Tag Archive | Edimburgo

Um pouco de cultura escocesa: Clãs, Tartans e Kilts (e mais o Tartan Weaving Mill)

Ao pesquisar sobre a Escócia muito provavelmente vamos ler ou ouvir falar muito de três coisas: Clãs, Tartans e Kilts!

Ao mesmo tempo que tudo isso parece ser a mesma coisa, se buscarmos maiores informações vamos saber que apesar de todos estarem relacionados, seus significados são bem diferente.

Então, pra não ter nenhuma dúvida, aqui vai de forma resumida o significado de cada um deles: os kilts (as saias) são feitos com tecidos xadrez chamados tartan, que juntos são umas das principais formas de identificar os clãs escoceses.

E por falar em clãs e tartans, esse é assunto que é levando muito a sério na Escócia. Pra ter uma idéia, em 2008, o governo escocês criou uma lei que regulamenta a criação dos novos tartans.

Mas pq todo esse cuidado e preocupação até do governo? Pq os tartans são a identidade de cada clã escocês. Basicamente, ao ver um grupo de pessoas vestindo kilts, os escoceses já sabem só pela cor do tartan a qual clã aquele grupo de pessoas pertence.

Lógico que qualquer pessoa de qualquer parte do mundo pode criar e registrar o seu próprio tartan para identificar um grupo ou uma corporação ou uma entidade ou seja lá qual for o propósito de que alguém queira ter um registro de tartan. Mas para que tenha validade, ele precisa estar registrado no The Scottish Register of Tartans. Essa foi uma boa forma que o governo encontrou para preservar os demais tartans já existentes.

O “xadrez dos Kilts” são tão importantes para o país, que foi até criado um dia para celebrar tudo isso, o Tartan Day, que acontece sempre no dia 06 de abril de todos os anos. O evento acontece em várias cidades escocesas, bem como em outros país pra onde os escoceses imigraram, como caso do Canadá, EUA, Nova Zelândia e Austrália. E pq esse dia foi o escolhido? Pq é o mesmo dia que a Declaração de Arbroath foi assinada a muito e muitos séculos atrás.

Pra quem não sabe, a Escócia nunca foi conquistada pela Inglaterra, e uma das ultimas grandes batalhas entre escoceses e ingleses foi a batalha de Bannockburn (aqueeela mesma que é citada no “Hino da Escócia” onde o exercito escoces comandado por Robert The Bruce, manda o Rei Eduardo II da Inglaterra de volta pra casa). Sendo assim, após essa grande vitória do exército escoces, acharam que seria então conveniente a Escócia ter sua Independencia reconhecida e a forma que eles encontraram foi, enviar um documento, a Declaração de Arbroath,  ao Papa João XXII para que Robert The Bruce fosse reconhecido como o Rei da Escócia.

E pq eu resolvi começar esse post falando isso tudo? Pq o Tartan Weaving Mill reune muito bem tudo isso em um só lugar! Tanto que a maioria das pessoas chegam a chamar esse lugar de “Museu do Tartan”.

O Tartan Weaving Mill está localizado na Royal Mile, em frente ao Scotch Whisky Experience e “ao lado” do Castelo de Edimburgo.

Muito provavelmente quem passa por ali acha que esse lugar se trata de mais uma lojinha de souvenirs, o que de fato, ninguém estaria errado ao pensar isso. Só que o “segredo” desse lugar fica um pouco mais pra dentro.

Então, por trás dessa fachada com lojinha de souvernirs fica um excelente lugar pra conhecer e entender um pouco mais sobre os tartans e os kilts.

Tudo bem que o caminho mais parece um labirinto, sendo assim, de inicio vamos passar pela parte onde são vendidos vários produtos com o tradicional xadrez dos clãs escoceses (de todas as cores imagináveis), como cachecóis, mantas, meias, saias, blusas, entre outros.

Ao descer um lance de escadas, chegamos na “fábrica”.. ali é possivel ver algumas máquinas que faziam/fazem os kilts.

