Arquivo | Intercâmbio RSS for this section

Intercâmbio: Onde morar em Edimburgo

Uma das questões que mais me preocupou durante a preparação do meu intercâmbio foi com relação ao lugar onde eu iria morar em Edimburgo. Mesmo eu que já havia visitado a cidade anteriormente, eu não fazia idéia de onde seria melhor morar e qual tipo de hospedagem seria mais a minha cara. Pesquisando no google, li muito sobre esse assunto e acabei descartando algumas opções e levando mais em consideração outras, de acordo com o meu perfil, claro.

Depois de muito pesquisar sobre esse assunto, eu cheguei a conclusão que três pontos são extremamente relevantes para fazer a melhor escolha:

– tipo de acomodação;

– tempo de duração do intercâmbio;

– localização da acomodação.

♣ Tipos de acomodação

As opções pra quem vai fazer um intercâmbio, de modo geral, são: morar em uma casa de família, alugar um apartamento, se hospedar em um hostel ou fechar o contrato com uma residência estudantil. Todos tem suas vantagens e desvantagens, então é extremamente importante pesquisar bem pra não se arrepender depois. Quer ver?

Casa de família:  as duas grandes vantagens de morar em um casa de família na minha opinião são: família vai ser nativa do país e assim vamos ter certeza de que estamos ouvindo o inglês ser falado de forma correta e possibilidade de conviver diariamente com habitos locais daquele país. Porém por outro lado, tudo o que é vantagem pode se transformar em desvantagem, como por exemplo, imigrantes que estão morando na Escócia a pouco tempo e consequentemente não sabem falar 100% o idioma corretamente. Então é sempre importante exigir que a família seja Britânica mesmo, pro aproveitamento ser melhor.

Alugar um apartamento: geralmente essa opção é a mais cara de todas, pq o valor é cobrado por dia. Se a intenção for ficar pouco tempo, como por exemplo, duas semanas, ok, o valor não vai ser nenhum absurdo, mas também não vai sair barato, pode ter certeza. Agora pra quem tem interesse em ficar 2 meses ou até mesmo 6 meses, muitas vezes não é possível fechar contrato pq o tempo máximo permitido para alugar um apto é de 30 dias. Algumas empresas também favorecem quem pretende alugar um apto por 1 ano, mas entre 1 mês e 1 ano, achei bem dificil encontrar essa opção.

Hospedagem em um Hostel: alguns hostels em Edimburgo trabalham com a possibilidade de aceitar estudantes por um periodo mais longo. Normalmente a cobrança é feita por semana e assim a pessoa pode escolher o tempo que quer ficar, sem nenhum problema. Na época que eu tava pesquisando sobre todas as possibilidades, eu acabei descobrindo que praticamente todos os hostels que trabalham com esse esquema ficam um pouquinho mais afastados do centrão turístico da cidade, mas nada absurdo não, uns 20 a 30 minutos de caminhada da Princes Street. Pode até ser que hoje em dia outros hostels permitam alugar um quarto por um periodo maior. A maior parte desses hostels estão localizados próximo ao Porto de Leith ou no caminho, na Leith Street ou ainda, próximos a região da estação de trem Haymarket, na Dalry Road e arredores.

Residência estudantil: pra quem quer ter um pouco mais de privacidade e liberdade, essa é uma das melhores opções a levar em consideração. A maioria das escolas de inglês oferecem duas opções: morar em casa de familia ou compartilhar um apto dentro de uma residência estudantil. Existem ainda outras opções de residência estudantil que além de alugar aptos compartilhados (onde só o quarto e o banheiro são individuais), também alugam flats com apartamento nas mais diferentes configurações. Eu optei por alugar um flat onde só eu morava, ou seja, eu não compartilhava nada (sala e cozinha) com ninguém.

No geral, pra quem já leu alguns posts aqui no blog, acho que já percebeu que eu não queria morar em casa de família  e também não queria me hospedar em um hostel. Portanto, as duas únicas opções que me restaram foram: alugar um apartamento ou um flat em uma residência estudantil. Eu acabei optando pela residência estudantil (tema para o próximo post).

♣ Tempo de intercâmbio

Outra questão importante a definir é com relação ao tempo de duração de um intercâmbio. É importante levar em consideração duas coisas: as estações do ano, que são o contrario do Brasil (quando aqui no Brasil é verão, na Europa é inverno) e o ano letivo no Reino Unido (que começa em setembro).

Muitas opções de acomodação, independente do tipo, trabalham no sistema de “short term” e/ou “long term”, ou seja, “short term” geralmente engloba opções entre 2 semanas a 6 meses e os contratos “long term” são praticamente oferecidos apenas a opção de 1 ano.

Então, por exemplo no meu caso, eu tive que moldar as 2 partes do meu intercâmbio de acordo com esse sistema de “short term” e “long term” e eu dei prioridade pra começar em setembro, junto com o ano letivo no país.

♣ Localização da acomodação

Antes de vir morar em Edimburgo, essa questão da localização me preocupava muito. Mas isso é totalmente normal, né?! A maioria das pessoas imaginam que Edimburgo, por ser a capital da Escócia, seja uma cidade enoooorme, onde tudo seria relativamente longe, exigindo muita pesquisa e preparação para se virar por lá.

Quanto a isso eu posso afirmar que não é necessário se preocupar tanto. Edimburgo é uma cidade extremamente compacta, onde é possível ir a pé em praticamente todas as partes. Claro que alguns bairros exclusivamente residenciais são um pouco mais afastados do centro (pra quem for morar em casa de familia é importante considerar essa questão), mas nada que uns 15 ou 20 minutos de ônibus não resolvam.

O único meio de transporte público que existe em Edimburgo em funcionamento até o momento são os ônibus, até o sistema do tram entrar em funcionamento (previsão para começar a funcionar em 2014). O sistema de ônibus de Edimburgo é muito organizado e eficiente, além de cobrir muito bem toda a cidade, independente de ser a parte central, os bairros ou os arredores.

