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Como andar de trem na Áustria e entre a Suíça e a Áustria

Uma das coisas que mais fizemos nessa EuroTrip 2012 foi andar de trem. E motivos foi o que não faltou pra justificar essa escolha: muitas opções de destinos, horários, pontualidade, comodidade, eficiência, deslocamentos rápidos, entre outros.

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Então, nesse post eu vou escrever sobre a nossa experiência em nos deslocar de trem entre Zurique, na Suíça e Salzburgo, na Áustria, mas também vou aproveitar para escrever como foram os nossos deslocamentos entre Salzburgo e Innsbruck e de Salzburgo a Viena, já que o tipo de trem e os procedimentos foram os mesmos.

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Tanto a Suíça como a Áustria tem uma malha ferroviária de dar inveja. Todas as grandes cidades e praticamente todos os vilarejos desses dois países tem sua própria estação de trem, o que facilita muito os passeios entre essas cidades.

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A empresa responsável pelos trens na Suíça é a SBB – CFF – FFS, já na Áustria quem cuida desse departamento é a empresa ÖBB.

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→ As estações de trem

Estação Central de Zurique (Zürich HB) é a maior e uma das principais estações de trem da Suíça. Tem uma localização excelente, literalmente no meio da cidade e bem perto de todas as principais atrações da cidade. Em Zurique, praticamente tudo relacionado a transportes em geral (trens, trams e ônibus) estão reunidos ali ou nos seus arredores. Essa estação é relativamente grande, mas não é tão grande quanto a estação de Waterllo ou a Victoria Station em Londres, mas pros padrões suíços, eu diria que ela é gigante. Pra quem chega de avião ou de trem, inevitavelmente vai passar por ela. O balcão de informação tem funcionários bem prestativos e que nos fazem morrer de inveja, já que eles falam muitos idiomas (como por exemplo: alemão, francês, italiano, inglês e espanhol), o guiche de atendimento eu achei relativamente pequeno, muitas vezes as filas eram tão grandes que pra não perder tempo, quando nós precisavamos comprar algum ticket nós usamos as máquinas. O melhor horário pra comprar passagem diretamente nos guiches é a noite, mas só depois das 20:00, antes disso é praticamente impossível. Uma coisa que eu gostei MUITO, foi o fato de ter uma Sprüngli bem no meio da estação. Aproveitei pra passar ali todos os dias pra comprar alguma coisinha pra comer durante o day trip do dia. Mas pra quem acha que não vale a pena desembolsar uma certa fortuna por um lanche da Sprûngli, existem muitas outras opções de restaurantes e barraquinas vendendo todos os tipos de coisas, principalmente pretzels. A estação tem um andar subterraneo também, onde podemos encontrar muitas lojas, lojinhas de souvenirs, lanchonetes e os guarda-volumes.

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Estação Central de Salzburgo (Salzburg Hbf) também é a principal estação de trem da cidade. Ela fica um pouco mais afastada do centro da cidade, mas o transporte público é muito bom e eficiente. O deslocamento até o Centro Antigo de Salzburgo leva uns 10 minutos, mais ou menos. Quando nós estivemos lá, em outubro de 2012, a estação estava passando por uma reforma. A parte que já está pronta ficou super bonita e bem moderninha. Mesmo Salzburgo sendo considerada uma “cidade grande” na Áustria, a estação de trem é super pequena. Como em todas as estações da Europa, existem tanto os guichês como as máquinas pra comprar ou retirar os tickets comprados pela internet, inclusive tem uma parte dedicada especialmente pra venda de passagens pra Alemanha, com a DB Bahn, já que Salzburgo fica bem próximo da fronteira com a região da Bavária. Pra quem precisar comprar alguma coisa pra viagem, dentro da estação tem um supermercado, uma livraria e uma lojinha de souvernirs.

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Estação Central de Trem de Innsbruck (Innsbruck Hbf) ao contrario da estação de Salzburgo, a estação de Innsbruck ainda não passou por uma reforma. A sua localização é bem central, dá pra ir caminhando até o Centro Antigo da cidade, onde estão as principais atrações turísticas. Nessa estação também existe um supermercado, um Mc Donalds e mais algumas lojinhas. Junto a estação também fica o Terminal de ônibus da cidade.

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Estações de Trem de Viena: enquanto a estação de trem central de Viena (Südbahnhof) não fica pronta, as estações mais utilizadas atualmente pra quem chega a cidade vindo de trem, seja da Suíça, da Alemanha ou da Rep Tcheca vão ser as estação Westbahnhof ou a Meidling. Como nós chegamos na cidade vindos de Salzburgo, o desembarque foi feito na Westbahnhof, considerada uma das maiores estações de trem de Viena. São dois ou três andares, além parte dedicada ao sistema de metro da cidade. Nessa estação sim eu recomendo chegar com uma certa antecedência por dois motivos: como a estação é relativamente grande, pode ser um pouco confuso se deslocar por ali e pq existem varias lojas (de roupas, calçados, souvenirs e lanchonetes), parece até um shopping center. Quem vem do centro da cidade pra pegar algum trem ali, vai precisar subir dois andares por escadas rolante até chegar nas plataformas dos trens. Em horário de pico a estação também fica lotada e com fila pra tudo, inclusive pra subir as escadas. Então fica a dica: importantíssimo chegar com tempo pra não correr o risco de perder o trem!

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→ Onde comprar as passagens

As passagens de trem podem ser compradas de três maneiras: na internet, nas máquinas e nos guichês de atendimento. Quem preferir comprar os tickets pela internet como nós fizemos, a melhor opção é comprar diretamente no site da empresa responsável pelos trens de cada país. Na Suíça os tickets estão a venda no site da SBB – CFF – FFS  e na Áustria, podem ser encontrados no site da ÖBB.

