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Vinícolas Catarinenses: Villaggio Grando

Alguém já ouviu falar da cidade catarinense de Água Doce? Pois bem, até poucas semanas atrás eu também nunca tinha ouvido falar! O que nos levou até lá foi a existencia da vinícola Villaggio Grando, que fica nessas redondezas.

A vinícola é relativamente recente, foi fundada no final da década de 90, onde as primeiras mudas foram plantadas. De lá pra cá, vários tipos de uvas foram plantados para ver quais se adaptariam melhor ao clima da região. Pra quem não sabe, essa vinícola está localizada nos campos de altitude catarinense e fica a 1.329 metros acima do nível do mar.

Uma série de fatores foram analisados até se chegar a conclusão de que ali seria uma área muito boa para desenvolver os vinhedos, como por exemplo, a localização, os ventos, as condições climáticas em geral, além das propriedades do solo.

Para chegar lá é bem simples, a cidade de Água Doce fica a mais ou menos 155 km de Chapecó, mas o ideal é ir pela estrada que vai até Caçador e de lá seguir até a vinícola. A entrada é muito bem sinalizada e uns 5 minutos antes de chegar no portão de entrada principal da vinícola tem uma placa indicando bem certinho o caminho.

Quando chegamos lá, fomos recepcionados por um funcionário que conferiu nossos nomes na lista de reserva (é necessário fazer uma pré-reserva pelo site ou por telefone) e nos deixou entrar.

A área da vinicola é enooorme (42 hectares) e para chegar de fato até o local da visita e da degustação, ainda tem mais um pouquinho de estrada, mas dessa vez fomos passando bem no meio das plantações de uva. E mesmo o terreno apresentando as caracteristicas do inverno (sem folhas e sem os cachos de uva), achei o trajeto bem bonito!

A estrutura da vinícola em si não é muito grande, sendo assim, a visita mais a degustação podem ser feitas tranquilamente em duas horas.

A visita é feita com o acompanhamento de um guia, que no dia em que tivemos lá, quem acompanhou o nosso grupo foi o enólogo responsável pela vinícola e na segunda parte do tour pelo proprietário da Villaggio Grando.

A visita começa no setor onde acontece a produção e estudos dos vinhos. Ali, o guia explicou um pouco sobre como surgiu a vinícola, o que é produzido ali, quais os tipos de uvas que melhor se adaptaram na região, algumas curiosidades e os planos para os próximos anos.

A segunda parte foi no local de armazenamento dos vinhos, enquanto eles ainda estão nos barris descansando. Ali o guia nos contou um pouco sobre a questão da temperatura e processo ideal para armazenação, falou também sobre os barris e as propriedades que eles acabam passando pro vinho, além do processo de engarrafamento dos vinhos.

Da apresentação toda, o que é importante destacar é que estão sendo cultivadas 17 variedades de uva e são produzidos vinhos tintos, brancos, rosé e espumantes. A produção também se limita a 4 mil garrafas por hectar. Essa produção relativamente baixa é uma das “condições exigidas” para que a vinícola seja classificada como “Boutique Winery”.

E pra terminar, vem a melhor parte do passeio: a degustação. A construção onde está localizado o bar/restaurante já vale a visita, com toda a certeza!

No dia em que estivemos lá, o tempo tava nublado com neblina, então não foi possível aproveitar a parte externa com mesinhas com vista para o lago. Tivemos que nos contentar em apreciar (vinho + vista do lago) de dentro do restaurante.

A estrutura montada pela vinícola é um show! A casa é toda feita de pedra, com móveis em madeira e bem no meio do salão tem um piano.. Achei um luxo só! =)

O esquema da degustação é bem prático, podemos escolher entre três opções: a básica (com degustação de 3 vinhos), a clássica (com degustação de 5 vinhos) e a premium (com degustação de 8 vinhos). Nos optamos pela degustação clássica!

Pra iniciar, junto com o tipo de degustação escolhido vem uma porção de pães, queijos e frios. E logo começam a serem servidos os vinhos…

Na primeira rodada, provamos a espumante bruit branca, que eu achei muito boa!

Na sequência veio um sauvignon blanc, que eu não gostei muito, achei meio sem graça…

O terceiro vinho apresentado foi o Innominabile (vinho tinto), que é considerado o principal vinho da casa. Nós todos gostamos, inclusive compramos uma garrafa. Esse vinho tem uma particularidade, ele é feito com a mistura de sete tipos de uvas.

O próximo que provamos foi o vinho chamado Além Mar (vinho tinto). Eu gostei, mas não gostei taaanto quanto o Innominabile. Mas o meu irmão gostou bastante que comprou uma garrafa desse também. Esse é um vinho mais encorpado, suas propriedades caracteristicas são bem mais denso e escuro. Esse vinho também tem uma porcentagem de 12% de alcool, e sendo assim, menos açúcar!

E pra terminar, provamos o vinho Colheita Tardia, que lembra um pouco o Vinho do Porto. Esse foi o meu preferido, meu deu vontade de comprar todas as garrafas disponíveis! Esse vinho recebe a denominação de tardia, pq a colheita das uvas é feita no final de maio, comecinho de junho (beeem mais tarde do que a colheita das demais uvas) quando acontece a primeira geada, com a uva ainda congelada. E é justamente isso que dá a propriedade mais “adocicada” a esse vinho. Eu achei perfeito!

No total a vinicola produz 10 tipos de vinhos. Todos podem ser comprados lá mesmo na própria vinícola a preço de custo. E se necessário, ainda é possível pedir mais uma porção dos pães e frios para acompanhar, que nesse caso, é pago um valor a parte.

Tá faltando uma garrafa

A degustação básica custa 20,00 reais, a degustação clássica 35,00 reais e a premium 50,00 reais.

Vale muito a pena visitar a vínicola! A estrutura é de primeira e não perde em nada pras vinícolas que nos visitamos no Chile!

O tour e degustação acontece de segunda a sexta-feira, das 09:00 as 17:00, e aos sábados somente a tarde.

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