♣ Sites que podem ajudar a achar um lugar pra morar em Edimburgo

Pra quem tiver interesse em alugar um apartamento em Edimburgo, uma boa opção é procurar no site da Airbnb ou ainda no site da LettingWeb, Gumtree ou Holidays Lettings. Normalmente as pessoas que alugam aptos na cidade utilizam esses sites, claro que como eu nunca usei, não posso garantir que tudo vai ser 100%, mas fica a dica!

Se o interesse for em alugar um quarto em um hostel, os melhores sites pra procurar alguma coisa são o do Hostel Bookers, o Hostel World e Hostels.

Sobre morar em casa de família, todo o processo é feito junto a escola de inglês. O procedimento adotado pela escola é o seguinte: eles enviam um arquivo por email, a gente define as escolhas de acordo com o nosso perfil e ainda é possível fazer algumas observações por escrito sobre determinados pontos. A família que mais combina com o perfil do estudante é selecionada e pra quem tiver interesse, é possível ter contato com essa família antes mesmo de chegar em Edimburgo (através do skipe ou email).

Já as residências estudantis podem ser encontradas também através das escolas de inglês. Algumas oferecem essa opção, mas não são todas. É sempre bom verificar isso direitinho. No caso da escola de inglês que eu escolhi, eles trabalham diretamente com uma residencia estudantil chamada Residence McDonald Road (quem tiver interesse é só me deixar um recadinho aqui no post que eu posso enviar um arquivo em .pdf com todas as informações sobre esse lugar). Ainda existem outras residências estudantis que trabalham em parceria com escolas de inglês ou de forma independente. Dois sites excelentes pra procurar sobre isso são: Edinburgh Student Pad que oferece a opção de procuras mais direcionadas ou ainda o UNITE Student Accommodation, com 5 opções de residências estudantis em Edimburgo (mas também tem residencias estudantis em outras cidades, tanto na Inglaterra ou na Escócia). Ou ainda, quem tiver interesse, pode ficar na mesma residencia que eu morei em Edimburgo. Recomendo muito! E o próximo post vai ser justamente sobre  o meu flat. Então, é só esperar!

Intercâmbio: Registro na Polícia de Fronteira (UK Border)

Quando eu decidi voltar ao Brasil pra renovar o meu visto de estudos pro Reino Unido, eu não imaginava que a coisa era meio complexa. Além de correr atrás de toda a documentação, encaminhar tudo pra tradução e entregar os documentos no Visa Application Centre,  eu ainda cheguei a achar que todo esse processo pra obtenção do visto chegava ao fim quando eu recebesse o envelope com o visto impresso no meu passaporte. Mas eu tava completamente enganada, ainda tinha mais coisa pra fazer!

Quem resolver solicitar o Visto de Estudante – Tier 4, precisa saber que ainda é preciso providenciar o registro na Polícia de Fronteira do Reino Unido, mais conhecido como UK Border, assim que chegar lá.

Mas o que seria exatamente esse registro? Foi essa a primeira pergunta que eu me fiz. Procurando por mais informações na internet, acabei achando duas páginas totalmente dedicadas a esse assunto: uma no próprio site do UK Border e outra no Metropolitan Office.

Fonte: Google Maps

Fonte: Google Maps

Todas as pessoas que solicitam o Visto de Estudante – Tier 4 e que vão estudar em um cursos de longa duração no Reino Unido (mais do que seis meses), precisam ter no passaporte o ECB – Entry Clearance Basics, ou seja, a permissão de entrada no Reino Unido, pra poder dar entrada no processo de registro na Polícia de Fronteira. Esse ECB é mais ou menos a mesma coisa que o visto de estudos propriamente dito.

Então quando eu voltei a Edimburgo, essa foi a primeira coisa que fui providenciar. E nem poderia ter sido diferente, pois o prazo máximo pra se registrar dado pelo UK Border é de até 7 dias após a data carimbada no passaporte (e não tem nem como argumentar dizendo que não sabia, pq isso tá escrito no Entry Clearance Basics que vem no nosso passaporte).

Esse registro funciona da seguinte forma:

Ao chegar no prédio do UK Border em Edimburgo, é preciso se apresentar ao guardinha na recepção e dizer qual o motivo da sua ida até lá. Ele vai interfonar pra pessoa responsável por esse departamento e ela em seguida vem nos buscar ali no hall de entrada.

Fui levada a uma salinha, onde a funcionária da Polícia de Imigração pediu meu passaporte e começou a me fazer uma série de perguntas como: nome completo, sexo, data e local de nascimento, estado civil, nacionalidade (inclusive se tem dupla cidadania), endereço de onde vai morar no Reino Unido (incluido o CEP, então é bom pesquisar pra já ter essa informação em mãos), endereço residencial completo no Brasil, data e aeroporto de chegada no Reino Unido, número do passaporte, nome da escola, endereço da escola de inglês e a duração do curso (data inicial e final).

Então, pra comprovar todas essas informações é bom levar junto: o Visa Letter (carta de aceitação da escola de inglês), o contrato do local onde vai morar no Reino Unido e o passaporte.

Também é necessário levar 2 fotos 3×4 e pagar, lá mesmo, uma taxa referente ao registro. No ano que eu fiz esse processo, a taxa era de 34,00 libras e só podia ser pago em dinheiro ou cartão de crédito.

Ao terminar todo o processo, a funcionária me entregou um recibo que dizia que o pagamento e o encaminhamento da Permissão de Entrada no Reino Unido estava sendo providenciada. Ela também estipulou um data pra eu ir buscar esse documento. Esse prazo foi de 1 semana. Pra retirar o documento relativo ao registro no UK Border é necessário apresentar esse recibo, sem isso não tem como.

