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Londres: 15 bate-voltas de trem!

Normalmente quando eu viajo pra alguma capital da Europa ou até mesmo pra alguma cidade maiorzinha que seja rodeada por outras cidades menores interessantes, eu sempre coloco no roteiro pelo menos um bate-volta pra poder conhecer um pouco do interior daquele país.

Londres oferece uma gama enorme de bate-voltas que podem ser feitos usando tanto trem como os ônibus. Sempre que possível eu dou preferencia pra utilizar o trem, já que no UK eles geralmente são super pontuais e cobrem praticamente o país todo.

Aqui nesse post estão listados todos os bate-voltas que eu já fiz partindo de Londres, onde apenas 3 desses eu fiz partindo de Edimburgo (Manchester, Blackpool e York), mas não precisa se preocupar, é totalmente possível fazer a partir de Londres também.

Parliament Square - Londres

Parliament Square – Londres

Ainda existem muitos destinos que eu gostaria de conhecer, mas enquanto eu não risco todos da minha listinha interminável, aqui vão algumas sugestões:

Bath é uma das cidades mais bonitas que conheci na Inglaterra. A cidade ganhou fama por ter sido (e ainda continuar sendo) um destino de férias de ricos e famosos, além das termas romanas, Jane Austen e das construções feitas de pedras de cor amarelada.  Pra chegar lá de trem é bem simples: os trens partem de Londres da estação de Paddington e em aproximadamente 1 hora e 20 minutos estamos desembarcando na estação de Bath SPA, localizada no centro da cidade.

As principais atrações da cidade são: as Termas Romanas, a Bath Abbey, Pulteney Bridge (um dos cartões postais da cidade), Royal Crescent e o The Circus.

Blackpool é uma das cidades mais populares do Reino Unido quando o assunto é diversão e praia. Inclusive Blackpool é a maior rival de Brighton nesses dois quesitos. Pra quem nunca tinha ouvido falar nessa cidade, ela está localizada na costa oeste da Inglaterra, um pouco acima do País de Gales e muito perto de Liverpool.

Pra ir até lá de trem, apesar do trajeto não ser direto (é preciso fazer uma troca em Preston), o tempo de viagem é de aproximadamente 2 horas e 30 minutos. Os trens partem da estação de Euston em Londres e o desembarque deve ser feito (na minha opinião) na estação Blackpool North, que é a que fica mais próxima ao centro da cidade (uns 10 minutos caminhando).

A grande atração de Blackpool é a sua costa, que é banhada pelo geladíssimo mar da Irlanda. Existem alguns pier com restaurantes e atrações. Ah, e é claro que não dá pra esquecer da principal atração da cidade: a Torre de Blackpool, uma versão inglesa da Torre Eiffel.

Brighton uma cidade a beira-mar que fica no sul da Inglaterra a menos de 1 hora de Londres. Para chegar lá é bem fácil, pois os trens da empresa First Capital Connect são diretos e partem da estação de London Bridge, em Londres com uma boa frequencia diaria.

As principais atrações da cidade são: o Royal Pavilion, um palácio de estilo totalmente atipico, podemos caminhar pela região chamada The Lanes, com ruazinhas medievais super bonitinhas e ainda é possivel conhecer uma típica praia inglesa, com pedras (ao inves de areia) e se divertir e fazer compras no Brighton Pier.

Brighton

Brighton

Dover (a unica cidade que eu ainda não escrevi aqui no blog) fica no sul da Inglaterra e o tempo de viagem de Londres até lá vai depender de qual estação for a escolhida. Se o trem partir da Victoria Station o trajeto vai ser feito em aproximadamente 2 horas, se a escolhida for a Charing Cross o tempo tbm é grande, em torno de 1 hora e 50 minutos. Quem optar por ir a partir da St Pancras Station (como eu fiz), o tempo cai significativamente e fica em 1 hora a viagem.

As 2 principais atrações da cidade são: o Castelo de Dover e os White Cliffs. Mas caminhar pela cidade também tem seu charme e ver de perto as praias com “areia de pedra” também pode ser um ótimo programa.

Hampton Court Palace foi o palácio onde o Rei Henrique VIII morou com Ana Bolena. Fica a uma curta distância de Londres, aproximadamente 30 minutos de trem. Existem trens direto ou com 1 conexão, então é bom ficar ligado na hora de comprar o bilhete. Todos os trens partem da estação de Waterloo, em Londres.

