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Londres: 15 bate-voltas de trem!

Normalmente quando eu viajo pra alguma capital da Europa ou até mesmo pra alguma cidade maiorzinha que seja rodeada por outras cidades menores interessantes, eu sempre coloco no roteiro pelo menos um bate-volta pra poder conhecer um pouco do interior daquele país.

Londres oferece uma gama enorme de bate-voltas que podem ser feitos usando tanto trem como os ônibus. Sempre que possível eu dou preferencia pra utilizar o trem, já que no UK eles geralmente são super pontuais e cobrem praticamente o país todo.

Aqui nesse post estão listados todos os bate-voltas que eu já fiz partindo de Londres, onde apenas 3 desses eu fiz partindo de Edimburgo (Manchester, Blackpool e York), mas não precisa se preocupar, é totalmente possível fazer a partir de Londres também.

Parliament Square - Londres

Parliament Square – Londres

Ainda existem muitos destinos que eu gostaria de conhecer, mas enquanto eu não risco todos da minha listinha interminável, aqui vão algumas sugestões:

Bath é uma das cidades mais bonitas que conheci na Inglaterra. A cidade ganhou fama por ter sido (e ainda continuar sendo) um destino de férias de ricos e famosos, além das termas romanas, Jane Austen e das construções feitas de pedras de cor amarelada.  Pra chegar lá de trem é bem simples: os trens partem de Londres da estação de Paddington e em aproximadamente 1 hora e 20 minutos estamos desembarcando na estação de Bath SPA, localizada no centro da cidade.

As principais atrações da cidade são: as Termas Romanas, a Bath Abbey, Pulteney Bridge (um dos cartões postais da cidade), Royal Crescent e o The Circus.

Blackpool é uma das cidades mais populares do Reino Unido quando o assunto é diversão e praia. Inclusive Blackpool é a maior rival de Brighton nesses dois quesitos. Pra quem nunca tinha ouvido falar nessa cidade, ela está localizada na costa oeste da Inglaterra, um pouco acima do País de Gales e muito perto de Liverpool.

Pra ir até lá de trem, apesar do trajeto não ser direto (é preciso fazer uma troca em Preston), o tempo de viagem é de aproximadamente 2 horas e 30 minutos. Os trens partem da estação de Euston em Londres e o desembarque deve ser feito (na minha opinião) na estação Blackpool North, que é a que fica mais próxima ao centro da cidade (uns 10 minutos caminhando).

A grande atração de Blackpool é a sua costa, que é banhada pelo geladíssimo mar da Irlanda. Existem alguns pier com restaurantes e atrações. Ah, e é claro que não dá pra esquecer da principal atração da cidade: a Torre de Blackpool, uma versão inglesa da Torre Eiffel.

Brighton uma cidade a beira-mar que fica no sul da Inglaterra a menos de 1 hora de Londres. Para chegar lá é bem fácil, pois os trens da empresa First Capital Connect são diretos e partem da estação de London Bridge, em Londres com uma boa frequencia diaria.

As principais atrações da cidade são: o Royal Pavilion, um palácio de estilo totalmente atipico, podemos caminhar pela região chamada The Lanes, com ruazinhas medievais super bonitinhas e ainda é possivel conhecer uma típica praia inglesa, com pedras (ao inves de areia) e se divertir e fazer compras no Brighton Pier.

Brighton

Brighton

Dover (a unica cidade que eu ainda não escrevi aqui no blog) fica no sul da Inglaterra e o tempo de viagem de Londres até lá vai depender de qual estação for a escolhida. Se o trem partir da Victoria Station o trajeto vai ser feito em aproximadamente 2 horas, se a escolhida for a Charing Cross o tempo tbm é grande, em torno de 1 hora e 50 minutos. Quem optar por ir a partir da St Pancras Station (como eu fiz), o tempo cai significativamente e fica em 1 hora a viagem.

