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Andando de ICE – O trem de alta velocidade da Alemanha

Uma coisa que eu queria fazer quando estivesse na Alemanha era andar no trem InterCity Express (mais conhecido por ICE), considerado o trem mais rápido do país. Além disso, como nem poderia ser diferente, ele é super moderno, confortavel pontual e eficiente.

Eu usei esse trem pra fazer o trajeto entre Munique e Nuremberg, que tem a distância de 170 km, onde antigamente era feito em 2 horas, mas hoje em dia, leva apenas 1 horinha. Muito rápido, a gente nem vê o tempo passar!

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Dizem que a sua velocidade pode chegar até 320 km/h, mas no trajeto que fiz, as duas vezes que olhei no painel estava marcando por volta de 220 – 249 km/h. Não saberia dizer se o trem chegou ao seu limite máximo de velocidade ou não, mas o importante é que o deslocamente foi rápido.

Esse trem não faz apenas esse trajeto entre Munique e Nuremberg, ele cobre outras grandes cidades alemã também, como Colônia, Frankfurt, Bonn, Stuttgart, Hannover, Hamburgo, entre outras, além de ligar a Alemanha a outros países vizinhos. Então, fica a dica!

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-> As estações de trem

O ICE parte de Munique da Estação Central (Hauptbahnhof) e chega em Nuremberg na Estação Central também. Ambas as estações tem ótima localização e é possível ir a pé em praticamente todos os lugares. Quando não tem como ir a pé, as opções de metro, ônibus ou trams também estão localizadas bem próximo a essas estações.

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

O trajeto final era Berlim, mas o trem faz algumas paradas pelo caminho, como por exemplo, Nuremberg

-> Onde comprar as passagens

É possivel comprar a passagem pra andar de ICE tanto nas máquinas na estação, como nos guiches de atendimento ou na internet. Eu comprei a minha passagem ainda aqui no Brasil, no site da DB Bahn, a empresa responsável pela ferrovia alemã.

Eu recebi a confirmação da compra e o bilhete por email. Ai foi só imprimir e levar comigo pra apresentar quando os fiscais me pedissem dentro do trem. Muito fácil!

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-> Primeira ou Segunda Classe

Como esperado, os trens de alta velocidade da Alemanha oferecem três opções de classes: primeira classe, classe conforto (que é uma variavel dentro da primeira classe) e a segunda classe. Eu optei por fazer o deslocamento em primeira classe, mas aqui vai um descritivo breve dessas três classes:

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Primeira Classe: os bancos são de couro, o tamanho dos bancos são um pouco maiores e o espaço entre os bancos também é bom, dá até pra esticar as pernas. Fora isso, não está incluido nenhum tipo de lanche ou internet wi-fi (não nesse trajeto entre Munique – Nurembert, pq em alguns outros trajetos sim).

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Classe Conforto: Fica dentro da primeira classe, e os bancos dessa classe estão “isolados” por uma parede de vidro, dando mais “privacidade’ e garantindo assim mais silêncio.

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Segudna Classe: pelo pouco que reparei quando andei por lá, estava abarrotada de gente. Os bancos são de tecido e o tamanho dos bancos e o espaço entre eles é um pouco menos que os da primeira classe, claro.

-> Paisagens pelo caminho

Não bati nenhuma foto das paisagens pelo caminho, pq nesse dia quando sai de Munique, o tempo estava nublado e com um pouco de neblina, e ainda no meio do caminho começou a chover. Inclusive cheguei em Nuremberg, estava garoando. E na volta, como era noite, não tinha como bater foto de nada. Mas imagino que deve ser tudo muito bonito!

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-> Reservas de assento

Ao comprar o bilhete pelo site, como eu fiz, já é possível reservar o assento, claro. A configuração do vagão para primeira classe é: 2-1, ou seja, dois bancos – corredor- 1 banco. Existem bancos que vão tanto no sentido que o trem está se deslocando, quando no sentido contrario. Também existe bancos com uma mesinha no meio, tanto na primeira classe como na segunda classe.