Legenda: (A) Lothian and Borders Police Headquarters e (B) Royal Botanic Garden Edinburgh

Legenda: (A) Lothian and Borders Police Headquarters e (B) Royal Botanic Garden Edinburgh

Duas coisas são importantes ter conhecimento:

– é permitido levar daqui do Brasil as duas fotos, o que facilita bastante, pois é menos uma coisa pra correr atrás quando chegar lá;

– enquanto o registro está sendo providenciado, nós não podemos deixar o país. Então é bom não marcar bobeira e não agendar nenhuma viagem nas primeiras 3 semanas do intercâmbio (uma semana extra só pra garantir).

Em Edimburgo, esse escritório do UK Border fica no edificio do Lothian and Borders Police Headquarters, na Fettes Avenue,  CEP EH4 1RB. Bem próximo ao Fettes College e ao Royal Botanic Garden.

Obs.: esse registro só pode ser feito na parte da manhã.

Posts relacionados:

Lista completa com todos os posts que eu já escrevi sobre Intercâmbio

Visto de Estudante – Tier 4 para estudar no UK

Visto de Estudante Visitante no UK – Com duração Inferior a 6 meses

Quanto custa morar em Edimburgo?

Visto de Estudante – Tier 4 para estudar no UK

Um dos tipos de visto de estudo que pessoas que moram fora da Europa podem solicitar para ir estudar no Reino Unido é o Visto de Estudante – Tier 4, que foi justamente o visto que eu solicitei quando resolvi voltar pra Edimburgo por mais 1 ano.

Ao contrário do Visto de Estudante Visitante (Student Visitor), esse visto precisa ser solicitado ainda aqui no Brasil, no Visa Application Centre que está localizado no Rio de Janeiro (mas também existem escritórios em São Paulo e Brasília).

Esse visto foi mais trabalhoso de conseguir, pq eu precisei seguir algumas regrinhas, tive que reunir um número maior de documentos e também foi necessário seguir um cronograma para que tudo desse certo.

Quem tiver interesse em solicitar esse visto em especifico, é necessário levar em consideração a regra principal: ser adulto (existe outros vistos desse mesmo tipo para crianças e adolescentes).

Visa Application Centre - Rio de Janeiro

Visa Application Centre – Rio de Janeiro

O Visto de Estudante – Tier 4 é um tipo de visto baseado em um sistema de pontos que pode ser aplicado apenas por pessoas que tenham interesse em estudar no Reino Unido, seja em universidade ou um curso de inglês. Quem resolver solicitar esse visto, precisa obrigatoriamente alcançar 40 pontos, onde:

– 30 pontos são referentes a carta de aceitação do curso de inglês (ou qualquer outro curso). Lembrando que a instituição de ensino deve ser credenciada no UK Border, já que a escola vai passar a ser o Tier 4 Sponsor, ou seja, ela vai ser de certa forma responsável por nos durante esse periodo de estudos. Também é importante levar em consideração que é necessário comprovar pelo menos o nivel intermediário de inglês;

– 10 pontos são referentes a condição de se manter no Reino Unido durante o tempo de estudo. A quantidade de dinheiro exigida é relativa, mas é importante saber que esse valor deve cobrir o valor do curso, moradia e os gastos enquanto estiver morando lá. Dica: o fato de já ir com o curso e a acomodação pagos me ajudaram a comprovar que eu tinha “dinheiro suficiente” para cobrir as despesas. Obs.: O UK Border recomenda reservar 1.000,00 libras/mês para despesas pessoais quando for morar em Londres e 800,00 libras/mês pra quem for morar em outras cidades do Reino Unido.

Aqui vai o passo a passo do que eu precisei fazer:

– antes de solicitar o visto, eu precisei ter em mãos a carta de aceitação da escola de inglês (nesse processo a escola vai ser chamada de “Tier 4 Sponsor”) que eu escolhi em Edimburgo, chamada de CAS (Confirmation of Acceptance for Studies);

– contratei o serviço da World Bridge que me auxiliou em todo o processo de solicitação do visto.

– paguei a taxa referente a solicitação do visto Tier 4 que foi de 298,00 libras. Essa taxa só pode ser paga com cartão de crédio/débito visa ou master;

– tive que preencher o formulário VAF9 online e em inglês;

– reuni uma série de documentos exigidos que tive que enviar pra ser traduzidos para o inglês. A tradutora juramentada foi indicada pela World Bridge. a World Bridge também me auxiliou nesse processo dizendo quais documentos ou trechos desses documentos eu deveria traduzir. A tradução juramentada dos documentos levou 1 semana pra ficar pronta e mais o tempo de envio pelo correio;

– precisei escrever uma cartinha falando pq eu queria estudar inglês e pq eu tinha escolhido estudar em Edimburgo (essa carta eu tive que escrever em inglês, claro);

Os documentos que eu precisei traduzir foram: certidão de nascimento, resumo do histórico escolar, resumo do histórico da universidade, diploma do Curso Superior, histórico das aulas de inglês que eu cursei no Winner e no Yágizi, contrato social da empresa e comprovante da minha conta bancária. Além disso, como não era eu quem estava pagando os custos dessa viagem ao Reino Unido, eu também precisei traduzir alguns documentos e comprovantess das contas bancárias dos meus pais. Obs.: assim que os documentos foram traduzidos é preciso dar entrada no agendamento pra entrevista, pq como a tradução vem com a data impressa nos documentos, a validade é limitada.

– com todos os documentos em mãos, a World Bridge agendou minha “entrevista” no Centro de Aplicações de Visto do Reino Unido no Rio de Janeiro.

Visa Application Centre - Rio de Janeiro

Visa Application Centre – Rio de Janeiro

No dia marcado pra eu fazer a “entrevista”, o que eu tive que fazer foi o seguinte: entregar o meu passaporte válido pra todo o período do meu intercâmbio (e se tiver outros passaportes antigos tem que levar também), 2 fotos do mesmo tamanho que a foto do passaporte, o formulário VAF9 imprimido, todos os documentos traduzidos (os originais, os documentos traduzidos e mais uma cópia), confirmação de pagamento da taxa do visto e os docuementos que já estavam em inglês (carta de aceitação da escola de inglês, contrato da residencia estudantil onde eu ia morar e o recibo de quitação do pagamento da residência estudantil), paguei a taxa de prioridade na avaliação para ter o visto concedido de forma mais rápida (opcional) que foi de 300,00 reais (tive que pagar em dinheiro), também paguei a taxa de entrega feita pelo correio, que pode ser escolhida entre a entrega normal (mais barata) ou por Sedex (mais cara). Como eu tinha pressa, escolhi a entrega por Sedex e a taxa naquela época ficou em 110,00 reais.