As 2 principais atrações da cidade são: o Castelo de Dover e os White Cliffs. Mas caminhar pela cidade também tem seu charme e ver de perto as praias com “areia de pedra” também pode ser um ótimo programa.

Hampton Court Palace foi o palácio onde o Rei Henrique VIII morou com Ana Bolena. Fica a uma curta distância de Londres, aproximadamente 30 minutos de trem. Existem trens direto ou com 1 conexão, então é bom ficar ligado na hora de comprar o bilhete. Todos os trens partem da estação de Waterloo, em Londres.

Basicamente a nossa visita se resumiu ao Hampton Court Palace, onde podemos visitar as partes internas do palácio e aprender um pouco sobre a polêmica história de vida do Rei Henrique VIII e suas 6 mulheres. Ah, os jardins do palácio são imperdíveis!

Liverpool é sinonimo de Beatles, mas a cidade tem muito mais a oferecer. Eu estive duas vezes lá e em ambas as vezes inclui no meu roteiro tanto atrações relacionadas com os Beatles (eu não seria nem louca de não fazer isso!) como outras atrações. Praticamente 99% das pessoas que vão a Liverpool vão visitar o Beatles Story, uma especie de museu que conta toda a trajetoria dos integrantes da banda desde o inicio até as suas carreiras solos hoje em dia. Além disso, fiz também o Magical Mystery Tour também. Fui duas vezes no The Cavern e ainda me hospedei no “Hotel dos Beatles”, o Hard Days Night Hotel. Mas além disso, visitei a Radio City Tower, uma torre de TV que porporciona ótimas fotos de toda Liverpool, conheci também o  Merseyside Museum (que conta um pouco da história tragica do Titanic), caminhei pela região da Albert Docks e conheci as duas principais igrejas da cidade.

Para chegar lá partindo de Londres é tranquilo, apesar de eu não ter feito esse trajeto, pois eu fui de Edimburgo a Liverpool, as principais informações sobre esse trajeto são: o tempo de viagem é de 2 horas (se o trem for direto) ou de 2 horas e 30 minutos (se tiver conexão pelo caminho). Os trens partem de Londres da estação de Euston e chegam em Liverpool na estação de Lime Street. O trajeto será feito pela empresa Virgin Trains.

Manchester além de ser famosa por causa dos times de futebol, teve uma importancia muito grande para o mundo, foi onde a revolução industrial começou. Um pouco dessa história pode ser vista no MOSI, o museu de ciência e industria da cidade. Ainda tem a região de Castelfield, que está relacionada com a ocupação dos romanos na cidade e ainda existem resquicios a serem vistos por ali. E como eu fiquei pouco tempo na cidade, pq o meu objetivo era apenas ver o show do Belle & Sebastian, o que eu conseguisse ver seria lucro. Ainda caminhei pela praça que fica em frente ao City Hall  onde estava acontecendo um mercadinho de Natal super interessante e muito bem organizado.

Mesmo eu não tendo feito esse trajeto a partir de Londres, as informações essenciais são: todos os trens partem de Londres da estação de Euston, o trajeto leva aproximadamente 2 horas e como Manchester tem varias estações de trem, eu aconselho a desembarcar na Piccadilly Station, que além de ser a maior estação da cidade, está super bem localizada.

Manchester City Hall

Manchester City Hall

Norwich, ganhou fama por causa da mostarda inglesa. Para ir até lá, a viagem tem inicio na estação de London Liverpool Street e dura 1 hora e 50 minutos.

A cidade é super pequena e é possível conhece-la rapidamente. As principais atrações da cidade ficam por conta do Castelo de Norwich, a sua catedral, a galeria Royal Arcade onde fica o Colman’s Mustard Shop and Museum. Outro lugar legal de caminhar é pelos corredores aperdados do Norwich Market, que fica em frente ao City Hall. E pra terminar o dia, nada melhor do que caminhar pelas ruas medievais de Elm Hill, um dos lugares mais bonitos e tranquilos da cidade.

