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Áustria: Uma visita ao Swarovski Crystal World

Um dos lugares que eu estava mais ansiosa pra conhecer na Áustria era o Swarovski Crystal World, uma espécie de museu/exposição/loja onde é possível encontrar tudo o que pudermos imaginar relacionado a marca.

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O jeito mais fácil de chegar lá é ir até Innsbruck de trem e logo ao sair da estação de trem pela porta principal vai ter um ponto de ônibus indicando através de uma plaquinha que é ali mesmo onde devemos pegar o ônibus especial, o Kristallwelten Shuttle, que vai nos levar até a cidade de Wattens, onde fica o Swarovski Krystallwelten. O trajeto é relativamente curto, acho que não levamos mais do que 20 minutos pra chegar até lá.

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Um detalhe importante: esse ônibus tem as saídas programadas que acontecem a cada duas horas. Então os horários de saída a partir de Innsbruck começam a partir das 09:00 e os ônibus deixam a Swarovski a partir das 11:30. Então é sempre bom ficar ligado, pq o tempo de espera entre um ônibus e outro é enooorme!

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É possível comprar o ticket + o passe de ônibus com o motorista ou o ticket pode ser comprado ainda diretamente na bilheteria em frente da Swarovski Crystal World. Infelizmente ainda não é possível comprar os ingressos pela internet.

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O Mundo dos Cristais Swarovski foi criado em 1995, pelo artista austríaco Andre Heller em comemoração do aniversário dos 100 anos de existência da Swarovski. O projeto como um todo é surpreendente. A parte externa dispensa qualquer comentário, agradando ou não, pode-se dizer que já virou um outro ícone da marca.

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A parte interna também é bastante curiosa, já que o projeto foi desenvolvido como se fosse um labirinto subterrâneo formado por diversas alas, chamadas de Chambers of Wonder. Cada ala dessas mostra uma exibição especial desenvolvida por artistas diferentes e claro que todos os objetos são feitos com cristal!

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Existem diversas coisas interessantes pra ver por ali, como por exemplo:

Achei bem legal a ala em “formato de domo” totalmente coberta por espelhos e cristais, produzindo um efeito único e bem interessante…

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E essa árvore de Natal criação de Alexander McQueen, totalmente feita de cristais Swarovski? Perfeita!

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E ainda tem alguns trabalhos bem diferentes também, mas com uma explicação com uma certa lógica ou até mesmo com aplicações de cristais..

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Passamos por uma “floresta” feita de cristais…

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Mas uma das partes que eu mais gostei de conhecer foi a ala onde estavam algumas atrações turísticas mundialmente conhecidas, como o Taj Mahal na Índia, Empire State Building em NY, as Pirâmides de Gizé no Egito, entre outros. E acreditem, totalmente de cristal! Fiquei impressionadíssima!

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E pra terminar a visita, ainda passamos pelo Museu da Swarovski, onde além das explicações e curiosidades, estão expostos alguns objetos valiosissímos da marca.

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O império construído por Daniel Swarovski começou a muitos anos atrás quando ele ainda era criança e acompanhava o trabalho do seu pai que, além de ter uma fábrica de vidro, ainda confeccionava artesanalmente produtos feitos com cristais. Foi de tanto ver seu pai “sofrer” pra conseguir um corte perfeito e polir de forma satifsfatórias as pedras, que ele teve a idéia de criar uma máquina que permitisse um corte mais apurado e um jeito de polir melhor os produtos.

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O projeto da máquina deu certo e com isso, Daniel resolveu entrar de vez nesse ramo. A produção de jóias começou tímida e como podemos ver hoje em dia, a marca literamente conquistou o mundo.

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Com isso também surgiu a idéia de criar novos produtos e hoje em dia a Swarovski está presente em roupas (através de técnicas avançadas de aplicação atraves do calor) e em objetos de decoração. Anos mais tarde foi fundado o Atelie Daniel Swarovski em Paris. Uma das ultimas apostas da marca são na criação de objetos para casa, como castiçais, taças, travessas, centros de mesa, entre outros.