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Assim como na grande maioria dos outros países europeus, as passagens de trem quando forem compradas pela internet, vão estar disponíveis apenas com 90 dias de antecedência da data desejada pra viagem.

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Lembro que quando começamos a organizar essa viagem, o site da ÖBB era a versão antiga, bem confusa de comprar os ingressos. Mas quando faltava uns 70 dias pra nossa viagem, eu entrei no site pra fazer os orçamentos e ver as opções de horários e qual não foi a minha surpresa ao ver que tudo tinha mudado. O site ficou excelente, muito mais fácil de navegar.

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Apenas faço um alerta pra quem for comprar as passagens por esse site da ÖBB com relação a reserva de assentos: essa opção está disponível mas ela fica meio “escondida”, bem no final da página.

→ As passagens de trem

Logo após comprar as passagens de trem pela internet, tanto no site da SBB quanto no site da ÖBB, nós recebemos um email com todas as passagens e um recibo da compra. As informações contidas nas passagens estavam todas escritas em alemão, o que muitas vezes não facilitava muito a nossa vida. Afinal, quem sabe qual é a palavra em alemão equivalente a plataforma, assento, vagão e coisas desse tipo?

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As passagens são nominais, ou seja, o nosso nome deve ser preenchido exatamente igualzinho como está no passaporte. Durante todas as viagens, os funcionários do trem passam conferindo as passagens e pedem pra verificar o nosso passaporte também.

Quanto ao recibo da compra, é importante levar junto, não pelo fato de que ele vá provar que realmente a passagem foi paga, mas pq é ali que estão todas as informações importantes da viagem, como horário de saida e chegada do trem, platarfoma, números dos nossos assentos e a classe escolhida (1st class ou standard).

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Quando os bilhetes são comprados na própria estação, todas as informações necessárias estão no próprio bilhete. Dentro do trem, nesse caso, nunca foi solicitado o nosso passaporte.

→ Primeira ou Segunda Classe

Como eu já comentei no inicio desse post, os deslocamentos que fizemos foram entre cidades principais. O primeiro trajeto foi entre Zurique e Salzburgo (trecho só de ida), fizemos também o trajeto entre Salzburgo e Innsbruck como um day trip (trechos de ida e volta) e por fim, o ultimo trajeto foi entre Salzburgo e Viena (apenas a ida).

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Sabiamos que o valor da passagem é um pouco mais caro quando comprado somente um trecho, mas não tivemos outra opção. Então o jeito foi se conformar com esse detalhe.

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Enquanto montavamos o roteiro, a primeira coisa que pesquisamos foi o tempo de viagem entre essas cidades, então baseado nisso definimos fazer o seguinte:

– trecho Zurique – Salzburgo compramos na 1 classe;

– trecho Salzburgo – Innsbruck compramos na 2 classe;

– trecho Salzburgo – Viena preferimos comprar na 1 classe também.

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Como nós tivemos a oportunidade de andar nas duas classes, foi possivel fazer um comparativo. Na verdade, o Railjet foi o trem usado em todos esses trajetos. Ele é um trem de alta velocidade e é super novinho. Exceto as diferenças obvias, ambas as classes são muito boas. As principais diferenças são:

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– na 1 classe ou 1st class: a configuração do vagão é 2-1, ou seja, 2 poltronas – corredor – 1 poltrona, as poltronas são de couro, tem mais espaço pras malas, existe um cardápio especial com diversas opções pra quem quer almoçar/jantar ou apenas fazer um lanchinho (o preço é bem tranquilo, não é nada um absurdo do tipo “impagavel”), tem tomada pra carregar celular/notebook e geralmente o vagão esta mais vazio.

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– na 2 classe ou standard class: a configuração do vagão é 2-2, ou seja, 2 poltronas – corredor – 2 poltronas, as poltronas são de tecido, um funcionário passa com um carrinho carregado de salgadinhos, bolachas, chocolates e bebidas e quase sempre todas as poltronas estão lotadas.

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– em ambas as classes: existe opção de 4 lugares com mesinha no meio e os bancos individuais ou duplos no sentido que o trem vai ou no sentido contrario. Ah, e em nenhuma das classes é oferecido internet wi-fi, seja incluido no valor da passagem ou como opção pra quem quiser comprar separado (como existe nos trens que fazem o trajeto entre Londres e Edimburgo).

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→ As paisagens pelo caminho

Todo mundo tá cansado de ouvir falar que o interior da Suíça é lindíssimo. Sim, isso é verdade! O interior da Áustria é igualmente bonito também. Portanto, esse trajeto entre a Suiça e a Áustria rendeu ótimas fotos, né?

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→ Reservas de assento

Em todos esses trechos que fizemos foi possível escolher o tipo de vagão que queriamos e reservar os nossos assentos e o melhor de tudo, sem custo extra. Nesse trem em especial, o Railjet, existem dois tipos de vagões, um com configuração de poltronas normais e outra pra deficientes fisicos ou visuais, que inclusive permitem acesso ao cão-guia no trem, com espaço reservado.

É altamente recomendado reservar os assentos, primeiro por questão de comodidade e em segundo lugar, principalmente pra quem vai viajar na segunda classe, já que ela costuma sempre estar lotada.

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Quem comprar as passagens pela internet, como nós fizemos, tem como reservar no próprio site das empresas da Suíça ou da Áustria. É importante ficar ligado no site da ÖBB, a empresa responsavel pelos trem da Áustria, pq o campo que precisamos marcar pra ter acesso a página vamos fazer escolher e reservar os nossos assentos fica meio escondida, como eu já comentei no inicio deste post. Sendo assim, se não prestar bem atenção, esse detalhe passa completamente despercebido. Digo isso, pq aconteceu com nós, quando eu fui comprar o trecho entre Viena e Praga. Depois pra conseguir reservar esses assentos foi um stress, tive que trocar milhões de emails e tive que confimar tudo mil vezes pra conseguir fazer isso. Então, muita calma e atenção nessa hora!