Basicamente a nossa visita se resumiu ao Hampton Court Palace, onde podemos visitar as partes internas do palácio e aprender um pouco sobre a polêmica história de vida do Rei Henrique VIII e suas 6 mulheres. Ah, os jardins do palácio são imperdíveis!

Liverpool é sinonimo de Beatles, mas a cidade tem muito mais a oferecer. Eu estive duas vezes lá e em ambas as vezes inclui no meu roteiro tanto atrações relacionadas com os Beatles (eu não seria nem louca de não fazer isso!) como outras atrações. Praticamente 99% das pessoas que vão a Liverpool vão visitar o Beatles Story, uma especie de museu que conta toda a trajetoria dos integrantes da banda desde o inicio até as suas carreiras solos hoje em dia. Além disso, fiz também o Magical Mystery Tour também. Fui duas vezes no The Cavern e ainda me hospedei no “Hotel dos Beatles”, o Hard Days Night Hotel. Mas além disso, visitei a Radio City Tower, uma torre de TV que porporciona ótimas fotos de toda Liverpool, conheci também o  Merseyside Museum (que conta um pouco da história tragica do Titanic), caminhei pela região da Albert Docks e conheci as duas principais igrejas da cidade.

Para chegar lá partindo de Londres é tranquilo, apesar de eu não ter feito esse trajeto, pois eu fui de Edimburgo a Liverpool, as principais informações sobre esse trajeto são: o tempo de viagem é de 2 horas (se o trem for direto) ou de 2 horas e 30 minutos (se tiver conexão pelo caminho). Os trens partem de Londres da estação de Euston e chegam em Liverpool na estação de Lime Street. O trajeto será feito pela empresa Virgin Trains.

Manchester além de ser famosa por causa dos times de futebol, teve uma importancia muito grande para o mundo, foi onde a revolução industrial começou. Um pouco dessa história pode ser vista no MOSI, o museu de ciência e industria da cidade. Ainda tem a região de Castelfield, que está relacionada com a ocupação dos romanos na cidade e ainda existem resquicios a serem vistos por ali. E como eu fiquei pouco tempo na cidade, pq o meu objetivo era apenas ver o show do Belle & Sebastian, o que eu conseguisse ver seria lucro. Ainda caminhei pela praça que fica em frente ao City Hall  onde estava acontecendo um mercadinho de Natal super interessante e muito bem organizado.

Mesmo eu não tendo feito esse trajeto a partir de Londres, as informações essenciais são: todos os trens partem de Londres da estação de Euston, o trajeto leva aproximadamente 2 horas e como Manchester tem varias estações de trem, eu aconselho a desembarcar na Piccadilly Station, que além de ser a maior estação da cidade, está super bem localizada.

Manchester City Hall

Manchester City Hall

Norwich, ganhou fama por causa da mostarda inglesa. Para ir até lá, a viagem tem inicio na estação de London Liverpool Street e dura 1 hora e 50 minutos.

A cidade é super pequena e é possível conhece-la rapidamente. As principais atrações da cidade ficam por conta do Castelo de Norwich, a sua catedral, a galeria Royal Arcade onde fica o Colman’s Mustard Shop and Museum. Outro lugar legal de caminhar é pelos corredores aperdados do Norwich Market, que fica em frente ao City Hall. E pra terminar o dia, nada melhor do que caminhar pelas ruas medievais de Elm Hill, um dos lugares mais bonitos e tranquilos da cidade.

Oxford os 100 km que separam Oxford de Londres podem ser facilmente percorridos de trem. O trajeto pode levar desde 1 hora até 1 hora e 50 minutos, dependendo do horário escolhido e se tiver conexão no meio do caminho. Todos os trens partem de Londres da estação de Paddington e chegam na única estação de trem de Oxford.

As principais atrações da cidade são: os 38 colleges (especialmente o de Christ Church, onde foram filmadas cenas do Harry Potter como Hogwarts) que fazem parte da Universidade de Oxford, uma das mais tradicionais do Reino Unido. Alguns colleges estão aberto para visita, não são todos. Ainda podemos conhecer a Radcliffe Camera que fica na Radcliffe Square, bem no centro da cidade, a Igreja de St Mary, a Biblioteca Bodleian (mas não é possivel visitar o seu interior) e a Bridge of Sighs.

