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Uma tarde em Hillerød

A maioria das pessoas que visitam a Dinamarca acabam passando somente por Copenhagen. Mas o país não se resume só a ela não, de uns tempos pra cá, outras cidadezinhas estão se destacando, como é o caso de Hillerød.

Hillerød, assim como Roskilde, é uma cidade super pequena, com um pouco mais de 35 mil habitantes e a única atração da cidade é o Castelo de Frederiksborg!

Para chegar lá é um pouquinho mais complicado, mas nada que seja impossível. Saindo da Estação Central de Copenhagen, nos pegamos o metro até chegar no ponto final na cidade de Farum. Lá pegamos um ônibus (Tog-bus) que nós levou até Hillerød em pouco menos de 30 minutos. A frequência de saida desse ônibus é a cada 20 minutos.

Para ir até o Castelo, não tem erro, saindo da estação (os ônibus param ao lado da Estação Central), é só ir caminhando até a principal rua de comércio da cidade e lá, pedir informação de como chegar até o castelo. A caminhada é curta, em questão de 15 minutos estavamos na porta do Frederiksborg Slot, o maior castelo da Dinamarca!!

O exterior do Castelo é bem caracteristico e não foge aos demais modelos de Palácios e Castelos que já haviamos visitado no país. Mas esse em especial se destaca mais que os outros, pq ele já serviu de residência oficial de quase todos os antigos reis e rainhas da Dinamarca e também pq a sua construção foi considerada revolucionária naquela época. O castelo foi construido em cima de 3 ilhas que estão localizadas bem no meio do lago de Slotssøen, e o palácio é ligado aos seus jardins através de uma ponte.

O Castelo atualmente foi transformado em museu e lá podemos ver uma grande quantidades de pinturas de paisagens daquela região, retratos de Reis e Rainhas da Dinamarca (em especial os Reis Frederik II e Christian IV, que ordenaram a construção desse Castelo), além de muitas obras de arte, móveis, objetos e tapeçarias.

Em meados do século 19, o Castelo sofreu um grande incêndio que destruiu boa parte da construção. Os perdas foram grandes e o governo da Dinamarca precisava começar as obras de reconstrução do lugar o mais rapido possível. Foi ai que apareceu na história, J.C Jacobsen, o fundador da Carlsberg, que resolveu patrocinar essa obra.

O interesse de Jacobsen pelas artes e cultura já era antigo, então ele sugeriu que o Castelo deveria ser transformado em um grande museu, onde estariam algumas das mais importantes obras de arte do país.

Ainda também fomos conhecer a Igreja do Castelo, que durante esse incêndio, foi o unico lugar que não sofreu danos e manteve assim, sua estrutura original igualzinha da época em que foi construida. A Igreja é lindíssima, super bem decorada… e ela já recebeu diversos casamentos reais, assim como, as coroações de Reis e Rainhas da Dinamarca, principalmente nos séculos 16 e 17.

Mas sem duvida alguma, um dos grandes destaques do Castelo é o seu jardim barroco, lindíssimo!!! Impossível não ficar lá sentada, olhando aquela paisagem por alguns looongos minutos.

Quando o Rei Frederik estve na França e na Itália, gostou tanto dos jadins dos Palácios e Castelo em que visitou, que quando retornou a Dinamarca ordenou que J.C Krieger, o jardineiro do Castelo projetasse algo semelhante ali. O projeto original desse jardim foi feito no século 18 e hoje em dia, podemos ver como ainda o desenho original é mantido em perfeito estado.

Inclusive uns dias antes, estivemos no Palácio de Hampton Court, e os jardins de lá são bem semelhantes a esse. Vale a visita só pelos jardins, com toda a certeza!

That calls for a… Carlsberg!

Em nosso ultimo dia na Dinamarca, não poderiamos deixar de conhecer a fábrica da Carlsberg, uma das maiores cervejarias do país. A fábrica fica relativamente afastada do centro de Copenhagen e pra não perder tempo, pegamos um táxi para ir até lá.

Como chegamos cedo, quando começamos o tour parecia que só nos estavamos lá, mas a medida que fomos caminhando, fomos encontrando outras pessoas pelo edifício.

A visita começa pela sala onde estão todas os cartazes, propagandas, comerciais de tv, painéis, enfim, tudo o que engloba a parte de divulgação da marca. Inclusive, estão expostas algumas camisetas de times que já foram patrocinados pela Carlsberg.

 

Logo chegamos na parte mais “desejada” do lugar, a sala onde estão em exposição a coleção de garrafas de cerveja tanto da Carlsberg como de outras marcas. São mais de 15 mil garrafas, e isso até rendeu um lugar no Guinness Book, como a maior coleção de garrafas de cerveja do mundo. Legal, né?!?! Deve ter dado o maior trabalho pra ter essa coleção organizadinha por ordem alfabética de acordo com o nome do país.

