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Dublin e Guinness: O Ouro Negro Irlandes!

O foco principal dessa viagem à Irlanda era visitar os Cliffs of Moher, então o tempo que restou no domingo até as 16:00 horas eu aproveitei pra passear por Dublin. Olhando o mapa da cidade no Google Maps dá a impressão de que a fábrica da Guinness fica beeem longe do centro da cidade, mas nada que uns 20 minutos de caminhada não nos leve até lá e ainda pelo caminho, fui parando em alguns lugares.

Pra começar, eu aproveitei pra visitar o Dublin Castle, mas tive que me contentar em ver somente por fora, já que eu não sabia que dava pra visitar. Ao chegar lá vi uma placa dizendo que era possivel visitar todos os dias, só que aos domingos as visitas guiadas aconteciam somente pela parte da tarde. Eu que gosto tanto de visitar castelos e palácio não acreditei que dei esse vacilo tão grande, mas faz parte..

Bom, o Castelo de Dublin foi originalmente construido para ser um forte, mas ao longo dos anos a sua arquitetura exterior foi sendo alterada, chegando a se transformar em residencia real, onde morava o representante irlandes do Rei Britânico no país. Devido as transformações ao longo dos anos, hoje em dia o Castelo de Dublin nem parece um castelo propriamente dito, quando olhamos por fora. Mas eu imagino que os State Rooms devam ser super bonitos e requintados, a altura de qualquer palácio/castelo que estamos acostumados a ver por ai.

Minha próxima parada foi na Christ Church Cathedral, uma das principais igrejas do país junto com a St Patrick’s Cathedral. Na catedral podemos ver alguns manuscritos e objetos que contam um pouco da história da catedral e da cidade, na ala chamada os “Treasures of Christ Church”.

E um pouco mais adiante, cheguei na atração mais visitada da cidade: a Fábrica da Cerveja Guinness, considerado o maior símbolo nacional. Mesmo eu já tendo visitado outras fábricas de cerveja como a da Carlsberg, em Copenhagen e da Heineken, em Amsterdam, e mesmo eu não gostando muito da cerveja em si, a visita a Guinness vale muito a pena!

Pra começar o ticket pode e deve ser comprado em casa pela internet para evitar fila no local e ainda, se comprado online o valor é mais barato. Ao chegar lá, devemos trocar o voucher encaminhado por email pelo ticket, que podem ser feitos de duas formas: no guichê com as atendentes ou nas máquinas self-service. Quando eu cheguei lá (por um milagre) as máquinas estavam vazias e acabei retirando meu ticket ali mesmo.

A estrutura da fábrica, como eu já imaginava é enorme. No total são 7 andares para percorrer.

Logo na entrada, no chão, podemos ver o contrato de locação da fábrica da Guinness. Até ai nada demais. O que chama atenção é que o contrato foi assinado em 1759 por Arthur Guinness e tem duração de exatos 9 mil anos, isso mesmo: nove mil anos! Meu deus, que exagero!

Ai vem a parte em que todo mundo fica enlouquecido.. a lojinha da fábrica da Guinness. Enoooorme! Aproveitei pra comprar um imã de geladeira pra mim e umas camisetas pro meu pai e meu irmão.

Pint de Guinness enfeitando minha geladeira!

No próximo andar, conforme vamos andando vamos passando pelas exibições que contam de uma forma breve qual a importância de cada ingrediente na fabricação da cerveja mais popular e consumida do país.

Toda essa parte é bem explicada através de imagens, videos e um resuminho principal de como cada ingrediente como a cevada irlandesa (barley), as leveduras (yeast), lúpulo (hops) e água (water) contribuem para que a cerveja tenha determinadas caracteristicas de sabor e esse aspecto escuro.

Claro que a quantidade usada de cada ingrediente e a forma de preparo não estão revelados ali. Segredo absoluto!

E ao contrario do que todo mundo já chegou a pensar, a água usada na fabricação da cerveja não é retirada do rio Liffey, mas ela vem das montanhas de Wicklow que estão localizadas nos arredores de Dublin.

Na sequencia chegamos a parte denominada de “5th Ingredient” que conta um pouco da história do fundador da cervejaria, Arthur Guinness..

A próxima parte da visita vemos algums objetos e podemos aprender um pouco sobre o processo de produção da cerveja..

Também podemos ver como são fabricados os barris onde são armazenadas a cerveja..

E os meios de transportes, desde os mais simples como um cavalo e charretes até os mais antiiiigos como trens e navios que carregavam e distruiam a cerveja pelo país e pelo mundo.

Ainda tem a Guinness’ Gallery a parte que eu achei mais legal. Ali estão em exibição todas as formas de propaganda da cervejaria ao longo dos anos. E não são só cartazes e comerciais de tv, existem varios objetos e souvenirs que fizeram parte do plano de divulgação da marca.

Outra parte legal é a que mostra onde podemos encontrar as Guinness pelo mundo.. Tem até o Brasil ali!!

E pra terminar a visita: o Gravity Bar, onde podemos degustar a stout mais famosa do mundo acompanhado da vista de 360 graus de Dublin.

A Guinness Storehouse fica na St James’s Gate. Abre todos os dias da semana, exceto em alguns feriados.

Na volta pro centro da cidade, antes de pegar o ônibus pro aeroporto, ainda tive tempo de dar uma rápida passadinha pelo região dos bares e ver o Temple Bar.

Atravessando o rio Liffey, logo cheguei a O’Connell Street. Além de ser uma das principais ruas da cidade, é onde fica o Spire of Dublin e a estátua de Daniel O’Connell, um dos principais lideres católico do país.

E ainda tive tempo de ver (bem rapidamente) um pouco da Clerys, a principal loja de departamento da Irlanda.

Ticket da Guinness e o bilhete do ônibus lá de Edimburgo!

E sem tempo pra mais nada, era hora de pegar o ônibus para o aeroporto e voltar pra Escócia, pra minha felicidade e a da Oficial da Imigração da Irlanda! =)

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Rumo aos Cliffs of Moher

É inevitável! Pra mim a Irlanda é sinônimo de cerveja Guinness e de Cliffs of Moher. Lembro como se fosse hoje a primeira vez que vi uma foto dos Cliffs e desde então, sempre quis visitar a Ilha dos Leprechauns, somente pra ter o privilégio de ver esse lugar bem de pertinho.

Como eu já falei no post anterior, essa viagem deeemoroooou pra acontecer, pq precisei transferir a minha passagem. Hoje eu até acho que foi melhor assim, eu aproveitei muito mais o passeio indo na primavera do que se eu tivesse ido no inicio do inverno, como era o plano inicial.

Pra eu ir até lá, achei que era muito empenho ir por conta própria e acabei pegando um tour de 1 dia com a Paddywagon, a mesma empresa com que eu fiz o tour na Costa Norte da Irlanda do Norte. Existem vários pontos de encontro espalhados por Dublin, eu acabei optando pelo Tourist Office (Suffolk Street) pq ficava mais perto do hotel em que eu estava hospedada.

Sábado pela manhã eu literalmente madruguei. O tour tava marcado pra começar as 07:50 da matina. E pontualmente o pessoal da Paddywagon estava ali recrutando o pessoal pra ir até o ônibus que estava estacionado em uma outra rua paralela.

O tour começa com uma parada num dos lugares mais estranhos que já fui, a região do Burren onde podemos ver a Corcomroe Abbey, uma abadia em ruínas que está localizada literalmente no meio dessas colinas cinzas. O Burren é mais ou menos como se fosse um parque, só que ao invés de plantas, gramas, lagos e rios, temos pedras dominando a paisagem! Isso mesmo, são km e mais km de pedras calcária, dando uma aparência quase que lunar ao local. Estranho, não?

A partir dai, nos fomos passando pela costa oeste da Irlanda, até chegar nas formações rochosas chamadas de Baby Cliffs, uma espécie de “irmão menor” dos famosos Cliffs of Moher.

Será que tinha vento?

Nossa próxima parada antes de seguir para os Cliffs foi no vilarejo de Doolin. Ali tivemos 1 hora para almoço e foi onde conheci 4 brasileiros que também estavam no tour. Dois deles eram de São Paulo e os outros dois eram de Minas Gerais. Todos eles estavam estudando inglês em Dublin.

Antes de seguir viagem, ainda fui dar uma voltinha rápida pela cidade. Sabe aquelas cidades que a gente dá 5 passos pra esquerda e pronto, terminou a cidade?!?! Assim é Doolin.

E finalmente nossa próxima parada será os Cliffs of Moher. Os Cliffs são considerados a maior e a mais visitada atração do país. Quando chegamos lá, o guia nos deu as instruções de como visitar o local e o ingresso (que já está incluido no valor do tour) e pronto, o passeio a gente faz da forma como quiser.

Basicamente o que vamos ver por ali, além dos Cliffs (é claro), são: o Visitor Centre onde fica a Atlantic Edge Exhibition e a O’Brien’s Tower. Ah, e se ainda tiver sorte, dá pra ver os Puffins, uns pássaros de bico colorinho que habitam tanto o litoral da ilha da Irlanda como a Ilha da Grã-Bretanha (eu não tive essa sorte).

Então, como todo mundo saiu correndo pra ver os Cliffs, eu aproveitei pra ir primeiro no Visitor Centre. A construção é bem interessante, fica literalmente embaixo da terra. Logo na entrada, de um lado tem uma lojinha de souvernirs e do outro lado um restaurante e os banheiros. No centro, tem uma rampinha que dá acesso a exposição permanente Atlantic Edge.

Ali podemos aprender um pouco sobre a formação dos Cliffs que ocupam boa parte da costa oeste da ilha da Irlanda. Tem bastante fotos também e inclusive tem um videozinho que nos faz viajar pela costa da Irlanda através dos olhos de um Puffin por alguns minutos. Super legal! A musiquinha irlandesa que toca enquanto estamos ali tbm é bem bonitinha, adorei! O legal é que a exposição é pequena e as informações são bem objetivas, então a visita é bem agradável.

Saindo dali, fui caminhando pela área externa, e o vento? nossa, tava de arrancar os cabelos (literalmente). Tinha horas que o vento tava tããão forte, que era impossivel caminhar. Mesmo fazendo força contra o vento a gente não conseguia sair do lugar e se fosse a favor do vento, a gente tinha que correr, senão o vento derrubada. A situação tava beeem critica!

Eu até tinha pensado em visitar a O’ Brien`s Tower, mas com aquele ventão todo eu não tive coragem, preferi observar só por fora mesmo.

E por ultimo… Os Cliffs of Moher, que dispensam qualquer apresentação! Lindíssimos! As formações rochosas são realmente impressionantes! E a altura? Os Cliffs se estendem por 8 km com uma media de altura de 120 metros, porém no ponto mais alto, onde fica a O’Brien`s Tower, ele chega a mais de 200 metros de altura. Incrível!

E pra terminar o tour, ainda tivemos tempo de dar uma passadinha na cidadezinha de Newmarket-on-Fergus para visitar o Bunratty Castle, um dos castelos normandos mais poulares da Irlanda. Eu apenas caminhei ao redor do castelo, não me interessei por visitar o interior.

No trajeto de volta pra Dublin, o guia colocou umas músicas típicas da Irlanda pra gente ouvir. Gostei da maioria delas, e assim como eu disse no post sobre o tour na costa norte da Irlanda do Norte, eles deveriam vender um CDzinho no final.. =)

Esse tour tem saida diária de Dublin, custa 45,00 euros  onde está incluido o ticket para o Cliffs of Moher, porém não está incluido os ticket para visitar a O’Brien`s Tower e ao Bunratty Castle que devem ser adquiridos em separado.

Roteiro: Irlanda – A terra dos Shamrock, dos Leprechauns e da Harpa Céltica

Depois de voltar a Edimburgo com o meu visto renovado, a primeira viagem que eu tinha agendado era pra Irlanda.

Na verdade essa viagem era pra ter acontecido em dezembro de 2010, mas devido as nevascas que surpreendeu todo mundo, tanto na Escócia como no Reino Unido em geral, eu achei que era mais sensato transferir esse voo, mesmo correndo o risco de não conseguir renovar o meu visto no Brasil.

Cliffs of Moher

Sendo assim, eu remarquei essa viagem para maio, 2 semanas antes do casamento real entre o Principe William e Kate já que era a única opção que me restou para esse mês.

Na hora de comprar a passagem, as unicas opções de voos direto que eu encontrei entre Edimburgo e Dublin foi com as cias aéreas Irlandesas: Ryanair e Aer Lingus. Sabendo que a Ryanair é uma das principais cias aereas de baixo custo na Europa, eu sempre tava de olho nas promoções, mas de tanto ler posts falando super mal deles, eu acabei optando por voar com a Aer Lingus.

O’Connell Street

Bom, os aviões da Aer Lingus eram beeem antigos, até me deu a impressão de que eram aviões que um dia já pertenceram a outras companhias aéreas, já que essa empresa é até relativamente nova no pedaço. O voo felizmente não tava lotado e lembro que foi bem tranquilo.

Como toda cia aérea de baixo custo, se o passageiro quiser comer ou beber alguma coisa é preciso pagar. Nesse caso, eles aceitam tanto euros como libras e ainda, dava pra passar o cartão de crédito. Eu que já estava acostumada a voar com a Easyjet, achei tudo super normal.

O tempo de voo entre Edimburgo e Dublin é muito rápido, em questão de 50 minutos eu estava desembarcando no Aeroporto Internacional de Dublin (IATA: DUB).