→ Distâncias

Aqui vai uma listinha com a distância e o tempo do trajeto feito com trem entre:

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Zurique a Salzburgo são 485km e o tempo de viagem é de 5 horas e 18 minutos em trem direto e de alta velocidade (railjet), se tiver conexão, o tempo pode ser ainda maior.

Salzburgo a Innsbruck são 165 km e o tempo de viagem é de 1 hora e 49 minutos, fazendo o trajeto com trem direto e de alta velocidade (railjet).

Salzburgo a Viena são 315 km e o tempo de viagem fica em 2 horas e 22 minutos, em um trajeto direto e feito com trem de alta velocidade (railjet)

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→ Bagagens

Uma das maiores vantagens de viajar de trem na Europa é com relação a bagagem. Como as bagagens não são pesadas e geralmente não há uma politica muito rigida com relação a esse assunto, é possivel viajar com nossas malas sem preocupações extras.

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Nos trajetos entre Zurique e Salzburgo e Salzburgo e Viena, nós tivemos que levar as nossas malas junto, então mesmo com os nossos assentos reservados, nós preferimos chegar com uma certa antecedência, em torno de uns 20 a 30 minutos, pra conseguir colocar nossas malas nos lugares apropriados.

Uma outra dica legal é, pra quem resolver reservar os assentos, a informação de onde estão os locais especiais pra colocar as malas estão indicados, então é sempre bom escolher as poltronas próximas a esses lugares. Não que as pessoas vão roubar as malas, mas é sempre bom não dar bobeira e ficar de olho, né?

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Já no trecho entre Salzburgo e Innsbruck que nos fizemos como um day trip, não levamos as malas, então não precisamos nos preocupar com esse detalhe.

Na Escócia (e no Reino Unido em geral) a configuração do lugar pras malas são sempre nas extremidades de cada vagão, mas nesse trem em especial (Railjet), esses lugares estavam disponiveis tanto nas duas extremidades como no meio do vagão.

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→ Outras considerações

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Por exemplo no trajeto entre Zurique e Salzburgo, que foi mais longo, o funcionário passou conferir nossas passagens 2 vezes;

– não é necessário fazer check-in e não precisamos ser revistados como acontece em aeroportos;

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– é só chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência (e na estação de trem Westbahnhof em Viena com uns 30 minutos de antecedência) apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo para se deslocar até lá com calma;

–  nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. E em todas as estações de trem da Suíça é preciso pagar pra usar o banheiro, já nas da Áustria eu não percebi (se alguém tiver essa informação, favor compartilhar!);

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– ambas as empresas de trem, tanto da Suíça como da Áustria tem aplicativos para o celular que ajudam muito durante a viagem, especialmente quando for um day trip, onde é possível comprar o trecho da volta sem definir o horário. Nesse caso, o aplicativo ajuda bastante a se programar e não perder muito tempo esperando o próximo trem.

Miniguia: Andando de trem na Suíça

Desde que nasci que eu escuto todo mundo falar que os melhores trens do mundo estão na Suíça. Dizem que o sistema é pontual, rápido, eficiente e caro. Sim, tudo isso é verdade! Mas tirar bom proveito da situação é sempre bom conhecer todas as regrinhas. E quanto mais detalhes, melhor!

Eu to longe de ser uma especialista em andar de trem na Suíça, mas depois de duas viagens, uma em dezembro de 2011 e outra em outubro do ano passado e vários bate-voltas, eu já consigo me virar muito bem.

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A Suíça é um país relativamente pequeno (pra ter uma idéia do tamanho, é bem menor do que Santa Catarina), onde é possível atravessar o país de norte a sul e leste a oeste em pouquíssimas horas. O sistema ferroviário do país tem mais de 4 mil km de extensão e cobre todo o país.

As principais vantagens de viajar de trem pela Suiça são:

– praticamente todas as cidade do país tem sua estação de trem própria, são mais de 760 no total;

– as distâncias entre as principais cidades (Berna, Genebra, Zurique, Lugano, Basiléia) não são grandes;

– a principal empresa de trem do país é a SBB – CFF – FFS;

– os trens da SBB – CFF – FFS são novos, modernos e bem confortáveis.

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Então, pra nos brasileiros que não estamos acostumados a andar de trem, essa é mais uma ”modalidade de transporte” que podemos considerar quando estivermos viajando pela Suíça. Aliás, na minha opinião, essa é a melhor opção de deslocamento.

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• As estações de trem •

Praticamente todas as cidades da Suíça tem sua estação de trem principal, geralmente chamada de Estação Central de Trem, onde na parte francesa do país também pode ser chamada de Gare ou de Hauptbahnhof na parte alemã ou ainda de Stazione na parte italiana do país.

Estação de Trem de Zurique

Estação de Trem de Zurique

Normalmente essas estações estão super bem localizadas, bem no centro da cidade. São bem estruturadas, com guiches de atendimento, máquinas que vendem passagens, restaurantes, bares, centro de informação turistica, guarda-volumes, posto de saúde, telefones e banheiros.

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Geralmente quem chega a Suíça por via aérea, quase sempre desembarca nos aeroportos de Genebra ou de Zurique. Eu já estive nesses dois aeroportos e ambos tem sua estação de trem. Os trens que partem tanto do aeroporto de Genebra quanto de Zurique obrigatóriamente passam pela estação central de trem das duas cidades e de lá seguem suas rotas.

Estação de Trem de Berna

Estação de Trem de Berna

Chegando na Estação de Trem Central de cada cidade, as opções de transporte público (trams e ônibus) pra se deslocar até o hotel ou qualquer outro lugar são excelentes.