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-> Distâncias

O tempo de viagem entre algumas cidades da Alemanha que o ICE cobre:

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Munique – Nurembert: 170 km percorridos em 1 hora;

Munique – Frankfurt: 3 horas e 11 minutos;

Munique – Hamburgo: 5 horas e 46 minutos;

Munique – Colônia: 4 horas e 38 minutos;

Munique – Berlim: 5 horas e 52 minutos;

Frankfurt – Berlim: 3 horas e 37 minutos;

Frankfurt – Colônia: 1 hora e 02 minutos;

Alguns trajetos são vantagem fazer usando o ICE, mas outros ficam quase empatados com o tempo de deslocamento feito com o avião (chegar antes no aeroporto, o tempo de voo e mais o deslocamento até o centro da cidade). Ai é só fazer as contas do tempo gasto, se o preço do bilhete tiver de acordo, o trem sempre vai ser a melhor opção, na minha opinião, claro!

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-> Bagagens

Como todos os trens europeus, o ICE também tem um compartimento especifico para colocar as bagagens, que podem ser encontrados nas extremidades de cada vagão.  E ainda tem o espaço superior ao nosso banco para colocar bagagem de mão.

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-> Outras considerações

Todos esses trens tem ar condicionado e os vidros são aprova de ruídos, então quase não escutamos barulho dos trilhos durante a viagem.

Exite um vagão chamado Bordbistro/ Bordrestaurant em todos os trajetos feitos pelo ICE. Eles servem desde café da manhã, almoço, janta ou lanches. Quem estiver na primeira classe, pode fazer o pedido no vagão-restaurante que eles levam o pedido no nosso lugar.

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Programa tipicamente alemão: Cervejarias!

Na minha opinião, dois programas tipicamente alemães imperdíveis são: aproveitar um fim de tarde em algum Biergarten, especialmente se for no Englischer Garten ou ir em alguma cervejaria.

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Quando eu estive em Munique, era novembro (do ano passado) e o inverno já tava quase dando as caras. Então acabei não indo em nenhum biergarten no principal parque da cidade, o Englischer Garten. Mas ao menos consegui ir em uma cervejaria!

Na verdade meus plano inicial era ir em duas cervejarias, a Augustinerbräu e a Hofbräuhaus. Se eu contar ninguém acredita, eu não consegui achar de jeito nenhum a localização da Augustinerbräu. Ou eu sou cega ou sei lá.. fato é que eu não achei.

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Bom, mas pra encurtar conversa eu consegui achar a Cervejaria Hofbräuhaus (aleluia), mas foi por pura sorte mesmo. Ela fica bem em frente ao Hard Rock Cafe Munchen, então não tem erro.

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A Hofbräuhaus é a cervejaria mais famosa da cidade e foi fundada a muuuuito tempo atrás, mais precisamente em 1589, pelo Duque William V da Bavária e desde então, se tornou uma das cervejarias mais famosas do mundo. Pra ter uma idéia do tamanho do lugar, a cervejaria ocupa um prédio inteiro no centro de Munique, são diversas entradas, inclusive é melhor evitar entrar pela porta principal, pq vai estar sempre abarrotada de gente na frente. Cada andar/ala é tem uma decoração diferente.

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Como o salão principal no primeiro andar estava lo-ta-do, eu fui subindo. O salão do segundo andar estava reservado para um evento. Sei que de tanto subir e andar pra lá e pra cá, finalmente achei um salão com alguns lugares vagos. Mas o garçom já foi me avisando que, como eu não tinha feito reserva, eu não poderia me demorar muito na janta, pq todas aquelas mesas estavam reservadas. Mesmo assim, eu tive tempo suficiente pra comer tranquilamente e repetir tudo novamente antes da excursão de chineses invadirem o local.

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Além da cerveja, também podemos provar diversos pratos típicos da Alemanha, como as salsichas (wurst), o joelho e costela de porto, repolho, entre outros.

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Eu aproveitei pra provar uma Weisswurst, ou seja, uma salsicha de cor branca (quase desmaiada), que é feita com carne de gado.

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Pra companhar pedi um pretzel, que estava ótimo. E claro, cerveja! Na primeira rodada pedi uma Weissbier feita de trigo e na sequencia pedi uma do tipo Helles. A principal diferença entre elas (segundo o garçom) é que uma tem alta fermentação e a outra baixa fermentação… Agora não me pergunte o que isso quer dizer exatamente! Mas ambas as cervejas são excelentes!

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As cervejas geralmente são servidas em uma canecona de vidro de 1 litro, isso mesmo, um litro. Essas canecas gigantes são chamadas de “Mass”. Mas se caso um litro for muito, é possivel pedir um copo menor, como eu fiz, pra aproveitar e provar outros tipos de cerveja também.

