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Ano Novo, Bali Hai Chile, Due Torri e Parque Arauco

Voltando do litoral do Chile, fomos direto pro Hotel nos arrumar. Destino? O Bali Hai!! Como em Santiago nessa época escurece lá pelas 21:00.. 21:30, foi mais ou menos a essa hora que fomos pra lá! Incrível, fomos um dos primeiros a chegar, o lugar ainda estava vazio!!!

A primeira impressão, logo na entrada estão alguns Moais enfeitando a fachada! Logo que entramos, recebemos um colar estilo “havaiano” para entrar no clima, afinal, o tal Bali Hai é uma casa de show com jantar e são apresentados danças e músicas típicas das Ilhas do Pacífico e folclore chileno! Até ai, tudo certo!

Bali Hai, no Chile

O que nos deixou “meio assim” é que as mesas estavam umas grudada nas outras, e sério, o espaço era minúsculo e a mesa tava cheia de badulaque! Os lugares já estavam escolhidos e por azar, ficamos bem no meio da mesa, ou seja, se quando o lugar estava vazio e só estavamos nós na mesa já estava apertado, imagine qdo estivesse tudo lotado.. seria o caos! Enfim, continuamos por ali! Os garçons muito insistentes, queriam fazer as coisas do jeito deles, queria servir as bebidas, as comidas e a gnt nem queria nada por enqto! Até que chegaram mais uma meia duzia de pessoas na nossa mesa gigante e em questão de 10 minutos o garçon deu um banho no pessoal derrubando os pisco sour!!! Pronto, já estavamos irritados com o apertume do lugar e decidimos abandonar o barco, simplesmente levantamos e saimos!

A mesa entulhada de badulaque, sem condições!!!!

Bali Hai

Não sei se a comida é boa, se o show é legal… só sei que estava muito mal organizado e os garçons eram péssimos, isso sem contar o lugar em q ficamos, era a primeira mesa praticamente no palco!

As pessoas conhecidas que foram e até o pessoal da agência em que compramos as passagens só falaram bem do lugar. Quando voltamos, resolvemos fazer uma reclamação e as pessoas não acreditavam que o lugar era da forma como descrevemos, enfim, inclusive vendo as fotos que o próprio site do lugar disponibilizava, estava td muito diferente… isso é fato!)

Bali Hai

E de última hora, vamos aonde? Será que vamos achar algum restaurante com mesa disponível em plena noite do 31??? Sim, o Due Torri! Nem comparação, mesa redonda, todo mundo tranquilo, buffet “a vontade” e ai sim, muita risada, pisco sour e diversão!

O esquema do restaurante era: buffet a vontade com várias comidinhas para entrada, o cardápio principal já tinha os pratos definidos, era só escolher! Vários tipos de Pisco e sobremesa! Com certeza não foi tãããão animado como imaginávamos no Bali Hai, mas foi bem legal a virada do ano!!

(O engraçado que em Santiago não tem aquelas famosas queimas de fogos de artifico durante a véspera e o dia de Ano Novo, o único lugar em que acontece é em frente a Torre Entel!)

No primeiro dia do ano de 2008, como praticamente tudo estaria fechado, à tarde fomos dar uma volta pelos arredores do hotel e depois seguimos para o Parque Arauco, uma espécie de shopping com corredores a céu aberto, restaurantes e lojas espalhados pelo pátio e o grande shopping.. diferente do que existem por aqui (pelo menos eu nunca tinha visto algo parecido)!!

O shopping Alto Las Condes também é bom! E outros restaurantes que fomos e são bons: Aquí está Coco e Isla Negra (as machas gratinadas foram aprovadas, assim como as merluzas, robalos e reinetas)!!!

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Cerro Santa Lucía, Museo de Bellas Artes e Palácio de la Moneda

Depois de passar pelo meu Palácio, sim, eu mantenho um na capital chilena.. hehehe o Palácio Bruna.. que atualmente é a sede da Câmara do Comércio de Santiago.

Palácio Bruna

Muito próximo está o Cerro Santa Lucía, foi ai que em fevereiro de 1541 o espanhol Pedro de Valdivia fundou a cidade de Santiago. No topo dos seus 70 metros se tem uma boa visão de Santiago. Nos pés do morro tem o Centro Exposición y Arte Indigena, que é legal pra conhecer a cultura dos índios e comprar uns CDs de musicas típicas chilenas.

Cerro Santa Lucía

Depois seguimos para o Museo de Bellas Artes, o edifício atual foi inaugurado em 1910 e em sua inauguração tbm foi comemorado o primeiro centenário da Independência do Chile. O museu já recebeu exposições importantes como de Leonardo da Vinci mas, as principais exposições atualmente são de obras de autores chilenos e de estrangeiros que já viveram no Chile, como no Caso de Rugendas (que se não me engano era alemão ou austríaco que viveu em Santiago por um tempo).