• As passagens de trem •

Existem dois tipos de passagens que podemos comprar pra andar nos trens suíços: trecho a trecho ou os passes. Uma das principais vantagens de comprar a passagem trecho a trecho é pra quem não vai viajar muito pelo país e vai se deslocar apenas entre duas cidades (trajeto de ida e volta), por exemplo: um day trip entre Zurique e Berna. Por outro lado, os passes foram criados para favorecer o maior número de viagens dentro de um periodo X de dias, com um valor bem mais interessante.

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Nas duas vezes que eu estive na Suíça, ambas as vezes eu montei base em uma cidade (na primeira viagem em Genebra e na segunda viagem em Zurique) e de lá fiz os bate-voltas pelas redondezas. Ainda não tive a oportunidade de usar o Swiss Pass (passe de trem feito especialmente para os turistas, já que moradores não podem compra-lo), mas conheço bastante gente que já utilizou e que acharam que o custo x beneficio funcionou muito bem.

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Existem três formas de comprar as passagens:

– diretamente em qualquer estação de trem da Suíça, seja na estação de trem do aeroporto ou a estação central de cada cidade. Em todas as estações existem os guiches de atendimento e as máquinas (com opções de idiomas em alemão, francês, italiano e inglês);

– através do site da Rail Europe, onde a principal vantagem é que o site é todo em português, porém a desvantagem é que exige planejamento, já que é preciso ter tempo de sobra pra receber as passagens em casa (são enviadas pelo correio) e ainda contar com algum imprevisto;

– no aplicativo de celular ou no site da SBB – CFF – FFS, ainda quando estiver aqui no Brasil ou até mesmo quando já estiver na Europa. Os bilhetes são enviados por email e precisamos imprimi-los.

Um outro detalhe importante é que, é possível comprar ticket com o horário de ida definido e o horário da volta em aberto. Claro que o valor vai ser um pouquinho mais caro, mas evita de ter que sair correndo ou perder o trem, pq o passeio está sendo agradável.

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Obs. 1: lembrando que é necessário ter um cartão de crédito internacional em mãos pra fazer qualquer compra no exterior;

Obs. 2: as máquinas na estação de trem aceitam dinheiro e cartão de crédito;

Obs. 3: as passagens estão disponíveis para serem compradas no site com 90 dias de antecedência da data da viagem;

Obs. 4: ao comprar bilhetes do tipo trecho a trecho é sempre bom comprar a passagem ida e volta, assim o valor sai mais barato.

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• As plataformas •

Uma coisa que achei super interessante nas plataformas das estações de trem da Suíça é que, os painéis com as informações referentes ao próximo trem que vai partir dali dividem o trem e as plataformas da estação em setores, que vão de A a D, onde cada setor indica qual vagão (1st ou 2nd class) vai parar ali. Na plataforma também vão existir plaquinhas indicando esses setores (de A a D).

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Ah, pra quem for pegar trem na parte alemã do pais, para saber se está na plataforma certa, é só procurar pela palavra “gleis” que o número da plataforma vai estar ao lado.

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• Os trens •

Existem diversos tipos de trem: os de alta velocidade, os regionais, os noturnos e os panorâmicos.

Em ambas as viagens que fiz a Suíça, os bate-voltas seriam entre cidades consideradas principais, então sempre fiz questão de pegar trens de alta velocidade, pra que os deslocamentos fossem mais rápidos, evitando ao máximo perder tempo com isso.

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Os trem de alta velocidade que fazem rotas somente dentro da Suíça são: Regio Express, Regio, InterCity e o InterRegio. Geralmente são esses trens que fazem os trajetos direto, de forma mais rápida e custam um pouco mais caro. Na maioria das vezes os trens vão ser InterCity (IC) ou InterReggio (IR), pois eles fazem o trajeto entre as principais cidades da Suíça.

Outra coisa que vale destacar é que no verão, os trens tem ar condicionado e no inverno, é claro, tem calefação. Uma maravilha!

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• Vagões do trem: Primeira ou Segunda Classe e Vagão restaurante •

Praticamente todos os trens da Suíça tem a mesma configuração: vagões de primeira classe, vagão restaurante (também chamado de Bistro) e os vagões de segunda classe. Por exemplo, dentro desses vagões ainda existe a “modalidade” de vagão “Quite Zone” (vagão silencioso).

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Nem todos os trens oferecem os vagões quite zone, mas todos eles ofrecem as opções de primeira classe (1st class) ou segunda classe (2nd class). As duas principais diferenças entre elas são: preço e quantidade de pessoas.

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Em todos os bate-voltas que fizemos nos sempre escolhemos andar de segunda classe, por dois motivos: a diferença de preço entre as duas classes é consideravel (quase 50% mais caro pra ir na 1st class) e como todos os trens são relativamente novos, os assentos da segunda classe eram bem confortáveis também.

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Obs. 1: em todos os trens, funcionários passam com carrinhos vendendo lanches e bebidas por tooodos os vagões também (além do vagão restaurante).

Obs. 2: alguns vagões transportam bicicleta e carrinhos de bebê.

Obs. 3: os vagões que transportam bicicleta vão estar sinalizados na porta;

Obs. 4: os vagões estão identificados com o número 1 (quando for 1s class) e com o número 2 (quando for 2nd class) na porta.

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• Reserva de assento •

Somente os trens que fazem grandes deslocamentos, normalmente nos trechos entre Suiça – Outro País é exigido a reserva de assentos. Nos trens de curta distância, como a maioria dos bate-voltas que fizemos não é necessário reservar lugar. Claro que pra conseguir um assento livre, quanto mais longe o vagão estiver do inicio da plataforma, maiores as chances de conseguir um lugar pra sentar.