Lá estão praticamente todos os exemplares de cervejas já produzidas pela Carlsberg, assim como de outras cervejas, a coleção conta com os mais variados tipos de cerveja, com garrafas com vários formatos e isso sem contar nos rótulos, rótulos escritos em todos os idiomas que se imaginar.

Como uma cervejaria-museu que se preze, não poderia faltar a ala em que conta um pouco a história de como a cervejaria foi fundada e quem foi o seu fundador.

A Carlsberg foi fundada em 1847, por J.C Jacobsen, mas a marca só “apareceu pro mundo” em 1883, quando a cervejaria desenvolveu uma forma de cultivar leveduras para serem usadas na fermentação da cerveja do tipo lagers. E desde então a marca não parou mais de crescer e hoje a cervejaria está entre as maiores do mundo.

No tour também aprendemos como são selecionados os ingredientes, vemos como funciona o processo de produção da cerveja e até tem uma ala que mostra como o sistema de distribuição da cerveja mudou ao longo dos anos.

No inicio, a distruição era apenas local, e eram usados cavalos para carregar as centenas de barris produzidos por mês. Depois, com o fim da Segunda Guerra Mundial, os problemas de distribuição de combustiveis aumentaram, e os cavalos continuaram sendo uma boa forma de manter a distribuição do produto na região. Hoje em dia, os cavalos não desempenham mais nenhuma função nesse sentido, é claro, mas eles foram mantidos ali devido a sua importancia na história da empresa.

Como forma de mostrar a importancia que um dia os cavalos já tiveram na história da empresa, nos passamos pelos estábulos onde estão alguns cavalos, que são mantidos ali, desde a fundação da empresa.

E como nem só de cerveja a Carlsberg “sobrevive”, quando estamos nos deslocando de um pavilhão para o outro, passamos por um pequeno jardim cheio de esculturas. A que mais chama atenção é uma cópia da estátua “Pequena Sereia” obra de Edvard Eriksen, que foi doada por J.C Jacobsen como presente a cidade de Copenhagen.

No final do tour, passamos por uma lojinha de souvenirs bem legal. Ali da pra encontrar realmente tudo o que se imaginar com a marca Carlsberg. Eu comprei um moleton e uns cartões postais (tem um mais bonitinho que o outro, todos tema das campanhas publicitárias da marca ao longo dos anos).

Mas para terminar meeesmo o passeio, chegamos na parte mais esperada do tour: a degustação de cervejas! São 5 opções para escolher, entre os vários tipos de cerveja (ale, lagers) tanto da Carlsberg como da Tuborg. O ticket dá direito a provar apenas duas!

Como nos estavamos em 4 pessoas, cada um pegou uma 1 de cada, e as que a gente mais gostou, repetimos.

A fábrica da Carlsberg abre de terça a domingo (segunda-feira está fechado).

Palácio de Christiansborg, Roskilde e Icebar

Em nosso terceiro dia na Dinamarca fomos visitar o Palácio de Christiansborg. O Palácio, além de ser sede do Parlamento dinamarquês,  divide o edificio com a Suprema Corte, os escritórios do Primeiro-Ministro e os Apartamentos Reais. Nós só temos acesso os Apartamentos reais, que é composto por muuuuitas salas onde são feitas algumas recepções oficiais, audiências, entre outros.

Antigamente aqui era a residência dos reis e rainhas da Dinamarca, até que um incêndio destruiu boa parte do Palácio e a familia real teve que se mudar as pressas para o Palácio de Amalienborg.

Na entrada, vemos as ruínas do antigo Palácio Real e a medida que vamos caminhando pelo prédio vamos passando pelas salas onde acontecem as recepções reais, alguns banquetes e eventos importantes.

O Great Hall é uma das salas mais bonitas do Palácio na minha opinião, lá é onde estão expostas algumas das tapeçarias que fazem parte da coleção real. Passamos também por diversas salas onde acontecem algumas audiências ou recepções oficiais onde a Rainha recebe representante de outros governos ou diplomatas. Além, é claro de passarmos pela sala do Trono. Também podemos ver a sacada de onde a Rainha faz algumas aparições em eventos especiais para o país.

Infelizmente, por questão de segurança, não é permitido fotos no interior do Palácio. Mas foi bem interessante ter a oportunidade de ver um pouco mais do estilo dos Palácios Dinamarqueses.

Na saida, ainda passamos pela Ponte de Mármore, uma das principais pontes que liga a pequena ilha de Slotsholmen, onde fica o Parlamento, com o restante da cidade.

Depois do almoço, passamos pelo Parque Tivoli antes de ir até a Estação Central pegar o trem Inter City, que em pouco menos de 30 minutos nos levou até Roskilde.

