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Utilidade: Viajando sozinha pela Europa

Intercâmbio fechado. Tudo certo pra ir passar uma temporada na Escócia. Preparativos a mil. Programações de viagens pra aproveitar ao máximo os finais de semana também. Isso até chegar o momento de comprar a primeira passagem aérea.

Foi nesse momento que me dei conta de um detalhe: Será que é seguro uma mulher viajar sozinha na Europa? E depois disso a lista de questionamentos que me fazia só aumentou… Será que eu teria algum problema com relação a isso? Como seria enfrentar a imigração nos outros países? Como seria passear sozinha pelo leste europeu (Polônia, Rep Tcheca)? E na Islândia? E em Montenegro? E na Bósnia??? Sim, eu fui até na Bósnia sozinha!

A resposta é unanime: foi muito tranquilo! Muito tranquilo mesmo!

Vendo o por do sol em Zadar, na Croácia

Vendo o por do sol em Zadar, na Croácia

Claro que pra que as coisas de fato fossem sempre assim eu tive que tomar algumas providências, como: organizar muito bem o roteiro de cada viagem (principalmente a questão dos transportes), elevar o meu grau de alerta, não dar bobeira, evitar ao máximo me meter em confusão e saber me virar e agir rápido caso eu enfrentasse algum problema (como quando passei mal e quase desmaiei no meio de uma estação de metro em Atenas!).

Na primeira viagem… Ok, vou ser bem sincera, nas três  ou quatro primeiras viagens eu sempre ficava super hiper master mega nervosa. Eu sofro de ansiedade (ninguém merece!), então passava a semana toda pilhada e na vespera nem conseguia dormir direito e tudo isso pq? Pq eu sempre ficava repassando se ia dar tudo certo com a reserva do hotel, se com o check-in, se o voo ia sair (o tempo em Edimburgo é uma desgraça, como todos já sabem!), como seria a imigração nos outros países (e se eu caisse em alguma pegadinha?)… E ainda.. na primeira viagem tive que tomar cuidado com os liquidos e coisas que ia levar na minha mochila… e por aí vai.

Pensa que é fácil se aventurar sozinha pela primeira vez por esse mundão? Até eu “cair na estrada”, de fato, tudo isso era realmente muito “complicado”. Mas aos poucos a gente se acostuma e já nem dá mais bola. Pra ter uma idéia, eu costumava chegar com 3 horas de antecedência no aeroporto de Edimburgo, mesmo com o check-in já feito, com a passagem impressa e sem precisar despachar bagagem. É, vai entender.

Então aqui vão algumas questões que acho que é interessante pensar a respeito antes de viajar sozinha por aí..

– Aeroporto

Todo mundo que vai estudar na Europa sonha em viajar com as famosas cias aéreas de baixo custo. As opções de empresas e destinos são enormes. É de enlouquecer. Uma vez cheguei a dizer aqui em casa que precisaria passar uns 20 anos estudando inglês só pra poder viajar pra todos os lugares que eu queria conhecer nos finais de semana!

Mas pq é importante prestar atenção nos aeroportos? Pq algumas cias aéreas utilizam aeroportos secundários, que na grande maioria das vezes ficam super longe do centro da cidade.

Então por exemplo, Estocolmo, a cidade é servida por dois aeroportos, o Skavsta e o Arlanda. Qual deles é o mais bem localizado? Pois é. Tudo exige muita pesquisa, não dá pra simplesmente comprar a primeira passagem baratex que a gente vê por aí.  Pq por exempo, dependendo do horário que o voo sair ou chegar (geralmente as cias de baixo custo tem ofertas melhores nos voos logo cedo ou nos bem tarde), pode ser que os transportes públicos tenham horários reduzidos e muitas vezes, no inverno por exemplo, a neve atrasa ou até cancela trens ou ônibus. E ai, o que fazer? Não que seja perigoso dormir no aeroporto ou até mesmo se arriscar a pegar um outro tipo de transporte público alternativo, mas é preciso ter cuidado, principalmente se alguma coisa dessas acontecer durante a noite.

Almoçando no Yo!Sushi no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow

Almoçando no Yo!Sushi no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow

– Hospedagem

Eu sempre procurei me hospedar em hotéis e sempre analisei muito bem a localização de todos eles. Não queria ter que voltar pro hotel, por exemplo em Atenas as 17:00 horas pq as manifestações contra o governo poderiam me intimidar e não me deixariam aproveitar pra sair jantar fora.

Quando não era possivel pegar um hotel numa localização super central, eu ao menos tomava o cuidado em pegar um hotel bem próximo a uma estação de trem (duas ou três quadas de distância no máximo) pra poder ir a pé sem nenhum problema.

– Dinheiro

Minhas viagens de final de semana eram sempre assim: eu viajava na sexta a tarde e voltava no domingo a noite. Então, pra passar dois dias longe de casa, eu não precisava levar uma fortuna em dinheiro.

Assim, em cada viagem que fiz, a primeira coisa que tinha que me certificar era qual é a moeda do país de destino que eu ia visitar ( qual a moeda usada na Noruega? E na Polônia? E na Estônia?). Muitas vezes (sempre que possível) eu já trocava euros pela moeda do outro país lá mesmo no centro de Edimburgo e raras vezes troquei lá no aeroporto (as conversões não eram muito vantajosas).