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• Distâncias •

A maioria das cidades suíças ficam muito próximas uma das outras, então as distâncias são pequenas. É importante prestar atenção se o trajeto vai ser direto ou com conexão, pois isso interfere e muito no tempo de viagem e no valor da passagem.

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As principais distâncias são:

Zurique – Berna: 1 hora e 07 minutos (trem direto);

Zurique – Genebra: 2 horas e 38 minutos (trem direto);

Zurique – Basiléia: 1 hora e 04 minutos (trem direto);

Zurique – Lugano: 2 horas e 44 minutos (trem direto);

Zurique – Lucerna: 50 minutos (trem direto);

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Zurique – Interlaken Ost: 1 hora e 55 minutos (com uma conexão);

Zurique – St Moritz: 3 horas e 21 minutos (1 conexão);

Zurique – Chur: 1 hora e 15 minutos (trem direto);

Zurique – Zermatt: 3 horas e 11 minutos (1 conexão);

Berna – Genebra: 1 hora e 41 minutos (trem direto);

Berna – Lucerna: 1 hora (trem direto);

Genebra – Montreux: 52 minutos (trem direto);

Genebra – Lausanne: 44 minutos (trem direto);

Genebra – Lugano: 5 horas e 51 minutos (2 conexões);

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• Bagagem •

Em todos os deslocamentos que fiz entre cidades suíças, eu nunca precisei levar mala, pois os passeios eram do tipo day-trip, então eu só levava minha bolsa. Mas claro que percebi que boa parte dos turistas carregam malas, pq estão usando o trem pra se deslocar de uma cidade pra outra e seguir viagem em frente. Como em todos os trens da Europa, todos os trens suíços tem espaços especificos destinados as malas. Não existe limite de peso e quantidade de mala, mas sempre é bom usar o bom senso e carregar no máximo 2 ou 3 malas.

Se as malas forem pequenas,  existe um espaço acima do nosso banco onde podemos (e devemos) colocar nossa bagagem, porém se as malas forem grandes, existem compartimentos especificos nas duas extremidades de cada vagão especialmente pra elas.

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• Outras considerações •

– não é necessário fazer check-in e não somos revistados como acontece em aeroportos;

– é recomendado chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência, apenas pra conferir a plataforma no painel principal e ter tempo suficiente para se deslocar até lá;

– importante guardar o bilhete até o final da viagem. Logo que o trem parte, um funcionário passa conferindo o bilhete, porém é possível que outro funcionário passe novamente, dependendo do trajeto;

– nas estações existem banheiros masculino e feminino. São bem limpos, tem papel higiênico e sabonete. Para usa-los é necessário pagar.

Zurique: A cidade mais sofisticada da Suíça

Sofisticada, essa palavra define muito bem Zurique, a maior cidade da Suíça. Mesmo sendo a maior cidade do país, Zurique consegue ser menor do que muita cidadezinha de interior do Brasil, pois sua população não passa de 400 mil habitantes.

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Assim como eu, quem tem tendência a praticamente decorar as ruas de uma determinada cidade no google maps antes de uma viagem, já adianto: na Suíça não é preciso se preocupar com isso. Sério mesmo, as cidades são tão pequenas, que as atrações mais turisticas ficam todas concentradas e são super fáceis de serem encontradas. E Zurique, claro, não foge a essa regra.

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Então, no nosso ultimo dia de Suíça, fomos conhecer Zurique. Nos já estavamos hospedados ali fazia uns dias, mas aproveitando que os dias amanheciam com sol, resolvemos logo fazer os passeios pro Liechtentein e pra Lucerna (onde conhecemos os Montes Pilatus e Stanserhorn) e fomos deixando Berna e Zurique pro final.

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O nosso hotel ficava a uma quadra das margens do lago Zurique e do rio Limmat, então, em questão de pouquissimos minutos caminhando estavamos perto de todas as principais atrações da cidade. Praticamente tudo o que conhecemos fica as margens ou muito próximo a extensão por onde o rio Limmat passa.

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Pode-se dizer que praticamente tudo gira em torno da principal rua de comércio da cidade, a Bahnhofstrasse. É nessa região onde encontramos as lojas das marcas mais luxuosas e exclusivas do mundo e os cafés mais bem frequentados da cidade. E ainda se der sorte como nos, com certeza vai ser possível ver algum carrão de algum milionário estacionado pela redondeza. Como é uma rua só pra pedestres e apenas os bondinhos passa por ali, é uma ótima idéia aproveitar pra caminhar sem pressa por ali.

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E é justamente nessa rua onde fica uma das maiores lojas da Confisserie Sprüngli de Zurique e da Suíça (eu já escrevi um post somente sobre esse lugar), onde nos aproveitamos pra ir algumas vezes. Vale muito a pena!

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Outra ruazinha super bonita e charmosa que vale muito a pena conhecer é a Augustinergasse. Ela tem um estilo que lembra um pouco as ruazinhas medievais de algumas cidades da Inglaterra. Por ali estão diversos restaurantes, lojinhas de decoração e restaurantes.

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Seguindo por esse labirinto de ruazinhas chegamos a região de Peterhofstatt, que fica no alto da colina de Lindenhof, um dos melhores lugares pra ver toda a cidade do alto. Antigamente, nessa região havia um forte romano, que servia pra proteger os Suíços contra as invações dos Alemães. Esse local também tem uma importancia histórica pro país, pois foi onde foi feito o juramento da constituição Helvética.

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E é nessa região onde fica a Peterskirche, considerada a igreja mais antiga de Zurique. Junto com a Fraumünster e a Grossmünter são as principais igrejas da cidade. Nos conseguimos visitar. A parte externa da igreja é bem simples e o grande destaque mesmo fica por conta do relógio que fica na sua única torre externa, considerado o maior relógio da Europa com 8,7 metros de diâmetro.