Stonehenge é um dos lugares mais populares para fazer um bate-volta a partir de Londres, sejam por brasileiros ou não. Existem duas formas de ir até lá: de ônibus ou de trem. Independente de qual opção for a escolhida para a primeira parte do trajeto, a primeira parada vai ser na cidade de Salisbury. Para a segunda parte do trajeto é necessário pegar o ônibus “The Stonehenge Tour” que vai até a bilheteria/lojinha de souvenirs/cafeteria do lugar.

Obs: quem resolver fazer a primeira parte do trajeto de trem, vai ser preciso caminhar um pouquinho até chegar na Bus Station pra pegar o ônibus The Stonehenge Tour.

Ao comprar o ticket, o ingresso da direito ao audio-guia em diversos idiomas, mas em português ainda não tem. A visita dura mais ou menos uns 30 a 40 minutos. Se tiver chovendo não é uma boa idéia passear por lá, pq como é um campo aberto, venta muito e as vezes nem mesmo o guarda-chuva dá conta.

Stonehenge

Stonehenge

Stratford ano passado durante as Olimpíadas em Londres o mundo inteiro estava ligado nessa região da Inglaterra. Explico: esse é o lugar onde está localizado o Parque Olímpico que foi palco de competições em diversos esportes, além de ter recibido as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas. Mas além do Parque Olímpico, grudado fica outra grande “atração” do país, o Westfield Stratford City, atualmente o maior shopping da Europa.

Para chegar lá é muito simples. Os trens partem de Londres da Estação de St Pancras e em menos de 15 minutos a gente já está desembarcando na estação de Stratford Internacional. Mas claro que esse trajeto não precisa ser feito obrigatoriamente de trem, pode ser feito também de metro, DLR e ônibus.

Stratford upon Avon é a cidade natal de Shakespeare, então como esperado, tudo por ali vai girar em torno desse grande escritor britânico. As principais atrações da cidade ficam por conta das cinco casas onde ele morou, também visitamos a Igreja onde ele foi batizado e está enterrado e aproveitamos pra caminhar pelo centrinho da cidade, que diga-se de passagem é a coisa mais linda desse mundo. Parece coisa de cinema!

Para chegar lá a partir de Londres, os trens partem de duas estações, a Euston e a Marylebone. A melhor opção, na minha opinião, seria pegar o trem que parte da estação de Marylebone, pq há opção de fazer o trajeto com um trem direto. O tempo de viagem é de 2 horas. Antes de chegar em Stratford upon Avon, é importante saber que existem duas estações de trem na cidade, então a melhor opção é desembarcar na estação chamada somente de “Stratford upon Avon Station”.

Warwick é uma outra cidadezinha que fica pro lado oeste da Inglaterra. Para chegar até lá, o ideal é pegar o trem na estação de Marylebone. O trajeto dura em torno de 1 hora e 20 minutos para trens diretos e 1 hora e 40 minutos quando os trens fizerem uma conexão. Importante saber que Warwick também é servida por duas estações, então é bom escolher a estação chamada “Warwick” simplesmente, pra não ter problemas.

O grande detaque da cidade fica por conta do Castelo de Warwick e da sua catedral. Vale muito a pena passar uma tarde por lá, com certeza!

Windsor fica a 48 km de Londres, ou seja, é uma cidade que pode ser facilmente incluida em um roteiro na Inglaterra, além de ser uma ótima oportunidade de andar de trem e conhecer as paisagens do interior do país. O jeito mais fácil de chegar até lá partindo de Londres é de trem. Existem dois tipos de trajeto: o direto, que partem da estação de Waterloo e os com uma conexão (de aproximadamente 8 minutos na cidade de Slough) que partem da estação de Paddington. Em Windsor existem duas estações de trem, então a melhor opção é desembarcar na estação chamada “Windsor & Eton Central” que fica praticamente de frente pra entrada principal do Castelo de Windsor, é só atravessar a rua.

A principal atração da cidade é o Castelo de Windsor, considerado o maior castelo ainda habitado do mundo. Além do próprio castelo, podemos visitar também a St George’s Chapel e ver a troca da guarda.

Quem tiver interesse, também é possível conhecer um dos colégios mais tradicionais da Inglaterra, o Eton College. O Eton College fica no vilarejo de Eton e pra chegar lá só é preciso atravessar o rio e caminhar mais uns 20 minutos. Alguns meses do ano é permitido visitar o colégio com um tour guiado. Outra sugestão pra quem viaja com criança (ou não) é visitar o parque Legoland, que fica a uns 10 minutos de ônibus do centrinho de Windor.