Também tomava o cuidado de sempre levar junto comigo, além de dinheiro na moeda local e mais uns 100,00 euros extra, só pra garantir), um cartão de crédito e o VTM. O outro cartão de credito (eu tinha 2 cartões), por segurança, eu deixava em Edimburgo. Vai que alguém me assaltasse e levasse todos os meus cartões? Não é bom nem pensar numa numa coisa dessas.

Na bolsa eu levava uma parte do dinheiro e um cartão de crédito. Geralmente o VTM (que tinha pouco dinheiro pra sacar) eu deixava na mala/mochila no hotel assim como uma outra parte do dinheiro. Ainda tomava o cuidado de sempre separar o dinheiro, um pouco na bolsa e outra parte na calça jeans.

Isso não é novidade pra ninguém, mas é que se alguma coisa acontecer (um assalto, roubo ou até mesmo perder a bolsa).. Onde eu iria conseguir outros cartões de crédito rapidamente? A gente tem que pensar em tudo!

Musical Let It be, em Londres

Musical Let It be, em Londres

– Restaurantes, pubs, shows, musicais e peças de teatro

Sempre que possível, sempre fazia questão de jantar fora, de ir em pubs com os meus colegas do curso de inglês, de assitir musicais, shows ou peças de teatro.

Em Edimburgo, nunca tive nenhum problema em voltar pra casa depois de qualquer um desses programas. Sempre voltava sozinha e a pé. E olha que eu morava a uns 20 – 25 minutos a pé da Grassmarket e uns 30 minutos da Rose Street, por exemplo. Nunca passei por nenhuma situação que me deixasse com medo. Nunca ninguém me abordou. Nada. Se a cidade é super segura ou se foi pura sorte, eu não sei dizer exatamente. Mas Edimburgo sempre teve fama de ser muito segura nesse sentido.

Um dos lugares que eu mais tava com medo de fazer qualquer coisa que fosse durante a noite era nos países do Leste Europeu e na Croácia. Tanto que na Polônia não jantei fora nenhuma vez, sempre ia direto pro hotel depois dos passeios. O mesmo eu pensava em fazer na Croácia, mas não foi preciso. Achei tanto Split como Dubrovnik bem tranquilas a noite e não tive nenhum problema. Claro que nunca abusei de ficar até super tarde na rua, então até no máximo 23:00 eu já tava de volta pro hotel.

– Transporte público

Exceto em Londres e nos países escandinavos, nunca me aventurei a andar em transporte público tarde da noite (tipo, depois das 23:00). Nem tanto por medo nas estações ou por estar em um onibus ou vagão de metro com meia duzia de pessoas, mas sim, pq eu tava sozinha. E se alguém resolvesse me seguir no trajeto do metro até o hotel? Ah sei lá, né! É sempre bom pensar o que fazer.

Na verdade, em todas as viagens que fiz durante o intercâmbio, a única vez que passei medo foi no metro em Paris. Isso pq um cara que, olha só a coincidência, me pediu uma info na noite anterior dentro do metro, me “encontrou” no outro dia por acaso na estação de metro de La Defense. Por sorte, eu percebi que ele tava me seguindo e fiquei de olho. Logo que ele percebeu que eu tava ligada, em questão de uns 20 minutos ele desapareceu. Depois desse dia, eu sempre fiquei muito mais alerta!

uma das várias viagens que fiz de avião entre Londres e Edimburgo

uma das várias viagens que fiz de avião entre Londres e Edimburgo

– Fotografias

Pode parecer paranoia, mas eu sempre desconfio de alguém que venha me pedir: “Vc quer que eu bata uma foto tua?” hehehehe Eu nunca aceitava entregar minha máquina quando alguém se oferecesse pra isso. Até eu comprar o tripé, eu sempre tinha que pedir pra alguém bater foto de mim, mas sempre eu escolhia a dedo pra quem eu iria entregar minha camera.

Já pensou se o cara que pediu se eu queria que ele batessse a minha foto saisse correndo e levasse todas as minhas fotos? Meu deus! Acho que eu ia morrer, literalmente.

Então, ao logo das viagens eu desenvolvi uma tática de sempre pedir pra alguma pessoa de uma familia bater foto de mim. Sei lá, sempre achei que era mais seguro assim. Ia ser mais dificil todo mundo sair correndo enquanto eu me arrumava pra que a foto fosse batida, né?

– Conversar com estranhos

Quem não gosta de puxar papo com outra pessoa enquanto tá na fila pra entrar no museu? Ou pra usar o banheiro? Ou pra comprar um sorvete? Geralmente a gente sempre tende a conversar com alguém, certo? Eu não vejo nenhum problema nisso.

Eu sempre conversei ou puxei convesa quando achei necessário. Mas acho importante ter cuidado ao revelar informações. Algumas vezes, uma simples pergunta meio idiota pode ser uma “resposta valiosa” pra ter “problemas” futuramente.

Lembro uma vez, que vi uma mulher sendo observada por dois caras que se faziam sinais. Eu percebi que um deles tava indo pra abordar ela (não sei até hoje se ele ia pedir informação ou se ia assaltar) e resolvi meio que continuar andando e pedir as horas pra ela. Os caras se olharam e não fizeram nada. Fui uma situação estranha, não era nada diretamente comigo, mas só de estar sempre alerta, talvez tenha ajudado essa mulher, sem ela nem sequer perceber ou ainda, a “vitima” poderia ter sido muito bem eu, né?