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Descendo a colina em direção ao rio Limmat, atravessamos a Münster Bridge em direção a uma das margens do rio Limmat, a Limmatquai, onde ficam várias casinhas antigas e coloridas, as famosas Guild Houses. Essas casinhas são super antigas, datam de 1336 e cada uma delas tem um estilo e cores diferentes. Nessa região também fica a Rathaus, a prefeitura de Zurique, com seu estilo único. Tudo muito bonito!

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Seguindo por essa margem do rio Limmat, logo chegamos perto da Grossmünster, uma das poucas áreas da cidade onde encontramos lojinhas de souvenirs, onde meu pai e meu irmão aproveitaram pra comprar um autêntico canivete suíço pra trazer de recordação.

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Nossa próxima parada foi na Grossmünster, a maior catedral e o maior cartão postal de Zurique. Essa catedral é antiiiiga, foi construída ainda durante o século 9 a mando de Carlos Magno. Dois grandes destaques são: as suas torres gêmeas (que dá pra subir) e os vitrais feitos por Augusto Giacometti.

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Depois do almoço, aproveitamos pra conhecer a última igreja que faltava, a Fraumünster, que foi fundada alguns anos após a construção da Grossmünster a pedidos do neto de Carlos Magno. A igreja é super bonitinha e sua única torre verde pode ser vista de todas as partes da cidade.

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Mas com certeza, o seu maior destaque fica por conta de seus vitrais, onde os 5 grandes vitrais são obra de nada mais nada menos que Marc Chagall e um outro vitral unico, com mais de 9 metros de altura, é obra de Augusto Giacometti. Todos esses vitrais coloridos retratam partes da história cristã. Infelizmente as fotos da parte interna eram proibidas.

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E pra terminar o tour por Zurique, ainda fomos caminhar um pouco as margens do Lago Zurique, que impressiona por ter uma água tão transparente e limpíssima.

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Como dá pra ver, Zurique é uma cidade super compacta, onde é possível conhece-la com tranquilidade em apenas um dia!!

Berna: a “desconhecida” capital da Suíça

Até hoje muitas pessoas ainda fazem confusão sobre qual é a capital da Suíça. Não, a capital da Suíça não é Zurique. A capital da Suíça é Berna. Uma capital que tem menos habitantes que a cidade onde eu nasci em SC, são apenas 135 mil habitantes. É uma capital super pacata, eu diria!

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Berna fica na parte alemã quase divisa com a parte francesa do país, tem uma localização estratégica, bem no meio do país, sendo assim, é muito fácil se deslocar a partir de lá pra qualquer outra cidade da Suíça. Nós estavamos hospedados em Zurique, de onde um day trip é totalmente possível. Apenas 130 km separam as duas cidades e esse trajeto pode ser feito de trem em apenas 50 minutos. Muito tranquilo!

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Partindo da Estação Central de Trem de Berna até os demais pontos turísticos da cidade, como as distâncias são relativamente curtas, é totalmente possível conhecer a cidade a pé.

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A grande maioria das atrações estão localizadas no seu Centro Histórico, declarado Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco, que é totalmente circundado pelo belíssimo rio Aare, com cor verde-esmeralda, que dá todo um charme especial a cidade.

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O Centro Histórico tem caracteristicas únicas que mantem o ar medieval da cidade, como por exemplo, a grande maioria das suas construções são feitas de arenito, pelas suas ruelas passam somente bondinhos e pedestres e outro grande destaque são os seus muitos e muitos chafarizes ou fontes.

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Outra coisa que também chama bastante atenção são as Arcadas, que poderiamos definir como sendo uma calçada coberta, que permite que as pessoas percorram toda a sua extensão formada por diversas lojas (de roupa, souvenirs e até restaurantes) sem se importarem muito com o clima.

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A nossa primeira parada foi na Torre da Prisão, que além de ter sido construida para servir como prisão, foi um dos portões de acesso ao centro antigo da cidade, mas também já serviu como sede politica do país. Atualmente tem algumas exposições relacinadas a questões políticas da Suíça. Nós não entramos pra conhecer, apesar da entrada ser gratuita.

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Logo em frente encontramos a Torre do Relógio, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade. O relógio astronômico foi construído ainda em 1530 e desde então, é o principal relógio da cidade. Pra quem tiver interesse, assim como o relógio astronômico de Praga, no de Berna também é possível ver um “showzinho” que começa uns 3 ou 4 minutos antes de completar cada hora cheia.

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Berna também ficou conhecida por ter sido a cidade onde morou Albert Einstein entre os anos de 1902 e 1909. Com isso, atualmente é possível visitar a casa onde ele morou e também uma exibição permanente dentro do Museu Histórico de Berna, que conta um pouco sobre a sua vida e de suas descobertas cientificas. Infelizmente a Casa Albert Einstein estava fechada para reformas, então só foi possível visitar o Museu Albert Einstein.

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Einstein não era suíço, ele nasceu na cidadezinha de Ulm, localizada no sul da Alemanha. Se mudou pra Berna no inicio do século 20 e junto com ele, toda a sua familia foi também. Foi durante esses anos em que morou na Suíça que ele apresentou para o mundo a Teoria da Relatividade.

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Pra quem resolver conhecer o Museu Histórico de Berna, um outro grande destaque é a construção externa do museu, que parece um castelinho, isso sem falar nos seus jardins, que quando nos estivemos ainda era outono e a paisagem estava muito bonita!

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Voltando a caminhar pelo Centro Antigo de Berna, atravessamos a cidade até chegar no Rosengarten, um jardim que recebeu esse nome por ter mais de 200 tipos de rosas plantadas ali. O jardim está localizado em um lugar estratégico, no alto de uma colina de onde se tem as melhores vistas de toda a capital da Suíça.