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E pra terminar a visita em grande estilo, fomos conhecer a maior loja da Swarovski do mundo. A loja realmente é enorme e é o único lugar onde é possível encontrar todas as coleções, tanto masculina quanto feminina, da marca. Isso sem esquecer da ala voltada para as crianças, os objetos de decoração (um mais lindo e perfeito que o outro) e ainda tinham os acessórios (inclusive capinha pro iphone feitas com detalhes em cristal). Tive que comprar uma! Achei a idéia excelente!

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Os produtos estão todos separados por tipo e cores. E ainda tem uma parte inteirinha dedicada as pedras avulsas, que podem ser encontradas de todas as cores e tamanhos possíveis. Assim, cada um pode criar os seus próprios colares, brincos e anéis. Fiquei enlouquecida quando vi essa parede forrada de pedras coloridas. Aproveitei pra comprar dois kits com três pedras cada um, um rosinha e um violeta.

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Ah, e também não posso deixar de mencionar a ala exclusiva frequentada especialmente por associados, mas que nós conseguimos visitar. Ali, além de um champagne bar, podemos ver em exposição produtos exclusivos feitos e vendidos apenas para os mais de 300 mil associados da marca.

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Muitas pessoas hoje em dia me perguntam: E ai, vale a visita? Siiiim, com toda a certeza! É bem verdade que algumas alas da exibição são meio estranhas, mas pra tudo tem uma explicação. As partes que eu achei que mais valeram a pena conhecer, além da loja (claro!), foi o museu, que conta de forma bem resumida como foi a trajetória da marca até hoje. Por isso, não deixe de conhecer a segunda atração mais visitada da Áustria, ficando atrás somente do Palácio de Schönbrunn.

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Obs.: O Swarovski Crystal World vai estar fechado no período de 04 a 15 de novembro de 2013 (ano passado também fechou pra manutenção nessa mesma época).

Innsbruck, a capital do Tirol

Innsbruck já teve seus dias de glória, de capital do império dos Habsburgo a cidade também adquiriu ainda no século 15 o status de capital da região do Tirol, que desde então permaneceu.

Hofburgo de Innsbruck

Hofburgo de Innsbruck

Tudo na cidade gira em torno do Imperador Maximiliano I. São monumentos, palácios, museus, enfim, praticamente tudo lembra o Imperador que colocou Innsbruck no mapa.

Apesar de ser considerada a quinta maior cidade da Áustria, Innsbruck é uma cidade super pequena. Seus 120 mil habitantes moram em uma cidadezinha cercada por montanhas e cortada pelo belíssimo rio verde-esmeralda, o rio Inn.

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Para chegar lá, fazendo um bate-volta a partir de Salzburgo, é bem simples, além de ser totalmente possível. Os trens que partem da Estação Central de Salzburgo são diretos e tem a frequencia de 1 vez por hora. A distância entre Salzburgo e Innsbruck é de 165 Km, que são facilmente percorridos em um pouco mais de 1 hora e 30 minutos de trem. O desembarque deve ser feito na Innsbruck Hauptbahnhof, a principal estação de trem da cidade. Todos os trens na Áustria são operados pela empresa ÖBB, o que facilita bastante na organização do roteiro. Obs.: Quem quiser saber mais sobre o assunto, mês passado eu escrevi um post detalhado sobre como andar de trem na Áustria.

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A distância entre a estação central de Innsbruck e as principais atrações da cidade são super curtas, sendo assim, é possível ir caminhando até a Altstadt, a cidade antiga de Innsbruck, onde está a maior parte delas.

Tudo muito bem sinalizado

Tudo muito bem sinalizado

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O nosso roteiro não poderia ter outro inicio que não fosse ir direto ao palácio onde está localizado o famoso Telhado Dourado (Goldenes Dachl). Considerado um dos maiores simbolos de Innsbruck, o telhado é composto por aproximadamente 2.657 telhas feitas de ouro. A varanda coberta pelo telhado de ouro era bastante usada pelo Imperador Maximiliano I, que morou ali por alguns anos junto com a sua esposa, Bianca Maria Sforza de Milan, e por toda a corte. Era ali do alto que o Imperador gostava de passar boa parte dos seus dias observando o dia-a-dia da cidade.

Tivemos que tirar as fotos no final do dia, pq pela manhã o sol atrapalhava...