As vezes, é preciso partir!

As vezes, é preciso partir!

–  E pra finalizar…

Se alguém achou que eu escrevi esse post pra desanimar, eu digo que a intenção foi bem ao contrário. Até pq eu nunca tive nenhum problema. Claro que desenvolvi um certo grau de paranóia e to sempre em alerta, mas ao menos posso dizer que sempre deu tudo certo até agora.

E tudo deu tão certo, que vou dizer que viajar sozinho pode ter suas vantagens. Quer ver?

– Flexibilidade: Tava no roteiro fazer tal coisa mais de ultima hora não quer ir? Não tem problema. Quantas vezes eu mudei, troquei, inverti ou não fui simplesmente pq eu tava ou não tava afim de fazer.

– Ritmo:  O museu tá interessante? Ao invés de ficar 2 horas quer ficar o dia todo? Pq não? É só querer, não é necessário convencer e muito menos implorar pra que mais alguém queira fazer a mesma coisa.

– Confiança: depois da quarta ou quinta viagem a gente fica muito mais confiante. Já sabe lidar com alguns perrengues. O fato de observar, ler, conversar com outras pessoas sobre experiências de viagem já nos dão uma boa vantagem em muita coisa.

– Esperteza: Aposto que depois de 4 ou 5 viagens sozinho todo mundo fica mais esperto. É muito dificil dar bobeira. É muito dificil por exemplo cair no golpe das tiazinhas que vem com uma aliança na mão pedindo se por caso ela não é sua… Ah, a gente aprende a ser cuidadoso, a se organizar e a se policiar o tempo todo involuntáriamente.

No começo eu achei que não ia me acostumar a viajar sozinha por conta da minha ansiedade e da mania de ficar repassando tudo mentalmente com medo de esquecer alguma coisa (tipo.. to no ônibus indo pro aeroporto e cadê meu passaporte?). Eu sempre costumava deixar todas essas tralhas obrigatórias de viagem em um unico lugar lá no meu apto de Edimburgo: na mochila. Só tirava as roupas sujas, o resto ficava lá dentro ou ao menos no mesmo armário.

E por fim, as pessoas sempre me perguntam se eu me sentia solitária enquanto tava viajando. Não, nunca! Era tanta coisa pra me preocupar, tanta coisa pra ver, conhecer, visitar, que mal tinha tempo de parar pra comer, quanto mais pra pensar: “ahhh, que podre essa viagem, não tenho ninguém pra conversar”.

Claro que eu sentia falta de ter alguém pra mostar alguma coisa ou dar risada de alguma situação engraçada, mas isso também nunca foi motivo relevante pra me fazer sequer pensar em deixar de ir a qualquer lugar do mundo por eu não ter uma companhia.

Acredite, eu mesma descobri que eu adoro viajar comigo mesma assim, na prática!

Utilidade: É possível passar 30 dias na Europa com apenas uma bagagem de mão????

Pode parecer besteira, mas eu tinha sonhado duas vezes que minha mala tinha desaparecido em uma viagem. Achei que isso era um sinal e comecei a bolar uma estratégia pra fugir dessa possibilidade.

Foi quando um belo dia eu li no twitter, a Camila do Blog Viaggiando dizendo que ia viajar levando apenas uma mochilinha como bagagem. Ao ver a foto que ela postou (a mochilinha era realmente super “inha”), pensei: tá ai, vou levar pouca coisa e vou encarar esse desafio também.

mala 4

Ai começou o “stress” em pensar nas roupas, o que iria combinar melhor com o que, quantas peças de cada coisa eu iria levar, quantas botas/sapatos eu conseguiria colocar na mala e quais seriam as melhores opções de acessorios (cachecóis) pra levar. Nossa, abri meu guarda roupa mais de 1000 vezes e fiquei olhando por horas todas as minhas roupas e pensando o que seria melhor levar pra que de fato nada ficasse ocupando espaço atoa.

Depois comecei a pensar melhor e lembrei que pra que eu realmente conseguisse levar apenas uma bagagem de mão eu teria que levar, além das roupas, toalha de banho, pijama, chinelo e sapato, uma bolsa maior.

No tempo que fiz intercambio na Escócia, minha bolsa era de tamanho relativamente pequeno, ou seja, cabia apenas o essencial como documentos, dinheiro, cartão de credito, celular, carregador de celular e mais algumas coisinhas. Mas nessa viagem eu teria que levar uma bolsa maior, até pq eu teria que levar também o meu guarda-chuva, os adaptadores de tomada, os carregadores (das maquinas fotograficas e do celular) e as minhas duas maquinas fotograficas na bolsa. A minha bolsa ficou um pouco pesada, mas faz parte!

Então, o que eu levei basicamente foi: duas calças jeans, quatro camisetas, quatro blusas de lã, dois casacos, 5 cachecois e apenas 1 bota (além da minha toalha de banho, um par de chinelo, roupas intimas e meu pijama).

As coisas do banheiro também exigiram uma certa manobra, nada muito complicado, mas eu tive que fazer da seguinte forma: levei apenas sabonete, pasta de dente, escova de dente, desodorante, maquiagem e chapinha. O shampoo, que eu não encontrei em embalagem de 100 ml no mercado, eu deixei pra comprar lá mesmo no aeroporto de Londres.

bolsa 1

E se eu contar  que mesmo sendo uma mala de mão (minha velha e boa malinha roxa), todas essas coisas entraram e ainda sobrou espaço, alguém acredita? Tudo bem que o espaço não era gigaaante, mas pelo menos minha mala não saiu de casa praticamente estourando.

