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Conhecendo o “lado nazista” de Nuremberg

Sou obrigada a começar esse post fazendo a maior rasgação de seda possível para uma cidade européia. Tá ai uma cidade interessantíssima, com uma história espetacular, super agradável de conhecer, com um povo bem educado e gentil, além de ser muuuito bonita! Entre as cidades da Alemanha que conheci até agora (Colônia e Munique), com certeza essa é a que mais gostei, sem duvida nenhuma. Não me arrependo de ter deixado de conhecer os Biergarten de Munique pra fazer um day trip até lá.

Nuremberg (em alemão: Nürnberg) é a segunda maior cidade da Bavária, fica atrás somente de Munique, claro. Pra quem tiver interesse de conhecer essa cidade, eu fortemente aconselharia 2 dias, um para desbravar o seu centro histórico cercado por uma muralha (que conheci bem rapidamente no final da tarde) e outro para conhecer a parte relacionada com a era nazista (que era o meu principal foco nesse passeio).

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A cidade se destacou em todo o mundo por ter sido um dos principais locais usado para os vários comícios feitos pelo Partido Nazi e ficou mais conhecida ainda após a Segunda Guerra Mundial, quando aconteceu o famoso julgamento de Nuremberg. O julgamento que levou quase 1 ano pra terminar, condenou vários oficiais por crimes de guera e crimes contra a humanidade. Então, vem muita história interessante por ai!

Mas antes de qualquer coisa, para chegar lá é bem simples: o aeroporto mais próximo com mais opções de voos vindos de diversos lugares da Europa e do mundo é o aeroporto de Munique. Como eu estava em Munique, obtei por fazer um day trip de trem até lá. A distância entre as duas cidades é de apenas 170 km que podem ser facilmente alcançados com o trem ICE – o trem de alta velociadade alemão em apenas 1 hora. Perfeito! Para maiores detalhes sobre o ICE, eu escrevi um post sobre como foi a minha experiência. Para ver esse post é só clicar aqui.

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A estação de trem central de Nuremberg (a Nürnberg Hauptbahnhof) tem uma excelente localização, fica bem em frente a um dos portões da muralha que dá acesso ao centro histórico e pra quem tiver interesse em conhecer a parte relacionada a época nazista, o ponto de tram fica quase em frente a porta principal da estação de trem.

Os dois principais motivos da minha visita em Nuremberg foram: o Centro de  Documentação no Complexo do Congresso do Partido Nacionalista (ou simplesmente Dokumentationszentrum Reichsparteitagsgelände em alemão!!!! hahaha) e a Sala 600 no Tribunal de Justiça de Nuremberg (Schwurgerichtssaal 600, no Nürnberg Justizpalast).

Esses dois lugares ficam mais afastados do centro histórico e ainda pra ajudar, cada um fica pra um lado da cidade. Mas isso não foi nenhum problema, pois o sistema de transporte público de Nuremberg é super eficiente e o que não faltam são opções para se deslocar.

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Para ir até o Centro de Documentação, eu optei por ir de tram e para ir no Tribunal de Justiça eu fui de metro. Mesmo tendo escolhido opções de transporte diferentes, eu não precisei gastar a mais por isso. O sistema de transporte público de Nuremberg é totalmente integrado, ou seja, comprando um unico bilhete (o day ticket) eu pude me locomover no meio de transporte de minha preferência.

Pra comprar o ticket do transporte público é preciso descer um andar dentro da estação de trem. As máquinas são vermelhas e existem aos montes por ali. Como eu disse, eu optei por comprar o day ticket, que me permitia andar por 24 horas na cidade, usando qualquer um dos meios de transporte.

O primeiro lugar que eu fui visitar foi o Centro de Documentação e o Campo Zepelin, ambos ficam dentro do Complexo do Congresso do Partido Nazista. Das duas opções, o museu vale muito a pena conhecer, já o campo Zepelin eu não diria a mesma coisa. Mas já que eu tava lá, pq não?

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O museu foi inaugurado em 2001, então além de ser totalmente moderno e interativo, é possivel ainda pegar um audio guide pra acompanhar o trajeto. O museu é super bem organizado e está dividido em partes e tem um sentido unico. Além dos painéis, existem diversos videos originais da época, que dão todo o um destaque ao lugar. Eu já adianto, eu levei mais ou menos umas 4 horas pra visitar o complexo todo, mas claro, eu fiz isso com muita calma.

