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Como andar de trem na Áustria e entre a Suíça e a Áustria

Uma das coisas que mais fizemos nessa EuroTrip 2012 foi andar de trem. E motivos foi o que não faltou pra justificar essa escolha: muitas opções de destinos, horários, pontualidade, comodidade, eficiência, deslocamentos rápidos, entre outros.

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Então, nesse post eu vou escrever sobre a nossa experiência em nos deslocar de trem entre Zurique, na Suíça e Salzburgo, na Áustria, mas também vou aproveitar para escrever como foram os nossos deslocamentos entre Salzburgo e Innsbruck e de Salzburgo a Viena, já que o tipo de trem e os procedimentos foram os mesmos.

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Tanto a Suíça como a Áustria tem uma malha ferroviária de dar inveja. Todas as grandes cidades e praticamente todos os vilarejos desses dois países tem sua própria estação de trem, o que facilita muito os passeios entre essas cidades.

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A empresa responsável pelos trens na Suíça é a SBB – CFF – FFS, já na Áustria quem cuida desse departamento é a empresa ÖBB.

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→ As estações de trem

Estação Central de Zurique (Zürich HB) é a maior e uma das principais estações de trem da Suíça. Tem uma localização excelente, literalmente no meio da cidade e bem perto de todas as principais atrações da cidade. Em Zurique, praticamente tudo relacionado a transportes em geral (trens, trams e ônibus) estão reunidos ali ou nos seus arredores. Essa estação é relativamente grande, mas não é tão grande quanto a estação de Waterllo ou a Victoria Station em Londres, mas pros padrões suíços, eu diria que ela é gigante. Pra quem chega de avião ou de trem, inevitavelmente vai passar por ela. O balcão de informação tem funcionários bem prestativos e que nos fazem morrer de inveja, já que eles falam muitos idiomas (como por exemplo: alemão, francês, italiano, inglês e espanhol), o guiche de atendimento eu achei relativamente pequeno, muitas vezes as filas eram tão grandes que pra não perder tempo, quando nós precisavamos comprar algum ticket nós usamos as máquinas. O melhor horário pra comprar passagem diretamente nos guiches é a noite, mas só depois das 20:00, antes disso é praticamente impossível. Uma coisa que eu gostei MUITO, foi o fato de ter uma Sprüngli bem no meio da estação. Aproveitei pra passar ali todos os dias pra comprar alguma coisinha pra comer durante o day trip do dia. Mas pra quem acha que não vale a pena desembolsar uma certa fortuna por um lanche da Sprûngli, existem muitas outras opções de restaurantes e barraquinas vendendo todos os tipos de coisas, principalmente pretzels. A estação tem um andar subterraneo também, onde podemos encontrar muitas lojas, lojinhas de souvenirs, lanchonetes e os guarda-volumes.

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Estação Central de Salzburgo (Salzburg Hbf) também é a principal estação de trem da cidade. Ela fica um pouco mais afastada do centro da cidade, mas o transporte público é muito bom e eficiente. O deslocamento até o Centro Antigo de Salzburgo leva uns 10 minutos, mais ou menos. Quando nós estivemos lá, em outubro de 2012, a estação estava passando por uma reforma. A parte que já está pronta ficou super bonita e bem moderninha. Mesmo Salzburgo sendo considerada uma “cidade grande” na Áustria, a estação de trem é super pequena. Como em todas as estações da Europa, existem tanto os guichês como as máquinas pra comprar ou retirar os tickets comprados pela internet, inclusive tem uma parte dedicada especialmente pra venda de passagens pra Alemanha, com a DB Bahn, já que Salzburgo fica bem próximo da fronteira com a região da Bavária. Pra quem precisar comprar alguma coisa pra viagem, dentro da estação tem um supermercado, uma livraria e uma lojinha de souvernirs.

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Estação Central de Trem de Innsbruck (Innsbruck Hbf) ao contrario da estação de Salzburgo, a estação de Innsbruck ainda não passou por uma reforma. A sua localização é bem central, dá pra ir caminhando até o Centro Antigo da cidade, onde estão as principais atrações turísticas. Nessa estação também existe um supermercado, um Mc Donalds e mais algumas lojinhas. Junto a estação também fica o Terminal de ônibus da cidade.

