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Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

A Ponte Carlos e o Castelo de Praga

Sabado o dia amanheceu nublado, com cara de que logo viria o maior chuvao de todos os tempo. Fazia um calorzinho estranho pra epoca, ja que era metade de novembro e eu esperava um tempo mais frio, mas isso tambem nao foi nenhum problema.

O hotel que me hospedei ficava bem proximo o rio Moldava, e assim, pra nao perder tempo, resolvi levantar cedo e comecar o dia caminhando pelas margens do rio.

A primeira impressao de Praga foi super boa. O ‘medinho’ de caminhar nas ruas, pelo tanto de coisa ruim que eu ja tinha lido sobre a cidade, foi embora. O cenario que eu vi foi de muitas familias, criancas andando de bicicleta, casais caminhando de maos dadas e muuuitos turistas despreocupados registrando cada momento da viagem.

Varias pontes cruzam o rio, mas a mais bonita, a mais fotografada, enfim, a mais famosa eh a Ponte Carlos. Ao chegar ali, tive a nitida impressao de encontrar toda a cidade nessa ponte. Mesmo sendo cedo, a ponte estava lotada de turistas, de vendedores expondo suas antiguidades, de musicos fazendo algum som (geralmente a musica era sempre muito boa e animada) e de artistas oferecendo suas obras.

E realmente ela faz jus a sua fama, e eh muito bonita mesmo. A ponte foi construida inteiramente em pedra a mando do Rei Carlos IV.

Quem vem do Centro da cidade antiga, como foi o meu caso, vai atravessar um dos portoes, ou seria uma torre? ou uma mistura dos dois?, para entrar na ponte. Bem ao lado desse portao/torre, fica uma estatua do Rei Carlos IV.

La se vao mais de 700 anos, e a ponte continua cumprindo bem sua princial funcao, substituir a antiga ponte que foi destruida e ligar o Centro Antigo da cidade ao Castelo de Praga.

No inicio, a unica obra que a enfeitava era um enorme cruxifixo feito de bronze, que fica bem no meio da ponte. Alguns anos se passaram e outras obras foram anexadas, como eh o caso das mais de 30 estatuas que estao espalhadas ao longo dos seus 516 metros de comprimento, mas o destaque entre as estatuas fica por conta da que homenageia São João Nepomuceno.

Ja do outro lado da ponte, fica o bairro de Malá Strana e no alto, vemos o principal cartao postal de Praga e da Rep Tcheca, o gigantesco Castelo de Praga, segundo o Guinness Book, eh o maior do mundo.

O trajeto entre a Ponte e o Castelo eh bem agradavel. Caminhei pelas ruazinhas de pedra um bom tempo. Passei por muitas lojinhas de souvenirs, barzinhos, restaurantes ate que meio sem querer acabei encontrando uma das entradas do Castelo de Praga ou Pražský hrad, como eh chamado em tcheco.

O Castelo esta localizado no alto da colina de Hradcany, mesmo local onde foi fundada a cidade a muitos seculos atras.

Diferentemente dos castelos que eu estava acostumada a ver tanto na Escocia como na Inglaterra e no restante da Europa, o Castelo de Praga nao eh um castelo feito de pedras e rodeado por uma muralha de protecao. Ele na verdade eh um complexo formado por algumas igrejas, um monasterio, um Palacio, mais alguns predios que foram transformados em museus, lojinhas, correio e restaurantes, alem do antigo Palacio Real onde moravam os Rei e Rainhas da Boêmia.

O castelo comecou a ser construido durante o seculo 9 e atualmente, alem de ser visitado por muitos e muitos turistas todos os dias, eh la onde tambem fica a sede do governo da Republica Tcheca.

Impossivel passar batido pelo Palacio cor de rosa, que eh a residencia oficial do Presidente da Republica Tcheca.

Todos os dias acontece uma pequena troca da guarda, em nada lembra as trocas da guarda em Londres (muito demorada) ou em Estocolmo (animada), mas a troca da guarda existe, pra alegria dos turistas! Eu nao consegui acompanhar a principal troca da guarda que acontece todos os dias ao meio dia, porem vi, uma das trocas que acontecem a cada hora cheia.

Nas redondezas do Castelo existem muitas lojinhas de souvenirs, sendo assim, eu aproveitei pra comprar uns cartoes postais pro pessoal la de casa, e pra minha surpresa, quando fui comprar meu ingresso, ao lado tinha uma agencia de correio.

Sentei la um pouco, pra descancar da caminhada e aproveitei pra escrever e enviar os cartoes. Ali no correio conheci um casal de Brasileiros (realmente, nos estamos em todos os lugares do mundo!) e fiquei conversando um pouco sobre a vida, a saudade de casa, das comidas brasileiras e tudo mais.