No meu caso, eu não precisei fazer a entrevista propriamente dita, apenas foi coletado os meus dados biométricos como foto e impressões digitais. Eu inclusive perguntei pro oficial quando ele disse que eu tava liberada se eu não precisaria fazer a entrevista e ele me disse que não, que esse processo nem sempre é exigido, eles apenas entrevistam as pessoas que eles acham que não comprovaram esse requisito de forma satisfatória. Ah, e quem precisar fazer a entrevista, ela é totalmente feita em inglês, portanto não é recomendado mentir o nivel de inglês hein!

Uma outra dúvida bem frequente é com relação a possibilidade de trabalhar com o Visto de Estudante – Tier 4 enquanto estamos estudando inglês. Sim, é possível, mas algumas regrinhas são impostas. No geral é permitido trabalhar 10 horas por semana ou full-time durante o periodo de férias do curso. Mas eu recomendo sempre ler as regras no site do UK Border, pq sempre elas estão sofrendo modificações.

E ainda como se não bastasse todo o stress do processo todo em geral, da viagem pra entregar os documentos durante o agendamento da entrevista, a gente sai do Visa Application Centre sem saber se conseguiu ou não o visto. É mole? Ainda tive que esperar mais 3 ou 4 dias úteis até o correio entregar aqui em casa o envelope com o  visto impresso no meu passaporte.

Ahhh, quando o correio entregar os documentos e o passaporte de volta, é extremamente importante checar dois dados: o tempo de duração que visto foi consedido e se ele é para apenas uma ou multiplas entradas.

Felizmente o meu visto foi concedido com um periodo de 2 meses a mais do que eu havia solicitado (tempo do meu curso de inglês) e ele era de multiplas entradas, o que me permitiu viajar por vários países da Europa enquanto morei em Edimburgo.

Como deu pra ver, solicitar o visto de estudante tier 4 pra estudar no Reino Unido garante fortes emoções até o último minuto!

Obs. 1: Importantíssimo chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência no Visa Application Centre, pq tem que fazer um crachá pra ter acesso aos elevadores e ao escritório onde o visto vai ser solicitado.

Obs.: Quem não solicitar o agendamento da entrevista no Rio de Janeiro e preferir fazer isso em São Paulo ou Brasília vai ter que pagar uma taxa de correio a mais para que os documentos sejam enviados para o Rio de Janeiro antes de serem enviados pro nosso endereço.

Obs. 2: Como eu já passei por todo esse processo, eu fortemente recomendo reservar pelo menos 3 meses pra fazer todo esse passo a passo com calma.

Obs. 3: Essas informações podem sofrer alteração a qualquer momento, o Reino Unido vem alterando e melhorando as regras constantemente, então é sempre bom conferir tudo no site do UK Border Agency – Tier 4.

O endereço do Visa Application Centre no Rio de Janeiro fica na Praia de Botafogo 228, grupo 1104. Building Argentina, Rio de Janeiro, RJ, Brazil. CEP: 22359-900.

Posts relacionados:

Lista completa com todos os posts que eu já escrevi sobre Intercâmbio

Intercâmbio: Registro na Polícia de Fronteira (UK Border)

Visto de Estudante Visitante no UK – Com duração Inferior a 6 meses

Quanto custa morar em Edimburgo?

Intercâmbio: Quanto custa morar em Edimburgo?

Quando a idéia de fazer um intercâmbio começa a se tornar realidade, umas das primeiras questões (junto com o visto, passagem de ida e volta e aluguel de apartamento) que vem atona é justamente a que engloba tudo isso.. Afinal, quanto eu vou gastar pra morar em outro país? Mesmo Edimburgo sendo uma capital, quanto eu iria gastar por mês se eu morasse lá?

Bom, no inicio eu relutei bastante em escrever esse post pq os gastos nunca vão ser os mesmos pra cada um, claro. E ainda, todo gasto em uma viagem ou em um intercambio é relativo, até pq é muito dificil conseguir definir o que é barato ou caro pra cada um.

Então nesse post eu vou contar um pouco como era a minha vida em Edimburgo e quanto eu gastava mais ou menos por mês durante esses quase 2 anos de intercâmbio. Mas antes de escrever qualquer coisa, já digo: essa foi a minha experiência. Alguns podem gastar mais ou menos, isso vai depender muito do estilo de vida de cada um.

Castelo de Edimburgo

Castelo de Edimburgo

♥ Passagem ♥

Eu comprei minha passagem com 5 meses de antecedência, então eu ainda peguei um preço bom. Nessa viagem eu resolvi testar a classe World Traveller Plus da British Airways (classe economica plus), que digamos assim, é uma classe que fica entre a classe economica e a classe executiva. A média de preço pra classe economica com a British Airways fica em torno de 1.400,00 dolares e a classe economica plus tem saido em volta de 1.700,00 dolares (que foi mais ou menos o que eu paguei, um pouco menos).

libra-2_925x768

♥ Visto de Estudante pra um ano e tradução de documentos ♥

Meu intercâmbio teve duas partes: a primeira etapa eu fiquei 6 meses (onde não precisei tirar visto com antecedência, já que o visto de estudante visitante a gente recebe lá no aeroporto em Londres) e a segunda etapa, eu solicitei o visto de estudante (chamado de Tier 4 – General) com duração de 1 ano. Somente o visto de estudante (tier 4) que eu tive que tirar ainda aqui no Brasil teve custo. O custo desse visto na época foi 289,00 libras (podendo sofrer aumento a qualquer hora, então é sempre bom conferir o valor no site do UK Border antes de qualquer coisa).