Tivemos que tirar as fotos no final do dia, pq pela manhã o sol atrapalhava…

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Atualmente o edificio foi transformado em um museu (que nós não visitamos), que pelo que li a respeito, exibe retratos, peças, objetos e conta um pouco sobre a vida desse Imperador.

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A pouquíssimos minutos dali, caminhando, chegamos ao Palácio de Hofburgo de Innsbruck (Kaiserliche Hofburg), outro palácio importante e totalmente relacionado a era de ouro do Império dos Habsburgo na cidade. Esse palácio precisou ser construído quando o palácio onde esta localizado o Telhado de Ouro estava pequeno demais para abrigar toda a família imperial e sua corte.

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O palácio segue a arquitetura externa de estilo barroca com cúpulas verde-água que são destaques no centro antigo da cidade. É possível visitar o palácio. Apenas uma pequena ala é destinada a visita pública, pois as demais áreas do palácio são ocupadas por escritórios de repartições públicas.

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A parte que podemos visitar não é muito grande, e através do tour “Imperial Apartments” (que leva mais ou menos 1 hora), nós tivemos acesso aos apartamentos reais e ao longo do trajeto podemos ver diversas obras de arte, objetos de porcelana e mobilias requintadas.

Junto a entrada onde está a bilheteria do palácio de Hofburgo, fica a entrada principal do Café Sacher, onde almoçamos nesse dia. Para ver o post sobre o Café Sacher de Innsbruck, é só clicar aqui.

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Saindo do Café Sacher, a poucos metros encontramos a Hofkirche, a Igreja Imperial. Essa igreja foi construida  para ser um mausoléu para o Imperador Maximiliano I.

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Mesmo ele estando enterrado em Viena, o principal monumento da igreja é composto por 24 esculturas feitas de bronze, os homens negros, como elas são chamadas. As estátuas são enormes, aproximadamente 2,5 metros de altura, e possuem uma riqueza de detalhes impressionante.

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Nessa mesma igreja também fica o Altar de Prata, uma capela de estilo gótico super bonitinha, que foi mandada ser contruída por Fernando I, como um memorial para o seu avô, o Imperador Maximiliano I.

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Ainda visitamos outra igreja, a Catedral de Santigo (Dom zu St Jakob) que segue o mesmo estilo arquitetonicos barroco, igual a maioria das demais atrações da cidade.

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O seu principal destaque fica por conta de uma pintura, a pintura de Madona, feita pelo artista Lucas Cranach e que data do inicio do século 17.

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A pracinha onde está localizada essa igreja tem uns edificios antigos e umas lojinhas com fachada muito bonitinhas.

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Nossa tarde em Innsbruck estava quase chegando ao fim e pra visita ficar completa, resolvemos subir o Nordkette, uma das montanhas que cercam a cidade. O trajeto é feito por trem + teleférico e leva aproximadamente uns 30 minutos. Tem saida a cada 15 minutos e é realizada em 3 etapas:

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1) Na primeira etapa é feita em uma espécie de um trem mais moderninho. Esse trem parte da moderna estação chamada “Congress Station”, obra da arquiteta iraniana Zaha Hadid, passa pela parada chamada “Alpenzoo” e segue até a ultima parada do trem, a “Hungerburg”. Esse trajeto leva aproximadamente uns 10 minutos;

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2) Chegando na estação de Hungerburg (Hungerburgbahn), que fica a 1000 metros de altura, precisamos descer do trem, para seguir viagem. A próxima etapa é feita por um teleférico, que durante o trajeto faz uma parada na estação de Seegrube, seguindo até a estação final, chamada de “Hafelekar”, que se encontra a uma altura de mais de 2.250 metros. Esse trajeto feito com o teleférico é um pouco mais demorado, levando aproximadamente uns 15 a 20 minutos para terminar.

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3) Chegando na estação final, a estação de Hafelekar, podemos explorar a montanha. A estrutura lá no alto é super boa, tem um  restaurante relativamente grande, com uma “varanda” bem interessante e pra quem for no inverno, ainda tem outro mini-teleférico que leva até as pistas de ski.