York fica mais perto de Edimburgo do que de Londres, porém mesmo assim é totalmente possivel fazer um bate-volta partindo de lá. York é uma das cidades mais antigas da Inglaterra e cada vez mais tem se destacado entre os turistas brasileiros.

A cidade gira em torno da York Minster, mas a sua muralha de defesa não passa batida. Ainda existem alguns museus, como por exemplo o Jorvik Viking Centre, além da Torre Clifford que foi o que restou do Castelo de York. Ultimamente muitas pessoas vão até lá pra passear pela ShamblesStreet, uma ruazinha com ar medieval que ficou famosa no filme Harry Potter.

Para ir até York de trem partindo de Londres, o trajeto é de 2 horas. Todos os trens partem da estação de King’s Cross em Londres e chegando em York não é preciso se preocupar, pois a cidade tem apenas uma estação de trem.

Obs.: para ter mais detalhes sobre essas viagens, é só clicar no link em vermelho no nome da cidade. Ali vão estar listados todos os posts que escrevi sobre cada destino e as informações vão estar muito mais detalhadas.

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Quando eu decidi fazer meu intercâmbio na Escócia, uma das coisas que eu tinha definido era: andar de trem o máximo possível.

Uma das entradas da Waverley Station

Uma das entradas da Waverley Station

Se o destino fosse perto de Edimburgo, seria a desculpa perfeita, se não fosse tão perto, seria a desculpa perfeita também. Como assim? Os trens britânicos sempre tiveram fama de serem pontuais, limpos, rápidos e eficientes, o que de fato, eu tenho que concordar.

A Escócia é um país pequeno que facilmente podemos ir de norte a sul ou de leste a oeste em poucas horas.

Waverley Station vista dos fundos

Waverley Station vista dos fundos

As principais vantagens de viajar de trem na Escócia são:

– todas as cidades e vilas do país tem sua estação de trem (340 estações);

– algumas cidades, mas apenas as maiores, tem mais de uma estação de trem, como Edimburgo e Glasgow, por exemplo;

– a principal empresa de trem do país é a Scot Rail, com ela dá pra chegar em praticamente todos os lugares do país;

– os trens da Scot Rail são modernos, novos e são bem confortáveis também.

Pra nos brasileiros que não estamos acostumados a andar de trem, essa é mais uma ”modalidade” que podemos considerar quando estivermos viajando pelo Reino Unido.

→ As estações de trem de Edimburgo

Eu já falei em vários posts aqui no blog, que Edimburgo tem 2 estações de trem. Ambas as estações ficam no centro turistico da cidade e a distância entre elas é relativamente curta.

Entrada principal da Waverley Station, em Edimburgo

A principal estação de trem da cidade é a a Waverley Station, que fica convenientemente localizada no centrao da cidade, entre a New Town e a Old Town, e bem próximo ao Scott Monument e a uma curtíssima caminhada da Princes Street.

Waverley Station, a principal estação de trem de Edimburgo

Já a Haymarket Station, fica um pouco mais afastada do centro da cidade, mas nada que uns 10 minutos de caminhada partindo da Princes Street não resolvam. A estação é bem menor e tem poucas plataformas.

Haymarket Station, em Edimburgo

Haymarket Station, em Edimburgo

→ As passagens de trem

Assim como as passagens de avião, as passagens de trem também podem ser compradas em casa, pela internet. O ideal é comprar com pelo menos 2 horas de antecedência, pq esse é o tempo limite que a empresa de trem nos dá pra que o ticket esteja pronto pra ser retirado em qualquer uma das máquinas ou guiches em qualquer estação de trem no Reino Unido. Na hora de comprar o ticket, já temos que escolher uma das milhões de estações que existem tanto na Escócia como em todo o Reino Unido para retirar a nossa passagem.

Máquinas para comprar o ticket de trem na Waverley Station, em Edimburgo

Por exemplo, eu já comprei uma passagem de ida e volta pra uma viagem que faria entre Londres – Dover e escolhi retirar a minha passagem ainda enquanto estava em Edimburgo, e a estação escolhida foi a Haymarket Station que ficava bem perto de onde eu morava. Assim, quando cheguei em Londres, eu já tinha tanto a passagem de ida quanto a de volta entre Londres e Dover em mãos e não precisei mais me preocupar com isso.