Oxford os 100 km que separam Oxford de Londres podem ser facilmente percorridos de trem. O trajeto pode levar desde 1 hora até 1 hora e 50 minutos, dependendo do horário escolhido e se tiver conexão no meio do caminho. Todos os trens partem de Londres da estação de Paddington e chegam na única estação de trem de Oxford.

As principais atrações da cidade são: os 38 colleges (especialmente o de Christ Church, onde foram filmadas cenas do Harry Potter como Hogwarts) que fazem parte da Universidade de Oxford, uma das mais tradicionais do Reino Unido. Alguns colleges estão aberto para visita, não são todos. Ainda podemos conhecer a Radcliffe Camera que fica na Radcliffe Square, bem no centro da cidade, a Igreja de St Mary, a Biblioteca Bodleian (mas não é possivel visitar o seu interior) e a Bridge of Sighs.

Stonehenge é um dos lugares mais populares para fazer um bate-volta a partir de Londres, sejam por brasileiros ou não. Existem duas formas de ir até lá: de ônibus ou de trem. Independente de qual opção for a escolhida para a primeira parte do trajeto, a primeira parada vai ser na cidade de Salisbury. Para a segunda parte do trajeto é necessário pegar o ônibus “The Stonehenge Tour” que vai até a bilheteria/lojinha de souvenirs/cafeteria do lugar.

Obs: quem resolver fazer a primeira parte do trajeto de trem, vai ser preciso caminhar um pouquinho até chegar na Bus Station pra pegar o ônibus The Stonehenge Tour.

Ao comprar o ticket, o ingresso da direito ao audio-guia em diversos idiomas, mas em português ainda não tem. A visita dura mais ou menos uns 30 a 40 minutos. Se tiver chovendo não é uma boa idéia passear por lá, pq como é um campo aberto, venta muito e as vezes nem mesmo o guarda-chuva dá conta.

Stonehenge

Stonehenge

Stratford ano passado durante as Olimpíadas em Londres o mundo inteiro estava ligado nessa região da Inglaterra. Explico: esse é o lugar onde está localizado o Parque Olímpico que foi palco de competições em diversos esportes, além de ter recibido as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas. Mas além do Parque Olímpico, grudado fica outra grande “atração” do país, o Westfield Stratford City, atualmente o maior shopping da Europa.

Para chegar lá é muito simples. Os trens partem de Londres da Estação de St Pancras e em menos de 15 minutos a gente já está desembarcando na estação de Stratford Internacional. Mas claro que esse trajeto não precisa ser feito obrigatoriamente de trem, pode ser feito também de metro, DLR e ônibus.

Stratford upon Avon é a cidade natal de Shakespeare, então como esperado, tudo por ali vai girar em torno desse grande escritor britânico. As principais atrações da cidade ficam por conta das cinco casas onde ele morou, também visitamos a Igreja onde ele foi batizado e está enterrado e aproveitamos pra caminhar pelo centrinho da cidade, que diga-se de passagem é a coisa mais linda desse mundo. Parece coisa de cinema!

Para chegar lá a partir de Londres, os trens partem de duas estações, a Euston e a Marylebone. A melhor opção, na minha opinião, seria pegar o trem que parte da estação de Marylebone, pq há opção de fazer o trajeto com um trem direto. O tempo de viagem é de 2 horas. Antes de chegar em Stratford upon Avon, é importante saber que existem duas estações de trem na cidade, então a melhor opção é desembarcar na estação chamada somente de “Stratford upon Avon Station”.

Warwick é uma outra cidadezinha que fica pro lado oeste da Inglaterra. Para chegar até lá, o ideal é pegar o trem na estação de Marylebone. O trajeto dura em torno de 1 hora e 20 minutos para trens diretos e 1 hora e 40 minutos quando os trens fizerem uma conexão. Importante saber que Warwick também é servida por duas estações, então é bom escolher a estação chamada “Warwick” simplesmente, pra não ter problemas.