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Lá do alto da montanha conseguimos ver Innsbruck por inteiro e se o dia estiver ensolarado e com uma temperatura agradável como no dia em que estivemos lá, com certeza vai render ótimas fotos.

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É bom ficar ligado no ultimo horário de descida, pq quem perder a saida do teleférico vai ter que fazer o trajeto a pé, por uma trilha pelo meio da montanha. Haja folego!

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E pra terminar o dia, voltamos ao centro de Innsbruck pra dar uma ultima caminhada pela cidade. Aproveitamos pra conhecer a Swarovski de Innsbruck, pra já ter uma idéia do que nos aguardava na visita que fariamos no dia seguinte na Swarovski Crystal World, onde fica uma das maiores lojas Swarovski do mundo (tema para o próximo post).

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Aproveitamos também para bater perna, olhar a vitrine de outras lojas e fazer umas comprinhas na Maria-Theresienstrasse, uma das principais ruas da cidade e exclusiva para pedestres.

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Em uma das suas extremidades fica o Triumphpforte, um arco do triunfo construído em 1765 por ordem da Imperatriz Maria Teresa para homenagear a morte do seu marido, Imperador Francisco I e pra comemorar o casamento do seu filho Leopoldo com Maria Luiza da Espanha. Lindo, né?

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Hora de ir embora..

Hora de ir embora..

Quando estava começando a escurecer, por volta das 19:00 horas, pegamos o trem de volta pra Salzburgo onde estavamos hospedados.

Áustria: O tradicionalíssimo Café Sacher

Aquela famosa frase “Ir a Áustria e não ir ao Café Sacher provar uma Torta Sacher é o mesmo que…. vir ao Brasil e não provar um churrasco ou uma feijoada”, é o melhor inicio que eu poderia dar a esse post! E é isso mesmo! Eu até arriscaria a dizer que Torta Sacher é sinonimo de Áustria, não?

Hotel Sacher de Salzburgo

Hotel Sacher de Salzburgo

Pois bem, nós não fomos apenas uma vez lá, nós fomos pelo menos umas quatro vezes! E olha que não to exagerando.

Café Sacher de Salzburgo

Café Sacher de Salzburgo

Como todo mundo sabe o Hotel Sacher, o Café Sacher e a Torta Sacher são praticamente uma atração no país.

Café Sacher em Innsbruck

Café Sacher em Innsbruck

Pra ter uma idéia, essa história toda começou no final do século 19 quando foi inaugurado o primeiro Hotel Sacher do mundo em Viena. Em consequencia disso, surgiu o Café Sacher, que na verdade acabou ganhando fama quando Franz Sacher criou a famosa Torta Sacher.

Vitrine do Café Sacher de Salzurgo - Torta Sacher pronta pra levar pra casa

Vitrine do Café Sacher de Salzurgo – Torta Sacher pronta pra levar pra casa

Mas nem só de torta sacher vivem os quatro Cafés Sacher da Áustria (em Viena, Salzburgo, Innsbruck e Graz). Além do café, ainda existem os restaurantes.

Café Sacher de Viena

Café Sacher de Viena

Durante os 9 dias que estivemos na Áustria, nós tivemos a oportunidade de conhecer três deles em cada uma das cidades que passamos (exceto o de Graz).

O primeiro que conhecemos foi o Café Sacher de Innsbruck, no dia que fizemos um day trip pra lá. Esse café fica junto ao Palácio Hofburg, então é bem fácil de achar.

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Como esse foi o nosso primeiro dia em solo austíaco, aproveitamos pra provar tudo o que tinhamos direito relacionado a comida típica de lá. Pra começar, uma sopa de legumes/sanduíche, em seguida o prato principal (que não poderia ser outro), um schnitzel e pra finalizar o almoço, a primeira torta sacher da viagem.

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Mas afinal, a torta sacher é tudo isso mesmo que dizem por ai? Pra quem não sabe, segundo pesquisas que fiz na internet, a torta é feita de chocolate meio amargo, com recheio de damasco e pra acompanhar, um pouco de chantily. A torta é boa, mas não é tuuuuudo aquilo, isso pq eu não gosto de damasco e nem de chantily, mas pelo menos dá pra ver que eles tem o cuidado de sempre servir a torta feita no dia. Ok, eu não sou muito parâmetro.