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Estações de Trem de Viena: enquanto a estação de trem central de Viena (Südbahnhof) não fica pronta, as estações mais utilizadas atualmente pra quem chega a cidade vindo de trem, seja da Suíça, da Alemanha ou da Rep Tcheca vão ser as estação Westbahnhof ou a Meidling. Como nós chegamos na cidade vindos de Salzburgo, o desembarque foi feito na Westbahnhof, considerada uma das maiores estações de trem de Viena. São dois ou três andares, além parte dedicada ao sistema de metro da cidade. Nessa estação sim eu recomendo chegar com uma certa antecedência por dois motivos: como a estação é relativamente grande, pode ser um pouco confuso se deslocar por ali e pq existem varias lojas (de roupas, calçados, souvenirs e lanchonetes), parece até um shopping center. Quem vem do centro da cidade pra pegar algum trem ali, vai precisar subir dois andares por escadas rolante até chegar nas plataformas dos trens. Em horário de pico a estação também fica lotada e com fila pra tudo, inclusive pra subir as escadas. Então fica a dica: importantíssimo chegar com tempo pra não correr o risco de perder o trem!

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→ Onde comprar as passagens

As passagens de trem podem ser compradas de três maneiras: na internet, nas máquinas e nos guichês de atendimento. Quem preferir comprar os tickets pela internet como nós fizemos, a melhor opção é comprar diretamente no site da empresa responsável pelos trens de cada país. Na Suíça os tickets estão a venda no site da SBB – CFF – FFS  e na Áustria, podem ser encontrados no site da ÖBB.

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Assim como na grande maioria dos outros países europeus, as passagens de trem quando forem compradas pela internet, vão estar disponíveis apenas com 90 dias de antecedência da data desejada pra viagem.

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Lembro que quando começamos a organizar essa viagem, o site da ÖBB era a versão antiga, bem confusa de comprar os ingressos. Mas quando faltava uns 70 dias pra nossa viagem, eu entrei no site pra fazer os orçamentos e ver as opções de horários e qual não foi a minha surpresa ao ver que tudo tinha mudado. O site ficou excelente, muito mais fácil de navegar.

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Apenas faço um alerta pra quem for comprar as passagens por esse site da ÖBB com relação a reserva de assentos: essa opção está disponível mas ela fica meio “escondida”, bem no final da página.

→ As passagens de trem

Logo após comprar as passagens de trem pela internet, tanto no site da SBB quanto no site da ÖBB, nós recebemos um email com todas as passagens e um recibo da compra. As informações contidas nas passagens estavam todas escritas em alemão, o que muitas vezes não facilitava muito a nossa vida. Afinal, quem sabe qual é a palavra em alemão equivalente a plataforma, assento, vagão e coisas desse tipo?

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As passagens são nominais, ou seja, o nosso nome deve ser preenchido exatamente igualzinho como está no passaporte. Durante todas as viagens, os funcionários do trem passam conferindo as passagens e pedem pra verificar o nosso passaporte também.

Quanto ao recibo da compra, é importante levar junto, não pelo fato de que ele vá provar que realmente a passagem foi paga, mas pq é ali que estão todas as informações importantes da viagem, como horário de saida e chegada do trem, platarfoma, números dos nossos assentos e a classe escolhida (1st class ou standard).

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Quando os bilhetes são comprados na própria estação, todas as informações necessárias estão no próprio bilhete. Dentro do trem, nesse caso, nunca foi solicitado o nosso passaporte.

→ Primeira ou Segunda Classe

Como eu já comentei no inicio desse post, os deslocamentos que fizemos foram entre cidades principais. O primeiro trajeto foi entre Zurique e Salzburgo (trecho só de ida), fizemos também o trajeto entre Salzburgo e Innsbruck como um day trip (trechos de ida e volta) e por fim, o ultimo trajeto foi entre Salzburgo e Viena (apenas a ida).

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Sabiamos que o valor da passagem é um pouco mais caro quando comprado somente um trecho, mas não tivemos outra opção. Então o jeito foi se conformar com esse detalhe.

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Enquanto montavamos o roteiro, a primeira coisa que pesquisamos foi o tempo de viagem entre essas cidades, então baseado nisso definimos fazer o seguinte:

– trecho Zurique – Salzburgo compramos na 1 classe;

– trecho Salzburgo – Innsbruck compramos na 2 classe;

– trecho Salzburgo – Viena preferimos comprar na 1 classe também.