O grande detaque da cidade fica por conta do Castelo de Warwick e da sua catedral. Vale muito a pena passar uma tarde por lá, com certeza!

Windsor fica a 48 km de Londres, ou seja, é uma cidade que pode ser facilmente incluida em um roteiro na Inglaterra, além de ser uma ótima oportunidade de andar de trem e conhecer as paisagens do interior do país. O jeito mais fácil de chegar até lá partindo de Londres é de trem. Existem dois tipos de trajeto: o direto, que partem da estação de Waterloo e os com uma conexão (de aproximadamente 8 minutos na cidade de Slough) que partem da estação de Paddington. Em Windsor existem duas estações de trem, então a melhor opção é desembarcar na estação chamada “Windsor & Eton Central” que fica praticamente de frente pra entrada principal do Castelo de Windsor, é só atravessar a rua.

A principal atração da cidade é o Castelo de Windsor, considerado o maior castelo ainda habitado do mundo. Além do próprio castelo, podemos visitar também a St George’s Chapel e ver a troca da guarda.

Quem tiver interesse, também é possível conhecer um dos colégios mais tradicionais da Inglaterra, o Eton College. O Eton College fica no vilarejo de Eton e pra chegar lá só é preciso atravessar o rio e caminhar mais uns 20 minutos. Alguns meses do ano é permitido visitar o colégio com um tour guiado. Outra sugestão pra quem viaja com criança (ou não) é visitar o parque Legoland, que fica a uns 10 minutos de ônibus do centrinho de Windor.

York fica mais perto de Edimburgo do que de Londres, porém mesmo assim é totalmente possivel fazer um bate-volta partindo de lá. York é uma das cidades mais antigas da Inglaterra e cada vez mais tem se destacado entre os turistas brasileiros.

A cidade gira em torno da York Minster, mas a sua muralha de defesa não passa batida. Ainda existem alguns museus, como por exemplo o Jorvik Viking Centre, além da Torre Clifford que foi o que restou do Castelo de York. Ultimamente muitas pessoas vão até lá pra passear pela ShamblesStreet, uma ruazinha com ar medieval que ficou famosa no filme Harry Potter.

Para ir até York de trem partindo de Londres, o trajeto é de 2 horas. Todos os trens partem da estação de King’s Cross em Londres e chegando em York não é preciso se preocupar, pois a cidade tem apenas uma estação de trem.

Obs.: para ter mais detalhes sobre essas viagens, é só clicar no link em vermelho no nome da cidade. Ali vão estar listados todos os posts que escrevi sobre cada destino e as informações vão estar muito mais detalhadas.

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Norwich: A Terra da Mostarda Inglesa

Que Norwich ficou conhecida por ser a terra da mostarda inglesa, isso ninguém questiona. Mas o que me chamou atenção foi que essa fama toda não é assim tão explicita.

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Norwich também não é popular entre os brasileiros e mesmo ficando a 1 hora e 50 minutos de trem de Londres, a cidade que um dia já foi a segunda maior cidade de toda a Inglaterra (ficando apenas atrás de Londres), parece que realmente parou no tempo.

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A cidade fica no condado de Norfolk, no leste da Inglaterra, bem próximo a Cambridge. Seus 136 mil habitantes vivem tranquilos por ali.

Mapa retirado do site stevecantjazz.co.uk

Mapa retirado do site stevecantjazz.co.uk

Norwich é um bate e volta totalmente possível. Os trens partem da estação de Liverpool St, no centro de Londres, a cada 30 minutos. Chegando em Norwich, não é preciso se preocupar, já que a cidade tem apenas uma estação de trem. Mesmo não ficando bem no centrão da cidade, o caminho até as principais atrações é bem tranquila e não demora mais do que 10 minutos.

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Existem duas empresas que fazem esse percurso entre Londres e Norwich: a East Midlands Trains e a Greater Anglia, eu acabei optando por ir com a Greater Anglia.