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Como eu resolvi repetir tudo, exatamente igual, não sobrou espaço pra sobremesa. Mas dizem que o applestrudel de lá é ótimo.

No salão onde eu jantei, tinha um palco onde a banda estava se arrumando pra se apresentar pra excursão de chineses. Então pra quem quiser ver uma apresentação de música com danças típicas da região, fica a dica: fazer reserva para a janta!

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Nessa viagem entre Suiça, Áustria e terminando na Alemanha, eu comi super bem. Todos os pratos são muito bem servidos. E diferentemente do que encontramos em alguns outros países na Europa, a comida não é apimentada. Ainda bem! E preço? Achei super barato, e olha que comi muito bem!

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A Hofbräuhaus fica na rua Platzl 9, 80331 München, Alemanha. Em frente ao Hard Rock Café de Munique e bem perto da Marienplatz, a principal praça da cidade.

Roteiro de 1 dia em Munique

A primeira coisa que podem pensar sobre o título desse post é que eu sou louca. Apenas 1 dia em Munique (München, em alemão)? Sim, pro que eu tinha em mente esse tempo deu bem certinho. Claro que eu não pretendia conhecer a cidade tooooda.

Apesar de Munique ser a capital da região da Bavária, não é preciso reservar uma infinidade de dias pra conhecer a cidade, pelo menos não as atrações turísticas principais.

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Pra mim Munique sempre foi sinônimo de muuuita cerveja, Oktoberfest, Bayern de Munique e BMW. Exceto a Oktoberfest, todo o resto eu consegui provar/conhecer.

Bom, eu cheguei em Munique vindo de trem de Viena numa viagem que levou mais ou menos umas 4 horas (com apenas duas paradas pelo caminho). Desembarquei na Estação Central de Munique (München Hauptbahnhof) ao meio-dia e fui direto pro hotel deixar minha mala. Tive a tarde toda pra explorar a cidade e mais a tarde toda do dia seguinte também.

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Não existe lugar melhor pra começar um roteiro em Munique senão pela Marienplatz, a principal praça da cidade e onde praticamente tudo acontece.

O grande destaque da praça com certeza é o prédio onde fica a prefeitura de Munique (Rathaus). Além do seu estilo neogótico, várias pessoas se aglomeram ali também para ver o showzinho dos bonecos de madeira se apresentando na Torre do Relógio. Diferente de outros showzinhos nesse estilo, esse não acontece todas as horas cheias, então é preciso se programar pra ver. Apesar de serem apresentações diferentes, eu já tinha visto em Praga, então acabei não esperando pra ver.

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Uma coluna no centro da praça também chama atenção, a Coluna de Maria (com uma estátua da Virgem Maria totalmente feita de ouro), que foi erguida para comemorar o fim da ocupação da Suécia durante a Guerra dos Trinta Anos.

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Logo ao lado da Marienplats fica a Peterskirche, a igreja mais antiga da cidade, que tem uma decoração interna super bonita.

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E, também, um mirante bem no alto da sua unica torre de 92 metros de altura. A infelizmente não tem elevador pra ir até lá, então fiz o esforço de subir os 306 degraus só pra poder ter essa vista de Munique lá do alto…

A prefeitura

A prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Marienplatz vista do alto

Marienplatz vista do alto

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Englischer Garten

Englischer Garten

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Inclusive o grande destaque da vista é a Frauenkirche, meu próximo destino. Essa igreja, como deu pra perceber pela foto, é a maior igreja de Munique. Também é possivel subir em uma das suas torres, mas eu achei que ver Munique lá do alto sem ela aparecer não teria a menor graça e preferi conhecer apenas o seu interior.

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As torres de outro ângulo

As torres de outro ângulo

Engraçado que, ao mesmo tempo que a sua fachada exterior chama atenção, o seu interior é bem simples. Exceto pelos seus vitrais, que são muito bonitos.

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Dois outros destaques dessa igreja ficam por conta do Mausoleu do Imperador Ludwig IV da Bavária, que está logo na entrada, no lado direito.

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E também, bem em frente a porta de entrada principal, a “Pegada do Diabo” (Teufelsschritt) que segundo a lenda, diz que o Diabo tinha proibido os arquitetos da igreja de construirem janelas. Fato é que, as janelas existem, mas as colunas foram construidas de tal forma, que ao ficar parada na “Pegada do Diabo” parece que a igreja não tem janelas, pq não dá pra ver nenhuma. Bom, lenda ou não, a obra ficou perfeita (e cumpriu o seu proposito, enganar o Diabo!).