Agora que voltei de viagem, fiz uma avaliação e cheguei a seguinte conclusão:

→ Os prós:

– o fato de eu não precisar me preocupar em despachar e retirar a bagagem, sabendo que eu tinha duas conexões pela frente (Curitiba – São Paulo – Londres – Zurique), foi uma tranquilidade;

– pra andar de transporte público em geral foi uma excelente opção, já que a mala era relativamente pequena, então não era tão dificil de carregar e ela cabia em qualquer cantinho.

– estações de metro: algumas estações em Londres não tinham escada rolante na parte final que me levava até a plataforma, então como tinha que levar a mala na mão (literalmente), achei que foi muito pratico.

– dia de chuva: como a minha mala parece um plástico (não sei como explicar como é o material que ela é feita), ela não molhou nadica de nada as minhas coisas e em questão de minutos ela estava seca.

mala 2

→ Os contras

– não pude levar o tripé pra bater as minhas fotos, como eu já expliquei nesse post aqui;

– a minha mala só tem duas rodinhas, se ela tivesse 4 rodinhas de giro 360 graus teria sido muito melhor, com toda a certeza;

– a quantidade de coisas que coube dentro, claro que quando a viagem já estava quase chegando ao fim (lá pelo 16-20 dia) eu não aguentava mais ver as minhas roupas na frente;

– como a viagem teve duração de 30 dias, foi inevitável, repeti o modelito (dos pés a cabeça) algumas vezes, claro. Nem tinha como ser diferente.

Em resumo, a experiência foi ótima. Nas próximas viagens penso em repetir a dose. Somente vou levar mais acessórios (os cachecóis e lenços) pra ter como variar um pouco mais e voltar pra casa sem ter enjoado tanto das minhas roupas, a ponto de não querer mais ve-las por pelo menos uns 6 meses.

E respondendo a pergunta do título desse post… É possível passar 30 dias na Europa com apenas uma bagagem de mão???? Minha resposta é: Claro que sim!

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Utilidade: Voando com as Cias Aéreas de Baixo Custo na Europa

Lembro como se fosse hoje o dia em que comecei a pesquisar destinos e passagens aéreas para as minhas viagens de final de semana durante o meu intercâmbio em Edimburgo.

Durante esse periodo de pesquisas eu acabei descobrindo o site Fly Low Cost Airlines e gostei bastante. Esse site apesar de levar no nome “Low Cost”, ele não indica apenas as opções de cias aéreas de baixo custo, mas também as cias aéreas tradicionais. Ainda é possivel verificar as opções de voos diretos (muito mais interessante) e voos com conexão.

Norwegian

Então, por exemplo, a primeira viagem que acabei programando foi Edimburgo – Oslo e as unicas duas opções de voos diretos que esse site indicava era com a Ryanair ou com a cia aérea de baixo custo Norueguesa (que eu nem sabia que existia até então), a Norwegian. Nem acreditei que consegui uma passagem por 60,00 libras, ida e volta e incluindo taxas, um achado né? Nem pensei meia vez e tratei logo de reservar com eles mesmo!

Outro exemplo que posso dar é com relação a outra viagem de final de semana, mas dessa vez o voo era entre Edimburgo – Belfast (Irlanda do Norte) e novamente esse site me ajudou. Ali eu acabei descobrindo duas possibilidades: ir de EasyJet e desembarcar no aeroporto Internacional de Belfast (mais afastado do centro da cidade) ou ir de FlyBe e descer no aeroporto Belfast City (literalmente no centro da cidade). As duas opções eram boas, mas acabei optando por ir de FlyBe, já que teria outras oportunidades pra voar com a EasyJet. O valor dessa viagem saiu menos de 45,00 libras ida e volta, incluindo taxas.

FlyBe

Também tive a oportunidade de mesclar cias aéreas de baixo custo em uma viagem, que num primeiro momento mesmo não sendo táo vantajoso com relaçào a valores, acabou se tornando a unica opçao, digamos que mais interessante pra mim. Então, durante o periodo do meu intercâmbio que teve duraçao de 1 ano, eu tive duas semanas de férias, uma semana durante o mês de junho e a outra no mês de setembro. E foi nessa viagem do mês de setembro (Edimburgo – Londres – Split e Dubrovnik – Edimburgo) em que eu resolvi testar essa “mistura” de low costs, onde na ida eu fui de EasyJet e a volta eu fiz com a Jet2. Deu certo, apesar de caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse voado com uma cia aerea tradicional, como a British Airways ou Czech Airlines, por exemplo.

Ainda consegui organizar uma viagem inesperada pra Islândia e pra quem acha que mesmo sendo uma viagem pra um lugar tão distante (nem tão distante da Escócia assim) e inexplorado, eu achei uma cia aérea de baixo custo islandesa, a Iceland Express, que fazia o trajeto direto entre Edimburgo e Reykjavik. Claro que mesmo voando com uma low cost, o valor dessa passagem não saiu tããão barato assim, mas as 199,00 libras foram muito bem gastas e aproveitadas com certeza!