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Como nós tivemos a oportunidade de andar nas duas classes, foi possivel fazer um comparativo. Na verdade, o Railjet foi o trem usado em todos esses trajetos. Ele é um trem de alta velocidade e é super novinho. Exceto as diferenças obvias, ambas as classes são muito boas. As principais diferenças são:

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– na 1 classe ou 1st class: a configuração do vagão é 2-1, ou seja, 2 poltronas – corredor – 1 poltrona, as poltronas são de couro, tem mais espaço pras malas, existe um cardápio especial com diversas opções pra quem quer almoçar/jantar ou apenas fazer um lanchinho (o preço é bem tranquilo, não é nada um absurdo do tipo “impagavel”), tem tomada pra carregar celular/notebook e geralmente o vagão esta mais vazio.

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– na 2 classe ou standard class: a configuração do vagão é 2-2, ou seja, 2 poltronas – corredor – 2 poltronas, as poltronas são de tecido, um funcionário passa com um carrinho carregado de salgadinhos, bolachas, chocolates e bebidas e quase sempre todas as poltronas estão lotadas.

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– em ambas as classes: existe opção de 4 lugares com mesinha no meio e os bancos individuais ou duplos no sentido que o trem vai ou no sentido contrario. Ah, e em nenhuma das classes é oferecido internet wi-fi, seja incluido no valor da passagem ou como opção pra quem quiser comprar separado (como existe nos trens que fazem o trajeto entre Londres e Edimburgo).

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→ As paisagens pelo caminho

Todo mundo tá cansado de ouvir falar que o interior da Suíça é lindíssimo. Sim, isso é verdade! O interior da Áustria é igualmente bonito também. Portanto, esse trajeto entre a Suiça e a Áustria rendeu ótimas fotos, né?

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→ Reservas de assento

Em todos esses trechos que fizemos foi possível escolher o tipo de vagão que queriamos e reservar os nossos assentos e o melhor de tudo, sem custo extra. Nesse trem em especial, o Railjet, existem dois tipos de vagões, um com configuração de poltronas normais e outra pra deficientes fisicos ou visuais, que inclusive permitem acesso ao cão-guia no trem, com espaço reservado.

É altamente recomendado reservar os assentos, primeiro por questão de comodidade e em segundo lugar, principalmente pra quem vai viajar na segunda classe, já que ela costuma sempre estar lotada.

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Quem comprar as passagens pela internet, como nós fizemos, tem como reservar no próprio site das empresas da Suíça ou da Áustria. É importante ficar ligado no site da ÖBB, a empresa responsavel pelos trem da Áustria, pq o campo que precisamos marcar pra ter acesso a página vamos fazer escolher e reservar os nossos assentos fica meio escondida, como eu já comentei no inicio deste post. Sendo assim, se não prestar bem atenção, esse detalhe passa completamente despercebido. Digo isso, pq aconteceu com nós, quando eu fui comprar o trecho entre Viena e Praga. Depois pra conseguir reservar esses assentos foi um stress, tive que trocar milhões de emails e tive que confimar tudo mil vezes pra conseguir fazer isso. Então, muita calma e atenção nessa hora!

→ Distâncias

Aqui vai uma listinha com a distância e o tempo do trajeto feito com trem entre:

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Zurique a Salzburgo são 485km e o tempo de viagem é de 5 horas e 18 minutos em trem direto e de alta velocidade (railjet), se tiver conexão, o tempo pode ser ainda maior.

Salzburgo a Innsbruck são 165 km e o tempo de viagem é de 1 hora e 49 minutos, fazendo o trajeto com trem direto e de alta velocidade (railjet).

Salzburgo a Viena são 315 km e o tempo de viagem fica em 2 horas e 22 minutos, em um trajeto direto e feito com trem de alta velocidade (railjet)

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→ Bagagens

Uma das maiores vantagens de viajar de trem na Europa é com relação a bagagem. Como as bagagens não são pesadas e geralmente não há uma politica muito rigida com relação a esse assunto, é possivel viajar com nossas malas sem preocupações extras.

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Nos trajetos entre Zurique e Salzburgo e Salzburgo e Viena, nós tivemos que levar as nossas malas junto, então mesmo com os nossos assentos reservados, nós preferimos chegar com uma certa antecedência, em torno de uns 20 a 30 minutos, pra conseguir colocar nossas malas nos lugares apropriados.