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Pra terminar essa primeira tarde, fui conhecer o Hofgarten, o parque que fica junto ao Münchner Residenz, um palácio localizado bem no centro de Munique.

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Como o dia tava bonito, aproveitei pra dar uma caminhada pelo parque e ver de perto o estilo italiano renascentista do templo que foi construído para homenagear a Deusa Diana.

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O Münchner Residenz foi residencia oficial dos Reis da Bavaria. No total, é possível conhecer três partes do palácio: o Museu Residenz, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés.

Entrada principal

Entrada principal

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

O ticket pode ser comprado de diversas formas, para ver as três partes, para ver apenas uma parte ou ainda pra ver o Museu + o Tesouro Real. Eu acabei optando por comprar esse ultimo tipo de ticket. Comprei meu ingresso lá na hora mesmo e não peguei fila. Foi super rapidinho!

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A parte dedicada ao museu é relativamente grandinha e o percurso interno tem apenas um unico sentido, o que facilita muito a visita.

Outra entrada

Outra entrada

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Como é de se imaginar, o palácio tem uma decoração interna super luxuosa, com mobilias, obras de arte, objetos pessoais espetaculares. A parte dedicada ao Tesouro Real tem cada jóia de deixar a gente de queijo caido. Infelizmente não dá pra tirar foto de nada lá dentro, mas teve uma parte que não tinha nenhum fiscal olhando e já que tava todo mundo batendo foto, eu aproveitei e entrei no embalo.

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Ali perto do Residenz, perto da entrada que dá acesso aos jardins do palácio, fica uma loja/test-drive/museu da Mercedes-Benz, com um café no segundo andar. Achei bem interessante!

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Quero um desses!!!

Quero um desses!!!

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A minha segunda tarde em Munique começou depois que voltei de um bate-volta a Dachau, onde fica um dos vários campos de concentração da Alemanha (tema para outro post). Nesse dia, resolvi ir nos lugares mais longes do centro da cidade: o estádio Allianz Arena e o Complexo da BMW (BMW Welt + BMW Museum). E pra facilitar o meu deslocamento, escolhi andar de metro, claro.

Para ir até Estádio Allianz Arena, por onde também cheguei usando o metro linha U-6 (cor azul) sentido Garching-Hochbrück e descer na estação Fröttmaning. Essa estação é super bem sinalizada e é muito fácil chegar até o estádio. Saindo do metro, logo de cara não dá pra ver o estádio, é preciso atravessar uma plataforma e ai sim, lá do fundo dá pra avistar o Allianz Arena, um dos maiores estádio de futebol do país.

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Ele é usando tanto pelo Bayern de Munique como pelo seu rival, o  TSV 1860 Munique e eventualmente pela seleção alemã, claro.

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Pra entrar nas dependencias do estádio, não precisa pagar nada, mas pra fazer o tour sim. Eu desisti de fazer o tour do ultimo horário, as 16:30 pq a fila pra comprar ingresso estava enorme, gigante mesmo.

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Então aproveitei pra apreciar a estrutura externa do estádio, ir na lojinha de souvenirs (que tem bastaaaante coisa legal) e dar uma voltinha por lá. O lugar é bem organizado, super bem sinalizado e muito tranquilo!

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A BMW, a Volkswagen e a Audi são as marcas de carros mais famosas da Alemanha, certo? Certíssimo! Talvez tenha até outras, mas no momento só me vieram essas à cabeça. Quando eu estava organizando essa viagem, li sobre a existencia do Museu da BMW e logo me interessei em ir conhecer. Não sei se as outras empresas tem um museu ou algo do tipo, mas achei interessante a visita.

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Primeiro fui diretamente ao BMW Welt, ou seja, ao “Mundo BMW”. Esse prédio tem dois andares com diversas alas com exibições os lançamentos tanto de carros da própria BMW, como de carros de outras marcas que atualmente fazem parte do Grupo BMW, como Rolls Royce e Cooper.

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Sem esquecer das motos (uma mais impressionante que a outra) e os carros conceitos que estão sendo desenvolvidos para serem carregados na energia.

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E os carros antigões? Achei esse lindão!!!

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E esse então?

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Já para ir até o BMW Museum, é preciso atravessar uma rampinha que passa por cima de uma rua movimentadíssima. O museu tem em exibição diversos modelos de carros, desde os primeiros modelos fabricados até os mais recentes.