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No dia que ficamos em Salzburgo, aproveitamos pra conhecer um dos restaurantes do Hotel Sacher durante o almoço, o Salzach Grill.

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Além de servirem os pratos mais típicos do país, também são servidos pratos a base de peixe e frutos do mar, além de hamburguer. Aproveitamos também pra provar mais algumas cervejas austriacas, que por sinal, são muito boas.

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E a noite, antes de assistirmos o concerto na Sala de Mármore do Palácio Mirabell, aproveitamos pra fazer um lanchinho rápido no Café.

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Bom, de todos os cafés/restaurantes que fomos, esses foram os que mais gostamos. O atendimento foi excelente, os garçons eram bem simpáticos e prestativos. E a decoração era bem menos clássica e formal. A comida era muito boa.

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Já o Café Sacher de Viena está localizado junto ao Hotel Sacher, numa das áreas mais nobre da cidade. De todas as opções de restaurantes/cafés que existem no hotel, esse é o único que recebe os clientes com trajes informais.

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Nos fomos jantar lá uma noite pq estavamos ali perto e também pq conseguimos chegar num horário que não tinha fila. Pra ter uma idéia, no dia anterior passamos por ali pra ir assistir o ballet Quebra Nozes na Wiener Staatsoper e a fila estava gigaaaante.

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A nossa experiência no Café Sacher de Viena foi meio desanimadora. Logo que chegamos, na entrada um garçom nos orientou a deixar nossos casacos na recepção e depois disso? Nós ficamos mais de 20 minutos parados ali na entrada aguardando ele voltar pra nos encaminhar a nossa mesa. Depois que nós sentamos, o pedido demorou séculos pra chegar, mas ao menos estava tudo bem feitinho. Não pedimos entrada e nem sobremesa, só o prato principal mesmo e fomos embora. Se nós tivessemos ido só no Café Sacher de Viena, com certeza teria sido decepcionante!

Como andar de trem na Áustria e entre a Suíça e a Áustria

Uma das coisas que mais fizemos nessa EuroTrip 2012 foi andar de trem. E motivos foi o que não faltou pra justificar essa escolha: muitas opções de destinos, horários, pontualidade, comodidade, eficiência, deslocamentos rápidos, entre outros.

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Então, nesse post eu vou escrever sobre a nossa experiência em nos deslocar de trem entre Zurique, na Suíça e Salzburgo, na Áustria, mas também vou aproveitar para escrever como foram os nossos deslocamentos entre Salzburgo e Innsbruck e de Salzburgo a Viena, já que o tipo de trem e os procedimentos foram os mesmos.

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Tanto a Suíça como a Áustria tem uma malha ferroviária de dar inveja. Todas as grandes cidades e praticamente todos os vilarejos desses dois países tem sua própria estação de trem, o que facilita muito os passeios entre essas cidades.

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A empresa responsável pelos trens na Suíça é a SBB – CFF – FFS, já na Áustria quem cuida desse departamento é a empresa ÖBB.

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→ As estações de trem

Estação Central de Zurique (Zürich HB) é a maior e uma das principais estações de trem da Suíça. Tem uma localização excelente, literalmente no meio da cidade e bem perto de todas as principais atrações da cidade. Em Zurique, praticamente tudo relacionado a transportes em geral (trens, trams e ônibus) estão reunidos ali ou nos seus arredores. Essa estação é relativamente grande, mas não é tão grande quanto a estação de Waterllo ou a Victoria Station em Londres, mas pros padrões suíços, eu diria que ela é gigante. Pra quem chega de avião ou de trem, inevitavelmente vai passar por ela. O balcão de informação tem funcionários bem prestativos e que nos fazem morrer de inveja, já que eles falam muitos idiomas (como por exemplo: alemão, francês, italiano, inglês e espanhol), o guiche de atendimento eu achei relativamente pequeno, muitas vezes as filas eram tão grandes que pra não perder tempo, quando nós precisavamos comprar algum ticket nós usamos as máquinas. O melhor horário pra comprar passagem diretamente nos guiches é a noite, mas só depois das 20:00, antes disso é praticamente impossível. Uma coisa que eu gostei MUITO, foi o fato de ter uma Sprüngli bem no meio da estação. Aproveitei pra passar ali todos os dias pra comprar alguma coisinha pra comer durante o day trip do dia. Mas pra quem acha que não vale a pena desembolsar uma certa fortuna por um lanche da Sprûngli, existem muitas outras opções de restaurantes e barraquinas vendendo todos os tipos de coisas, principalmente pretzels. A estação tem um andar subterraneo também, onde podemos encontrar muitas lojas, lojinhas de souvenirs, lanchonetes e os guarda-volumes.