Pra dar entrada em toda a papelada no Visa Application Centre que fica no Rio de Janeiro, eu preferi pegar um despachante pra me auxiliar a preencher a papelada e tudo mais. E na época custou algo em torno de 400,00 reais.

E ainda, pra quem vai pegar o visto de estudante (tier 4) como eu, é necessário traduzir os documentos para o inglês. Então nesse caso foi bom eu ter pego um despachante pra me ajudar nesse sentido, pq foram eles que me indicaram o tradutor. Os tradutores são credenciados e só esses tradutores juramentados é que podem traduzir os documentos exigidos (cada estado ou região do país tem os seus respectivos tradutores credenciados). Eles também auxiliam em dizer quais documentos são importantes traduzir, pq se eu fosse traduzir tudo, sairiam uma pequna fortuna. E mesmo assim o valor não saiu barato. No total, a tradução juramentada dos documentos que o despachante me disse pra traduzir ficou em 2.341,00 reais (parcelados em 1 + 1, onde a primeira parcela eu paguei ao solicitar o serviço e a outra parcela antes de a tradução ser entregue pelo correio).

Uma coisa que acho importante dizer é, não deixar pra fazer o visto as pressas, pq o processo é demoradinho. Então, o ideal seria reservar ao menos uns 3 meses pra essa etapa, pra não ter nenhum problema.

Como eu tinha pressa em voltar a Edimburgo, no dia que fui levar meus documentos no Consulado Britânico que fica no Rio de Janeiro, eu paguei ainda uma taxa de urgencia pra que o visto fosse analisado o mais rapido possível, que era de 300,00 reais. E ainda tive que pagar o despacho via sedex, que ficou em 110,00 reais.

Como dá pra perceber, estudar fora exige uma certa programação, principalmente financeira.

z9_1024x768

♥ Seguro saúde ♥

O seguro saúde é indispensável pra qualquer pessoa que vá viajar. Motivos? Motivos é o que não faltam pra que todo mundo compre um. Primeiro, a maioria dos países que fazem parte do Acordo de Schengen exigem seguro saúde dos turistas com cobertura de no minimo 30 mil euros. O Reino Unido, por outro lado, não faz exigências, mas ninguém vai querer pagar 1 ou 2 dias de hospital em libras, né? Pra garantir, eu optei por fazer um seguro saude que cobrisse todos os dias em que eu estaria morando em Edimburgo, seguindo as mesmas exigencias que os países europeus que fazem parte do acordo de Schengen. Então, escolhi um seguro saúde com cobertura de 30 mil euros e solicitei que ele fosse calculado a partir do primeiro dia em solo europeu até um dia após eu chegar no Brasil (um dia extra só pra garantir, caso acontecesse algum atraso com voo ou até mesmo um cancelamento).

Tem pessoas que arriscam a ir sem seguro. Quem já viajou mais de 2 ou 3 vezes pra fora do país, sabe que quase nunca eles pedem pra gente mostrar se tem ou não, então vai de cada um arriscar.

Eu lembro que o seguro saúde com cobertura de 30 mil euros pro periodo que eu fiquei 1 ano saiu em torno de 500,00 dolares. Não é barato, eu sei! Mas só de pensar em precisar pagar uma consula particular, tirar um raio-x, fazer um exame, comprar remedios com receita ou precisar ficar internada em um hospital, tenho certeza que esses 500,00 dolares sairiam barato, muito barato.

z7_1024x768

♥ Curso de Inglês ♥

Como eu já falei em outro post, eu passei todo esse tempo em Edimburgo estudando inglês. A escola que eu escolhi foi a Kaplan International Colleges. Normalmente as escolas de inglês cobram por semana (assim como as residências estudantis). Além do custo do curso, eu ainda precisei pagar taxa de matricula (55,00 libra), taxa do visto (10,00 libras) (não entendi muito bem pra que era essa taxa), taxa da agencia de intercâmbio pra auxiliar no processo todo (90,00 libras) e mais o valor do curso.

O valor do curso é relativo, pois varia de escola pra escola, então é bom fazer um orçamento logo que surgir a ideia de fazer um intercâmbio, assim fica mais facil se programar financeiramente. Mas só pra dar uma noção, o valor do meu curso de inglês pra 6 meses ficou em 2.400,00 libras e pra 1 ano ficou em 4.900,00 libras. Como eu fechei o curso com uma agência de intercâmbio, eu pude parcelar esse valor em 1 entrada + 4x (sem juros) nas duas vezes.

Onde eu morava

Onde eu morava

♥ Meu Flat ♥

Desde quando eu comecei a pensar seriamente a fazer um intercâmbio, uma coisa eu tinha certeza absoluta: eu não queria morar em casa de família. Primeiro pq a gente nunca sabe o que vai encontrar por ai (se vão ser pessoas nativas de lingua inglesa mesmo), como vai ser a familia, o bairro ou a vida que essas pessoas levam. Eu queria ter liberdade de fazer o que quisesse a hora que fosse.

Riscando a opção de morar em uma casa de familia, o que me restou foi: alugar um apartamento, alugar um quarto em hostel ou alugar um flat em uma residencia estudantil. Eu optei por alugar um flat em uma residência estudantil.

A residencia estudantil, como o proprio nome já diz, só aceita pessoas que de fato estejam estudando qualquer coisa, seja em universidade ou curso de idioma, sejam britanicos ou estudantes de outros paises. Entrei em contato com eles e fechei 2 contratos: primeiro um de 6 meses e o outro de 1 ano.

Essa residencia estudantil (que eu vou falar melhor em um outro post) faz parte de uma rede que tem edificios espalhados em diversas cidades da Inglaterra e na Escócia (somente em Edimburgo). Em Edimburgo existem dois prédios dessa rede, que estão localizados relativamente próximos. Um mais antigo e o outro foi inaugurado justo no mês que eu fui pra lá, ou seja, eu fui a primeira pessoa a morar no meu flat. Tive muita sorte!