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E ainda tem essa “ala” dentro do museu que achei legal.. conforme a gente vai subindo a rampa, tem telas informativas contando um pouco de como cada detalhe do carro foi planejado, desde o design dos bancos, as rodas, os motores ao longo dos anos até chegar na parte que fala um pouco das tecnologias atuais.

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Para ir até lá de metro partindo da estação central de trem de Munique é bem fácil, é só pegar a linha U-3 (cor laranja) sentido Moosash e descer na estação “Olympiazentrum”. Não tem erro, ao sair da estação, a gente já dá de cara com o predio modernão do BMW Welt.

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Outras infos:

Como eu disse no inicio do post, eu cheguei em Munique de trem, mas o trecho de saida (em direção a Londres) eu fiz de avião. Munique é servida por dois aeroportos: o Aeroporto de Memmingnen (geralmente utilizado pelas cias aéreas de baixo custo e fica bem mais longe do centro da cidade, uns 90 km) e o Aeroporto Internacional de Munique Franz Josef Strauss ou Flughafen München (IATA: MUC), considerado o segundo maior aeroporto do país, ficando atrás somente do Aeroporto de Frankfurt. Esse ultimo aeroporto tem uma localização mais central (30 km do centro), então acabei optando por pegar meu voo ali.

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Como era esperado, esse aeroporto é gigaaaante, tem dois terminais. Meu voo pra Londres era com a British, então acabei não conhecendo o terminal exclusivo da Lufthansa, que eu imagino que seja bem melhor que o terminal 1. Aliás, estava esperando bem mais do free shop do terminal 1, onde peguei o voo pra Londres.

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Para ir do aeroporto até o centro, a melhor opção são os trens regionais, chamados de S-Bahn, através das linhas S1 ou S8. Cada uma dessas linhas tem uma particularidade, então acabei optando por pegar a linha S8, que fazia o trajeto de forma direta. A linha S1 tambem faz de forma direta, mas como numa certa altura ela se divide em duas, preferi não arriscar de pegar o trecho errado. Então, meu conselho é sempre pegar a linha S8! Em ambas as linhas o tempo de deslocamento é de 45 minutos. Dá pra compar esse ticket nas maquinas na Estação Central e ele precisa ser validado (numa maquininha azul) antes de entrar do trem, claro.

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A estação de trem do aeroporto está convenientemente localizada na Área Central, bem no meio dos dois terminais. Então não tem erro, é só subir as escadas rolantes e procurar as placas que indiquem o respectivo terminal de onde o voo vai sair.

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Já o sistema de transporte público de Munique é super eficiente e totalmente integrado. Com um mesmo bilhete é possivel andar tanto de ônibus, de tram, as seis linhas do U-Bahn (metro) ou de S-Bahn (trens regionais).

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Os bilhetes podem ser facilmente comprados tanto nas máquinas como nos guiches de atendimento. Existem tickets individuais (single ticket), por dia (day ticket), para 3 dias (3 days ticket) ou pra uma semana (one week ticket).  E as máquinas aceitam tanto dinheiro como cartão de crédito (é melhor pagar com cartão de credito, existem mais máquinas disponiveis nessa configuração). Se for comprar nas máquinas, como eu fiz, tem que ficar atento a um detalhe, ao comprar o ticket por dia é necessário que ele seja comprado no dia em que vai ser usado. Eu quis me adiantar e comprar o meu ticket na noite anterior da minha ida a Dachau e tive que ir no guiche trocar. Por sorte, eu reparei que a data só era válida pro dia da compra, ou seja, no outro dia ele não seria mais valido. Fui no guiche, expliquei o que aconteceu e o rapaz trocou o ticket pra mim sem problemas. Então, fica a dica!

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No geral, o trens são novos e estavam bem conservados. As estações por onde passei são um loucura, muita gente, as vezes é um pouco confuso de se achar, mas logo a gente pega o jeito.

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Ah, importante: é necessário validar o ticket em uma maquininha de cor azul antes de entrar no metro ou nos trens regionais (como pra ir até Dachau).