Máquinas na Waverley Station, em Edimburgo

Alguns trechos, como por exempo, uma viagem entre Edimburgo – Londres, exige uma certa programação. Isso pq, assim como as cias aéreas, o preço das passagens de trem também podem sair mais caros e alguns fatores como o horário escolhido, rota, número de paradas podem influenciar no valor do preço final do bilhete. E se for de ultima hora então, a diferença de valores é consideravel. Normalmente uma passagem entre Edimburgo – Londres sai por 80,00 libras, porém se for no final de tarde de uma sexta-feira, esse valor pode subir consideravalmente. O número de paradas pelo caminho também interfere no preço. Por exemplo, um trem diretasso sai um pouco mais caro do que um trem estilo pinga-pinga, que vai parando em toooodas as cidades que existem entre Edimburgo e Londres. Mas ai entre um outro fator, o tempo. Ninguem vai querer demorar 10 horas pra chegar em Londres, se o tempo médio entre as duas cidades fica em torno de 4 horas, né?

Ticket de ida entre Edimburgo e Glasgow

Porém se o trecho de trem for entre Edimburgo e Glasgow por exemplo, a mesma regra permanece, alguns horários são mais caros que outros, principalmente se for o horário que os moradores estão se deslocando entre cidades da região para trabalhar. Mas por ser um trecho com deslocamento pequeno, em torno de 45 a 50 minutos, a diferença de valor do bilhete não é tãããão assustadora assim.

Ticket de volta entre Glasgow e Edimburgo

Uma outra coisa legal, pelo menos eu gostava bastante, quando ia passear durante o final de semana entre Edimburgo e qualquer cidadezinha escocesa que ficasse relativamente perto é que, era possível comprar o bilhete sem definir o horário da volta, mas algumas regrinhas são impostas. Então eu comprava o bilhete com o horário da ida definido (era uma forma de eu me mexer cedo e não perder o bilhete e consequentemente aproveitar melhor o dia) e a volta eu comprava em aberto, pagava um pouco mais caro, mas dai me permitia o seguinte: se a cidade fosse minuscula, eu poderia voltar antes do tempo pré-determinado ou se a cidade fosse legalzinha, eu poderia ficar mais tempo, sem perder o bilhete e precisar comprar outro pq o horário já estava pré-determinado. Essa opção é definida como ‘return anytime’.

Ticket de volta entre Blackpool e Liverpool

Para conseguir o melhor preço, o ideal é comprar passagem ida e volta. Se for um trecho apenas, normalmente o valor da passagem é mais caro do que se comprar ida e volta juntos.

Passagem entre Edimburgo – York com reserva de assento

As passagens de trem estão a venda com 90 dias de antecedência. Prazo maior que este não é possivel comprar, pelo menos não pelo site.

Estação de Trem, em Liverpool

→ Onde comprar as passagens

O melhor site que eu descobri para pesquisar quando o assunto for trens no Reino Unido é o site da National Rail, tanto se o trajeto for entre cidades escocesas ou se for entre Escócia – Inglaterra ou País de Gales. Nesse site da pra encontrar tudo, desde os horários de saída e chegada dos trens, se o trajeto é direto ou se tem conexão, de qual plataforma sai e chega o trem, os preços na primeira ou segunda classe, as empresas que fazem o trajeto, ou seja, dá pra encontrar todas as informações que precisamos.

Uma das estações de trem de Liverpool

Eu nunca gostei de comprar em sites que não fossem os oficiais de cada uma das empresas que o site da National Rail indicava. Normalmente se eu ia viajar entre duas cidades escocesas, eu ja procurava as informações e comprava a passagem direto no site da Scot Rail. Se a viagem fosse entre Edimburgo e alguma cidade do norte da Inglaterra eu pesquisava tudo no site da National Rail, mas na hora de comprar o bilhete eu comprava direto no próprio site da empresa que eu tinha escolhido.

Troca de trem na Estaçao de Preston no trajeto entre Edimburgo e Liverpool

Inclusive, lembro bem quando deu aquela nevasca no final de 2010, e eu tinha uma viagem de trem entre Edimburgo e Manchester e um dos sites que me salvou foi o próprio site da National Rail. Ali, eles também informam sobre problemas nos trilhos, desvios, atrasos e cancelamentos, e tudo isso em tempo real. Melhor impossivel!!

→ Primeira ou segunda classe

Praticamente todos os trens no Reino Unido oferecem as opções de primeira classe (first class) ou segunda classe (standard class). As duas principais diferenças entre elas são: preço e quantidade de pessoas.