Pra entrar no clima, a visita começa com um micro documentário de 7 minutos de duração, chamado “Fascinação e Terror”, que como dá pra imaginar, dá uma boa idéia do que estar por vir.

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Essa história toda “começou” com um incendio no Parlamento em Berlim e junto com isso também foram suspensas as liberdade de opiniao e liberdade das pessoas, além de prisões de inimigos politicos e sindicalistas. O parlamento alemão foi dissolvido, assim o governo de Hitler podia modificar e criar leis de acordo com a sua vontade. Já imaginou como a Alemanha ficou nesse periodo né?

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Mas não foi só isso, logo vieram os Campos de Concentração. Em 1933 surgia Dachau, o primeiro campo de concentração e que serviu de modelo a todos os outros. Foi um periodo de muitas desgraças, com muitos exterminios, prisões, maus tratos, doenças, experimentos em humanos, algo totalmente absurdo e impossível de entender.

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As leis e as “loucuras” impostas a popolação não paravam por ai, ainda teve a tentativa de criação da raça ariana (herdada por nascimento e somente essas pessoas tinham beneficios. As “outras pessoas” como judeus, homossexuais e deficientes fisicos e mentais eram totalmente excluidos da sociedade e eram considerados uma “raça inferior”.

E como se não bastasse tudo isso, ainda teve a época em que Hitler foi considerado o maior general de todos os tempos.

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Essa idolatria pode muito bem ser vista aqui mesmo em Nuremberg, que foi considerada uma das cidades mais importantes para o Partido Nacional Social. Era onde aconteciam os encontros e comissios desse partido.

Quem optar por conhecer o Campo Zepelin, vai ver de perto toda a estrutura (apesar de estar um pouco mal conservada e decadente) que restou dessa época de glórias. Era ali onde aconteciam as marchas pomposas do partido nazi e Hitler acompanhava tudo da tribuna principal, construida especialmente para que ele pudesse discursar e comandar tudo como se fosse um verdadeiro Deus. O acontecimento mais esperado era a abertura anual do partido, que era feita por Hitler, claro.

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Ainda tem uma ala que conta um pouco sobre a famosa “lei de Nuremberg” que fala sobre a cidadania para os judeus e a separação das raças, onde eram proibidos relaciomentos entre alemaes e judeus, assim como as relações homossexuais. Todas as pessoas até a 4 geração de uma familia de judeus eram tratados com distinção e seguiam as leis especiais.

Mas a parte mais triste dessa história toda eram os experimentos genéticos feitos em pessoas doentes em busca da cura para algumas coisas, assim como, todas as pessoas que apresentação alguma deficiencia (que não se enquadrasse ao padrao imposto pela raça ariana) eram esterilizadas para que assim, essas pessoas não tivessem descendentes. E sem esquecer da lei da eutanásia… o que não interessava, morria! Um absurdo total!

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E acha que a história termina por aqui? Nada disso! Ainda tem todas as invações nazistas comandadas por Hitler. Com o ataque da Alemanha a Polônia surge a Segunda Guerra Mudial. Também aconteceram outras invasões como na Rep Tcheca, na Austria, até chegar na União Soviética.

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E pra terminar, o Julgamento de Nuremberg, que aconteceu em 1945, no Tribunal de Justiça, onde foi instaurado um tribunal militar na sala 600. Nessa época Nuremberg se encontrava na Zona Americana de ocupação, ou seja, os americanos estavam no controle do julgamento. Era de responsabilidade dos americanos controlar o julgamento, cuidar dos presos politicos, vigiar os acusados, além de fazer toda a segurança do local. O julgamento durou quase 1 ano (de novembro de 1945 a outubro de 1946) e 21 pessoas julgadas, e dessas pessoas, apenas 3 foram declaradas inocentes.

E pra não terminar assim a visita ao museu, a ultima parte fala sobre a criação da República da Alemanha. E ainda tem a exibição “Estação, a via” que prestava uma homenagem ao 375 anos de existencia das ferrovias alemas.

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Nesse trilho através de diversos pedacinhos de papéis com o nome, data e local onde os presos nos campos de concentração morreram, foi a forma encontrada de homenagear as mais de 6 milhões de pessoas que perderam suas vidas durante o holocausto. Muito triste!!

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Como eu disse, esse museu é um belo resumo de uma parte interessantíssima dessa história trágica. A unica coisa que eu não gostei muito é que todos os painéis são escritos só em alemão, então se não pegar o audio-guia não dá pra entender nada! Mas mesmo assim, vale muito a pena! Ah, e o museu ainda conta com um café.