Com o ingresso na mao, fui conhecer o Palacio Real, que eh onde estao as Joaias da Coroa dos reis da Boemia.

Logo ao lado, fica a entrada para o Palacio Real, considerado uma das partes mais antigas do castelo, ja que foi construido no inicio do seculo 12. A estrutura interior eh bem simples, o piso eh de madeira. Algumas obras, quadros e estatuas enfeitam o que um dia ja foi uma grande salao usado nos banquetes oferecidos pelos reis da Boemia. Ali tbm podemos ver em exibicao as joias da coroa, como a coroa e o cetro.

Junto ao Palacio Real fica a Igreja de Todos os Santos..

Alguns ‘souvenirs’ dentro da lojinha do Palacio Real. Na minha opiniao, essa lojinha era uma das melhores no quesito venda dos famosos Cristais da Boemia..

Depois fui visitar as duas igrejas do que fazem parte do Castelo, a Catedral de Sao Vito e a Basilica de Sao Jorge.

A Catedral de São Vito eh enoooorme, tao grande, que eh dificil conseguir fotografa-la direito. Sua construcao teve inicio no seculo 14 e so foi concluida mais de 600 anos depois, em 1929.

Nessa catedral eram coroados os reis da Boemia, assim como era onde aconteciam os seus funerais.

O grande destaque, alem do seu estilo gotico, sao os seus vitrais. Um mais bonito que o outro. Ali tbm estao guardados alguns tesouros, como algumas reliquias religiosas, a tumba de São Vito e a pequena capela de Sao Venceslau, o padroeiro do pais.

Ao sair dali, fui conhecer a pequenissima Basílica de São Jorge. Ali acontecem alguns concertos de musica classica no final do dia. Com suas cores vivas e estilo barroco, a igreja eh mais simples, porem ainda assim, tem algumas obras, esculturas e pinturas como decoracao.

Dentro do Castelo existem alguns bares e restaurantes..

Caminhando por suas ruazinhas estreitas..

Tambem temos acesso aos jardins do castelo, de onde se tem as melhores vistas de toda a cidade…

Em qualquer uma das entradas/saidas do Castelo vemos os guardinhas..

Ainda tive tempo de jantar rapidinho e seguir para a Ópera Estatal de Praga, onde pela primeira vez na vida, eu iria ver uma Ópera (tema para outro post).

Roteiro: Praga

Ontem foi meu aniver e pra comemorar em graaande estilo viajei pra Praga, capital da República Tcheca. Como mês de novembro já tende a ser bem frio, o tempo pode não estar muito bom, com neblinas e tal, procurei por voos direto entre Edimburgo e Praga, mas não tinha. Então, consultei as cias aéreas tradicionais dos dois países, a British  e a Czech Airlines e entre elas duas, só a British voa para Praga, a Czech não. Voando com a British, tive que fazer uma escala em Londres, coisa que evito ao máximo, pq qualquer atraso no voo inicial, a conexão (ainda mais em Londres) pode transformar a viagem num stress.

E adivinha? Foi justamente isso que aconteceu. O meu voo de Edimburgo saiu atrasado e as quase 4 horas que tinha de espaço entre um voo e outro, mal deu pro gasto. Se a segunda parte do voo, saindo de Londres tbm não tivesse com atraso de 1 hora, eu tinha perdido o voo. Foi a primeira vez que fiquei feliz que um voo tivesse atrasado, senão nem sei o que teria acontecido!!

A região onde atualmente está a Rep Tcheca  sempre foi dominada pelo Império Austro-Hungaro, mas com o colapso desse Império após a Primeira Guerra Mundial, os Tchecos e os Eslováquios se uniram e formaram a República Independente da Tchecoslováquia.

Mas essa “liberdade” não durou por muito tempo, pq durante a Segunda Guerra Mundial o país foi fortemente influenciado e liderado pelos soviéticos. Depois de algumas invasões e revoltas, em 1989, com a Revolução de Veludo, o país conquistou sua liberdade de forma pacífica, tirando do poder os lideres comunistas.

Durante esses anos, uma parte população não estava satisfeita querendo mudanças no governo. O governo fez uma ampla pesquisa para saber o que de fato a grande maioria do povo pensava sobre a separação das regiões, e o resultado foi meio apertado, mas a maioria queria que eles continuassem unidos.

Mas as manifestações contra a economia e o sentimento de inconformação de parte da população continuava e o destino do país foi decidido pelos políticos e não através de um referendum, como era imaginado.