A politica do aluguel de flats pra estudantes internacionais é um pouco chatinha, pq é preciso pagar o valor total da acomodação antes mesmo de chegar em Edimburgo. As duvidas e o recebimento do contrato e o reenvio do contrato assinado eu tratei tudo por email com uma das funcionárias que trabalhava no prédio que eu tinha escolhido morar.

Normalmente as residencias estudantis oferecem duas opções de aluguel: short term (prazo igual ou inferior a 6 meses) e o long term (1 ano). E a melhor parte ainda está por vir, estudantes internacionais devem pagar o valor total antes de embarcar pro Reino Unido, pois o UK Border pede pra ver o contrato e o recibo de que a acomodação está quitada.

Nessa residencia onde morei, o valor do aluguel é cobrado por semana, ou seja, o numero de semanas foi multiplicado por 130,00 libras, tanto no contrato de short term (6 meses) quanto no contrato de long term (1 ano).

Num primeiro momento, esse valor de 130,00 libras por semana pode não parecer muito barato, mas como a residência que eu morava era super bem localizada, eu não dependia de transporte público e nem de táxi pra nada, era possivel ir a pé por tudo. Ah, e antes que eu me esqueça, nesse valor de 130,00 libras/semana já estavam incluidos água, luz, internet e gás. A unica despesa extra que eu teria se caso fosse necessário seria com relação a fazer a assinatura da tv, mas como eu não ia comprar uma televisão, eu acabei não precisando gastar com isso.

z12_1024x768

♥ Transporte ♥

Edimburgo é uma cidade bastante compacta. Eu morava próximo a Haymarket Station, então não precisava utilizar transporte público quase nunca. Mas pra quem for morar em Edimburgo e morar em áreas residenciais mais afastada do centro da cidade, uns meses atrás eu escrevi um post Andando de ônibus em Edimburgo onde eu explico direitinho como é o esquema pra andar com o único meio de transporte público da cidade (até o tram ficar pronto).

z4_1024x768

♥ Supermercado ♥

Outra questão que tem um gasto bem variavel são com compras no supermercado. Existem diversas redes, como Tesco, Asda, Sainsbury, Lidl, Spar, Morrisons, Scotmid, Waitrose, Co-operative Food e Farmfoods. Pra quem quiser ter uma idéia de quanto custam os materiais de limpeza, comida, bebidas, bebidas alcoolicas, produtos de higiene pessoal, entre outros, acho interessante dar uma olhada nos sites dessas redes.

Pra saber ao certo onde encontrar essas redes em Edimburgo ou qualquer outra cidade do Reino Unido é só procurar o endereço no campo “store finder”.

A grande maioria dessas redes tem os seus supermercados bem localizados e espalhados por varias partes da cidade. Ainda, rede como Tesco, Asda e Morrisons eu sei que no caminho do aeroporto existem os seus hipermercados (fora os mercados do centro da cidade).

z13_1024x768

♥ Restaurantes, pubs e baladas ♥

Antes de mais nada, ao menos na Escócia, as pessoas tem um costume um pouco estranho quando comparado com o Brasil. Na hora do almoço eles fazem um lanche rápido e na hora da janta é feita a refeição “melhorzinha” do dia. Totalmente ao contrario do que eu (pelo menos) to acostumada.

Almoçar e jantar fora são coisas bem frequentes em Edimburgo. Muitos restaurantes são mais turistão, como por exemplo o Hard Rock Cafe (que fica na George Street), mas outros restaurantes são super bem frequentados por locais, como o Bailie (que fica em Stockbridge).

Umas das questões mais relativas nesse assunto de “gastos” é essa. No meu caso, eu costumava almoçar e/ou jantar fora mais no final de semana, quando saia com os meus colegas de cusro de inglês ou quando tava viajando.

Existem muitas redes que servem diversificados tipos de comida e que não custam os olhos da cara, como por exemplo: Wagamama, Nando’s Restaurant, Browns Bar & Brasserie, Pizza Express, Prezzo, Hard Rock Cafe, TGI Friday’s, entre outros. Geralmente o valor de um prato principal e sobremesa mais bebida fica em torno de 13,00 a 18,00 libras.

Os pubs mais badalados de Edimburgo ficam na Grassmarket, Cowgate, Rose Street e no Porto de Leith. A maioria dos pubs servem lanches rápidos, assim como pratos principais, como fish and chips e hamburgers. Em Edimburgo existem pubs “especialistas” em servir whisky, assim como os que servem cerveja. Claro que todos servem de tudo, mas alguns são mais tradicionais em whisky, outros em cerveja (não deixe de provar a cerveja do tipo “80 Shilling” da Belhaven, que é uma destilaria Escocesa). Uma pint de cerveja normalmente custa em torno de 2,00 a 3,00 libras e um “shot of whisky” é um pouco mais caro, podendo variar entre 4,00 a 12,00 libras.

Quanto as baladas, eu não fui em nenhuma boate em Edimburgo, pq realmente eu não gosto (prefiro um restaurante ou um pub). As mais famosas ficam entre a Grassmarket e a George IV Bridge, a Espionage, The Liquid Room e a The Caves (pelo menos era o que os meus colegas me falaram). Mas pra quem quiser ver outras opções, aqui vai uma listinha com as 10 melhores baladas de Edimburgo (segundo o The Guardian). Tbm vou ficar devendo a informação de quanto custa a entrada e as bebidas. Se alguém souber, favor compartilhar as informações!

z8_1024x768

♥ Viagens nos finais de semana ♥

Outro tema que é bastante relativo e varia de pessoa pra pessoa são os gostos e as exigencias de viagem de cada um. Tem pessoas que só se hospedam em hostels, tem pessoas que só se hospedam em hotel, tem pessoas que só viagem de Ryanair, como tem pessoas que se organizam muito e compram passagens aéreas com muita antecedência e consequentemente pagam pouco pelo transporte.