Uma outra dica legal é, pra quem resolver reservar os assentos, a informação de onde estão os locais especiais pra colocar as malas estão indicados, então é sempre bom escolher as poltronas próximas a esses lugares. Não que as pessoas vão roubar as malas, mas é sempre bom não dar bobeira e ficar de olho, né?

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Já no trecho entre Salzburgo e Innsbruck que nos fizemos como um day trip, não levamos as malas, então não precisamos nos preocupar com esse detalhe.

Na Escócia (e no Reino Unido em geral) a configuração do lugar pras malas são sempre nas extremidades de cada vagão, mas nesse trem em especial (Railjet), esses lugares estavam disponiveis tanto nas duas extremidades como no meio do vagão.

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→ Outras considerações

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Por exemplo no trajeto entre Zurique e Salzburgo, que foi mais longo, o funcionário passou conferir nossas passagens 2 vezes;

– não é necessário fazer check-in e não precisamos ser revistados como acontece em aeroportos;

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– é só chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência (e na estação de trem Westbahnhof em Viena com uns 30 minutos de antecedência) apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo para se deslocar até lá com calma;

–  nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. E em todas as estações de trem da Suíça é preciso pagar pra usar o banheiro, já nas da Áustria eu não percebi (se alguém tiver essa informação, favor compartilhar!);

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– ambas as empresas de trem, tanto da Suíça como da Áustria tem aplicativos para o celular que ajudam muito durante a viagem, especialmente quando for um day trip, onde é possível comprar o trecho da volta sem definir o horário. Nesse caso, o aplicativo ajuda bastante a se programar e não perder muito tempo esperando o próximo trem.

Miniguia: Andando de trem na Suíça

Desde que nasci que eu escuto todo mundo falar que os melhores trens do mundo estão na Suíça. Dizem que o sistema é pontual, rápido, eficiente e caro. Sim, tudo isso é verdade! Mas tirar bom proveito da situação é sempre bom conhecer todas as regrinhas. E quanto mais detalhes, melhor!

Eu to longe de ser uma especialista em andar de trem na Suíça, mas depois de duas viagens, uma em dezembro de 2011 e outra em outubro do ano passado e vários bate-voltas, eu já consigo me virar muito bem.

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A Suíça é um país relativamente pequeno (pra ter uma idéia do tamanho, é bem menor do que Santa Catarina), onde é possível atravessar o país de norte a sul e leste a oeste em pouquíssimas horas. O sistema ferroviário do país tem mais de 4 mil km de extensão e cobre todo o país.

As principais vantagens de viajar de trem pela Suiça são:

– praticamente todas as cidade do país tem sua estação de trem própria, são mais de 760 no total;

– as distâncias entre as principais cidades (Berna, Genebra, Zurique, Lugano, Basiléia) não são grandes;

– a principal empresa de trem do país é a SBB – CFF – FFS;

– os trens da SBB – CFF – FFS são novos, modernos e bem confortáveis.

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Então, pra nos brasileiros que não estamos acostumados a andar de trem, essa é mais uma ”modalidade de transporte” que podemos considerar quando estivermos viajando pela Suíça. Aliás, na minha opinião, essa é a melhor opção de deslocamento.

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• As estações de trem •

Praticamente todas as cidades da Suíça tem sua estação de trem principal, geralmente chamada de Estação Central de Trem, onde na parte francesa do país também pode ser chamada de Gare ou de Hauptbahnhof na parte alemã ou ainda de Stazione na parte italiana do país.

Estação de Trem de Zurique

Estação de Trem de Zurique

Normalmente essas estações estão super bem localizadas, bem no centro da cidade. São bem estruturadas, com guiches de atendimento, máquinas que vendem passagens, restaurantes, bares, centro de informação turistica, guarda-volumes, posto de saúde, telefones e banheiros.

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Geralmente quem chega a Suíça por via aérea, quase sempre desembarca nos aeroportos de Genebra ou de Zurique. Eu já estive nesses dois aeroportos e ambos tem sua estação de trem. Os trens que partem tanto do aeroporto de Genebra quanto de Zurique obrigatóriamente passam pela estação central de trem das duas cidades e de lá seguem suas rotas.