E assim, em janeiro de 1993, a Tchecoslováquia foi dividida em duas: Rep Tcheca e ficou definido que Praga seria a capital e a Rep da Eslováquia, com a capital Bratislava.

Praga é a maior cidade do país, e assim como outras grandes capitais, a cidade é rodeada por 9 colinas e a principal é a Petřín, onde fica o Castelo de Praga.

Todos aqueles adjetivos que ouvimos ou lemos por ai faz jus a beleza da cidade, na minha modesta opinião, achei muito mais bonita do que Paris, por exemplo, mas é claro que devemos manter as devidas proporções. Paris sempre vai ser Paris, mas Praga é uma boa concorrente!

A cidade tem apenas um aeroporto, o Aeroporto Internacional de Praga (IATA: PRG), ele está localizado bem próximo ao centro da cidade e em questão de 20 minutos já estamos cruzando uma das várias pontes que atravessam o rio Moldava.

O aeroporto tem 3 terminais, eu desembarquei e embarquei no terminal 1, super novo e moderno. O free shop é relativamente grande e pra quem ainda quiser comprar souvenirs e produtos tipicos do país, é uma boa opção!

Para chegar até o centro da cidade, as duas únicas opções são: ônibus de linha (não tem uma linha especial para o aeroporto) e os táxis. Buscando informações em sites e blogs, li relatos de que frequentemente turistas eram assaltados dentro dos ônibus, agora se é verdade ou não e se essa frequência é alta ou ainda permanece eu não, na duvida, preferi não arriscar. Peguei táxi, tanto na ida quanto na volta pro aeroporto. Os táxis mais confiáveis são os de cor amarela, da empresa AAA Radio Táxi, e foi esses que procurei pegar.

Ao desembarcar no aeroporto, sem mentira, um monte de taxista vem oferecer os seus serviços, li em muitos sites que esses taxistas são clandestinos e mesmo que o preço sugerido seja tentador, evite! Quando estiver lá fora do terminal procure os táxis da Empresa que idiquei, é melhor. É bem recomendado negociar a corrida antes de embarcar no táxi, pq o que li de relato de gente sendo explorada, nossa, foi de ficar assustada. O preço sugerido pelo site oficial do aeroporto e pelo orgão de turismo é em torno de 650 CZK, um pouco mais ou um pouco menos estão ok. No meu caso, o rapaz me fez por 550 CZK, mas eu perguntei umas 3 vezes se esse valor era o valor final, sem taxas ou sem surpresas e ele confirmou que esse era o preço final, então aceitei e fui!

Li também que o país não era muito seguro e que era pra tomar cuidados redobrados, mas eu andei sozinha pra lá e pra, de manha bem cedo e até um pouco mais tarde (por volta das 23:00) e achei bem tranquilo, mas é sempre bom ficar ligado e não dar bobeira!

Apesar do país fazer parte da União Européia, eles não utilizam o euro como moeda oficial, mantiveram  a sua moeda original, a Coroa tcheca (CZK).

O meu roteiro de 3 dias ficou assim:

– sexta-feira: com o atraso do voo cheguei bem tarde e fui direto pro hotel;

– sábado: caminhei pelas margens do rio Moldava até chegar na Ponte Carlos, atravessei a ponte e fui caminhar pelas ruazinhas de pedra do bairro de Malá Strana até chegar no alto da colina, onde fica o Castelo de Praga. E a noite fui assistir uma Ópera na Opera Estatal de Praga;

– domingo: sai caminhando pelas margens do rio novamente, porém dessa vez pro lado contrário, passei pela Casa Dancante e segui até o Parque Petrin. Voltei por dentro do Castelo de Praga, atravessei a Ponte Charles novamente e fui direto para Praça da cidade antiga, onde ficam a Prefeitura, o Relógio Astronômico, a Igreja Týnský e muitas outras igrejas. Também nessa região ficam as lojas que vendem os famosos Cristais da Bohemia e a Torre da Pólvora. E no final da tarde fui ver o por do sol nas margens do rio Moldava.

– segunda-feira: fui caminhar pela parte nova da cidade, fui até o Museu Nacional de Praga, passei pela Praça Wenceslau e segui caminhando pelo bulevar, onde tem muitas lojas, lojas de souvenirs, shoppings e restaurantes. E ali peguei um táxi para ir para o aeroporto.

Coroa tcheca

Mesmo com todos os relatos dizendo que a cidade não é segura, eu pelo menos não passei por nenhum situação intimidadora. Acredito que isso era mais no inicio, hoje em dia, pelo que pude notar, o pessoal é bem prestativos e não se importam dar informações aos turistas!

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