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Estação Central de Salzburgo (Salzburg Hbf) também é a principal estação de trem da cidade. Ela fica um pouco mais afastada do centro da cidade, mas o transporte público é muito bom e eficiente. O deslocamento até o Centro Antigo de Salzburgo leva uns 10 minutos, mais ou menos. Quando nós estivemos lá, em outubro de 2012, a estação estava passando por uma reforma. A parte que já está pronta ficou super bonita e bem moderninha. Mesmo Salzburgo sendo considerada uma “cidade grande” na Áustria, a estação de trem é super pequena. Como em todas as estações da Europa, existem tanto os guichês como as máquinas pra comprar ou retirar os tickets comprados pela internet, inclusive tem uma parte dedicada especialmente pra venda de passagens pra Alemanha, com a DB Bahn, já que Salzburgo fica bem próximo da fronteira com a região da Bavária. Pra quem precisar comprar alguma coisa pra viagem, dentro da estação tem um supermercado, uma livraria e uma lojinha de souvernirs.

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Estação Central de Trem de Innsbruck (Innsbruck Hbf) ao contrario da estação de Salzburgo, a estação de Innsbruck ainda não passou por uma reforma. A sua localização é bem central, dá pra ir caminhando até o Centro Antigo da cidade, onde estão as principais atrações turísticas. Nessa estação também existe um supermercado, um Mc Donalds e mais algumas lojinhas. Junto a estação também fica o Terminal de ônibus da cidade.

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Estações de Trem de Viena: enquanto a estação de trem central de Viena (Südbahnhof) não fica pronta, as estações mais utilizadas atualmente pra quem chega a cidade vindo de trem, seja da Suíça, da Alemanha ou da Rep Tcheca vão ser as estação Westbahnhof ou a Meidling. Como nós chegamos na cidade vindos de Salzburgo, o desembarque foi feito na Westbahnhof, considerada uma das maiores estações de trem de Viena. São dois ou três andares, além parte dedicada ao sistema de metro da cidade. Nessa estação sim eu recomendo chegar com uma certa antecedência por dois motivos: como a estação é relativamente grande, pode ser um pouco confuso se deslocar por ali e pq existem varias lojas (de roupas, calçados, souvenirs e lanchonetes), parece até um shopping center. Quem vem do centro da cidade pra pegar algum trem ali, vai precisar subir dois andares por escadas rolante até chegar nas plataformas dos trens. Em horário de pico a estação também fica lotada e com fila pra tudo, inclusive pra subir as escadas. Então fica a dica: importantíssimo chegar com tempo pra não correr o risco de perder o trem!

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→ Onde comprar as passagens

As passagens de trem podem ser compradas de três maneiras: na internet, nas máquinas e nos guichês de atendimento. Quem preferir comprar os tickets pela internet como nós fizemos, a melhor opção é comprar diretamente no site da empresa responsável pelos trens de cada país. Na Suíça os tickets estão a venda no site da SBB – CFF – FFS  e na Áustria, podem ser encontrados no site da ÖBB.

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Assim como na grande maioria dos outros países europeus, as passagens de trem quando forem compradas pela internet, vão estar disponíveis apenas com 90 dias de antecedência da data desejada pra viagem.

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Lembro que quando começamos a organizar essa viagem, o site da ÖBB era a versão antiga, bem confusa de comprar os ingressos. Mas quando faltava uns 70 dias pra nossa viagem, eu entrei no site pra fazer os orçamentos e ver as opções de horários e qual não foi a minha surpresa ao ver que tudo tinha mudado. O site ficou excelente, muito mais fácil de navegar.