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Pra terminar a visita no Complexo, eu ainda caminhei nos arredores, pra conhecer o Campo Zeppelin (formado pela avenida Grosse Strasse, onde aconteciam os desfiles e comicios e a Zeppelinfeld, a tribuna de onde Hitler discursava)..

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Além de ver o Kongresshalle, um momumento nacionalista onde aconteciam encontros do partido nazista. Como dá pra ver nas fotos, a parte externa está totalmente preservada, enquanto a interna está literalmente caindo aos pedaços.

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Para ir até lá existem diversas opções, mas eu optei por ir de tram com a linha número 9, descer na parada “Doku-Zentrum”.

Depois de um lanchinho rapido, voltei a estação central de trem e lá peguei o metro para ir até o Palácio de Justiça, local onde aconteceu o famoso julgamento de Nuremberg na sala 600. Pegando a linha do metro U1 (linha verde), é só descer na estação de Bärenschanze, que já deixa a gente praticamente na porta.

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Através do Memorium Nuremberg Trialsou Justizgebäude, o Memorial do Julgamento de Nuremberg, temos acesso tanto ao museu quanto a sala 600 que está localizado no Palácio de Justiça. Logo na entrada tem o ticket office e um guarda volumes onde é necessário deixar as mochilas ou bolsas muito grandes. Junto com o valor do ticket está incluido o audio guide que pode ser tanto em inglês como em espanhol, além de ter em outros idiomas também, mas em portugues não tem ainda.

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Era agosto de 1945, e os Estados Unidos começaram a arrumar o Palácio da Justiça, para receber um dos julgamentos mais importantes do país (e do mundo): o Julgamento de Nuremberg, que aconteceu na histórica sala 600.

No total, o julgamento levou 11 meses pra terminar, ele começou em novembro de 1945 e só terminou em outubro de 1946.

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Pra ter uma idéia de toda a estrutura montada para o julgamento, ficou definido que os acusados ficariam sentados no lado esquerdo da porta principal, ou seja, no lado contrários as janelas. A principal ameaça poderia vir das janelas, com isso, as cortinas além de sempre estarem fechadas, tinham uma espécie de material a prova de balas no vidros, além de todos os soldados armados até os dentes.

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Como esperado, foi um julgamento extremamente tenso, os Estados Unidos precisou tomar conta de uma série de detalhes, como: a “carta de Londres” determinou como seria a composição do tribunal e também estabelecia que seriam julgados somente crimes entre alemães e outras nacionalidades, ou seja, crimes entre alemães foram excluidos desse julgamento. Além disso, todos os acusados de conspiração, crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade (racismo) foram julgadas baseadas nas leis anglo-americanas. Com isso, também fez-se necessário que tudo fosse traduzido em quatro idiomas, então os interpretes traduziam simultaneamente o julgamento em quatro idiomas, que além do alemão e inglês, incluiram também francês e russo. Todos os 22 acusados foram vigiados 24 horas por dia por soldados americanos.

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O julgamento também contou com gravações feitas em alguns campos de concentração e as imagens foram mostradas para todos os que estavam presentes na sala, incluindo jornalistas e as testemunhas de todos os crimes.

Além disso, alguns detalhes da sala chamam atenção, como por exemplo, a porta de entrada da sala 600 feita totalmente de granito verde, onde no topo estão duas estátuas que representam o direito alemão e o direito romano, que regem as leis alemãs, os lustres, a composição de madeira, a distribuição das partes (acusados, testemunhas e juizes), tudo tem um pq de ter sido escolhido daquela forma.

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Em resumo, a sentença final foi anunciada entre 30 de setembro e 01 de outubro de 1946, onde 12 pessoas foram condenadas a morte, 3 a prisão perpetua e 3 a muitos anos de prisão. Hitler infelizmente não estava entre eles, mas Rudolf Hess (comandante do Campo de Concentração de Auschwitz) e Hermann Göring (acessor no gabinete de Hitler), lideres e amigos direto de Hitler estavam e inclusive foram condenados.

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Ainda dei uma passadinha rapida no Memorial do Julgamento de Nuremberg, que assim como no Centro de Documentação, contava (só que mais detalhado) toda essa parte voltada ao periodo do julgamento.

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E antes de voltar a Munique, como era cedo ainda (infelizmente em novembro escurece cedo), resolvi dar uma voltinha no centro histórico que é totalmente envolta por uma muralha. Essa muralha tem mais de 4 km de extensão e vaias torres de defesa, além de alguns portões pelo qual podemos entrar.