Ainda nessa parte, pra alegria dos turistas, é possível escolher um dos vários kilts de clãs escoceses, pra bater uma foto de recordação. Claro que as fotos não são gratuitas, mas fica uma sugestão pra quem não quiser/puder desembolsar algumas libras pra comprar um kilt de recordação. Essa foto com certeza vai ser uma lembrança no mínimo original da Escócia! E como os escoceses costumam brincar.. “o cara tem que ser muito homem pra usar saia”. E ai, vai encarar??

Hoje em dia, claro que os escoceses não andam de kilt pra cima e pra baixo pelas ruas de Edimburgo. É  bem frequente a gente ver pessoas ganhando um dinheirinho vestindo os famosos trajes escoceses e tocando gaita de fole em várias partes da cidade, principalmente na Royal Mile. E eu canseeei de ver grupos de pessoas no sábado ou domingo de manhã saindo ou indo pra estação de trem vestindo kilts, muito provavelmente eles estavam indo a algum casamento pela região. É tradição na Escócia os homens casarem usando Kilt. Deve ser no minimo interesante ir a um casamento escoces, os homens de kilt e as mulheres de vestido!

Mas voltando ao assunto, nessa ala também tem uma parte dedicada aos Kilts que foram produzidos ali. Tem muitas opções de cores, tipos de terninho, acessórios e todos os apetrechos necessários para montar um look tipicamente escoces. Vale a pena dar uma olhadinha!

Ainda tem a parte que eles montaram uma espécie de um mini-museu que conta um pouco mais sobre os tartans, os kilts e os clãs escoceses ao longos dos ultimos séculos.

Também é possível descobrir algumas curiosidades que estão diretamente ligadas ao processo de produção dos tratans, desde a obtenção das lãs de ovelha até como se fazer um Kilt. Também podemos saber um pouco mais sobre um dos tartans mais antigos do mundo, o Falkirk Tartan que data do ano de 250 d.C. Achei bem interessante!

Se ainda tiver sorte, é possível ver o Mel Gibson na saída, arrecadando dinheiro pra alguma instituição de caridade.. =)

Num dia chuvoso (o que é beeeem frequente), vale a pena passar algumas horinhas por lá!

O Tartan Weaving Mill fica na 555, Castlehill, na Royal Mile. Abre todos os dias das 09:00 até as 18:00. A entrada é gratuita.

Anúncios

Charlotte Square – A praça mais vigiada de Edimburgo

Uma das praças mais famosas de Edimburgo é a Charlotte Square. A praça em si não tem nenhum atrativo super hiper famoso, mas dependendo da época do ano, merece uma visita!

Durante o verão, por exemplo, a praça recebe o Edinburgh International Book Festival, considerado o maior festival literário do mundo!! Eu fui lá no ano passado, e posso dizer, vale a pena. Principalmente pelas palestras e fóruns de discussões, os assuntos são sempre interessantes.

Já nas outras estações do ano, não é possível visitar a praça, afinal, por ela ser totalmente cercada, os portões estão sempre fechados. Mas isso nem chega a ser um problema, pois as atrações estão todas nas redondezas.

A principal atração fica por conta da Bute House que é a residência oficial do Primeiro Ministro Escocês, que atualmente é Alex Salmond. Além de servir de residência, alguns andares do edifício estão destinados ao escritório do Primeiro-Ministro, existem algumas salas para reuniões e ainda tem uma sala de estar e um salão de jantar, onde Chefes de Estado e convidados são recepcionados.

As quatro colunas na fachada facilitam a identificação

Como a minha escola de inglês ficava na rua detrás, eu passava sempre por ali. É bem comum ver guardinhas e carros da polícia passando com uma certa frequencia nessa região. Reparem que não existem grades, nem portões e muros altos, a porta principal da residência fica praticamente na rua!

A região onde esta situada a casa do Primeiro-Ministro é a New Town. Essa área da cidade é famosa pelos seus edifícios de estilo georgiano. Se não fosse uma placa modesta em frente a residência com essa informação, a gente passa batido e nem repara.

