 12,50 euros (já incluido o adicional por cada mala, tinha lido na internet que esse adicional ficam em torno de 1,60 euros por mala), o que valeu bastante a pena, no meu caso!

Um dos símbolos do país: Palácio da Pena, em Sintra.

O aeroporto não é muito grande e também não é suuuuuuuper bem sinalizado (comparando com os aeroportos de Edimburgo e os de Londres), mas dá pra se virar tranquilo.

Quando estava chegando em Lisboa, depois de passar pela Imigração, só peguei minhas malas e já sai!

Farol em Cascais

Na volta pro Brasil, depois de fazer o check-in, passar pelo controle de segurança e controle de passaporte, tem um Free-Shop, que não é muuuito grande, mas em compensação para quem quer comprar produtos Portugueses, como os Vinhos do Porto, Moscatel, Licores, todos separados por região, acho que é uma boa opção!

Monumento aos Descobrimentos e a Ponte 25 de Abril

Uma vez em Portugal, algumas palavrinhas geram um pouco de confusão e assim, é importante saber que:

– os Bondes são chamados de Eléctrico,

– o Ponto de ônibus é a Paragem,

– o Ônibus é chamado de Autocarro e;

– os Trens são os Comboios.

Nada melhor do que esse por-do-sol pra fechar a viagem com chave de ouro!!!

Dito isso, é só começar a se aventurar pelo país, que aliás, tem um sistema de transporte público super eficiente e com bastantes opções. Eu andei tanto de trem como de ônibus e pude perceber que tanto as estradas, como as linhas ferroviárias do país são muito boas e estão em ótimas condições!!

E como não seria de se esperar o contrário, o Brasil tem “um pouco de Portugal”, e lá a gente já se sente praticamente em casa!

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