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Não tem como não se impressionar com a cor do rio Aare e ainda com as árvores ganhando as cores do outono. Não chegamos a caminhar por ali, apenas sentamos pra fazer um lanche rápido e descansar um pouco.

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Muito próximo do Rosengarten, nas margens do rio Aare, fica o Bären Park, onde é possível ver um dos maiores símbolos de Berna, os ursos. Um dos melhores lugares pra observar os ursinhos é da ponte Nydeggbrücke. Geralmente eles estão dormindo ou comendo. Infelizmente só podemos ver os ursos de longe, mas mesmo assim vale o passeio. Eles são a coisa mais bonitinha desse mundo!

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Ainda tivemos tempo de conhecer outro grande símbolo da cidade, a Catedral de Berna (Berner Münster), uma das catedrais mais importantes do país. Seu estilo gótico tardio é inconfundível. Seu tamanho impressiona. A catedral demorou mais de cem anos pra ficar pronta, pois vários fatores como doenças e guerras sempre atrasaram a sua construção.

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O grande destaque da Catedral fica no lado externo, logo acima da sua porta principal: um painel que representa o dia do Juízo Final. Realmente é uma obra belíssima! O trabalho foi muito bem feito mesmo.

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Ainda pra quem não se contentou em ver Berna do alto da colina onde está o Rosengarten, é possível subir até no topo da torre da Catedral. A subida é feita por escadas (são mais de 200 degraus). Nos resolvemos não encarar esse desafio, mas imagino que a vista lá do alto deve valer o sacrificio. A visita a Catedral é gratuita, mas para subir na torre tem que pagar.

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E pra terminar nosso dia em Berna, eu consegui reservar um tour para visitar o Parlamento Suíço (Bundeshaus).

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Berna passou a ser capital e sede do Parlamento em 1848 e o principal motivação foi a sua localização, bem no meio do país. Na verdade, esse prédio tinha sido construído pra ser um monumento nacional, mas devido a sua grandiosidade, ficou resolvido que ele seria transformado em parlamento.

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O prédio tem uma arquitetura externa bem clássica e muito bonita e a decoração interna também não fica devendo em nada. Infelizmente não é possível bater fotos e nem fazer videos por questão de segurança, mas pra quem tiver curiosidade em conhecer melhor o Parlamento, é só clicar aqui. O tour é gratuito, mas é preciso reservar lugar através desse email parlamentsbesuche@parl.admin.ch. É possível escolher os tour em alemão, francês, italiano, inglês e espanhol. Claro que os tours em inglês e alemão são mais frequentes, então é sempre bom ficar ligado e reservar com pelo menos uma semana de antecedência, pq a procura de uns tempos pra cá tem sido muito alta.

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Os tours acontecem de segunda a sábado, mas sempre quando não tiver seção no parlamento. Pra garantir é bom dar uma olhada no site e verificar as datas disponiveis direitinho.

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É necessário chegar com pelo menos 20 minutos de antecedência da hora marcada, pra retirar os tickets, fazer o cadastro pra pegar o crachá e por fim, ainda precisamos deixar nossos passaportes no controle de segurança (que serão devolvidos no final do tour). A entrada pro tour acontece através do Visitors’ Entrance Hall.

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Após passar pelo controle de segurança, somos orientados a deixar nossas bolsas e mochilas em um guarda-volumes. Ai é só esperar o guia chamar. O tour dura aproximadamente 1 hora e sinceramente? A gente nem vê o tempo passar. A história do país é intessantíssima e ainda tivemos muita sorte de pegar um guia que mandou muito bem nas explicações!

Basicamente o que podemos visitar é: o hall principal, as salas de debates e o lobby hall. A maior parte da visita a gente fica no hall principal do Parlamento, bem onde está a sua cúpula central. A decoração é riquíssima, cada estátua, cada detalhe ou simbolo tem uma explicação.

Foto retirada do site Schweizer Parlament

Foto retirada do site Schweizer Parlament

A parte interna do parlamento é praticamente toda feita de marmore vindos da Itália. No hall principal existem duas grandes escadas que nos levam as salas de debates e ao lobby.

Junto as escadarias, existem estátuas que representam os quatro idiomas oficiais do país: alemão (60%), francês, italiano e o romanche (0,6%).

Além disso, outra obra que chama atenção são as três estátuas masculinas que unidas juntaram forças pra criar a Confederação Helvética (Suíça).

Foto retirada do site Schweizer Parlament

Foto retirada do site Schweizer Parlament

Mas o grande destaque fica pra cúpula central do Parlamento. No centro, uma bandeira da Suiça e ao seu redor, um vitral composto pelos brasões de cada cantão que formam o país (exceto o Cantão de Jura, que ainda não existia quando o vitral tinha sido feito).

Foto retirada do site Schweizer Parlament

Foto retirada do site Schweizer Parlament

Outras explicações importantes que recebemos ao longo da visita nas outras alas, foram:

– A Confederação Helvética foi fundada em 1148. Atualmente, a Suíça é formada por 23 cantões e 3 semi-cantões. Grande parte do modelo político e legislativo do país foram inspirados no modelo dos Estados Unidos, onde cada cantão tem autonomia.

 – O parlamento da Suíça é formado por duas camaras, a National Council  e a Council of States. Ambas as camaras tem o mesmo poder.  Os 200 representantes eleitos que fazem parte do National Council são eleitos pelo povo através de um sistema de representação proporcional, já os 46 membros do Council of States representam os cantões, sendo que 20 cantões tem 2 representantes e os outros 6 cantões tem apenas 1 representante. Os mandados de todos esses politicos são de quatro anos;

National Council - Foto retirada do site Schweizer Parlament

National Council – Foto retirada do site Schweizer Parlament

– Uma coisa que me chamou atenção é que todos os políticos do National Council são obrigados a ter conhecimento dos três principais idiomas oficiais do país, os representantes de cada cantão (da parte alemão, parte francesa e parte italiana) tem que se comunicar entre si sem ajuda de um tradutor. Já os politicos que representam o Council of States podem ter tradutores. É mole?