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Os dois trens que peguei, tanto na ida como na volta, eram beeeeem antigões. Quando vi eles “estacionados” na plataforma fiquei meio espantada. Mas o susto foi apenas ao ver o trem por fora. Por dentro era bem conservado e o melhor de tudo: alguns vagões tem internet wi-fi disponivel mediante pagamento de uma taxa. E por coincidencia eu acabei sentando justamente nesse vagão. Pura sorte!

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Como (quase) toda cidade inglesa que se preze, Norwich também é cortada pelo rio Wensum, que foi muito importante para o status e desenvolvimento da cidade durante o periodo medieval.

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Minha primeira parada foi num dos maiores simbolos da cidade, o Castelo de Norwich. Na verdade o que restou do castelo foi pouca coisa, que acabou sendo transformado em um museu, exibindo achados arqueológicos encontrados ao longo dos ultimos séculos no próprio condado de Norfolk.

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Na verdade, o grande destaque o Castelo fica por conta da sua localização, já que fica bem no alto de uma colina e bem no meio da cidade. Lá de cima dá pra ver todo o centro da cidade e arredores.

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A pouquissimos passos dali fica um dos prédios históricos mais bonito e bem conservado da cidade, o Royal Arcade. Ali, além de lojas e restaurantes, é onde fica a Colman’s Mustard Shop and Museum. O museu/loja é pequeno, mas através dos paineis e fotos que estão espalhados pela sala, dos objetos históricos e dos produtos em exibição e a venda, dá pra ter uma idéia da grandiosidade do império dos Colmans.

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E essa história começou a quase 200 anos atrás, com Jeremiah Colman. A produção da mostarda era toda feita em moinhos, mais especificamente em Bawburgh Mill, localizado em um vilarejo a poucos quilometros de distância do centro de Norwich.

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Considerada uma das fábricas de mostarda mais antiga da Inglaterra, além de ser bem conhecida e consumida por nós “pobres mortais”, em 1866, a Rainha Victoria concedeu o Royal Warrant e desde então essas mostardas também são fornecidas para a Família Real Britânica.

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No museu também podemos ver a evolução da logo da marca, além de  amostras de todos os produtos que já foram fabricados até então. São muitas e muitas embalagens antigas mostrando um pouco da produção dos mais de 15 tipos de mostardas vendidos e que também estão disponíveis para serem provadas.

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A lojinha de souvenirs também é bem interessante, com bastante coisa legal como latinhas, quadros, imãs de geladeira, potinhos e colheres para guardar a mostarda, mas o bom mesmo é levar uma bisnaga de uma legitima mostarda inglesa, que foi o que eu fiz, é claro!

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Meus próximos destinos foram: City Hall de Norwich, que tem um estilo único e bem diferente do que estamos acostumados a ver na Inglaterra. Na verdade o estilo da prefeitura da cidade lembrou um pouco os edificios da Suécia. A sua torre (com um relógio no topo) de cor verde pode ser vista de várias partes da cidade.

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A prefeitura fica bem em frente ao Norwich Market, considerado o principal local de comércio da cidade. Por ser considerado um dos mercados mais tradicionais na costa leste da Inglaterra, por muitos e muitos séculos, ele era a principal fonte de suprimentos para a população dessa região.

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São muitas barraquinhas, que vendem absolutamente tudo o que pudermos imaginar, desde roupa, antiguidades, comidas e por ai vai.. A decoração é bem coloridinha e aqueles corredores estreitos estão sempre lotados, seja de turistas ou de locais.

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Minha próxima visita foi a Catedral de Norwich e mesmo com chuva, aquele tempo que fiquei andando por ali, rendeu ótimas fotos e uma conversa com um gurizinho voltando do colégio, que me levou até a entrada da Igreja. Infelizmente a Catedral não tava aberta ainda naquele hora (isso que já passavam das 14:00), então o jeito foi me contentar e conhecer apenas os Claustros e os jardins.