Estação de Trem de Berna

Estação de Trem de Berna

Chegando na Estação de Trem Central de cada cidade, as opções de transporte público (trams e ônibus) pra se deslocar até o hotel ou qualquer outro lugar são excelentes.

• As passagens de trem •

Existem dois tipos de passagens que podemos comprar pra andar nos trens suíços: trecho a trecho ou os passes. Uma das principais vantagens de comprar a passagem trecho a trecho é pra quem não vai viajar muito pelo país e vai se deslocar apenas entre duas cidades (trajeto de ida e volta), por exemplo: um day trip entre Zurique e Berna. Por outro lado, os passes foram criados para favorecer o maior número de viagens dentro de um periodo X de dias, com um valor bem mais interessante.

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Nas duas vezes que eu estive na Suíça, ambas as vezes eu montei base em uma cidade (na primeira viagem em Genebra e na segunda viagem em Zurique) e de lá fiz os bate-voltas pelas redondezas. Ainda não tive a oportunidade de usar o Swiss Pass (passe de trem feito especialmente para os turistas, já que moradores não podem compra-lo), mas conheço bastante gente que já utilizou e que acharam que o custo x beneficio funcionou muito bem.

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Existem três formas de comprar as passagens:

– diretamente em qualquer estação de trem da Suíça, seja na estação de trem do aeroporto ou a estação central de cada cidade. Em todas as estações existem os guiches de atendimento e as máquinas (com opções de idiomas em alemão, francês, italiano e inglês);

– através do site da Rail Europe, onde a principal vantagem é que o site é todo em português, porém a desvantagem é que exige planejamento, já que é preciso ter tempo de sobra pra receber as passagens em casa (são enviadas pelo correio) e ainda contar com algum imprevisto;

– no aplicativo de celular ou no site da SBB – CFF – FFS, ainda quando estiver aqui no Brasil ou até mesmo quando já estiver na Europa. Os bilhetes são enviados por email e precisamos imprimi-los.

Um outro detalhe importante é que, é possível comprar ticket com o horário de ida definido e o horário da volta em aberto. Claro que o valor vai ser um pouquinho mais caro, mas evita de ter que sair correndo ou perder o trem, pq o passeio está sendo agradável.

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Obs. 1: lembrando que é necessário ter um cartão de crédito internacional em mãos pra fazer qualquer compra no exterior;

Obs. 2: as máquinas na estação de trem aceitam dinheiro e cartão de crédito;

Obs. 3: as passagens estão disponíveis para serem compradas no site com 90 dias de antecedência da data da viagem;

Obs. 4: ao comprar bilhetes do tipo trecho a trecho é sempre bom comprar a passagem ida e volta, assim o valor sai mais barato.

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• As plataformas •

Uma coisa que achei super interessante nas plataformas das estações de trem da Suíça é que, os painéis com as informações referentes ao próximo trem que vai partir dali dividem o trem e as plataformas da estação em setores, que vão de A a D, onde cada setor indica qual vagão (1st ou 2nd class) vai parar ali. Na plataforma também vão existir plaquinhas indicando esses setores (de A a D).

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Ah, pra quem for pegar trem na parte alemã do pais, para saber se está na plataforma certa, é só procurar pela palavra “gleis” que o número da plataforma vai estar ao lado.

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• Os trens •

Existem diversos tipos de trem: os de alta velocidade, os regionais, os noturnos e os panorâmicos.

Em ambas as viagens que fiz a Suíça, os bate-voltas seriam entre cidades consideradas principais, então sempre fiz questão de pegar trens de alta velocidade, pra que os deslocamentos fossem mais rápidos, evitando ao máximo perder tempo com isso.

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Os trem de alta velocidade que fazem rotas somente dentro da Suíça são: Regio Express, Regio, InterCity e o InterRegio. Geralmente são esses trens que fazem os trajetos direto, de forma mais rápida e custam um pouco mais caro. Na maioria das vezes os trens vão ser InterCity (IC) ou InterReggio (IR), pois eles fazem o trajeto entre as principais cidades da Suíça.

Outra coisa que vale destacar é que no verão, os trens tem ar condicionado e no inverno, é claro, tem calefação. Uma maravilha!