Roskilde, além de ser uma das cidades mais antigas da Dinamarca, é uma daquelas cidades que parece que parou no tempo. As ruas ainda são de pedras, a cidade é minuscula, tornando-se ideal para simplesmente sair caminhando por ai a pé.

Com um pouco mais de 50 mil habitantes, essa cidade que foi a primeira capital da Dinamarca, acabou entrando na rota turistica do país devido as suas duas maiores atrações: a Catedral de Roskilde e o Museu de Barcos Vikings.

Os Vikings desembarcaram nessa região a mais de 1000 anos, porém as tradições e a cultura viking estão ainda muito presentes por ali.

Ao sair da Estação, nós já conseguimos ver de looonge as duas torres da Catedral que se tornaram simbolo da cidade. Foram elas que nos ajudam a chegar até lá.

A Roskilde Domkirke foi por anos a única catedral naquela região. Hoje em dia, muitas pessoas visitam o lugar, pq a maioria dos reis e rainhas da Dinamarca estão enterrados ali.

A Catedral foi interiramente construida de tijolo e além do seu estilo gótico, o seu interior é muito bem decorado.

Roskilde também tem uma localização interessante, a cidade fica as margens de um fiorde, e pra quem tiver interesse, dá até pra fazer um passeio de barco por ali… Nos acabamos não fazendo esse passeio, pq o vento tava muuuito forte, mas fica a sugestão.

Junto ao Fiode, fica o Museu dos Barcos Vikings onde estão em exposição alguns barcos vikings (originais) que foram encontrados no Fiode de Roskilde. Alguns estão mais inteiros, outros tem apenas o casco, mas eles estão lá expostos, contando um pouco dessa era, a era viking, que foi tão importante para o país.

Tem um videozinho que conta exatamente como os vikings chegaram até ali, como os barcos foram achados e reconstruídos. O video é bem curtinho, uns 15 a 20 minutos no máximo, e vale muito a pena assistir pra ter uma noção do que vamos ver enquanto percorremos o museu.

A cidade é uma excelente opção de bate-volta partindo de Copenhagen, é uma cidade pequena, fácil de percorrer e com um grande valor histórico e cultura para o país!!

De volta a Copenhagen, eu e meu irmão quisemos ir novamente a um Bar de Gelo. Eu já tinha pesquisado na internet e sabia que lá também tinha um bar. Internamente, a decoração do bar é totalmente diferente do Icebar que fomos pela primeira vez em Londres. Esse, também era um pouco menor, e tinha umas esculturas diferentes.

Infelizmente (ou felizmente) o bar estava vazio quando chegamos, assim aproveitamos para bater as fotos rapidinho, e quando fomos pegar o nosso drink no bar, começaram a chegar algumas pessoas. Mas como só é permitido ficar no máximo 45 minutos (e pra falar bem a verdade, mais que isso a gnt não aguenta), logo a gente foi embora.

Na parte de fora, tem um lojinha de souvenirs e uma área super legal pra descansar um pouquinho!

Para maiores detalhes, eu já escrevi um post sobre como foi a nossa primeira experiência no Icebar em Londres.

O badalado porto de Nyhavn!

No final da tarde fomos caminhar pelo Nyhavn, o porto da cidade de Copenhagen e um dos principais cartões postais da cidade. Quem vê o porto hoje em dia, nem imagina que até pouco tempo atrás o lugar era super mal frequentado.

O porto foi construído a muitos anos atrás, durante o reinado de Christian V, para permitir que os navios trazendo mantimentos e mercadorias em geral, pudessem chegar até o centro da cidade.

Inclusive nessa região fica uma das casas mais antigas da Europa, a construção número 9, construida em 1681, e ainda está lá, totalmente em pé e mantem exatamente o mesmo aspecto daquela época.

Uns anos atrás, o lugar teve um morador ilustre, o famoso escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Ele morou em 3 dessas casinhas, no prédio de número 20 foi onde ele escreveu seus primeiros contos, entre eles O Patinho Feio e a Pequena Sereia. Uns anos depois ele se mudou para a casa de número 67 e por ultimo, viveu seus ultimos anos de vida na casa de número 18.

Hoje em dia, o lugar é muito bem frequentado e nos meses de verão fica lotado, tanto de locais como turistas. Suas casinhas pitorescas e coloridinhas foram totalmente restauradas, dando lugar a muitos bares, restaurantes e lojinhas de antiguidade e de souvenirs.

Os restaurantes servem todos os tipos de comida, em especial os pratos tipicos da Dinamarca. E nós não deixamos passar a oportunidade de provar um dos pratos mais famosos do país, o Smørrebrød.

Um dos mais famosos restaurantes é o Nyhavn 17, mas quando estivemos lá estava lotado, então acabamos escolhendo o Leonore Christine para provar um tipico prato de lá, recomendadíssimo!