Outra cia aérea de baixo custo que tive oportunidade de viajar muitas e muitas vezes foi com a EasyJet. Nem lembro ao certo quantas vezes no total eu voei com eles, mas foram muuuitas. Mesmo sem nunca ter voado com a Ryanair, que teoricamente podemos dizer que é a maior concorrente da EasyJet, eu posso dizer que eu adorei a experiencia, apesar dos pesares de se voar numa low cost.

Depois desses breves exemplos, eu vou tentar explicar como o esquema de voar com uma cia aérea de baixo custo na Europa pode ser bem vantajoso, mas pra isso, é preciso ficar ligado.

→ Escolha do Destino

Tá ai uma coisa que eu tenho que tirar o chapeu pras cias aéreas de baixo custo na Europa, pq não existe um unico e misero lugar naquele continente que eu quisesse ir que pelo menos uma dessas empresas não oferecessem opção de voo. Claro que muitas delas oferecem os mesmos destinos, mas como Edimburgo está longe de ter as milhões de opções que podemos encontrar partindo de Londres por exemplo, essas empresas mesmo assim ofereciam tantas opções que era dificil priorizar. Tinha dias que eu ficava pensando:  eu precisaria de umas 20 semanas de férias no curso e precisaria triplicar o tempo de duração do meu intercâmbio pra poder conhecer tudo o que eu gostaria. Não foi fácil escolher!

→ Comprando a passagem

Diferentemente do que estamos acostumados aqui no Brasil, na Europa o que acontece é o seguinte: quanto mais cedo eu comprasse minha passagem pra um determinado destino, mais barato ela sairia, simples assim! Essa é a principal regra das low costs por lá. Então quando o destino já estiver definido, e de fato começarem as pesquisas no sites dessas empresas, não perca tempo. Viu uma tarifa inacreditável, compra logo, pq se você resolver refazer todo o processo pra ver se aquilo era realmente verdade, com certeza vc vai perder a oportunidade de garantir aquele precinho imperdível, digo isso, pq já aconteceu comigo.

→ Produtos Extras oferecidos durante a compra de uma passagem

Quem já comprou uma passagem em uma cia aérea de baixo custo sabe muito bem que ao longo da compra vão aparecendo milhões de taxas, taxa para embarque prioritario, seguro disso, seguro daquilo e um monte de coisarada desnecessária. Claro que isso só serve pra nos atrapalhar e nos deixar cheios de duvidas. Eu nunca comprei acesso prioritário pra embarque (pagar pra embarcar antes) ou qualquer seguro oferecido, mas se você se interessar é bom ficar ligado e checar com atenção os valores desses produtos extras oferecidos durante o processo de compra de uma passagem.

→ Check in

Se possível, o ideal é fazer online sempre. Algumas cias aéreas cobram (isso mesmo), cobram para fazer o nosso check-in no aeroporto. Então, normalmente quando eu recebia um email dizendo que o check-in pro meu voo já estava aberto, eu fazia o check-in online e salvava o boarding pass no meu email e imprimia na escola de inglês e quando não era possível eu imprimia numa papelaria perto de onde eu morava (valor de 0,10 centavos de libra/folha).

A EasyJet nesse sentido é muito mais tranquila, pq 30 dias antes da data do embarque eu recebia um email dizendo que o arquivo pdf com a minha passagem já estava disponivel para ser imprimido. Então, ao imprimir a passagem, eu consequentemente já estava com o meu check-in feito. Eu achava uma maravilha, afinal, eu já tinha comprado e pago a minha passagem, eu só não iria viajar se eu tivesse morrido, o que não era o caso, é claro!

→ Bagagem

Como em todos os tópicos desse post, esse não teria uma regra diferente. Então, quanto menos bagagem, menos dor de cabeça.

Nas minhas viagens de final de semana, eu sempre levava apenas minha mochilinha, com tamanho normal. Claro que como era uma viagem rápida, já que teoricamente eu sempre viajava na sexta a noite, ficava apenas o sabado todo no destino e no domingo final de tarde ou inicio da noite eu voltava pra Edimburgo, eu conseguia viajar com pouquissima bagagem e nunca tive nenhum problema. Claro que a roupa que eu viajava na sexta era a mesma que eu usava no domingo e eu so levava um muda de roupa pra usar no sabado.

Uma coisa que é importante lembrar é que, ao viajar de low cost, só é permitido levar UMA bagagem de mão. Mas perai, a regra não para por ai não, essa babagem de mão tem um tamanho limite.

Os tamanhos e peso  permitidos para bagagem de mão são: 56 x 45 x 25 cm e no maximo ter 10 kg. Em um primeiro momento, enquanto estamos na fila de embarque, vemos uma caixinha onde, se necessário o pessoal da cia aerea vai pedir pra que se coloque a bagagem de mão ali pra ver se os tamanhos estão de acordo. Eu nunca passei por essa situação, mas já cansei de presenciar cenas desse tipo. Não é muito agradavél, então é bom respeitar as regras, sempre!

Então, pra nós mulheres que costumamos andar com bolsa, não tem jeito, a bolsa também conta como bagagem de mão. Como só é permitido um item como bagagem, a bolsa necessariamente tem que entrar dentro da mochila/mala de mão, pelo menos durante a hora do embarque. Ao chegar dentro do avião podemos retirar a bolsa de dentro da mala/mochila. Nunca tive nenhum problema em fazer isso!