Museu de Belas Artes

Museu de Belas Artes

Museu de Belas Artes

No almoço, fomos para o Restaurante Ostras Azocar, que tem uma espécie de aquário com peixes, ostras e outros bichos vivos e vc escolhe o que quer comer na hora. Meu pai, meu irmão e demais experimentaram ostras in natura, eu não tive coragem.. mas pelas caras, o gosto não agradou. Mas o prato principal foi as famosas Centollas, que são uns carangueijos gigantes que habitam as águas geladíssimas do Pacífico e o gosto é bem semelhante ao do camarão. O valor é um pouco salgado, mas antes da viagem nos falaram tanto do tal carangueijão que nos obrigamos a experimentar e digo mais.. Vale a pena!

Centollas

Centolla

Vinho William Cole

Dali seguimos para o Palácio de la Moneda, sede da Presidência do Chile e também é sede de outros órgão governamentais chilenos. Ao Sul, passa a Av. Libertador Bernando O’Higgins (só pra se localizar). O Palácio fica no meio de duas praças, a Praça da Cidadania (é a praça que fica nos “fundos” do Palácio de la Moneda, nela está a estátua de Arturo Alessandri que foi presidente do Chile por duas vezes e uma enorme Fonte de água) e a Praça da Constituição (fica em frente a entrada principal do Palácio e é onde ocorre a troca da guarda Chilena todos os dias).

Palácio de la Moneda

Estátua de Arturo Alessandri, no Palácio de la Moneda

O Palácio de la Moneda tem esse nome pq ele tinha sido construído para abrigar a Casa da Moeda quando o Chile era colônia da Espanha. Durante a Independencia do Chile, foi neste palácio que se cunharam as primeiras moedas do país já independente. No pátio dentro do Palácio tem uma fonte e vários pés de laranjas, chamado de Pátio de los Naranjos. A Plaza de La Ciudadania foi construída onde antes era uma pequena praça e os estacionamentos do Palácio.

Centro Cultural Palacio de la Moneda

Centro Cultural Palacio de la Moneda

Na parte subterrânea foi construída o Centro Cultural de la Moneda fazendo parte do Projeto do Bicentenário do Chile. Vale a pena conhecer e caminhar pelas enormes rampas internas do Centro Cultural!!

Mercado Central, Borde Río e Valle Nevado

No Natal, quase tudo estava fechado na cidade então, resolvemos ir conhecer o Mercado Central. A construção por fora é bem bonita, chama a atenção pelo seu estilo art nouveau. Quando foi contruído em 1800, era para ser uma estação de trem. Entramos pelo lado onde são vendidos os peixes, talvez esse foi o pequeno vacilo que não nos permitiu almoçar lá, já q eu (acho q só eu) vi uma cena nada muito agradável!!! Assim, resolvemos apenas passar entre as “barraquinhas” e ver os peixes, moluscos, centollas, entre outros, andamos um pouco pelos restaurantes e passamos pelas “barraquinhas” de outros produtos típicos chilenos, ervas, temperos, enfim.. tudo que é utilizado na culinária do país!!

Mercado Público de Santiago

Então fomos para o Borde Río, um lugar que parecia as ilhas da Grécia (pelo que já vi em fotos, pq ainda não coloquei meus pézinhos por lá), com vááários restaurantes, um do lado do outro. O restaurante escolhido não foi nenhum de frutos do mar ou culinária chilena e sim uma Pizzaria chamada Peccatore, mas o vinho era chileno!!!!! O complexo de restaurantes fica no bairro de Vitacura e vale muito a pena conhecer e almoçar ou jantar por lá!!!

Borde Río

Após o almoço resolvemos ir ao Valle Nevado que  fica a 45 Km de Santiago.. Valle Nevado em pleno verão??? Sim!!!! Então, a primeira coisa que nos chamou a atenção foi a qualidade das estradas chilenas, PERFEITAS! A subida pro Valle Nevado não é nada agradável (aproximadamente 3.000 metros de altura) e em pleno verão (sem neve, lógico) já dá um medão danado subir lá.. fico imaginando quem vai no inverno, com muita neve e aquela estradinha super estreita que parece que o carro não vai passar.. MEDO!!!

Valle Nevado

Sr José, o nosso guia, nos contou que na temporada de inverno a pista é mão única, e pela manhã só sobem os carros e no final da tarde só desce.. o que nem poderia ser diferente!!!

A subida deve ser feita lentamente, com algumas paradas pelo caminho por causa da altitude.. então fizemos duas paradas, na primeira, tinha uma bela vista das montanhas verdinhas, com várias ovelhas, jegues, entre outros. Já na segunda parada, começamos a ver a neve em algumas partes das montanhas ao redor e o calor começou a diminuir e o vento aumentou.. E finalmente na terceira e última parada, o frio tava pegando geral.. e nós desprevenidos, quase congelamos!!!!

