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The Volcano Show, em Reykjavík

Depois de voltar do tour Golden Circle.. fui dar uma ultima volta por Reykjavík, e o lugar escolhido foi o Volcano Show.

Ultimamente a Islândia tem aparecido frequentemente nas notícias devido a seus vulcões, então pq não saber um pouco mais e ter o privilégio de ver ótimas imagens?!?!?!

Volcano Show

O Volcano show está localizado no Red Rock Cinema, que fica próximo as Embaixadas da Alemanha e do Reino Unido. O lugar é um tanto quanto “escondido”, pois fica atras de uma construção, mas não tem erro, não é dificil de ver a “casinha” vermelha e assim como tudo na Islândia, o lugar é super pequeno.

Basicamente, o que é possível ver é uma espécie de documentário-show feito pelo fotografo Villi Knudsen, que conta a história dos vulcões islandeses no período referente aos ultimos 50 anos, ou seja, é possível ver de perto as imagens de vulcões como o Katla, Hekla e até mesmo a ultima erupção do vulcão Eyjafjallajokull, aquele que provocou o caos aéreo na Europa ano passado.

A parte sobre o Eyjafjallajokull foi a que mais me chamou a atenção, pois acompanhei de perto a sua erupção que aconteceu na noite de 20 de março de 2010, no geleira de mesmo nome, que está localizada beeem no sul da Islândia, no caminho que leva até a cidade de Vík. Segundo o documentário, o caos mesmo aconteceu em 15 de abril, quando uma nova e muuuito forte erupção lançou nuvens de cinzas que alcançaram de 6 a 8 km, e não foi só a fumaça, com o magma correndo na geleira, grande parte do gelo derreteu o que veio a causar enchente na região.

Red Rock Theatre

A última erupção desse vulcão tinha acontecido entre 1821 e 1823 e logo na sequencia o vulcão Katla, que fica na geleria de Mýrdalsjökull também entrou em erupção. Assim, o que eles concluem.. é que muito em breve há grandes indicios de que o vulcão Hekla entre em erupção, causando caos novamente.

O”show” é dividido em duas partes, sendo que cada parte tem duração de 1 hora… e vale muuuito a pena!! As imagens são impressionantes.

É possivel visitar durante o ano todo, porém no verão há mais opções de horários das apresentações em inglês (há apresentações também em alemão e frances), que acontecem as 11:00, as 15:00 e as 20:00. Valor de 1.300 ISK.

Endereço: Hellusund 6A, Reykjavík 101, no Red Rock Cinema.

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Hallgrímskirkja, em Reykjavík

Depois do tour pela South Coast, voltei pra Reykjavík. Aproveitando que nessa época não fica totalmente escuro, fui passear pela cidade.

A primeira parada foi na  Hallgrímskirkja ou também conhecida por Igreja Luterana de Hallgrímur, que é uma das principais igrejas da cidade e um dos principais cartões postais de Reykjavík. A igreja recebeu esse nome em homenagem ao poeta islandês Hallgrímur Pétursson.

O estilo da igreja é totalmente diferente das igrejas que estou acostumada a ver aqui na Escócia e em toda a Europa. É uma das contruções mais alta da Islândia, com 73 metros de altura.

Além dela ser totalmente branca, com formato que lembra as formações de lava ou até mesmo as colunas de basalto que estão espalhados pelo país, ela é toda feita de concreto. A sua construção também não foi tão simples de ser executada, demorou mais de 30 anos pra ficar pronta.

É possível visitar a igreja de graça, somente para ir até a torre de observação é necessário pagar. O valor é símbolo, 500 ISK, comparado com as outras atrações.

Para chegar lá, diferente da maioria das igrejas da Escócia e da Inglaterra, tem um elevador, que falicita muito a subida e ainda tem como fundo musical musica típica islandesa.

A igreja por dentro é bem simples, isso comparando com Igrejas da Escócia e da Inglaterra, como por exemplo.. não tem nenhum vitral, os vidros são todos simples.