Quatro gastos que com certeza se tem em uma viagem são: passagem, hospedagem, transporte e alimentação. Pra quem se organiza com uma certa antecedência (minimo de 6 meses), é possivel conseguir passagens super baratinhas. Ao contrario do que muita gente pensa, algumas redes de hotéis (dependendo da cidade, principalmente leste europeu) podem sair igual ou mais barato até do que um B&B ou um hostel. Os gastos com transporte público também são muito relativos, já que muitas cidades (por exemplo Oslo, Cardiff, Helsinki) praticamente só exigem gastos com relação ao trecho entre aeroporto / centro da cidade (e vice-versa). A alimentação varia muito de pessoa pra pessoa. Eu por exemplo, costumo comer qualquer lanchinho durante o almoço (pra não perder tempo) e faço um bom jantar no fim do dia (quando a maioria das atrações já fecharam e assim eu não perco tempo e consigo conhecer bastante coisa). Então é sempre bom nunca descartar nenhuma hipotese, o negócio é pesquisar muito e ver o que realmente vale a pena.

A primeira viagem sempre vai servir de parametro pra saber o que é necessário pesquisar mais e o que é necessário mudar. E somente assim, as viagens vão melhorando bastante com o passar das vezes, a gente aprende muito com os nossos acertos, mas principalmente com os nossos erros.

Da esquerda pra direita: Helsinki, Tallinn, Lisboa e Londres.

Da esquerda pra direita: Helsinki, Tallinn, Lisboa e Londres.

♥ Roupas, calçados e acessórios ♥

Quem vai fazer intercâmbio por um longo periodo como foi o meu caso, certamente vai precisar comprar algumas coisas ao longo da jornada. No meu caso, eu emagreci bastante até (cerca de 6 kg – não me pergunte como) e precisei comprar urgentemente algumas calças jeans. Também tive que comprar guarda-chuva (foram 3 durante esse tempo que passei em Edimburgo, 2 se quebraram por causa das ventanias e o ultimo eu tenho até hoje). Também tive que comprar um casacão pra enfrentar a nevasca no inverno de 2010/2011 e ainda tive comprar uma galocha pra neve também. Também comprei bastante acessórios de inverno como luvas e cachecóis.

Alguns gastos nesse sentido são até previsiveis, até pq, qual mulher consegue passar 1 ano inteirinho sem colocar os pés em uma loja? nenhuma!

Lojas como Zara e a Gap são marcas que vendem roupas de qualidade relativamente boa e não custam uma fortuna, então eu sempre comprava o que precisava nessas lojas. Já os acessórios de inverno, praticamente todos eu comprei na Primark ou na Accessorize (essas duas lojas existem aos montes em praticamente todas as cidades do Reino Unido). Em Edimburgo, existe uma Primark e duas Accessorize na Princes Street.

Só pra ter uma idéia, uma calça jeans na GAP custa em torno de 25,00 a 30,00 libras, um casaco desses mais pesado pra dias beeem frios ficam na faixa de 60,00 a 90,00 libras, as luvas saem por 10,00 libras, os cachecois ficam entre 10,00 e 25,00 libras e um guarda chuva custa 10,00 libras.

Minhas botas pra enfrentar a neve!

Minhas botas pra enfrentar a neve!

♥ Considerações finais ♥

Bom, como eu disse no inicio do post, os gastos são bem relativos, tudo depende muito de gosto e principalmente de planejamento. Nunca deixe pra organizar um intercâmbio de ultima hora, o interessante é reservar ao menos uns 4 a 5 meses antes da data marcada pra embarcar, pra ter tempo de fazer tudo com muita calma e não perder prazo caso alguma coisa atrase ou dê errado no meio do caminho.

Intercâmbio: Quanto tempo seria ideal?

30 dias, 3 meses, 6 meses ou 1 ano.. Afinal, como saber quanto tempo seria ideal? A resposta vai depender muito do nível de inglês de cada um antes da viagem.

Como eu passei por todas essas “etapas” durante o meu intercâmbio, eu vou dar a minha opinião sobre esse assunto que acho que pode auxiliar muitas pessoas antes de fechar um pacote para estudar inglês (ou qualquer outro idioma) em outro país.

Ah, antes de escrever qualquer coisa, acho interessante dizer que eu tinha um nivel de inglês intermediário, eu conseguia me comunicar e entender relativamente bem. Claro que tinha muitas duvidas, algumas coisas que hoje eu entendo o pq são diferentes quando tentamos traduzir pro português, eu aprendi lá e outras eu continuo sem entender, apenas aprendi por osmoze. O tempo ajuda bastante a gente a se acostumar com algumas coisas, pode ter certeza!

Retirado do blog 6monthsinusa.blogspot.com

Mas vamos por partes.. Minha primeira parte do intercâmbio teve 6 meses de duração, sendo assim, aqui vai minha opinião para as respectivas etapas:

– 30 dias: mesmo eu já tendo viajado pra Escócia antes de fazer o intercâmbio, eu tava meio apreensiva com a viagem. É muito diferente estar em uma cidade a passeio, na correria de ver os principais pontos turisticos em 3 ou 4 dias do que saber que vamos passar 30 dias naquele lugar. Tudo sempre vai ser novidade. Nos primeiros 30 dias, praticamente qualquer coisa que eu resolvesse fazer seria encarado como novidade, como por exemplo: descobrir a infinidade de trajetos que eu poderia fazer entre a escola e minha casa, ir no mercado pela primeira vez (escolher os produtos entre algumas marcas que muito provavelmente eu nunca tinha visto até então, isso sem falar que algumas coisas eu nem sabia direito o significado, como por exemplo os materiais de limpeza, tirando o detergente.. e o resto, como é o nome de cada coisa? Parece besteira, mas as primeiras vezes que eu ia no mercado era praticamente uma aventura), ir a restaurantes e cafés (com os seus sit in or take away que eu sempre achava estranho, mas tudo bem), pubs (pedir one pint of xxx e não simplesmente “me traz uma garrafa da cerveja tal”) e em lojas, programar os passeios durante a semana e as viagens de final de semana, comprar o ticket de ônibus ou de trem pela primeira vez… e por ai vai. Eu poderia inumerar uma série de coisas que parecem obvias em um primeiro momento, mas querendo ou não é tudo novidade! Quanto ao nivel de inglês, eu vou ser beeem sicera, pouco progresso. É muita informação nova, impossivel processar tudo e realmente ter um grande avanço, até pq é dificil isolar os estudos das demais coisas que fazemos durante o dia. Resultado: 30 dias é valido pra “perder o medo” e ter uma pequena noção de como as coisas funcionam em outro país.