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Enfim, é isso! Então eu só aconselho a seguir esse roteiro em caso de tempo bom, se estiver sozinho e se for extremamente objetivo em conhecer as coisas, sem se perder nas lojas ou ficar horas olhando coisas em lojinhas de souvernirs. =D

Munique: Hotel Four Points by Sheraton München Central

A tarefa de escolher um hotel em Munique não foi fácil, pois existem milhões de opções para todos os bolsos. Eu queria um hotel bom e que ficasse perto da estação de trem. Bom, hotéis desse tipo existem aos montes, mas depois de pesquisar muito, acabei optando pelo Hotel Four Points by Sheraton München Central.

Quando eu estive na Alemanha no ano passado, era inicio de novembro, ou seja, primeira semana pós Oktoberfest, então dá pra imaginar como estavam os preços das diárias dos hotéis nessa época: SUPER BARATAS!

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Não vou dizer que esse hotel tem uma localização nota 10, mas pro que eu queria a localização estava ótima. Era perto da estação central (mais ou menos umas 6 quadras), pois eu iria fazer dois bate-volta a partir de Munique, um para Dachau e outro para Nuremberg.

O quarto que eu reservei era “Quarto Duplo Superior”, pertencente a categoria mais básica do hotel. O quarto era relativamente grande, bem espaçoso mesmo, tinha uma cama de casal inteirinha só pra mim. O banheiro era bem espaçoso também e além do básico, ainda tinha produtos como shampoo, sabonete e creminhos.

Junto a recepção ainda tinha um bar e um restaurante. Não almocei ou jantei nenhum dia no restaurante, então não posso dizer como é a qualidade e as opções disponiveis. Mas passei pelo bar todos os dias, e sempre tava rolando algum “drink do dia” por um preço bem aceitável. Junto ao bar ficavam 2 computadores com internet a disposição de todos os hospedes, porém nunca consegui encontrar nenhum deles livre, então usei a internet através do meu iphone mesmo.

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A unica coisa que não gostei muito foi o fato de que não era possível acessar a internet wi-fi nos quartos. Sempre que queria utilizar a internet tinha que ir até o bar (por isso que fui lá todos os dias!!!) que ficava na entrada do hotel. Por sorte, o bar era bem animado e os garçons bem atenciosos. Mas enfim, a qualidade da internet era ok e a conexão caiu umas 2 vezes apenas, no máximo. Quem quisesse usar a internet a cabo no quarto, tinha que pagar uma taxa extra. Juro que ainda não consigo entender pq um hotel desse porte ainda cobra pelo uso da internet!

Pelo valor que paguei por cada diária, também não estava incluido o café da manhã. Como já disse muitas vezes aqui no blog, isso não é nenhum problema pra mim, já que não tenho o costume de tomar café da manhã mesmo. Claro que existem opções de reserva onde o café da manhã está incluido, mas achei que o valor cobrado não valia a pena.

Ah, pra quem for a Munique em pleno mês de outubro, esse hotel fica grudado ao “pavilhão” onde acontece a Oktoberfest.

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Pra quem ficou curioso, o valor de cada diária saiu por 83,00 euros e como eu tinha ao menos uma opção pra usar a internet de forma gratuita, pra mim está tudo certo. A reserva foi feita através do site do Booking.com.

Em resumo: eu gostei bastante do hotel, voltaria a me hospedar lá com certeza. Então, fica a dica!

O hotel fica na Schwanthaler Str. 111, na região de Schwanthalerhöle.

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** Importante: Ao reservar um hotel através do site do Booking aqui pelo blog, será repassado uma comissão ao blog Contando as Horas **

** Não sabe como utilizar o site do Booking? Aqui vai um post bem detalhado sobre como escolher e reservar um hotel. **

Roteiro: EuroTrip 2012 – Post Indrodução

Esse ano demorou pra passar, nem acreditei quando finalmente o dia 16 de outubro chegou e com isso a nossa EuroTrip 2012 começou! Mesmo eu já tendo morado em Edimburgo e viajado bastante nesse período, eu tava super nervosa (muito nervosa mesmo), principalmente na semana que antecedeu a viagem. Não sei exatamente o pq, já que eu tinha organizado, reorganizado, verificado, verificado tudo de novo, mas mesmo assim sempre tinha aquela sensação de que eu estava esquecendo de salvar os arquivos no email ou de imprimir alguma coisa importante. Vai entender!

Bom, eu já tinha escrito um post sobre o que basicamente iriamos fazer por lá, mas claro que os ajustes finais no roteiro só seriam possíveis depois de checar a previsão do tempo, que quer queira ou não, é um dos fatores mais importantes dependendo da atividade fossemos fazer.