Em frente a Igreja fica a estátua de Leif Erikson, filho de Erik o Vermelho.. os islandeses o consideram como o primeiro europeu a descobrir a América. Tanto ele, como seu pai deram inicio a serie de sagas islandesas que se tornaram super famosas em todo o mundo.

Essa estátua foi presente dos Estados Unidos em 1930, em comemoração ao milésimo aniversário do parlamento islandês, o Þingvellir, que data do ano de 930.

A igreja e a torre de observação abrem todos os dias das 09:00 as 20:00, assim é possível visitar logo depois de fazer um tour pelo país, já que fica aberta até mais tarde.

Reykjavík – Primeiro dia!

O voo entre Edimburgo – Reykjavík foi beeem tranquilo e quando estavamos quase chegando na Islândia, o avião foi passando por todo o litoral, indo de leste a oeste… as cidades ficam a beira-mar e todas tem o seu porto e um farol. Muitas partes do país são completamente desabitadas e ao longo da costa, muuitos penhascos e praias de areia preta.

Quando estavamos quase chegando no aeroporto, sobrevoamos a Blue Lagoon ou Bláa Lónið que fica na cidade de Grindavík, uma cidade minúscula de pescadores com apenas 3 mil habitantes, na península de Reykjanes. A lagoa fica no meio de um campo de lavas, sendo assim as águas são super quentes, em torno de 37 a 39 graus.. além disso, a água tem uma cor azul clara opaca incrivel e sua composição é basicamente dióxido de silício e enxofre.

Eu me contentei em ver ela do alto, pois como não pretendia entrar na água, achei q não valia a pena pagar os 30,00 euros só pra dar uma voltinha e tirar uma foto! Mas eu tirei vááárias fotos enquando estavamos sobrevoando a região. Para chegar lá, existem várias opções de ônibus que saem tanto do Aeroporto de Keflavík (13 km de distância) ou de Reykjavík (aproximadamente 40 km).

Em Reykjavík, sai caminhar e conhecer um pouco da capital islandesa. A cidade foi fundada no ano de 874 e a maior parte da cidade fica na península de Seltjarnarnes. Como “background” a cidade tem o Monte Esjan que tem aproximadamente 914 metros de altura e é possivel ver de quase todas as partes da cidade.

Duas coisas que chamam a atenção por lá são: durante o verão não há noite.. 22 horas dia e apenas 2 horas que fica um pouco menos claro, porém não chega a escurecer. Na capital moram mais de 60% da população do país, que é de apenas 300 mil habitantes.

Reykjavík se tornou a capital do país em 1845 depois do parlamento ser trasferido para lá e assim, alguns anos mais tarde foi redigida a sua primeira constituição.

Andando pela beira da Baía, fui conhecer o porto antigo da cidade.. é um porto relativamente pequeno, utilizado mais por pescadores e para o desembarque dos cruzeiros maritimos na cidade.

Nesse porto tem uma exposição sobre a inauguração da casa de show Harpa e conta através de placas informativas, como foi a Cod War entre a Islândia e o Reino Unido.

Conheci o Harpa, que tem um estilo todo diferenciado… sua estrutura é toda feita de vidro dando um aspecto bem interessante ao lugar.

De frente pro Monte Esjan, no calçadão Saebraut, fica a escultura Solfar, projetada por Jon Gunnar Arnason, que é nada mais nada menos uma homenagem aos antepassados Vikings do país.

Subindo por qualquer uma das ruas que ficam de frente para o Monte Esjan, é possível chegar na Laugavegur, que é a principal rua de comércio, com muitos bares e restaurantes.

Também fui caminhar na beira do Lago Tjörnin ou Tjörnin Pond. O lago é bem pequeno, aliás, como tudo na Islândia, e nos arredores dele ficam a Universidade de Reykjavík, a Galeria Nacional, a Prefeitura e uma igrejinha.

Atrás da prefeitura fica a Praça Austurvollur que é onde ficam a Domkirkjan, a igreja mais antiga de Reykjavik que foi fundada em 1200 e lá o hino nacional da Islândia foi tocado pela primeira vez e o Alpingi que em 1844 foi transferido para a cidade é onde atualmente está o Parlamento.