Vagão da Primeira Classe, quando fui de Edimburgo a Manchester

Eu ja viajei tanto em primeira classe, como em segunda classe. A maior vantagem de pagar um pouco mais é o comforto com toda a certeza. O espaço dos bancos são maiores (mas não muuuuito maior também). Geralmente no vagão da primeira classe tem bem menos pessoas e há mais espaço livre pra as malas.

Quando fui de Edimburgo a Manchester, por causa das nevascas, o tempo de viagem poderia ser maior do que o normal, então achei que seria bom pagar um pouco mais e viajar mais confortavelmente. Afinal, o trajeto já era de 3 horas e com os atrasos, a viagem poderia ser muito maior, como realmente foi. No total eu demorei quase 5 horas pra chegar em Manchester, mas ao menos eu estava num vagão praticamente vazio, com lanches e bebidas incluidos no valor da passagem e não tive que me preocupar em procurar um vagão com banheiro, pq o vagão da primeira classe tem o seu próprio banheiro.

Trem da ScotRail

Trem da ScotRail

Já a segunda classe normalmente sempre está entulhada de gente. Alguns trens exigem reserva de assento, porém alguns trecho como Edimburgo – Glasgow é impossivel reservar assento, pelo simples fato de ser a rota mais movimentada da Escócia. É um sobe e desce intenso em cada parada pelo caminho, que seria inviável fornecerem a opção de reserva. Quando eu viajava em segunda classe, o negócio era chegar um pouco mais cedo e quanto mais longe eu conseguisse caminhar do vagão que estava no inicio da plataforma, maiores eram minhas chances de achar um banco livre pra sentar. Simples assim!

Trem da Scot Rail

→ Reserva de assento

As unicas vezes que precisei reservar assento foram nas viagem consideradas um pouco mais longas, como por exemplo: Edimburgo – Manchester, Edimburgo – Liverpool e Edimburgo – York.

Painel indicando a plataforma e todas as paradas do trajeto

No caso da primeira classe da empresa Transpennine, era possivel escolher ainda:

– banco no corredor ou na janela;

– banco individual ou banco para duas pessoas. A configuração do vagão de primeira classe é 2-1;

– ainda dava pra escolher se queria banco estilo ‘airline style’ que é sem mesinha ou ‘forward facing ou backward facing’ ou seja, se eu queria um banco no sentido que o trem estava andando ou no sentido contrario.

Na Escócia todas as estações tem os nomes escritos tanto em inglês como em gaélico escoces

– ainda dava pra escolher se queria com mesinha pra trabalhar, com tomada, se quer perto do banheiro, no meio do vagão ou perto do lugar pra colocar as malas nas duas extremidades do vagão.

Estação de trem de York

Como eu sabia que normalmente quem utiliza a primeira classe são pessoas mais velhas ou executivos, peguei banco na janela, individual e sentido contrario do que o trem estava andando. Um sossego!

→ Distâncias

A maioria das cidades escocesas ficam a uma curta distância de Edimburgo, existem opções diretas, com uma ou mais conexões.

Estação de trem de Linlithgow

Então, as principais empresas e distâncias a partir de Edimburgo são:

– Londres: 4 horas e 30 minutos (direto e operado pela East Coast e Cross Country e com conexão operado pela Virgin Trains);

– Liverpool: 3 horas e 37 minutos (com uma conexão e operado pela Transpennine Express);

– Manchester: 3 horas e 15 minutos (direto e operado pela Transpennine Express);

– York: 2 horas e 23 minutos (direto e operado pela Cross Country);

– Newcastle: 1 hora e 25 minutos (direto e operado pela Cross Country);

Painel principal da Estação de Waverley, em Edimburgo

– Oban: 4 horas e 12 minutos (com uma conexão durante o ano todo e nos meses de verão é direto e é operado pela Scot Rail);

– Inverness: 3 horas e 29 minutos (direto ou com uma conexão e operado pela Scot Rail);

– Aberdeen: 2 horas e 20 minutos (direto e operado pela Scot Rail e  Cross Country)

– Dundee: 1 hora e 10 minutos (direto e operado pela Scot Rail)

Trem da ScotRail

Trem da ScotRail

– Stirling: 53 minutos (direto e operado pela Scot Rail)

– Glasgow: 50 minutos (direto e operado pela Scot Rail);

– Linlithgow: 18 minutos (direto e operado pela Scot Rail).