Claro que quem nào conseguir fazer isso,  vai ter que despachar a “bagagem extra” lá no aeroporto, o que significa pagar pra despachar essa mala extra e a taxa cobrada não é nada baratinha, pode ter certeza!

Então pra evitar esse gasto extra e desnecessário de despachar uma mala aos 47 minutos do segundo tempo no aeroporto, a maioria das low costs oferece a possibilidade de pagar pra despachar a mala extra ou que estiver acima da quantidade de kg permitido e o valor é bem mais barato se a gente comprar essa possibilidade online ainda em casa, claro.

Pra quem for despachar a mala, o maximo de kg permitido é 20 kg, mais que isso tem multa.A maioria das cias aereas já tem as tabelinhas de preço de excesso de bagagem online pra verificar os valores extras, então quando desconfiar que a mala vai exceder os 20 kg permitidos, é bom pagar a taxa de kg excedidos online que sai mais barato do que quando tiver que pagar no aeroporto.

→ Corrida pelo assento

Sim, as cias aéreas de baixo custo, ao menos a grande maioria, não trabalha com o sistema de reserva de assentos que estamos acostumados a ver aqui no Brasil ou em outras cias aereas tradicionais. Então, quando faltar uns 30 a 40 minutos pro voo sair, é bom já correr pro portáo de embarque e entrar na fila. Quanto mais cedo a gente consegue entrar no avião, maiores as chances de conseguir um assento na janela. Claro que se o dia estiver chuvoso ou for a noite, não há tanta necessidade pra garantir um lugar na janela, já que teoricamente não vamos ver nada demais. Mas eu sempre preferi voar na janela, então, quando faltava uns 30 minutos pro voo sair eu já estava entrando na fila.

→ Tamanho da poltrona e do avião

Como já dá pra imaginar, o tamanho da poltrona é minusculo e o espaço pras pernas também. Mesmo eu que tenho apenas 1.67 de altura achava o espaço pequeno. Pros rapazes, com certeza esse espaço oferecido é minusculo. Mas fazer o que, pagar menos e querer exigir demais, não dá né? Alguma desvantagem a gente teria.

Quanto ao tamanho dos aviões, tirando os aviões da FlyBe, todos os outros eram na configuração 3 – 3, ou seja, 3 poltronas de cada lado do corredor. Já os aviões da FlyBe são bem menores, e eu já voei desde Edimburgo pra Cardiff num avião com configuraçao 2 – 2 e pra de Edimburgo pra Belfast em um avião com configuraçao 2 – 1.

→ Serviço de Bordo e Entretenimento

Ao contrario das cias aéreas tradicionais, num low cost da vida não são oferecidos lanchinhos de graça, ou seja, se a gente estiver com fome, temos que comprar. Como meu voo sempre saia ou de Edimburgo ou de Londres, a libra e a moeda do país destino eram aceitas, além é claro, do cartão de credito. Eu não tinha costume de comprar nada em voos, exceto na viagem de volta entre Atenas e Edimburgo, que eu passei muito mal no meu ultimo dia em Atenas e na hora do voo eu ainda estava bem ruim. Tive que comprar muita pepsi e bolachinha de manteiga pra ver se amenizava os sintomas. Então, pra me livrar dos euros restantes da viagem, aproveitei pra gastar tudo ali.

Durante o voo também sáo oferecidos produtos do free shop. Se alguém tiver interesse em alguma coisa, é só chamar as moças. O pagamento pode ser feito em dinheiro e cartão de credito.

Quanto ao entretenimento a bordo, como imaginado, não existe. Então se a viagem for longa, como no caso da minha viagem entre Edimburgo – Atenas (que foi a mais longa que fiz) que teve duração de 4 horas, é sempre bom levar uma revista ou habilitar o modo voo no celular, ter bateria suficiente e pronto, o tempo passa rapidinho!

→ Outras considerações

Como eu já tinha conhecimento das regrinhas chatas impostas elas cias aéreas de baixo custo, eu nunca tive nenhum problema, nunca paguei uma taxa extra, nunca fui barrada de nenhum voo e nunca tive um voo cancelado.

As regras são bem claras, estão todas especificadas e bem explicadas na parte chamada FAQ ou Costumer Services em cada site da cia aérea escolhida.

Num primeiro momento é tudo muito chato e enrolado, mas isso acontece apenas na primeira vez em que estamos comprando nossa passagem, já que temos que ler tudo com atenção, depois disso, é tudo meio que automatico.

Em resumo, respeitando as regras, eu acho que vale super a pena pagar menos e viajar mais pela Europa, com certeza.

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Utilidade: Adaptadores e tomadas pelo mundo

Lembro como se fosse hoje o dia que chegamos em Buenos Aires e eu fui ligar minha prancha na tomada e… surpresa!!!!!! A tomada era diferente. Entrei em pânico! Liguei no quarto do meu pai e pedi pra ele dar um jeito nessa situação. Uns 15 minutos depois ele aparece com um adaptador que pegou emprestado na recepção do hotel.

Alguns hotéis emprestam adaptadores de forma gratuita, outros cobram por estarem emprestando e muitos nem oferecem essa opção para o hospede. Então pra ninguém passar pelo mesmo sufoco que eu, aqui vai um post especial sobre adaptadores e tomadas em geral.