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Apenas faço um alerta pra quem for comprar as passagens por esse site da ÖBB com relação a reserva de assentos: essa opção está disponível mas ela fica meio “escondida”, bem no final da página.

→ As passagens de trem

Logo após comprar as passagens de trem pela internet, tanto no site da SBB quanto no site da ÖBB, nós recebemos um email com todas as passagens e um recibo da compra. As informações contidas nas passagens estavam todas escritas em alemão, o que muitas vezes não facilitava muito a nossa vida. Afinal, quem sabe qual é a palavra em alemão equivalente a plataforma, assento, vagão e coisas desse tipo?

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As passagens são nominais, ou seja, o nosso nome deve ser preenchido exatamente igualzinho como está no passaporte. Durante todas as viagens, os funcionários do trem passam conferindo as passagens e pedem pra verificar o nosso passaporte também.

Quanto ao recibo da compra, é importante levar junto, não pelo fato de que ele vá provar que realmente a passagem foi paga, mas pq é ali que estão todas as informações importantes da viagem, como horário de saida e chegada do trem, platarfoma, números dos nossos assentos e a classe escolhida (1st class ou standard).

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Quando os bilhetes são comprados na própria estação, todas as informações necessárias estão no próprio bilhete. Dentro do trem, nesse caso, nunca foi solicitado o nosso passaporte.

→ Primeira ou Segunda Classe

Como eu já comentei no inicio desse post, os deslocamentos que fizemos foram entre cidades principais. O primeiro trajeto foi entre Zurique e Salzburgo (trecho só de ida), fizemos também o trajeto entre Salzburgo e Innsbruck como um day trip (trechos de ida e volta) e por fim, o ultimo trajeto foi entre Salzburgo e Viena (apenas a ida).

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Sabiamos que o valor da passagem é um pouco mais caro quando comprado somente um trecho, mas não tivemos outra opção. Então o jeito foi se conformar com esse detalhe.

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Enquanto montavamos o roteiro, a primeira coisa que pesquisamos foi o tempo de viagem entre essas cidades, então baseado nisso definimos fazer o seguinte:

– trecho Zurique – Salzburgo compramos na 1 classe;

– trecho Salzburgo – Innsbruck compramos na 2 classe;

– trecho Salzburgo – Viena preferimos comprar na 1 classe também.

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Como nós tivemos a oportunidade de andar nas duas classes, foi possivel fazer um comparativo. Na verdade, o Railjet foi o trem usado em todos esses trajetos. Ele é um trem de alta velocidade e é super novinho. Exceto as diferenças obvias, ambas as classes são muito boas. As principais diferenças são:

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– na 1 classe ou 1st class: a configuração do vagão é 2-1, ou seja, 2 poltronas – corredor – 1 poltrona, as poltronas são de couro, tem mais espaço pras malas, existe um cardápio especial com diversas opções pra quem quer almoçar/jantar ou apenas fazer um lanchinho (o preço é bem tranquilo, não é nada um absurdo do tipo “impagavel”), tem tomada pra carregar celular/notebook e geralmente o vagão esta mais vazio.

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– na 2 classe ou standard class: a configuração do vagão é 2-2, ou seja, 2 poltronas – corredor – 2 poltronas, as poltronas são de tecido, um funcionário passa com um carrinho carregado de salgadinhos, bolachas, chocolates e bebidas e quase sempre todas as poltronas estão lotadas.

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– em ambas as classes: existe opção de 4 lugares com mesinha no meio e os bancos individuais ou duplos no sentido que o trem vai ou no sentido contrario. Ah, e em nenhuma das classes é oferecido internet wi-fi, seja incluido no valor da passagem ou como opção pra quem quiser comprar separado (como existe nos trens que fazem o trajeto entre Londres e Edimburgo).

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→ As paisagens pelo caminho

Todo mundo tá cansado de ouvir falar que o interior da Suíça é lindíssimo. Sim, isso é verdade! O interior da Áustria é igualmente bonito também. Portanto, esse trajeto entre a Suiça e a Áustria rendeu ótimas fotos, né?