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• Vagões do trem: Primeira ou Segunda Classe e Vagão restaurante •

Praticamente todos os trens da Suíça tem a mesma configuração: vagões de primeira classe, vagão restaurante (também chamado de Bistro) e os vagões de segunda classe. Por exemplo, dentro desses vagões ainda existe a “modalidade” de vagão “Quite Zone” (vagão silencioso).

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Nem todos os trens oferecem os vagões quite zone, mas todos eles ofrecem as opções de primeira classe (1st class) ou segunda classe (2nd class). As duas principais diferenças entre elas são: preço e quantidade de pessoas.

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Em todos os bate-voltas que fizemos nos sempre escolhemos andar de segunda classe, por dois motivos: a diferença de preço entre as duas classes é consideravel (quase 50% mais caro pra ir na 1st class) e como todos os trens são relativamente novos, os assentos da segunda classe eram bem confortáveis também.

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Obs. 1: em todos os trens, funcionários passam com carrinhos vendendo lanches e bebidas por tooodos os vagões também (além do vagão restaurante).

Obs. 2: alguns vagões transportam bicicleta e carrinhos de bebê.

Obs. 3: os vagões que transportam bicicleta vão estar sinalizados na porta;

Obs. 4: os vagões estão identificados com o número 1 (quando for 1s class) e com o número 2 (quando for 2nd class) na porta.

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• Reserva de assento •

Somente os trens que fazem grandes deslocamentos, normalmente nos trechos entre Suiça – Outro País é exigido a reserva de assentos. Nos trens de curta distância, como a maioria dos bate-voltas que fizemos não é necessário reservar lugar. Claro que pra conseguir um assento livre, quanto mais longe o vagão estiver do inicio da plataforma, maiores as chances de conseguir um lugar pra sentar.

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• Distâncias •

A maioria das cidades suíças ficam muito próximas uma das outras, então as distâncias são pequenas. É importante prestar atenção se o trajeto vai ser direto ou com conexão, pois isso interfere e muito no tempo de viagem e no valor da passagem.

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As principais distâncias são:

Zurique – Berna: 1 hora e 07 minutos (trem direto);

Zurique – Genebra: 2 horas e 38 minutos (trem direto);

Zurique – Basiléia: 1 hora e 04 minutos (trem direto);

Zurique – Lugano: 2 horas e 44 minutos (trem direto);

Zurique – Lucerna: 50 minutos (trem direto);

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Zurique – Interlaken Ost: 1 hora e 55 minutos (com uma conexão);

Zurique – St Moritz: 3 horas e 21 minutos (1 conexão);

Zurique – Chur: 1 hora e 15 minutos (trem direto);

Zurique – Zermatt: 3 horas e 11 minutos (1 conexão);

Berna – Genebra: 1 hora e 41 minutos (trem direto);

Berna – Lucerna: 1 hora (trem direto);

Genebra – Montreux: 52 minutos (trem direto);

Genebra – Lausanne: 44 minutos (trem direto);

Genebra – Lugano: 5 horas e 51 minutos (2 conexões);

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• Bagagem •

Em todos os deslocamentos que fiz entre cidades suíças, eu nunca precisei levar mala, pois os passeios eram do tipo day-trip, então eu só levava minha bolsa. Mas claro que percebi que boa parte dos turistas carregam malas, pq estão usando o trem pra se deslocar de uma cidade pra outra e seguir viagem em frente. Como em todos os trens da Europa, todos os trens suíços tem espaços especificos destinados as malas. Não existe limite de peso e quantidade de mala, mas sempre é bom usar o bom senso e carregar no máximo 2 ou 3 malas.

Se as malas forem pequenas,  existe um espaço acima do nosso banco onde podemos (e devemos) colocar nossa bagagem, porém se as malas forem grandes, existem compartimentos especificos nas duas extremidades de cada vagão especialmente pra elas.

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• Outras considerações •

– não é necessário fazer check-in e não somos revistados como acontece em aeroportos;

– é recomendado chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência, apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo suficiente para se deslocar até lá;

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Logo que o trem parte, um funcionário passa conferindo o bilhete, porém é possível que outro funcionário passe novamente, dependendo do trajeto;

– nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. Para usa-los é necessário pagar.