Retirado do site bloggers.com

Eu (ainda) não tive a oportunidade de visitar todos os continentes e então não sei como são as tomadas e voltagens de todos os países do mundo. Então toda vez que eu ia viajar no final de semana eu dava uma olhadinha no site Electrical Outlet. Nesse site dá pra ver como são as tomadas em todos os países do mundo! Uma maravilha!

Quando eu resolvi fazer meu intercâmbio no Reino Unido, uma das primeiras anotações que fiz foi: não esquecer de comprar milhões de adaptadores!

Pra quem não sabe, as tomadas do Reino Unido são padrão, então, independentemente se estivermos viajando pra Inglaterra, Escócia, País de Gales ou Irlanda do Norte, sempre vamos precisar de um adaptador. As tomadas do Reino Unido são aquelas de 3 pinos largos e gigantes.

Quando eu cheguei no Reino Unido, todas as minhas coisas eletrônicas tinham tomada brasileira estilo antigo e somente a minha máquina fotografica tinha o plug de 3 pinos padrão do Reino Unido. Então, tudo o que eu queria fazer que envolvesse usar uma tomada eu precisava de um adaptador. No total eu tinha uns 3 ou 4 espalhados pelo meu flat.

Na minha opinião, os melhores lugares pra comprar adaptadores no Reino Unido, além do próprio aeroporto, é na Boots, uma rede de farmácias que tem aos montes espalhadas em todos os cantos do país.

Normalmente quando a gente viaja são necessários vários adaptadores, isso pq a grande maioria das pessoas costumam levar notebook, máquina fotografica, celular, ipod, secador de cabelo, prancha, ipad, entre outros e haja tomada pra tudo isso.

Tomada padrão na maioria dos países europeus (esquerda) e tomada padrão no Reino Unido (direita)

Então uma das coisas que eu acabei descobrindo em uma lojinha no aeroporto de Heathrow enquanto matava tempo até pegar meu voo para Edimburgo foi um adaptador de tomada do tipo 2 em 1. Isso mesmo, duas entradas para carregar as nossas coisas e apenas um plug pra ligar na tomada. Achei muito bom e acabei comprando um.

É o adaptador do lado direito

Pra quem vai para os demais países da Europa, pelo menos todos os países que eu visitei (e olha que não foram poucos!) eu não precisei me preocupar com isso. Em todos os países que visitei, o estilo da tomada de 2 pinos eram iguais aos plugs antigos dos meus eletronicos.

E pra quem não tem paciencia pra ficar pesquisando qual o tipo de tomada e a voltagem de cada país, o ideal é comprar um adaptador universal. Eu não sou muito fã desse tipo de adaptador. Na verdade até tentei usar durante uma viagem, mas não gostei muito. Mas meus país e meu irmão sempre que viajam carregam com eles o adaptador universal.

Em resumo, sempre que a viagem for internacional é bom pesquisar o tipo de tomada que vai ser encontrado no país de destino e pra quem quiser tranquilade, é só comprar um adaptador universal e pronto, ninguém vai passar aperto por não ter um adaptador pra carregar os eletrônicos.

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Utilidade: O que podemos levar como bagagem de mão?

Já faz um tempinho que esse post está no rascunho aqui do blog, pra ser mais exata, desde janeiro desse ano. Então aproveitando que estou escrevendo essa coluna chamada Utilidade, sobre assuntos práticos e com as minhas dicas sobre algumas situações que parecem complicadas, mas que na verdade são muito simples durante uma viagem, achei que seria legal compartilhar logo essas informações sobre o que podemos ou não levar na bagagem de mão.

Pra minha surpresa, quando eu estava em Lisboa me preparando para embarcar de volta para o Brasil, passei por uma situação um tanto quanto “ridicula” e olha que isso não tem nada a ver com liquidos excedendo a quantidade permitida.

O problema foi o tripé, isso mesmo, o tripé da minha maquina fotografica que não pode ser levado dentro da minha bagagem de mão. Essa proibição acontece somente em voos em Portugal e no Brasil, pq em todas, t-o-d-a-s as outras viagens que fiz pela Europa eu sempre carreguei meu tripé na bagagem de mão e nunca tive problemas.

E sabe qual o motivo de um tripé ser proibido na bagagem de mão? Segundo o Oficial de Segurança do aeroporto de Lisboa, eu poderia machucar alguém dentro do avião pq o tripé é considerado uma arma. Oi?

Como eu já tinha despachado minhas 2 malonas no guiche da classe executiva da TAP e tava só com a minha bagagem de mão,  eu pedi pro Segurança quais eram as minhas opções. E olha só o que ele me respondeu na maior tranquilidade: deixar o tripé aqui e ele será jogado no lixo (sem chances) ou tentar junto a cia aérea despachar o tripé.

Como eu tinha tempo suficiente para tentar um plano B, eu sai da área de segurança, fui até o guiche da classe executiva da TAP e relatei o ocorrido pra atendente. Eu não tinha como despachar minha bagagem de mão pq eu tava levando minhas coisas de valor, como notebook, minhas maquinas fotograficas, pastinha de documentos e mais todas as tralhas eletronicas que a gente carrega em uma viagem. Sendo assim, a unica opcão que me restou foi fazer o seguinte: a atendente da TAP pediu que as minhas babagens voltassem do despacho (coisa que não é nada comum) e me deu uma autorização para entrar na area de desembarque dos voos. Lá fui eu, mostrei a autorização e consegui entrar. Fiquei aguardando as minhas malas aparecerem em uma das esteiras e coloquei meu tripé lá dentro. Juntei as duas malas que ja tinha despachado e lá fui eu despachar tudo novamente.