As águas do canal são tão limpas, que pra quem se atrever, dá até pra dar um mergulho.

Mas o que mantem o charme do lugar, são os barcos e iates atracados por ali…

Junto ao porto fica a praça Kongs Nytorv, e nela fica um memorial que homenageia mais de 1500 marinheiros dinamarqueses que perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Muncial.

Tour Real em Copenhagen: Amalienborg Slot, Marmorkirken e Rosenborg Slot

No segundo dia em Copenhagen, o dia amanheceu super bonito e resolvemos ir direto conhecer os Palácios Reais que ficam em Copenhagen.

Primeiro fomos ao Palácio de Amalienborg, que é desde 1794 a residência oficial dos Reis da Dinamarca. Ao contrário do Palácio de Buckingham em Londres, esse Palácio fica totalmente “aberto”, digo, não há grades separando a multidão nas ruas da porta de entrada do Palácio.

Outra coisa que chama atenção, é que na verdade o Palácio tbm tem uma distribuição um pouco atipica, são 4 Palácios distribuidos ao redor de uma pracinha com formato octogonal, onde bem no centro fica estátua do Rei Frederik V.

Os quadro Palácios, apenas dois deles estão abertos para visita, o Christian VII e o Palácio Christian VIII e nós fomos visitar!! O Palácio Christin VII é usado em recepções e eventos oficiais, e outro Palácio foi transformado em museu, e além de objetos pertencentes a familia real Dinamarquesa, ainda podemos ver exibições especiais relacionada a algum membro da familia real. Naquele ano que estivemos lá, a exibição especial era em comemoração aos 70 anos da atual Rainha, Margareth II.

O acesso ao museu é pago, é claro. E uma das coisas que achei bem legal, é que ao pagar 20 DKK a mais, a gente ganha permissão para tirar fotos (com ou sem flash) de tudo o que esta exposto no Palácio. Na hora de comprar o ingresso, já recebemos o adesivo e enquanto estivemos dentro do Palácio devemos andar com ele grudado na nossa roupa. Assim, os fiscais sabem que temos permissão para tirar fotos e não vem nos incomodar. A visita não é muito longa não, acho que não chegamos a ficar mais do que 1 hora lá dentro.

Depois de visitar o Palácio, ainda tivemos tempo de caminhar pelos Jardins reais do Palácio de Amalienborg, e dali vemos a Ópera de Copenhagen, do outro lado do canal..

Não dá pra perder a Troca da Guarda Real do Palácio de Amalienborg, que ao contrário da troca da guarda em Londres, essa é bem rapidinha e dura apenas uns 15 minutinhos. Os guardas saem do Castelo de Rosenborg e vem caminhando pelas ruas de Copenhagen, e ao meio-dia em ponto, a troca da guarda começa.

Aproveitando a proximidade, fomos conhecer a Frederiks Kirke ou também chamada de Igreja de Mármore. Como o seu domo verde enooorme, impossível não chamar a atenção de que passa pelo Palácio de Amalienborg. Internamente, a Igreja é bem pequena, mas muito bem decorada e super bonita!

Assim como eu, muita gente imagina que é nessa Igreja onde acontecem os casamentos reais, mas não é!

Para chegar até o Castelo de Rosenborg, atravessamos o jardin real mais antigo do país, o King’s Garden. O jardin é enorme e super bonito, e estava lotado de crianças aproveitando as ultimas semanas de verão.

De longe já podemos avistar o Castelo de Rosenborg que foi construido pelo Rei Christian IV ainda no século 17. Era nesse Castelo que a Familia Real passava a temporada de verão. Atualmente, o lugar foi transformado em um museu e lá estão expostos alguns objetos, obras de arte e mobilia que fazem parte da coleção da familia real da Dinamarca.

Uma das alas mais importantes do Castelo é onde estão em exibição as jóias da coroa. Podemos ver tanto as coroas antigas, como a coroa pertencente a atual Rainha Margareth II.

Forte esquema de segurança na entrada para ver as Jóias da Coroa Dinamarquesa

Também tivemos acesso ao Long Hall, onde fica o trono onde os Reis Dinamarqueses eram coroados antigamente.

Assim como acontece na visita ao Palácio de Amalienborg, no Castelo também podemos tirar foto com ou sem flash de tudo o que quisermos, mas para isso tivemos que pagar mais 20,00 DKK.

Ahhh, é legal aproveitar e visitar tanto o Palácio, quanto o Castelo no mesmo dia, pq podemos comprar um passe que dá direito a visitar os dois e o desconto é até considerável… pagamos 100 DKK, ou seja, economizamos 25 DKK!!

E pra terminar muito bem o dia, fomos caminhar e jantar no Nyhavn, o porto da cidade!

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