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O centrinho é bem compacto, e pelo caminho passei pela Igreja de São Lorenzo…

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E ainda tem o Heiling-Geist-Spital, uma construção que data do século 14 e que foi construida para servir de abrigo aos pobres e necessitados…

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Um pouco antes de chegar na Igreja de São Sebaldo (que fica mais próxima ao castelo), podemos ver o Schöner Brunnen, uma fonte belíssima, totalmente decorada…

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Mas p que eu queria ver de perto mesmo era o Castelo Imperial de Nuremberg (Kaiserburg) e suas torres. Esse castelo fica no alto de uma pequena colina, bem no centro da cidade.

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E foi assim que terminou o meu dia em Nuremberg, a minha cidade preferida na Alemanha (até agora!)!

Andando de ICE – O trem de alta velocidade da Alemanha

Uma coisa que eu queria fazer quando estivesse na Alemanha era andar no trem InterCity Express (mais conhecido por ICE), considerado o trem mais rápido do país. Além disso, como nem poderia ser diferente, ele é super moderno, confortavel pontual e eficiente.

Eu usei esse trem pra fazer o trajeto entre Munique e Nuremberg, que tem a distância de 170 km, onde antigamente era feito em 2 horas, mas hoje em dia, leva apenas 1 horinha. Muito rápido, a gente nem vê o tempo passar!

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Dizem que a sua velocidade pode chegar até 320 km/h, mas no trajeto que fiz, as duas vezes que olhei no painel estava marcando por volta de 220 – 249 km/h. Não saberia dizer se o trem chegou ao seu limite máximo de velocidade ou não, mas o importante é que o deslocamente foi rápido.

Esse trem não faz apenas esse trajeto entre Munique e Nuremberg, ele cobre outras grandes cidades alemã também, como Colônia, Frankfurt, Bonn, Stuttgart, Hannover, Hamburgo, entre outras, além de ligar a Alemanha a outros países vizinhos. Então, fica a dica!

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-> As estações de trem

O ICE parte de Munique da Estação Central (Hauptbahnhof) e chega em Nuremberg na Estação Central também. Ambas as estações tem ótima localização e é possível ir a pé em praticamente todos os lugares. Quando não tem como ir a pé, as opções de metro, ônibus ou trams também estão localizadas bem próximo a essas estações.

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

-> Onde comprar as passagens

É possivel comprar a passagem pra andar de ICE tanto nas máquinas na estação, como nos guiches de atendimento ou na internet. Eu comprei a minha passagem ainda aqui no Brasil, no site da DB Bahn, a empresa responsável pela ferrovia alemã.

Eu recebi a confirmação da compra e o bilhete por email. Ai foi só imprimir e levar comigo pra apresentar quando os fiscais me pedissem dentro do trem. Muito fácil!

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-> Primeira ou Segunda Classe

Como esperado, os trens de alta velocidade da Alemanha oferecem três opções de classes: primeira classe, classe conforto (que é uma variavel dentro da primeira classe) e a segunda classe. Eu optei por fazer o deslocamento em primeira classe, mas aqui vai um descritivo breve dessas três classes:

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Primeira Classe: os bancos são de couro, o tamanho dos bancos são um pouco maiores e o espaço entre os bancos também é bom, dá até pra esticar as pernas. Fora isso, não está incluido nenhum tipo de lanche ou internet wi-fi (não nesse trajeto entre Munique – Nurembert, pq em alguns outros trajetos sim).

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Classe Conforto: Fica dentro da primeira classe, e os bancos dessa classe estão “isolados” por uma parede de vidro, dando mais “privacidade’ e garantindo assim mais silêncio.

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Segudna Classe: pelo pouco que reparei quando andei por lá, estava abarrotada de gente. Os bancos são de tecido e o tamanho dos bancos e o espaço entre eles é um pouco menos que os da primeira classe, claro.

-> Paisagens pelo caminho

Não bati nenhuma foto das paisagens pelo caminho, pq nesse dia quando sai de Munique, o tempo estava nublado e com um pouco de neblina, e ainda no meio do caminho começou a chover. Inclusive cheguei em Nuremberg, estava garoando. E na volta, como era noite, não tinha como bater foto de nada. Mas imagino que deve ser tudo muito bonito!

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-> Reservas de assento

Ao comprar o bilhete pelo site, como eu fiz, já é possível reservar o assento, claro. A configuração do vagão para primeira classe é: 2-1, ou seja, dois bancos – corredor- 1 banco. Existem bancos que vão tanto no sentido que o trem está se deslocando, quando no sentido contrario. Também existe bancos com uma mesinha no meio, tanto na primeira classe como na segunda classe.