Eu fiquei enlouquecida com essa situação e não ia deixar o meu tripé ir pro lixo de jeito nenhum. Mas enfim, foi uma correria louca onde acabou dando tudo certo no final. Então para que ninguém passe pela mesma situação que eu, fica a dica.: sem tripé na babagem de mão quando estiver viajando em/para Portugal ou no Brasil!

Tirando o tripé, existe um outro detalhezinho importante que devemos ficar atento na hora de arrumar a babagem de mão: os liquidos!

A primeira vez que viajei dentro da Europa levando somente babagem de mão foi pra Noruega. Eu já tinha lido algumas coisas sobre esse assunto, apesar de sempre ficar em duvida em algumas questões, é na prática é que a gente realmente aprende e nunca mais esquece.

A lista de coisas que não são permitidas carregar na bagagem de mão é grande, mas devemos ficar atentos principalmente aos objetos cortantes (alicate de unha, por exemplo), perfumes e embalagens de produtos liquidos que sejam maiores do que 100 ml (se esses objetos forem despachados, não tem problema, eles podem viajar junto).

Mas o que são considerados liquidos? Além dos liquidos propriamente ditos, os géis e pastas também fazem parte dessa listinha.

Tudo isso deve ser carregado em uma embalagem de até 100 ml e dentro de um saco plástico transparente de até 1 litro. Então no total, todos os nossos produtos liquidos devem somar 1 litro, o que exceder vai pro lixo!

Quatro situações que geram bastante duvida, são:

1) se o fasco for de 250 ml mas só tiver um pouquinho dentro:  não podemos carregar como bagagem de mão! Isso pq o que é levado em consideração é o tamanho do frasco e este deve respeitar a regra de ter o tamanho apropriado para 100 ml e não a quantidade do restinho do que ficou no frascão. Outra coisa que também é importante ficar atento é com relação a pasta de dente. Algumas embalagem são de 120 g e não podem ser carregadas na bagagem de mão, o ideal é comprar as de 90 g, digo isso, pq eu já tive que jogar fora o restinho da pasta de dente de 120 g, pq eu não sabia que pastas em geral estavam enquadrada como líquidos. Quanto ao desodorante, eu costumo usar aqueles roll-on da Nivea que tem exatos 100 ml e nunca tive problemas. Acredito que os desodorantes em spray sejam proibidos, então é bom ficar ligado.

2) Maquiagens e tal: Na minha bolsa eu sempre carrego rimel, batom (seja aquelas manteiga de cacau ou gloss), lixa de unha descartável e pinça de sombrancelha. Nunca tive problemas por estar carregando isso tudo na minha bolsa, mas claro que os limites de embalagem de 100 ml deve ser respeitado.

3) Outra situação que rende muitas perguntas é com relação os produtos que compramos no free shop. Por regra, podemos comprar qualquer coisa no free shop (apenas devemos respeitar a quantidade permitida para comprar cada item), mas tudo o que for comprado lá deve estar lacrado e dentro de uma sacola onde a nota fiscal com o dia da data do voo vai estar grampeada. Claro que existem paises, como o caso dos EUA, que não permitem esse tipo de situação. Não interessa se fizemos conexão em outro país e compramos produtos lá, eles não deixam entrar, pelo menos foi isso que minha professora alertou. Como eu ainda não fui aos EUA, não posso confirmar, mas se tratando de ser esse país, eu realmente não duvido que seja mesmo feito dessa forma!

4) Medicamentos: eu sempre carreguei minha “farmácia de viagem” em um saquinho plástico transparente dentro do bolso menor da minha mochila. Ali era o lugar onde eles sempre ficavam guardados. Claro que eu só levei medicamentos na versão de comprimidos, nunca carreguei xaropes ou coisas do tipo. Eu tinha duas cartelinhas de cada tipo de medicamento que eu costumo usar com mais frequencia, como analgésicos, anti térmicos, antibioticos, entre outros. E nunca tive nenhum problema quando a isso!

Mas e mesmo que eu tome todos os cuidados necessários, se eu tiver algum problema no raio-x, o que eu devo fazer? Não precisa se preocupar. Eu já passei por uma situação dessas no aeroporto em Dublin quando estava voltando pra Edimburgo. A Oficial da Imigração me pediu se eu tinha um guarda-chuva dentro da mochila e eu disse que sim (mas me deu vontade de responder: mas é lóóógico que sim, só chove aqui nesse lugar!). Ela pediu pra eu abrir a mochila e retirar o guarda-chuva para inspeção. Ela passou o guarda-chuva em separado no raio-x novamente, abriu o guarda-chuva, olhou tudo e me devolveu. Isso é um procedimento bem frequente, então não é preciso ficar nervoso!

Então é isso! Se por acaso esqueci de alguma coisa importante, a caixa de comentários está a disposição.

Ah, lembrando que só é permitido um saquinho plástico de até 1 litro por passageiro e que ele deve ser retirado da bagagem de mão na hora de passar pelo raio-x no controle de segurança do aeroporto.

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