Nessa viagem também eu resolvi inovar em dois quesitos:

– Primeiro: comprei passagem, reservei hotel, comprei as passagens de trem, os shows, concertos, musicais, enfim, comprei tudo por conta própria, ou seja, eu não utilizei agência de viagem em nenhuma etapa da programação das nossas férias (exceto o seguro viagem). Talvez isso explique um pouco o pq do meu nervossismo em excesso, se algo saísse errado eu teria que me virar pra resolver tudo sozinha. Mas graças a Deus, deu tudo super certo!

– Segundo: viajar com apenas uma bolsa e uma mala que se enquadrasse dentro do perfil para levar como bagagem de mão. Pra mim essa viagem teve a duração de exatos 30 dias (incluindo a viagem a Edimburgo que eu acabei decidindo ir de ultima hora), então quando a viagem já estava chegando lá pelo 20º dia, eu não aguentava mais ver nenhuma das minhas roupas! Parece exagero? Mas isso é a mais pura verdade.

Zurique

Mas vamos ao que interessa, o roteiro. A ordem da viagem permaneceu a mesma, claro. Só que com a previsão do tempo checada, podemos definir o que seria feito em cada dia. Entao basicamente ficou assim:

– 4 dias na Suíça: no primeiro dia fomos para o Liechtenstein já que teoricamente era o unico dia que marcava sol, e como ficariamos a maior parte do tempo andando ao ar livre por Vaduz (a capital), achamos que seria uma ótima escolha ir lá primeiro. A noite assistimos uma apresentação de ballet na Opernhaus em Zurique. No próximo dia, resolvemos ir pra Lucerna e subir nos Montes Pilatus e Stanserhorn. No terceiro dia fomos para Berna, a capital da Suíça e no ultimo dia ficamos em Zurique.

Castelo de Vaduz

O trecho entre Zurique e Salzburgo (nosso próximo destino) nos fizemos de trem. E mesmo tendo comprado as nossas passagens no site da SBB, empresa de trem da Suíça, nos acabamos fazendo esse trecho com a OBB, que é a empresa austriaca. Esse trecho apesar de looongo, algo em torno de quase 5 horas, nos nem vimos o tempo passar. As paisagens são lindíssimas e pode até parecer um exagero ficar sentada por quase 5 horas dentro de um trem, mas nos estavamos dando graças a Deus em poder descansar os nossos pés por um tempo.

Stanserhorn

– 4 dias em Salzburgo: no primeiro dia fomos para Innsbruck e subimos no Nordkette. A noite fomos assitir uma apresentação de música clássica na Sala de Marmore no Palácio de Mirabel. No dia seguinte, resolvemos fazer uma loucura inexplicável, que só de lembrar fico lamentando que o resultado final não foi 100%. Daqui uns dias quando escrever sobre esse passeio, todo mundo vai entender direitinho o que aconteceu. No terceiro dia fomos até a cidadezinha de Wattens, que é onde fica o museu/loja/fábrica da Swarovski. No ultimo dia ficamos em Salzburgo.

Os ursos em Berna

O deslocamento de Salzburgo pra Viena nos fizemos de trem também, com a empresa OBB, que é austriaca. O trajeto entre Salzburgo e Viena é mais curto, são apenas 2 horas e 40 minutos.

Nesse dia que fomos de Salzburgo pra Viena, aproveitamos pra dormir até um pouco mais tarde e descansar um pouco. Chegamos em Viena era meia tarde (15:44) e o único compromisso do dia era assistir a um Ballet, Quebra Nozes, na Staatsoper (Ópera Estatal de Viena).

Innsbruck

– 5 dias em Viena: onde ficamos 4 dias inteiros em Viena e fizemos um day trip para Bratislava, na Eslováquia.

Como eu já tinha escrito aqui no blog, nessa altura das férias a viagem teve duas direções: meus pais, meu irmão e minha cunhada foram pra Praga e eu fui pra Munique. O deslocamento entre Viena – Munique e Viena – Praga foi feito de trem. O tempo de viagem entre Viena e essas duas cidades é praticamente o mesmo, 4 horas e 4 horas e 30 minutos, respectivamente. Ambos os trajetos foram feitos com a empresa Austriaca OBB.

Café Sacher

– 2 dias em Praga: meus pais, meu irmão e minha cunhada ficaram só em Praga mesmo. Todos eles adoraram a cidade. Como eu já tinha ido lá no meu aniver de 2010, eu preferi passar a vez e fui me aventurar em outras terras. Mais pra frente vem um post sobre o que eles fizeram por lá.