Se alguém ficar curioso e quiser ver de perto como é uma casa em estilo georgiano por dentro, bem ao lado da Bute House, fica a Georgian House.

Essa Casa-Museu está aberta a visitação pública. Lá dá pra ter uma boa idéia de como eram as residências das famílias mais tradicionais da Escócia e como eles viviam entre os séculos 18 e 19. Eu não visitei o lugar, mas algumas colegas foram e falaram que é bem interessante ver de perto os moveis,  obras de arte, objetos e utensílios de época que estão em exibição lá.

Na casa número 13 morava Sir William Fettes, o fundador do Fettes College. No outro lado da praça (lado próximo a Princesa Street) ainda fica a casa onde morou o escoces e inventor da televisão, Alexander Graham Bell. Ambas as casa não estão abertas a visitação, mas por exemplo, a casa onde morou Graham Bell, tem uma placa indicando que ele morou ali.

E pra terminar a visita pela Charlotte Square, ainda podemos ver o monumental prédio que é sede do West Register House, que faz parte do National Archives of Scotland. O domo verde, que pode ser visto de muitas partes da cidade, é uma das partes que restou da Igreja de St George, que ficava neste lugar antigamente.

Na West Register House estão guardados todos os documentos e registros importantes da nação, entre eles podemos encontrar alguns mapas antigos de Edimburgo e de outras partes da Escócia, bem como documentos importantes relacionados aos clans escoceses.

Ah, e antes que eu me esqueça, no meio do Charlote Square Gardens fica uma estatua eqüestre do Príncipe Albert, marido da Rainha Victoria.

Intercâmbio: Os Intermináveis 5 minutos na imigração em Londres!

Continuando a falar do meu intercâmbio, achei que seria interessante relatar como foram as duas (principais) vezes que precisei passar na Imigração em Londres quando estava vindo do Brasil.

Acredito que 95% dos brasileiros começam a suar frio so de pensar no assunto Imigração em Londres (e em Madri tambem), não é mesmo? E comigo nao foi diferente!

Primeiro, mesmo quem tiver como destino final qualquer cidade do Reino Unido, se o voo for Brasil – Londres, com toda a certeza o voo chegara no Aeroporto de Heathrow e a Imigração vai ser ali mesmo em Londres.

Se o voo for Brasil – com conexão em qualquer outra cidade da Europa – com destino a qualquer cidade do Reino Unido, a imigração sera na cidade destino final.

Como meu voo saiu de São Paulo – Guarulhos com destino a Londres – Aeroporto de Heathrow e so depois eu peguei o proximo voo pra Edimburgo, a imigração aconteceu em Londres!

Depois do desembarque, é so olhar as placas e seguir até a imigração, onde vai ter uma placa enorme escrito: UK BORDER. Chegando ali, vai ter duas filas: ‘Passaporte UK e UE’ e ‘Outros Passaportes’. Como eu não tenho dupla cidadania, fui na fila ‘Outros Passaportes’.

Foto retirada do site telegraph.co.uk

→ Imigaração: A primeira vez!

(para intercambio com curso de curta duração, inferior a 6 meses, como foi o meu caso, o visto foi concedido na hora da entrada no pais, la no Reino Unido)

No inicio da primeira parte do intercambio em 2010, eu estava viajando com meus pais e meu irmão, que estavam indo passar uns dias de ferias pela Europa. Não vou dizer que eu estava tranquila pq eu estava indo com eles, pq isso não seria verdade! Eu tava suuuuper hiper master mega nervosa, tão nervosa que falei pro meu irmão me ajudar quando o Oficial do UK Border começasse a saraivada de perguntas! E dito e feito. Foram 5 minutos que eu literalmente suei frio!

Como eu ja comentei nesse post aqui, eu tomei todo o cuidado do mundo pra juntar todos os documentos da forma como eram exigidos, e ainda por conta, separei mais alguns pra garantir!