– 3 meses: os primeiros 30 dias sempre vão sem mais tumultuados, no melhor sentido da palavra, é muita informação pra processar, muita novidade, a gente tá meio que na fase “deslumbramento” total com o destino, só vemos as coisas boas daquele lugar. Os próximos 2 meses são mais tranquilos, a euforia também já passou e fica tudo mais fácil, da até pra criar uma rotina. Quanto ao nivel de inglês, algumas situações das quais a gente não se virava muito bem inicialmente começam a ficar mais tranquilas. A gente já se sente um pouco mais em casa, pq temos tempos de conhecer bem os vizinhos, fazemos amigos, uma simples ida ao supermercado não é mais um evento que mereça tanta importancia. Com certeza já sabemos comprar os produtos de limpeza, remedios e já começamos a entender um pouco das conversões de medidas e peso que são diferentes das que usamos no Brasil. No meu caso, deu pra melhorar o inglês um pouco sim, foi nessa fase que comecei a entender o pq usamos algumas coisas em inglês que ao traduzir pro portugues não faz muito sentido. E foi também durante esse periodo que eu perdi o medo de falar um monte de coisa errada e encarei que o jeito era me comunicar e não ficar muito preocupada em falar tudo 100% correto. O tempo passa muito rapido, se a gente não aproveitar as oportunidades pra se comunicar em inglês, independentemente de estar faland 60% correto ou 100%, o progresso nunca vai chegar. Resultado: pra mim, 3 meses seria o tempo minimo pra fazer o intercâmbio, pra dizer que, de fato aprendeu alguma coisa, caso contrario, vai ser só um periodo de turismo prolongado.

– 6 meses: claro que fazer um intercâmbio de 6 meses exige um pouco mais de planejamento pré-viagem. Como o tempo é maior e temos que pagar o curso e a acomodação antecipadamente, digamos que fica um pouco mais pesado no orçamento. Da minha vivencia na cidade em geral, a coisa ficou muito melhor. A gente acaba saindo um pouco da zona turistica da cidade e começa a descobrir coisas novas. Lembro de passar tardes andando em bairros menos turisticos e assim descobri coisas bem interessantes. Quanto ao nivel de inglês, já deu pra melhorar bastantinho até. Claro que aqueeeela fluencia toda é impossivel adquirir em tão pouco tempo, mas lembro que quando eu ia em um lugar qualquer, seja uma loja, um restaurante, não precisava ficar pensando muito o que ia falar antes de alguma atendente me abordar, a coisa já tava mais automática. Resultado: entre as opções até agora, acho que vale muito mais a pena o esforço, planejamento e os gastos. O inglês vai melhorar bastante, com certeza.

A segunda parte do intercâmbio teve duração de 1 ano, então além de tudo que eu já disse acima, acho importante levar em consideração também:

– 1 ano: se alguém me perguntar agora que voltei do meu intercâmbio, pela minha experiência, o que eu recomendaria, não tenho a melhor duvida em responder: 1 ano. Naturalmente vamos passar por todas as etapas que descrevi acima, mas como teremos 1 ano pela frente, aquela coisa meio afobada de ter que fazer tudo e ao mesmo tempo não fazer nada direito não vai exisitr. Um ano é muita coisa. Dá pra aproveitar bastante. O inglês melhora muito, a fluencia também. Claro que ninguém vai voltar pra casa falando como um nativo, mas pode ter certeza que o progresso vai ser bem maior. Muita coisa a gente aprende de uma forma indireta, sem se dar conta e isso só é possivel quando o tempo é relativamente maior. Resultado: de todas essas opções, se hoje eu tivesse que repetir a experiência pra aprender outro idioma por exemplo, eu escolheria de cara 1 ano!

Outras considerações:

Existe também outra questão que acho importante resaltar: estação do ano ideal pra ir, em caso de escolher 30 dias ou 3 meses ou no caso de 6 meses ou 1 ano, qual seria a melhor estaçao do ano pra iniciar o intercâmbio.

Todo mundo sabe que as estações do ano são invertidas com o Brasil, por exemplo, quando é verão no Brasil, na Europa é inverno. É importante escolher começar o intercâmbio em uma estaçao mais amena, como a primavera ou outono e em ultimos casos o verão. O verão  é considerado uma das estações mais caras pra se viajar pra Europa. Os meses de junho, julho e parte do mês de agosto são os meses de férias escolares por lá, então além dos proprios moradores da Europa ainda existe toda a leva de turista viajando pelo continente, sendo assim, consequentemente tudo fica muito mais caro e ainda exige muito mais planejamento.

Algumas pessoas, que pretendem usar as férias aqui no Brasil pra melhorar o inglês não vão ter muita opção, vai ser preciso encarar o inverno europeu. Na Escócia por exemplo, o dia é mais curto, é muuuito frio e ultimamente tem nevado com uma certa frequencia. É um fator que deve ser levado em consideração.

Se o tempo de intercâmbio for de 6 meses ou 1 ano, é importante se programar direitinho, planejar bem a viagem e os passeios e mais importante ainda é fazer tudo com calma pra não esquecer de nada. As vezes um pequeno detalhe esquecido pode gerar uma boa dor de cabeça no futuro.

%d blogueiros gostam disto: