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Lucerna: Subindo o Monte Pilatus

As primeiras coisas que eu lembro quando penso na Suíça são: chocolates da Lindt e Alpes suíços. A primeira vez que eu estive lá foi em dezembro de 2011, onde visitei somente Genebra e Lucerna. Naquele dia que fui a Lucerna, a intenção era visitar o Monte Pilatus também, mas infelizmente não foi possível pq o tempo não colaborou (uma forte neblina). Mas nessa última EuroTrip, em outubro do ano passado, o tempo tava excelente (céu azul e muuuito sol) e o passeio finalmente se realizou!

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O Monte Pilatus faz parte dos Alpes Suíços e os seus 2.132 metros de altura faz com que seja possível ver ele de quase todas as partes a partir de Lucerna. Pra identificar qual daquelas montanhas todas que circundam Lucerna é o Monte Pilatus é bem simples, parado em frente a uma das entradas da Ponte da Capela, a montanha é que fica bem atrás da Torre da Água (ao menos foi o que me disseram a última vez que estive lá).

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Pra comprar os tickets (transporte + entrada pro Monte Pilatus) o jeito mais fácil foi, ao desembarcar na estação de trem de Lucerna, foi só procurar pelo Centro de Informações Turísticas. É bem tranquilo comprar ali, normalmente não tem filas gigantescas e o atendimento é bem rapidinho. O nome do passe que compramos foi Silver Round Trip, que faz o trajeto entre Lucerna – Kriens – Pilatus – Alpnachstad – Lucerna (mas pode ser vice-versa também) de trem e não com barco.

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Existem duas formas de chegar lá a partir de Lucerna: de ônibus + bondinho (via Kriens) ou de trem/barco + trem alpino (via Alpnachstad). O trajeto que nos pareceu ser mais interessante foi esse:

– pegamos um ônibus de linha (número 1) que sai bem em frente a estação de trem de Lucerna (é preciso atravessar a rua) até Kriens, onde descemos na parada ‘Linde Pilatus’. Esse trajeto é relativamente curto e leva uns 15 minutos. Ai é só caminhar um pouquinho e logo chegamos na estação de teleférico que fica na base do Monte Pilatus;

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– na estação do Monte Pilatus, fomos até a bilheteria e apresentamos o ticket genérico (transporte + acesso ao Monte Pilatus) que a moça do Centro de Informação Turística nos deu e recebemos o ticket de entrada do Monte Pilatus;

– com o ticket em mãos, é só liberar a catraca, entrar na primeira cabine do teleférico que aparecer e curtir a primeira parte da subida;

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– a primeira parte da subida sai da estação base do Monte, passa pela estação de Krienseregg (mas não é preciso descer aqui nessa estação) e segue até a estação de Frakmuntegg. Esse trajeto leva uns 20 a 25 minutos. E nessa etapa do trajeto já estamos a 1.416 metros de altura;

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– ao chegar na estação de Frakmuntegg, aqui sim é preciso descer e trocar de teleférico. É preciso ter o ticket em mãos, pq vai ser necessário liberar outra catraca para ter acesso ao outro teleférico. O outro teleférico vai fazer o trecho Frakmuntegg – Pilatus Kulm. Esse trajeto é mais rapidinho e tem duração de apenas 5 minutos.

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Chegando no topo do Monte Pilatus, existem algumas trilhas pra fazer e assim, é possível chegar outros picos um pouco maiores. No dia da nossa visita, o maior pico tava fechado, então só foi possível ir até os outros 3 picos. Claro que as trilhas são bem suaves, parecem rampas levemente inclinadas. Nos fizemos as três trilhas e só assim foi possível ter uma visão 360° da paisagem.

monte pilatus foto retirada do site skisw

foto retirada do blog turismoindependente

Muito melhor do que ficar arrumando adjetivos pra elogiar a paisagem, as fotos vão falar mais do que mil palavras…

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Além das trilhas, existem dois hotéis, alguns restaurantes e uma loja de souvenirs bem grandinha até. Após conhecer todo a estrutura do Monte Pilatus, resolvemos ficar mais um tempo por ali apreciando a vista e nada melhor do que fazer isso em um dos seus restaurantes. O escolhido foi o Restaurante Bellevue, que como o próprio nome já diz, é de onde se tem (mais) uma ótima visão de todo os Alpes.

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Esse restaurante funciona no estilo self-service, então era só escolher as comidas e as bebidas e pagar. O local é relativamente grandinho, então quase nunca tem fila pra esperar por uma mesa. Ao menos quando a gente esteve lá, a coisa funcionou super bem. A comida servida é típica da parte alemã do país, com muita salsicha e batata rosti. As cervejas também são muito boas.

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Quando terminamos de almoçar, já estava começando a se formar uma fila pra pegar o trem alpino e resolvemos aproveitar e descer também. Os horários de descida não são tão frequentes, então cada trem alpino desce a cada 40 minutos.

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E pro nosso passeio ficar completo, resolvemos descer através do trem alpino, que na verdade, nada mais é do que o trem que desce por uma linha que é considerada a mais inclinada do mundo, com 48% de declive máximo. Lembro que enquando estavamos ali batendo umas fotos, ficamos olhando um desses trenzinhos descer e olha, parece que o trem não vai conseguir descer e vai despencar no meio daquelas montanhas a qualquer momento.

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Esses trens alpinos são chamados assim, pq eles são um pouco diferentes dos outros trens, já que eles tem rodas dentadas pra que eles consigam se deslocar com segurança nessa linha super inclinada. Claro que o trem anda numa velocidade bem tranquila, nem teria como ser diferente. Mas que deu um medão, ahhh, isso deu!

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O trem alpino tem parada final dentro de uma outra estação base do Monte Pilatus. Para chegar na estação de trem de Alpnachstad, é só atravessar uma pracinha e esperar o trem que segue pra Lucerna chegar!

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Em resumo: É um passeio imperdivel! As opções de transporte e a estrutura do Monte Pilatus são excelentes. Vale muito a pena conhecer!!

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Lucerna

O outro dia amanheceu chovendo em Genebra, e assim, resolvi pegar um trem e fui para a parte Alemã da Suíça, mais precisamente em Lucerna! Em exatas 2 horas e 50 minutos eu estava lá!

Lucerna!

Lucerna!

Lembro que enquanto planejava a viagem à Suíça, olhei umas mil vezes os mapas do Google, e anotei tudo, pra não me perder, pois eu ainda tinha uma pequena esperança de que as cidades Suiças não fossem tãão pequenas como todo mundo já tinha me dito.

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E realmente, todas são pequenas, quer dizer, Genebra (segunda maior cidade do país ) era, Lucerna também, com os seus 76 mil habitantes, é uma cidade que está localizada bem no meio dos Alpes, as margens do rio Reuss, que deságua no Lago dos Quatro Cantões ou para os mais familiarizados, o Vierwaldstättersee!

Mapa com o nome de todas as montanhas, lagos, rios, cidades ao redor de Lucerna!

Como está na parte Alemã da Suíça, a lingua oficial é o alemão, mas todo mundo fala Inglês super bem. Deu pra se virar tranquilamente!

Torre da Água

Tudo em Lucerna gira em torno do rio e da Ponte da Capela, e pra onde quer que se olhe (em Genebra também foi assim), lá estão elas, as muitas montanhas e com o seus topos cobertos com neve!

A Ponte da Capela, de outro ângulo

Saindo da estação de Lucerna, aquela preparação toda e ver o Google Maps muitas vezes não saiam da minha cabeça, só de colocar a cabeça na porta da Estação, praticamente já vi todas as principais atrações da cidade (hehehe)!

A Estação de Trem de Lucerna

Comecei atravessando a ponte e segui andando pelas margens do rio, apreciando a vista dos Alpes e fui  conhecer a Hofkirche, com suas duas torres pontudas, também são um simbolo da cidade! Essa é considerada uma das igrejas mais valiosas da época do renascimento alemão.

Fiquei imaginando como seriam essas árvores no verão...

Hofkirche

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Mas a grande atração de Lucerna fica por conta da Torre da Água, e a Ponte da Capela, que é totalmente feita de madeira. A ponte é super antiga, e foi construída ainda no século 14 para ligar a Cidade Velha com a Cidade Nova, cruzando o rio Reuss.

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Totalmente feita de madeira meeesmo!

E a água bem limpinha!

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E ainda tem mais, por toda a sua extensão, no teto, ficam 111 pinturas do século 17 e mostram uma parte da história da Suíça e da cidade. Em 1993, uma parte da ponte pegou fogo, e dos 111 painéis, 81 pegaram fogo e ficaram totalmente danificados, restando intactos os que estão mais nas extremidades da ponte.

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Em algumas partes os painéis foram retirados pra restauração

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A parte que pegou fogo!

Foto da noite em que pegou fogo!

Atualmente, os painéis que não sofreram danos e que estão nas extremidades da ponte, são os originais. A parte que estão sem os painéis, vão ficar assim, para que o incendio naquela noite não seja esquecido!

Praticamente em frente a Ponte da Capela fica a Igreja Jesuíta de Lucerna, com seu estilo barroco, dizem ser uma das Igrejas mais bonitas do país.

Igreja Jesuíta de Lucerna

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E o ultimo lugar que visitei foi a Muralha (Musegg Wall), formada por suas 9 torres. A muralha também foi construída no século 14 e está praticamente intacta.

A muralha

O ínicio

Sinalização

Como era inicio de dezembro, periodo de inverno na Europa, a muralha estava fechada pra visitas, porém, há um caminho alternativo, que dá pra caminhar ao redor da muralha, mas pelo lado de fora! E vale a pena!

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As Nove Torres, na frente de um restaurante

E foi assim, que terminou o dia em Lucerna, mas antes de voltar para a Estação de Trem, ainda tive tempo de parar em uma das milhares de lojinhas que vendem chocolates, souvenirs…

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Para chegar em Lucerna, comprei o ticket na estação de trem de Genebra, nas máquinas mesmo. O trajeto é direto, ou seja, não precisa trocar de trem.

Roteiro: Schwiiz, Suisse, Svizzera ou Svizra??? Suíça!

Sexta-feira passada terminou meu curso de inglês e eu resolvi dar mais uma voltinha por aí, e o destino escolhido: Suíça!

Suíça!

Sempre tive vontade de conhecer o país, principalmente Genebra e nem sei pq! Mas sempre que me perguntavam onde queria ir se um dia fosse pra Europa, Genebra sempre aparecia na listinha.

Comprei a passagem pela Easyjet com meeeeses de antecedência e finalmente no domingo eu fui!

Um mapinha pra se localizar.. Suíça!

O roteiro ficou assim:

– domingo: como cheguei depois do almoço, ainda tive tempo de dar uma voltinha pela cidade, de caminhar pela Rue du Rhône e ver as vitrines mais bonitas (e super enfeitadas pro Natal) das marcas mais famosas e “desejadas” do mundo!! Caminhei também um pouco pelas margens do rio e fui pro Hotel. Adorei o hotel que eu fiquei, apesar de não ser na beira do Lago Léman (hehehehe) era bem localizado e super moderninho!

– segunda-feira: em Genebra, caminhei pela cidade, fui no Muro da Reforma Protestante que fica no Parque Bastions, fui no Jardim Inglês e na Catedral de St Pierre, antes de fazer o tour guiado na ONU;

Lucerna

– terça-feira: madruguei e peguei o trem (estava super ansiosa pra andar de trem na Suíça) e fui pro lado Alemão do país, mais especificamente em Lucerna. Passei o dia todo lá, caminhando pelas ruazinhas, na margem do rio/lago… até que qdo começou a escurecer, peguei o trem de volta pra Genebra;

– quarta-feira: fiquei em Genebra, fui nos mercadinhos de Natal e caminhei pelas margens do Lago Léman e queria ter visto o Jeu d’Eau, mas não foi dessa vez, ele não tava funcionando, pois estava em manutenção.. mas não tem problema, assim tenho motivos pra voltar uma próxima vez, né?! =)

As placas das ruas são todas assim.. sempre com uma explicação!

A cidade tem apenas um Aeroporto, o Aeroporto Internacional de Genebra, também conhecido como Cointrin e fica conveninentemente localizado a apenas 4 km da Estação Central de Trem de Genebra, chamada de Cornavin e sendo assim o trajeto é feito em apenas 6 minutos.. Muito tranquilo!

Relógios por toooodas as partes!

… por todas as partes meeesmo!

Genebra não tem metro, mas tem um serviço de Tram bem eficiente que te leva por todos os cantos de forma beeem rápida!!

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Suíça. O país não faz parte da União Européia, mas  desde 2005 faz parte do Espaço Schengen, então existe a livre circulação!

Placa dos carros

A Suiça é um país super pequeno, meio “complicadinho” a primeira vista, com vários idiomas oficiais, dando uma falsa impressão de que ninguém vai te entender e/ou vc vai ser entendido, mas na prática as coisas são bem diferentes, e no final das contas, todo mundo se entende, e muito bem!

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