– Uma outra coisa que achei bem interessante foi o sistema de votação: são todas manuais! No National Council as leis são colocadas em votação e quem concorda apenas levanta a mão, assim todo mundo fica sabendo no que cada politico votou. A contagem é toda manual e é feita por duas pessoas (pra ver se a contagem bate). Isso que é transparência! E no Council of States cada mesa tem dois botões (a favor ou contra e outro pra confirmar o voto), onde ambos precisam ser apertados juntos pra que o voto seja válido. Essa técnica evita que quando o colega politico da cadeira ao lado tivesse faltado a votação, os seus vizinhos não votassem por ele.

Council of States - Foto retirada do site Schweizer Parlament

Council of States – Foto retirada do site Schweizer Parlament

– Além disso, os representantes das duas camaras se reunem apenas quando necessário para votar alguma alteração em um lei especifica, beeem diferente do que acontece aqui no Brasil;

– E pra terminar, outra coisa que achei interessante é que nenhum político tem um escritório e milhões de funcionários a sua disposição. Os funcionários são contratados do Parlamento e esses mesmos funcionários trabalham para todos os políticos. Achei essa idéia incrível! Brasil precisaria adotar isso djá!

Lobby Hall - Foto retirada do site Schweizer Parlament

Lobby Hall – Foto retirada do site Schweizer Parlament

Ah, quando a bandeira estiver hasteada no alto do domo central, é pq está tendo seção no Parlamento.

E foi assim que terminou o nosso dia em Berna, com uma aula de democrácia e transparência que me deixou literalmente de queixo caido!

Cabrio, no Monte Stanserhorn: o primeiro bondinho de dois andares da Suíça!

Dia 29 de junho de 2012, esse foi o dia em que o primeiro e mais novo bondinho da Suíça foi inaugurado. O Cabrio está localizado no Monte Stanserhorn, que fica na cidade de Stans, bem perto de Lucerna e do Monte Pilatus.

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O Stanserhorn tem 1.898 metros de altura e mesmo não sendo a montanha mais alta da região, o seu tamanho e estrutura impressionam. Mas a parte mais legal do passeio fica por conta do bondinho, que tem dois andares, sendo que o “primeiro” andar é fechado pela cabine e o “segundo” andar é totalmente ao ar livre. Uma sensação um tanto quanto diferente! E chega até a dar um medinho de encarar a aventura!

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Para ir até lá, o jeito mais fácil é pegar um trem que vá até a cidade de Stans. Chegando lá, ao sair da estação, é só seguir pro mesmo sentido que o trem que vinha de Lucerna estava indo. Ai é só seguir as plaquinhas e atravessar o trilho do trem no local apropriado e em questão de umas 2 quadras já vai dar pra ver a estação base do Cabrio.

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Os tickets podem ser comprados no Centro de Informação Turistica de Lucerna, que fica dentro da estação de trem. Foi isso que nós fizemos. Ou ainda, pela internet (que não aconselho, pq nunca se sabe como o tempo vai estar no dia em que o ticket foi comprado) e na bilheteria que fica dentro da estação de Stanserhorn, na base da montanha.

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A subida ao topo do Stanserhorn é feita em duas partes:

– na base da montanha pegamos um funicular bem antigão que nos leva até a estação de Kälti, que fica exatamente no meio do caminho. O trajeto leva uns 10 minutos mais ou menos. A paisagem pelo caminho é bem bonitinha, são campos e mais campos com muitas vaquinhas (com sininho). Cooooisa mais linda!!!

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– na estação de Kälti é onde é feita a troca de meio de transporte, onde deixamos o funicular e pegamos o moderníssimo bondinho Cabrio. O trajeto também é relativamente rapidinho, levando no máximo uns 15 minutos. A partir dessa altura, começamos a ter uma visão mais geral dos Alpes e de toda a região.

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Esse é um daqueles passeios pra ser feito em um dia de céu azul e de preferência sem muitas nuvens, pra que a visão não seja prejudicada.

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Na tarde em que estivemos lá, o dia estava exatamente assim. Pra se ter uma idéia, dá pra ver boa parte da cadeia de montanhas que formam os Alpes Suíços (inclusive o Monte Pilatus e o Titlis), muitos e muitos lagos e até a Floresta Negra, na Alemanha.

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Monte Pilatus visto do Monte Stanserhorn

Monte Pilatus visto do Monte Stanserhorn

Monte Pilatus: O pico mais alto, a direita.

Monte Pilatus: O pico mais alto, a direita.

Monte Titlis, bem no meio da foto!

Monte Titlis, bem no meio da foto!

A estrutura do topo da montanha é boa. Tem um terraço enorme, onde podemos sentar e apreciar a vista enquanto comemos alguma coisa servida pelo restaurante Rondorama, que além de lanchinhos, serve também almoço e jantar. Além é claro, de venderem chocolates suíços, cervejas e vários outros tipos de bebidas.

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Existe uma trilhazinha que permite que a gente chegue ainda um pouco mais alto, no topo mesmo da montanha. Lá tem uma espécie de mirante, com plaquinhas que informam onde ficam cada montanha, as cidades das redondezas, os lagos e as direções dos países que fazem fronteira com a Suíça. Tudo muito bem organizado! Vale muito a pena conhecer!

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Esse ano a temporada de visitas ao Stanserhorn começou no dia 13 de abril e vai terminar em novembro. O Cabrio funciona todos os dias e os bondinhos tem saida a cada 10 a 30 minutos dependendo da época do ano.

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