Como dá pra perceber, a cidade é bem compacta.. e é possível conhecer vários lugares em um mesmo dia, pois é tudo muuuito perto.

Islândia – Conhecendo o país

Para chegar na Islândia, os meios de transporte são: navio (através de um cruzeiro) ou avião. O país tem duas empresas aéreas: a Icelandair e a Iceland Express (empresa de baixo custo).. eu não tive muita escolha, e como já contei, fui com a Iceland Express.

Tirando os destinos suuuper tradicionais como Copenhagen, Berlim, Nova York, Toronto e Londres.. geralmente só é possível visitar o país durante o verão europeu, pois é quando essas companhias operam voos diretos para lá com “maior” frequência.

Mas antes de qualquer outra informação, devo dizer que a Islandia é membro do Acordo de Schengen, mas não faz parte da União Européia.. e os brasileiros podem entrar lá SEM visto.

Solfar, em Reykjavík

Tanto o porto quanto o aeroporto na Islândia são minusculos.. mas tudo é muito organizado e o idioma islandes (que é praticamente um pesadelo, pois é impossível de entender) não se torna um empecilho.. pois pra tudo, pra tudo mesmo há tradução para o inglês e quando não há tradução também para o dinamarques e alemão.

Como eu fui para lá de avião, de Edimburgo para Reykjavík o tempo de voo é de aproximadamente 2 horas!! E em 99% dos casos, o desembarque é feito no Aeroporto Internacional de Keflavík ou Keflavíkurflugvöllur (IATA: KEF) e esse é o  maior aeroporto do país.

O aeroporto fica meio longe do centro de Reykjavík.. a uns 48 km aproximadamente. O aeroporto tem apenas um terminal, o Leifur Eiríksson Air Terminal ou Flugstöð Leifs Eiríkssonar.. então, é muito fácil se locomover.

O free shop é relativamente grande e bem variado. A parte de eletrônicos não é muito grande.. porém a de bebidas e cosméticos são bem grandinhas! Tem uma loja dos produtos da Blue Lagoon e da 66º North (que é uma marca que vende roupas para o frio, beeeeem popular por lá).

As opções pra ir do aeroporto até o centro de Reykjavik são: táxi (aproximadamente 8.000 ISK) e o Flybus. O tempo até o centro é de aproximadamente 45 minutos e nesse trajeto já da pra ter uma idéia de como é o país.. sem árvores e com uma paisagem única.

Se a escolha for o Flybus, a primeira parada em Reykjavík vai ser na BSÍ – Bus Terminal e lá, e necessário trocar de ônibus, se o bilhete escolhido for o que para na porta do hotel/hostel/apartamento em que estiver hospedado. Na hora de comprar o bilhete, que pode ser feito no guichê ou em máquinas que estão perto do portão principal, é possível pagar tanto em coroa islandesa como em euro.

Para quem quiser se aventurar pelo país de carro… Bom, no momento como estou morando na Escócia, e como todos sabem que o trem é um meio de transporte muito utilizado por aqui, o mesmo já não acontece na Islândia!!! E foi justamente esse fato que me chamou muito a atenção. Lógico que não faria o menor sentido eles gastarem uma fortuna para montar uma rede ferroviária, pois o país está localizado numa área de intensa atividade vulcânica e onde terremotos acontecem com uma certa frequência.

A principal estrada do país!!

Então, eles utilizam o sistema chamado de Anel Rodoviário ou Ring Road da Islândia ou em islandês Þjóðvegur 1 ou Hringvegur. E esse anel é a principal estrada do país, e ela circunda toda a região habitada da ilha conecta todas as suas partes (o interior da ilha é desabitado). Essa estrada é looooonga, tem 1.337 km e tem uma pista em cada sentido, exceto perto de Reykjavík e do Tunel Hvalfjörour, onde tem 3 ou 4 faixas. As estradas são bem conservadas e muito bem sinalizadas.. com muitas placas indicando direções, pontos turisticos, dizendo se é possível e/ou perigoso visitar determinada região…

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