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A Catedral é o segundo edificio mais antigo de Norwich, com mais de 950 anos de existencia, ficando apenas atrás do Castelo. E mesmo presenciando muitos periodos de tragédia, destruição e reconstruções, a catedral sobreviveu.

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Além da sua fachada, que é reconhecida e que dá o titulo de cartão postal símbolo da cidade, o relógio e os dois portões de acesso são bem conhecidos também.

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E pra terminar a visita em grande estilo, acabei encontrando meio que sem querer as vielas de Elm Hill. Assim como York e Brighton, Norwich também tem suas ruazinhas medievais que foi construida na época dos Tudors.

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Essas ruazinhas, mesmo tendo sofrido com incêndios e destruições, encontram-se em muito bem preservadas e inclusive são consideradas as mais bem preservadas de Norwich. Claro que tudo precisou ser reconstruído e restaurados, tudo isso pra que o estilo medieval permanecesse e deixasse essa região de Norwich o mais original possível.

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Pode até não parecer, mas todas essas fotos foram tiradas no mesmo dia. E ai, ficou com vontade de conhecer Norwich também? =)

Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

Roteiro: EuroTrip 2012

Are yoooouuuu ready?? Please, prepare for take off!! =))

Nossa, nem acredito que esse dia chegou!!! Quando este post for ao ar, espero já ter desembarcado no aeroporto de Heathrow e já ter pego a minha conexão rumo a Zurique, na Suíça!

Claro que o plano inicial dessa viagem não incluia a minha pessoa, afinal, eu já tinha viajado toda a minha cota para os próximos 10 anos, segundo o meu pai. Mas seria impossível eu me conformar calada, bati o pé e consegui! Eu vou também! o/

Não teria a menor graça eu organizar toda a viagem pra eles, comprar todos os tickets e ficar de fora, não é mesmo?

Essa viagem vai ser em familia, portanto, estaremos em 5 pessoas no total, além dos meus pais e meu irmão, a minha cunhada vai também!

Nós resolvemos fazer trechos diferentes com cias aéreas diferentes pq apesar da viagem ser em familia, o final dessa viagem não vai ser o mesmo pra todo mundo.

Sendo assim, eu vou viajar de British Airways e o restante do pessoal vai de TAP. Ambos vamos precisar fazer conexão para chegar no nosso destino final (ou seria incial?) que será Zurique, na Suíça.

Então, o roteiro dessa viagem ficou assim:

– 4 dias na Suíça (na parte alemã do país), com direito a um day trip para o Liechtenstein. Ainda vamos assitir um espetáculo de ballet por lá também;

De Zurique vamos pegar um trem com a SBB até Salzburgo, na Áustria.

– 4 dias em Salzburgo, sendo que ficaremos 2 dias inteiros na cidade e nos outros dois dias faremos passeios pela região;

De Salzburgo até Viena vamos nos deslocar de trem também, dessa vez vamos com a empresa austriaca ÖBB.

– 5 dias em Viena, onde ficaremos 4 dias inteiros na cidade e um dia vamos para Bratislava, na Eslováquia. E realizando o sonho da minha mãe, vamos assistir um concerto na Sala Dourada, no Musikverein.

A partir desse momento, a viagem vai ter duas direções:

– meus pais, meu irmão e minha cunhada seguem para Praga, antes de pegarem o voo de volta ao Brasil;

–  e eu? bom, a minha viagem ainda não termina por aqui.. vem mais coisas por ai! No momento certo eu conto os detalhes!

Ah, e pra quem acha que o blog vai ficar as moscas nesse tempo da viagem, o blog não vai ficar abandonado não. Alguns posts estão programados para ir ao ar nos próximos dias. E o assunto? Edimburgo e Paris!!

Obs.: no decorrer da viagem, quando possível, eu vou atualizando o Facebook e o Twitter com as novidades!

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