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-> Distâncias

O tempo de viagem entre algumas cidades da Alemanha que o ICE cobre:

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Munique – Nurembert: 170 km percorridos em 1 hora;

Munique – Frankfurt: 3 horas e 11 minutos;

Munique – Hamburgo: 5 horas e 46 minutos;

Munique – Colônia: 4 horas e 38 minutos;

Munique – Berlim: 5 horas e 52 minutos;

Frankfurt – Berlim: 3 horas e 37 minutos;

Frankfurt – Colônia: 1 hora e 02 minutos;

Alguns trajetos são vantagem fazer usando o ICE, mas outros ficam quase empatados com o tempo de deslocamento feito com o avião (chegar antes no aeroporto, o tempo de voo e mais o deslocamento até o centro da cidade). Ai é só fazer as contas do tempo gasto, se o preço do bilhete tiver de acordo, o trem sempre vai ser a melhor opção, na minha opinião, claro!

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-> Bagagens

Como todos os trens europeus, o ICE também tem um compartimento especifico para colocar as bagagens, que podem ser encontrados nas extremidades de cada vagão.  E ainda tem o espaço superior ao nosso banco para colocar bagagem de mão.

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-> Outras considerações

Todos esses trens tem ar condicionado e os vidros são aprova de ruídos, então quase não escutamos barulho dos trilhos durante a viagem.

Exite um vagão chamado Bordbistro/ Bordrestaurant em todos os trajetos feitos pelo ICE. Eles servem desde café da manhã, almoço, janta ou lanches. Quem estiver na primeira classe, pode fazer o pedido no vagão-restaurante que eles levam o pedido no nosso lugar.

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Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

Roteiro: EuroTrip 2012

Are yoooouuuu ready?? Please, prepare for take off!! =))

Nossa, nem acredito que esse dia chegou!!! Quando este post for ao ar, espero já ter desembarcado no aeroporto de Heathrow e já ter pego a minha conexão rumo a Zurique, na Suíça!

Claro que o plano inicial dessa viagem não incluia a minha pessoa, afinal, eu já tinha viajado toda a minha cota para os próximos 10 anos, segundo o meu pai. Mas seria impossível eu me conformar calada, bati o pé e consegui! Eu vou também! o/

Não teria a menor graça eu organizar toda a viagem pra eles, comprar todos os tickets e ficar de fora, não é mesmo?

Essa viagem vai ser em familia, portanto, estaremos em 5 pessoas no total, além dos meus pais e meu irmão, a minha cunhada vai também!

Nós resolvemos fazer trechos diferentes com cias aéreas diferentes pq apesar da viagem ser em familia, o final dessa viagem não vai ser o mesmo pra todo mundo.

Sendo assim, eu vou viajar de British Airways e o restante do pessoal vai de TAP. Ambos vamos precisar fazer conexão para chegar no nosso destino final (ou seria incial?) que será Zurique, na Suíça.

Então, o roteiro dessa viagem ficou assim:

– 4 dias na Suíça (na parte alemã do país), com direito a um day trip para o Liechtenstein. Ainda vamos assitir um espetáculo de ballet por lá também;

De Zurique vamos pegar um trem com a SBB até Salzburgo, na Áustria.

– 4 dias em Salzburgo, sendo que ficaremos 2 dias inteiros na cidade e nos outros dois dias faremos passeios pela região;

De Salzburgo até Viena vamos nos deslocar de trem também, dessa vez vamos com a empresa austriaca ÖBB.

– 5 dias em Viena, onde ficaremos 4 dias inteiros na cidade e um dia vamos para Bratislava, na Eslováquia. E realizando o sonho da minha mãe, vamos assistir um concerto na Sala Dourada, no Musikverein.

A partir desse momento, a viagem vai ter duas direções:

– meus pais, meu irmão e minha cunhada seguem para Praga, antes de pegarem o voo de volta ao Brasil;

–  e eu? bom, a minha viagem ainda não termina por aqui.. vem mais coisas por ai! No momento certo eu conto os detalhes!

Ah, e pra quem acha que o blog vai ficar as moscas nesse tempo da viagem, o blog não vai ficar abandonado não. Alguns posts estão programados para ir ao ar nos próximos dias. E o assunto? Edimburgo e Paris!!

Obs.: no decorrer da viagem, quando possível, eu vou atualizando o Facebook e o Twitter com as novidades!

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