Lucerna: Subindo o Monte Pilatus

As primeiras coisas que eu lembro quando penso na Suíça são: chocolates da Lindt e Alpes suíços. A primeira vez que eu estive lá foi em dezembro de 2011, onde visitei somente Genebra e Lucerna. Naquele dia que fui a Lucerna, a intenção era visitar o Monte Pilatus também, mas infelizmente não foi possível pq o tempo não colaborou (uma forte neblina). Mas nessa última EuroTrip, em outubro do ano passado, o tempo tava excelente (céu azul e muuuito sol) e o passeio finalmente se realizou!

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O Monte Pilatus faz parte dos Alpes Suíços e os seus 2.132 metros de altura faz com que seja possível ver ele de quase todas as partes a partir de Lucerna. Pra identificar qual daquelas montanhas todas que circundam Lucerna é o Monte Pilatus é bem simples, parado em frente a uma das entradas da Ponte da Capela, a montanha é que fica bem atrás da Torre da Água (ao menos foi o que me disseram a última vez que estive lá).

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Pra comprar os tickets (transporte + entrada pro Monte Pilatus) o jeito mais fácil foi, ao desembarcar na estação de trem de Lucerna, foi só procurar pelo Centro de Informações Turísticas. É bem tranquilo comprar ali, normalmente não tem filas gigantescas e o atendimento é bem rapidinho. O nome do passe que compramos foi Silver Round Trip, que faz o trajeto entre Lucerna – Kriens – Pilatus – Alpnachstad – Lucerna (mas pode ser vice-versa também) de trem e não com barco.

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Existem duas formas de chegar lá a partir de Lucerna: de ônibus + bondinho (via Kriens) ou de trem/barco + trem alpino (via Alpnachstad). O trajeto que nos pareceu ser mais interessante foi esse:

– pegamos um ônibus de linha (número 1) que sai bem em frente a estação de trem de Lucerna (é preciso atravessar a rua) até Kriens, onde descemos na parada ‘Linde Pilatus’. Esse trajeto é relativamente curto e leva uns 15 minutos. Ai é só caminhar um pouquinho e logo chegamos na estação de teleférico que fica na base do Monte Pilatus;

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– na estação do Monte Pilatus, fomos até a bilheteria e apresentamos o ticket genérico (transporte + acesso ao Monte Pilatus) que a moça do Centro de Informação Turística nos deu e recebemos o ticket de entrada do Monte Pilatus;

– com o ticket em mãos, é só liberar a catraca, entrar na primeira cabine do teleférico que aparecer e curtir a primeira parte da subida;

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– a primeira parte da subida sai da estação base do Monte, passa pela estação de Krienseregg (mas não é preciso descer aqui nessa estação) e segue até a estação de Frakmuntegg. Esse trajeto leva uns 20 a 25 minutos. E nessa etapa do trajeto já estamos a 1.416 metros de altura;

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– ao chegar na estação de Frakmuntegg, aqui sim é preciso descer e trocar de teleférico. É preciso ter o ticket em mãos, pq vai ser necessário liberar outra catraca para ter acesso ao outro teleférico. O outro teleférico vai fazer o trecho Frakmuntegg – Pilatus Kulm. Esse trajeto é mais rapidinho e tem duração de apenas 5 minutos.

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Chegando no topo do Monte Pilatus, existem algumas trilhas pra fazer e assim, é possível chegar outros picos um pouco maiores. No dia da nossa visita, o maior pico tava fechado, então só foi possível ir até os outros 3 picos. Claro que as trilhas são bem suaves, parecem rampas levemente inclinadas. Nos fizemos as três trilhas e só assim foi possível ter uma visão 360° da paisagem.

monte pilatus foto retirada do site skisw

foto retirada do blog turismoindependente

Muito melhor do que ficar arrumando adjetivos pra elogiar a paisagem, as fotos vão falar mais do que mil palavras…

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Além das trilhas, existem dois hotéis, alguns restaurantes e uma loja de souvenirs bem grandinha até. Após conhecer todo a estrutura do Monte Pilatus, resolvemos ficar mais um tempo por ali apreciando a vista e nada melhor do que fazer isso em um dos seus restaurantes. O escolhido foi o Restaurante Bellevue, que como o próprio nome já diz, é de onde se tem (mais) uma ótima visão de todo os Alpes.