Waverley Station, em Edimburgo

Obs.: esse é o tempo médio entre as cidades, podem haver variações dependendo do horário e da empresa escolhidos.

→ Bagagem

Nas viagens de bate-volta que eu fiz a partir de Edimburgo, eu não levava bagagem. Eu levava apenas minha bolsa.

Porém, nas duas viagens de final de semana que fiz, uma pra Liverpool e Blackpool e outra pra Manchester, eu tinha bagagem. E ai que entra uma grande vantagem de viajar de trem quando comparamos com avião.

Não precisamos nos preocupar com a quantidade de malas e com o peso delas, pois não existem restrições de bagagem. Lógico que ninguém vai levar 10 malas por exemplo, mas 2 ou 3 malas é bem tranquilo. Se as malas forem pequenas, existe um espaço acima do nosso banco onde podemos (e devemos) colocar nossas malas. Se as malas forem grandes, existem compartimentos especificos nas duas extremidades do vagão especialmente pra elas.

Trem entre Edimburgo e York

→ Outras considerações

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Em algumas estações, precisams liberar a catraca pra ter acesso a plataforma, e mesmo assim, dentro do trem um funcionário ainda passa conferindo os bilhetes;

Estação de trem de Durham, na Inglaterra

Estação de trem de Durham, na Inglaterra

– não é necessário fazer check-in e não precisamos ser revistados como acontece em aeroportos;

– é só chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência (isso nas estações de trem da Escócia) apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo para se deslocar até lá.

– nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. Algumas estações cobram um valor simbólico pra utilizar o banheiro (0,20 centavos de libra), mas a grande maioria é de graça.

– todos os trens operados pela Scot Rail tem wi-fi gratuito.

Agora ficou mais tranquilo viajar de trem pela Escócia e pelo Reino Unido, não é?

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Um dia em York

Uma das maneiras mais fáceis de conhecer algumas cidades do norte da Inglaterra, é partir de Edimburgo. E a escolhida da vez foi York, a capital do condado de Norte Yorkshire e uma das cidades mais antigas da Inglaterra!!

Chegando na estação de trem de York

York tem muita história pra contar, a cidade foi fundada a muuuuito tempo atrás, no ano de 71 a.C e chegou a ser capital do Império Romano por alguns anos. Além de ser uma cidade histórica, com mais de 2 mil anos, muitas coisas ainda estão bem preservadas por lá!

Partindo de Edimburgo até York, uma das melhores maneiras, é pegar um trem. Nos fomos com a empresa East Coast que faz o trajeto de forma direta com duração de um pouco mais de 2 horas.

As principais atrações de York ficam dentro das suas muralhas, muito bem conservadas por sinal e uma das melhores heranças deixadas pelos Romanos.

Centrinho de York

Nossa visita começou pelo Micklegate Bar, considerado o mais importante portão de acesso a cidade para quem chegava de Londres e de todo o sul da Inglaterra, inclusive era por onde acontecia a entrada dos Monarcas Britânicos naquela época. Nesse portão, também fica um museu, que mostra um pouco da sua própria história, que além de servir como porta de entrada a cidade, foi por alguns anos residencia para muitas familias.

Em um dos seus dois andares, mostra também um pouco da importância das muralhas pra que a cidade tenha conseguido se proteger de invasões, se desenvolver e crescer! Além disso, um dos principais destaques deste museu são os acontecimentos marcantes da cidade ao longo dos séculos, como por exemplo, quando os traidores eram executados suas cabeças eram penduradas nesse portão, para que todos pudessem ver!

Das várias batalhas que aconteceram na região, uma das mais importantes foi a Guerra das Duas Rosas, entre as casas de York e Lancaster, que teve duração de 30 anos, e foi uma das mais longas batalhas travadas entre essas duas dinastias na Inglaterra. Assim, no museu, tem uma montagem mostrando a cabeça decepada de Richard, o Duque de York, que naquela época foi pendurada como troféu nesse portão!

Sem duvida um dos principais atrativos da cidade, junto com a Catedral de York Minster, é a sua muralha medievel. O acesso a muralha, além de ser gratuito, pode ser feito por qualquer um dos seus quatro portões que estão em toda a sua extensão, ou melhor, na boa parte da extensão que permanece até hoje. E é justamente da muralha que se consegue as melhores fotos de quase toda a cidade e da Catedral de York Minster.