Bratislava

– 3 dias em Munique: na verdade eu fiquei dois dias em Munique, sendo que em uma das manhãs eu fui pra Dachau, pra conhecer o campo de concentração e no terceiro e ultimo dia eu fui pra Nuremberg.  O que eu “vi” em Dachau e Nuremberg são partes lamentaveis da história da Alemanha, mas apesar de tudo, ambos os lugares se completam e deu pra entender direitinho esse terrivel capitulo dessa história. Bem interessante!

Munique e Dachau

– 5 dias em Londres: desses 5 dias programados pra Londres, 4 dias eu fiquei inteiros na cidade, sendo que em dois desses dias eu fui no WTM, World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Ainda consegui assistir o Musical Let it Be, que presta uma homenagem aos 50 anos dos Beatles. Já no outro dia fiz um day trip para Norwich, a cidade da mostarda inglesa! Claro que os 4 dias que passei em Londres mal deram pro gasto. Tá ai uma cidade que eu poderia passar o resto da minha vida que não faltariam opções do que fazer!

Chá das 17:00 na Harrods

E aos 47 minutos do segundo tempo eu mudei minha passagem de volta pro Brasil e peguei um trem rumo a Edimburgo, na Escócia!!!!!!! Nem acreditei que em menos de um ano depois de ter deixado a cidade pra voltar para o Brasil, lá estava eu de volta! Claro que eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar lá! Então, como eu já estava ali pertinho, resolvi aliar a desculpa de que o meu aniver estava próximo (dia 15 de novembro, feriadão no Brasil) e a super vontade de voltar lá, eu pensei: Pq não? Dei um jeito e organizei toda a programação no trem e quer saber? Como muita coisa eu já sabia como fazer, como organizar e tudo mais, foi bem tranquilo. As 4 horas e 22 minutos do trajeto entre Londres e Edimburgo passaram voando e graças a boa qualidade do wi-fi dos trens da East Coast eu consegui reservar todos os passeios! Mesmo tendo sido apenas 4 dias inteiros e um pela metade, o que significa que foi super hiper mega rápido, eu adorei ter voltado a minha 2 casa (ou seria 3 casa? Curitiba não pode ficar de fora)!!

A programação em terras Escocesas ficou assim: no primeiro dia fiz um day trip para St Andrews, no dia seguinte fui para a região chamada de The Borders e nos ultimos dias fiquei em Edimburgo.

Norwich Cathedral

No total foram 6 7 países (Suíça, Liechtenstein, Áustria, Bratislava Eslováquia, Alemanha, Inglaterra e Escócia) pra mim e pro restante do pessoal lá de casa foram 6 países. Apesar de a grande maioria deles serem vizinhos (exceto Inglaterra e Escócia), as diferenças culturais são enormes. A estrutura de aeroportos, estrações de trem, os proprios trens e o transporte publico em geral são espetaculares.

A unica reclamação que temos a fazer é que em muitos museus e restaurantes na Áustria e na Alemanha as legendas são apresentadas apenas em alemão, o que não facilita muito a nossa vida, né?!?!

St Andrews, na Escócia

Nossa opinião final sobre o nosso roteiro: Nos gostamos muito de conhecer todos as cidades por onde passamos. Montamos base em cidades estrategicas e tentamos aproveitar ao máximo nossos dias fazendo bate e volta. Essa foi a primeira viagem em familia que incluimos várias cidades no roteiro para um bate e volta. Hoje em dia depois de voltar da viagem e fazer aquela analise geral de tudo o que fizemos por lá, chegamos a conclusão que mudariamos apenas duas coisas nesse roteiro: precisariamos ter tido um dia a mais na Suíça e ao invés de ficar 4 dias em Salzburgo, nos deveriamos ter dividido essa parte da viagem da seguinte forma: 2 dias em Innsbruck e 2 dias em Salzburgo. Se fosse dessa forma teria ficado perfeito! Mas de qualquer forma, o importante é que deu tudo certo e nos aproveitamos muito!

Ah, e é claro que eu poderia ter ficado mais tempo em Edimburgo também, não seria nada mal, não é mesmo?!?!?! =)))

Obs.: Como já deu pra perceber, nos próximos meses vamos ter assunto de sobra aqui no blog!

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