Um detalhe que acho importante comentar é sobre a imigração, mesmo eu tendo visto de estudo pro Reino Unido, eu tive que responder umas 500 perguntas mais ou menos. A oficial de imigração me pediu umas 3 vezes até que dia eu ia ficar na Irlanda e ainda, antes de terminar a entrevista, ela me pediu se eu iria ficar no país até na segunda-feira e eu disse que não, eu iria ficar até domingo final da tarde. As vezes é bem frequente essa pegadinha de jogar uma data, pq se a pessoa tá nervosa, acaba não prestando atenção e confirma sem saber. Então, é sempre bom ficar ligado! Ainda ela pediu o nome e o endereço do hotel que eu iria me hospedar, pediu se eu tinha conhecidos no país e pediu também pra eu falar tudo o que eu iria fazer por lá durante o final de semana. Em resumo, ela me deu o visto somente até o dia 16 que era segunda-feira (mas eu ia ficar até dia 15, domingo) e me disse apontando pro visto e me olhando bem séria: “Se vc ficar aqui na Irlanda além do tempo permitido, dia 16 de maio, vc estará ilegal, ok?”

Nossa, fiquei indignada com todo esse exagero. Não sei exatemente o pq ela implicou comigo, mas imagino que seja pq sou brasileira. A presença de brasileiros por lá é altíssima e tem muitos que estão em situação irregular. Ou talvez ainda, eles estivessem fazendo jogo duro pq a Rainha Elizabeth II estava chegando no país no dia seguinte. Sei lá!

Eu fiquei tão indignada, que nem reparei na estrutura do aeroporto e se alguém me pedir alguma coisa, não consigo lembrar de nenhum misero detalhe.

Bom, assim como em Edimburgo, o aeroporto é relativamente perto do centro da cidade, aproximadamente uns 10 km. As duas únicas opções de transporte que temos são: táxis e ônibus. Eu acabei dando preferência por pegar o ônibus, chamado de Airlink (ao clicar nesse link, já da pra comprar o ticket). O trajeto já é pré-determinado, no total são seis paradas, na chegada eu desci / peguei o onibus de volta sempre na O’Connell Street. O ônibus é bem novo, tava lotado e tem uma telinha pra gente ir acompanhando o trajeto, que não leva mais do que 20 minutos. E se comprar o return ticket o valor sai mais barato do que se comprar o ticket individual. Melhor impossível!

Ah, um detalhe, como o aeroporto de Dublin tem dois terminais, o ônibus sai do terminal 1, passa no terminal 2 e segue pro centro da cidade. Na volta é o contrário, então é bom saber de ante-mão qual o terminal que sai o voo de volta pra não ter que caminhar muito.

O roteiro desse final de semana ficou assim:

Mapa retirado do site cliffsofmoher.ie

Na sexta-feira como meu voo chegou relativamente cedo, por volta das 16:00, eu larguei minhas coisas no hotel e sai fazer um reconhecimento da cidade. Caminhei pelo centro, onde tudo gira em torno da O’Connell Street e da Grafton Street. Jantei e fui pro hotel domir, pq no outro dia tinha que levantar super cedo.

No sábado fiz o tour “1 Day Cliffs of Moher from Dublin” com a mesma empresa que eu fiz o tour na costa da Irlanda do Norte, a Paddiwagon. No tour, além de conhecer os Cliffs, ainda passamos pelo vilarejo de Doolin, pela região do Burren e pelo Bunratty Castle.

Dublin Castle

No domingo, como meu voo saia somente no finalzinho da tarde, aproveitei pra visitar a fábrica da Guinness, o Dublin Castle e a Christ Church Cathedral. Também tive tempo de caminhar pela região do Temple Bar e de dar mais uma voltinha pela O’Connell Street, onde conheci a maior loja de departamento do país, a Clerys e ainda bati umas fotos do Spire of Dublin.

Minha opinião sobre a cidade: no geral, achei a cidade bem normalzona, nada de especial que mereceria um grande destaque. Muuuuitos brasileiros por todas as partes, inclusive em alguns momentos tive a impressão de que tava no Brasil (não to exagerando), pq era bem frequente ouvir português nas ruas, lojas e restaurantes.

Obs.: Pra quem ficou curioso.. Shamrock são os trevos de 3 folhas, os Leprechauns, bem.. segundo a lenda, são duendes que tem acesso aos tesouros da ilha Esmeralda (Irlanda) e a harpa céltica, acredito que não seja necessário maiores detalhes, mas em caso de duvida, é só olhar o símbolo da cerveja Guinness!

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