Acabamos saindo perto de uma ponte, a Lendal Bridge, de onde saem a cada 1 hora e 30 minutos os tours de barcos pelos rio Ouse. O tour não é muito longo não, dura menos de 45 minutos e o barco percorre boa parte do Rio Ouse, e da pra ter uma boa ideia de como é a cidade por outro ângulo.

Catedral de York vista do barco

Antigamente, o rio era muito utilizado, tendo se tornado um dos mais importantes do norte da Inglaterra, pois era através dele que era feito o transporte das riquezas e do comércio dessa região.

No final do passeio de barco, começou a chover franquinho, então resolvemos seguir para a Catedral de York Minster, considerada uma das maiores catedrais gótica do mundo!

Detalhes no teto

Famosa por seus vitrais, que chegam a 128 no total, o principal destaque fica por conta da rosácea chamada de Rose Window, que na época, por volta do ano de 1500, foi construida para comemorar a união das casas reais de York e Lancaster.

Detalhes perfeitos!

E por apenas 5,00 libras, tivemos acesso aos 275 degraus que nos levaram até o topo da Catedral. A escada é beeem estreita, mas vale o sacrificio, ver York por alguns minutos, antes da chuva desabar novamente, foi um dos pontos altos do dia!

Placas indicando a localização das principais atrações turisticas

E como ainda estava chovendo, fizemos uma parada pra um lanchinho rápido numa das sete casas de chás da Betty’s espalhadas pela cidade.

Agora vem o momento Harry Potter do dia… pra falar bem a verdade, eu nem sabia desse detalhe, mas ao colocar as fotos da viagem no Facebook, vááárias pessoas reconheceram a  Shambles Street e me disseram que ela aparecia em um dos filmes do Harry Potter.

Essa rua medieval estreitíssima e sinuosa fica entre a Catedral e a Torre Clifford. É considerada a rua mais antiga da Inglaterra e muitas coisas permanecem iguaizinhas como eram antigamente, como por exemplo, alguns edificios de madeira que foram construidos no estilo Tudor.

Souvenirs

E a ultima parada do dia foi no Castelo de York, ou melhor, no que restou dele. O que ainda podemos visitar é a Torre Clifford. Esse foi o primeiro castelo construído por William, o Consquistador em 1068. Foi construido totalmente de madeira, e alguns anos depois de pronto, houve um incendio no local, destruido praticamente tudo.

Essa torre era uma das estruturas mais importantes do Castelo, foi construida em uma posição extremamente importante, no encontro dos rios Ouse e Foss, e seriva para controlar e defender toda a cidade e o norte da Inglaterra.

Sem tempo pra mais nada, voltamos para a Estação de trem de York, e ficamos esperando nosso trem, que voltava para Edimburgo as 18:20 da tarde!

Roteiro: Escócia, Inglaterra, Suécia, Dinamarca e Holanda

Essa vai ser a quarta viagem internacional em família e também o início do meu intercâmbio na Escócia!!!! A princípio, o intercâmbio será de no máximo  6 meses, pois esse é o tempo permitido quando recebemos o visto de estudo no UK Border, em pleno aeroporto de Heathrow.

Urquhart Castle, nas margens do Lago Ness

Mas conforme fui lendo, buscando informações sobre a tão temida chegada de brasileiros no Reino Unido, confesso que me deu um medinho e acabei “convencendo” todo mundo lá de casa a ir comigo (como se isso fosse o maior sacrifício do mundo)!!! =)

Então, como eu vinha com 2 malas gigantes, pra facilitar nossa locomoção, achamos melhor começar a viagem pela Escócia, para deixar minhas malas e então continuar o nosso tour pela Europa.

Porto de Malmö, na Suécia

O roteiro ficou assim:

– Quatro dias na Escócia, sendo que em dois dias ficamos em Edimburgo, um dia para visitar as Highlands (para ver o Lago Ness) e em outro dia fomos para York, na Inglaterra;

– Seis dias em Londres, em um desses dias fomos conhecer o Hampton Court Palace;

– Quatro dias na Dinamarca. Dois dias em Copenhagen, em um dia fomos para Hillerød e em outro, visitamos Roskilde;

– Day trip para Malmö, na Suécia.

Meus pais e meu irmão ainda vão pra Amsterdam, na Holanda, onde ficam mais 3 dias. Nesse mesmo dia eu vou pra Edimburgo, para organizar minhas coisas e arrumar o meu Flat, pois na sequencia já começam minhas aulas de Inglês!!

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