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Esse restaurante funciona no estilo self-service, então era só escolher as comidas e as bebidas e pagar. O local é relativamente grandinho, então quase nunca tem fila pra esperar por uma mesa. Ao menos quando a gente esteve lá, a coisa funcionou super bem. A comida servida é típica da parte alemã do país, com muita salsicha e batata rosti. As cervejas também são muito boas.

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Quando terminamos de almoçar, já estava começando a se formar uma fila pra pegar o trem alpino e resolvemos aproveitar e descer também. Os horários de descida não são tão frequentes, então cada trem alpino desce a cada 40 minutos.

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E pro nosso passeio ficar completo, resolvemos descer através do trem alpino, que na verdade, nada mais é do que o trem que desce por uma linha que é considerada a mais inclinada do mundo, com 48% de declive máximo. Lembro que enquando estavamos ali batendo umas fotos, ficamos olhando um desses trenzinhos descer e olha, parece que o trem não vai conseguir descer e vai despencar no meio daquelas montanhas a qualquer momento.

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Esses trens alpinos são chamados assim, pq eles são um pouco diferentes dos outros trens, já que eles tem rodas dentadas pra que eles consigam se deslocar com segurança nessa linha super inclinada. Claro que o trem anda numa velocidade bem tranquila, nem teria como ser diferente. Mas que deu um medão, ahhh, isso deu!

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O trem alpino tem parada final dentro de uma outra estação base do Monte Pilatus. Para chegar na estação de trem de Alpnachstad, é só atravessar uma pracinha e esperar o trem que segue pra Lucerna chegar!

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Em resumo: É um passeio imperdivel! As opções de transporte e a estrutura do Monte Pilatus são excelentes. Vale muito a pena conhecer!!

Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

Roteiro: EuroTrip 2012

Are yoooouuuu ready?? Please, prepare for take off!! =))

Nossa, nem acredito que esse dia chegou!!! Quando este post for ao ar, espero já ter desembarcado no aeroporto de Heathrow e já ter pego a minha conexão rumo a Zurique, na Suíça!

Claro que o plano inicial dessa viagem não incluia a minha pessoa, afinal, eu já tinha viajado toda a minha cota para os próximos 10 anos, segundo o meu pai. Mas seria impossível eu me conformar calada, bati o pé e consegui! Eu vou também! o/

Não teria a menor graça eu organizar toda a viagem pra eles, comprar todos os tickets e ficar de fora, não é mesmo?

Essa viagem vai ser em familia, portanto, estaremos em 5 pessoas no total, além dos meus pais e meu irmão, a minha cunhada vai também!

Nós resolvemos fazer trechos diferentes com cias aéreas diferentes pq apesar da viagem ser em familia, o final dessa viagem não vai ser o mesmo pra todo mundo.

Sendo assim, eu vou viajar de British Airways e o restante do pessoal vai de TAP. Ambos vamos precisar fazer conexão para chegar no nosso destino final (ou seria incial?) que será Zurique, na Suíça.

Então, o roteiro dessa viagem ficou assim:

– 4 dias na Suíça (na parte alemã do país), com direito a um day trip para o Liechtenstein. Ainda vamos assitir um espetáculo de ballet por lá também;

De Zurique vamos pegar um trem com a SBB até Salzburgo, na Áustria.

– 4 dias em Salzburgo, sendo que ficaremos 2 dias inteiros na cidade e nos outros dois dias faremos passeios pela região;

De Salzburgo até Viena vamos nos deslocar de trem também, dessa vez vamos com a empresa austriaca ÖBB.

– 5 dias em Viena, onde ficaremos 4 dias inteiros na cidade e um dia vamos para Bratislava, na Eslováquia. E realizando o sonho da minha mãe, vamos assistir um concerto na Sala Dourada, no Musikverein.

A partir desse momento, a viagem vai ter duas direções:

– meus pais, meu irmão e minha cunhada seguem para Praga, antes de pegarem o voo de volta ao Brasil;

–  e eu? bom, a minha viagem ainda não termina por aqui.. vem mais coisas por ai! No momento certo eu conto os detalhes!

Ah, e pra quem acha que o blog vai ficar as moscas nesse tempo da viagem, o blog não vai ficar abandonado não. Alguns posts estão programados para ir ao ar nos próximos dias. E o assunto? Edimburgo e Paris!!

Obs.: no decorrer da viagem, quando possível, eu vou atualizando o Facebook e o Twitter com as novidades!

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