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→ Reservas de assento

Em todos esses trechos que fizemos foi possível escolher o tipo de vagão que queriamos e reservar os nossos assentos e o melhor de tudo, sem custo extra. Nesse trem em especial, o Railjet, existem dois tipos de vagões, um com configuração de poltronas normais e outra pra deficientes fisicos ou visuais, que inclusive permitem acesso ao cão-guia no trem, com espaço reservado.

É altamente recomendado reservar os assentos, primeiro por questão de comodidade e em segundo lugar, principalmente pra quem vai viajar na segunda classe, já que ela costuma sempre estar lotada.

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Quem comprar as passagens pela internet, como nós fizemos, tem como reservar no próprio site das empresas da Suíça ou da Áustria. É importante ficar ligado no site da ÖBB, a empresa responsavel pelos trem da Áustria, pq o campo que precisamos marcar pra ter acesso a página vamos fazer escolher e reservar os nossos assentos fica meio escondida, como eu já comentei no inicio deste post. Sendo assim, se não prestar bem atenção, esse detalhe passa completamente despercebido. Digo isso, pq aconteceu com nós, quando eu fui comprar o trecho entre Viena e Praga. Depois pra conseguir reservar esses assentos foi um stress, tive que trocar milhões de emails e tive que confimar tudo mil vezes pra conseguir fazer isso. Então, muita calma e atenção nessa hora!

→ Distâncias

Aqui vai uma listinha com a distância e o tempo do trajeto feito com trem entre:

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Zurique a Salzburgo são 485km e o tempo de viagem é de 5 horas e 18 minutos em trem direto e de alta velocidade (railjet), se tiver conexão, o tempo pode ser ainda maior.

Salzburgo a Innsbruck são 165 km e o tempo de viagem é de 1 hora e 49 minutos, fazendo o trajeto com trem direto e de alta velocidade (railjet).

Salzburgo a Viena são 315 km e o tempo de viagem fica em 2 horas e 22 minutos, em um trajeto direto e feito com trem de alta velocidade (railjet)

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→ Bagagens

Uma das maiores vantagens de viajar de trem na Europa é com relação a bagagem. Como as bagagens não são pesadas e geralmente não há uma politica muito rigida com relação a esse assunto, é possivel viajar com nossas malas sem preocupações extras.

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Nos trajetos entre Zurique e Salzburgo e Salzburgo e Viena, nós tivemos que levar as nossas malas junto, então mesmo com os nossos assentos reservados, nós preferimos chegar com uma certa antecedência, em torno de uns 20 a 30 minutos, pra conseguir colocar nossas malas nos lugares apropriados.

Uma outra dica legal é, pra quem resolver reservar os assentos, a informação de onde estão os locais especiais pra colocar as malas estão indicados, então é sempre bom escolher as poltronas próximas a esses lugares. Não que as pessoas vão roubar as malas, mas é sempre bom não dar bobeira e ficar de olho, né?

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Já no trecho entre Salzburgo e Innsbruck que nos fizemos como um day trip, não levamos as malas, então não precisamos nos preocupar com esse detalhe.

Na Escócia (e no Reino Unido em geral) a configuração do lugar pras malas são sempre nas extremidades de cada vagão, mas nesse trem em especial (Railjet), esses lugares estavam disponiveis tanto nas duas extremidades como no meio do vagão.

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→ Outras considerações

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Por exemplo no trajeto entre Zurique e Salzburgo, que foi mais longo, o funcionário passou conferir nossas passagens 2 vezes;

– não é necessário fazer check-in e não precisamos ser revistados como acontece em aeroportos;

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– é só chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência (e na estação de trem Westbahnhof em Viena com uns 30 minutos de antecedência) apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo para se deslocar até lá com calma;

–  nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. E em todas as estações de trem da Suíça é preciso pagar pra usar o banheiro, já nas da Áustria eu não percebi (se alguém tiver essa informação, favor compartilhar!);

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– ambas as empresas de trem, tanto da Suíça como da Áustria tem aplicativos para o celular que ajudam muito durante a viagem, especialmente quando for um day trip, onde é possível comprar o trecho da volta sem definir o horário. Nesse caso, o aplicativo ajuda bastante a se programar e não perder muito tempo esperando o próximo trem.

Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

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