As instalações na estação de ski não funcionam no verão e tudo estava fechado (como esperado), mas mesmo assim valeu a pena conhecer!!!

Concha y Toro e Cerro San Cristóbal

Era véspera de Natal.. seguimos logo cedo rumo ao Vale del Maipo para fazer o Tour na Viña Concha y Toro , uma das mais famosas do Chile. O Vale tem esse nome, pq é por onde segue o Rio Maipo, esse rio é formado principalmente pelo degelo da Cordilheira dos Andes. Nesse Vale estão as mais antigas viñas do país, além da Concha y Toro que já citei, tem também Santa Carolina, Tarapacá, Undurraga, Santa Rita e várias outras (citei apenas as que já ouvi falar ou  que já experimentei os vinhos).

Vale del Maipo

Chegando lá, fomos comprar as entradas e o próximo tour era só as 11:00. O tour é breve, em torno de uns 40 minutos e começa com um pequeno passeio pela propriedade, pelo casarão da família e seguimos para ver as plantações, com explicações sobre cultivo, clima, tipo de uvas, processo de armazenamento e degustação de alguns vinhos, se não me engano foram 3  no total (Terrunyo, vinho branco; o famoso Casillero Del Diablo, Marque Casa Concha). Nesse Vale, a principal uva cultivada é a Cabernet Sauvignon!!

Vinho Concha y Toro

O vinho Casillero del Diablo tem uma história interessante, a “lenda” existe pq Don Melchor guardava algumas garrafas de vinhos para festas e datas importantes em um galpão e essas garrafas começaram a desaparecer e para evitar novos sumiços, ele começou a espalhar a história de que haveria um “diablo” cuidando de seus vinhos.

Viña Concha y Toro

Viña Concha y Toro - Casillero del Diablo

Viña Conha y Toro - Casillero del Diablo

Seguimos para o Cerro San Cristóbal, é possível subir a pé, de carro e funicular. Para ter acesso, é necessário pagar a entrada, o valor é simbólico, em torno de 3,00 dólares!! Lá tem o Zoológico Nacional na base do morro e no topo está o Santuário de La Inmaculada Concepción, com a estátua da Virgem Maria. A estátua tem aproximadamente 36 metros de altura e é toda pintada de branco e pode ser vista de vários lugares da cidade. É deste Cerro que se tem uma das melhores vistas da capital chilena e da Cordilheira dos Andes.

Vista do Cerro San Cristóbal

Vista do Cerro San Cristóbal

Cerro San Cristóbal

A ceia de Natal foi no Hotel Kennedy, o restaurante fica logo na entrada do edifício, no térreo. A ceia é servida a francesa. A melhor parte ficou por conta dos camarones equatorianos e os vinhos chilenos, é claro!!!!

Aeroporto em Santiago

Chegamos em Santiago um dia antes da véspera de Natal. Achei que o aeroporto ia estar lotado, mas muito pelo contrario, estava bem tranquilo!! Como estavamos muito apreensivos, afinal eram praticamente 11 dias num país que supostamente nunca tinhamos ouvido falar nada, seja coisa boa ou ruim, pois o Chile quase nunca é notícia, né?!?!

Desembarcamos no  Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez ou simplesmente Aeroporto Pudahuel (IATA: SCL) perto do meio-dia. O aeroporto fica aproximadamente 17 km do centro. O guia já estava nos aguardando lá na saída do desembarque.

Aeroporto Internacional de Santiago

O aeroporto tem 2 terminais, um para voos nacionais e outro para voos internacionais. É um dos aeroportos mais modernos da América do Sul. O free shop é bem grandinho e tem bastante opções (mas nada se compara com o de Buenos Aires). Tinha uma lojinha de souvernirs chileno cheeeeia de opções, com coisas bem legais!!!

As opções de transporte até o centro, além de táxis que vi aos montes por lá, vi ônibus tbm, mas não sei dizer se o metro de Santiago chega até o aeroporto.

A primeira impressão, tirando o céu azuuuul sem uma nuvem sequer, é a organização tanto do aeroporto como da cidade, a educação das pessoas e a limpeza (acho que fiquei impressionada, pq essa última vez que estivemos em Buenos Aires a cidade estava um “caos”)!!!

Ah!! Lembro que no voo de volta para o Brasil, a taxa de embarque é paga lá um pouco antes do acesso ao portão de embarque!! Achei um pouco estranho, pq aqui no Brasil isso não acontece, já pagamos junto com a passagem! (não sei se ainda é assim, mas vou descobrir)

Para trechos abaixo de 500 km, o valor ficava próximo dos $5.ooo pesos chilenos e para trechos acima de 500 km (nosso caso) ficava próximo de $25.ooo pesos chilenos.

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