O Oficial pediu os nossos passaportes e o Landing Card (um cartão que a aeromoça entrega no avião para preenchermos um pouco antes de chegar em Londres).

A primeira pergunta foi: Qual o motivo da viagem? Meu irmão disse que ele e meus pais estava vindo de ferias por 18 dias e que iriam visitar Escócia, Inglaterra, Suécia, Dinamarca e Holanda e que eu estava ali para fazer essa mesma viagem, mas que eu não voltaria para o Brasil com eles, pq eu iria ficar 6 meses em Edimburgo estudando ingles.

Enquanto folhava nossos passaporte, ele olhou nosso visto americano e enquanto via esse visto, pediu se nos ja haviamos estado em Londres antes (?). Respondemos que sim, no final de 2008 em uma viagem de quase 20 dias pelo Reino Unido (acho que nessa hora o negocio aliviou um pouco pelo que percebi).

Mas o Oficial nao deixou por menos e ainda veio muitas perguntas ela frente, como…

Ele pediu a Visa Letter (a carta que a Escola me enviou dizendo que me aceitou) e o comprovante de pagamento do curso. Ok, mostrei!

Pediu tambem onde eu iria morar nesses 6 meses, eu mostrei o contrato do Flat que tinha alugado em Edimburgo e inclusive mostrei o comprovante de pagamento para o periodo total dos 6 meses e o recibo de quitacao que foi enviado pela Gerente do Flat.

Ele pediu se eu tinha comprovante da conta bancaria de quem estaria pagando minha viagem. Mostramos os comprovantes da minha conta, da conta do meu pai e da conta da minha mae. Ele olhou os valores nas contas e pediu se aqueles valores eram em reais ou em libras. Respondemos que eram em reais, mas que para transformar em libras era so dividir por 3 para ter um valor aproximado.

Ele tambem pediu se eu estava levando dinheiro em especie comigo. Falei que sim e disse quanto eu tinha comigo na minha bolsa.

E acreditem, foi ‘so’ isso!! Carimbou meu passaporte e escreveu ‘Visa – Studant Visitor’ e nesse exato momento eu recuperi minha voz e minhas pernas, como num passe de magica, pararam de tremer! hahaahahaha

Parece exagero né?!?! Mas exatamente isso que senti, até pq eu ja tinha TUDO pago, curso, aluguel do flat, passagens compradas, ingressos de shows (em Edimburgo e em Londres), hotéis reservados pra nossa viagem em familia, seria impossivel nao ficar nervosa diante da possibilidade de perder quase todo esse dinheiro (a escola devolve o dinheiro total, mas o flat eu nao sabia se eles devolveriam alguma coisa no caso de ter o visto negado), ja imaginou???????

** O oficial de imigração poderia ter pedido para ver se eu tinha passagem de volta e também poderia ter pedido as reservas dos hotéis **

→ Imigração: A segunda vez!

(nessa vez, meu visto era de longa duração, aquele que retiramos ainda no Consulado Britanico no Rio de Janeiro)

Dessa vez, eu voltei pra Edimburgo sozinha. Como eu ja tinha o visto no meu passaporte, sai do Brasil mais confiante, eu estava bem mais tranquila. Pq pensando bem, eu tinha ficado 6 meses la, me comportei direitinho, respeitei todas as regras e procurei fazer tudo certo, e ainda tinha o visto no meu passaporte. Entao, qual o motivo eles teriam pra me mandar de volta pra casa? Ao meu ver, nenhum!

Cheguei na imigração em Londres, no Aeroporto de Heathrow e dessa vez, como eu previa, foi muuuito mais tranquilo.

Depois de entregar o passaporte e o Landing Card, a Oficial da Imigração apenas me pediu o que eu estava indo fazer na Escocia, quanto tempo eu iria ficar la e se ja tinha lugar para ficar. Carimbou meu passaporte e eu fui bem feliz pra sala de embarque esperar pelo meu voo pra Edimburgo!

→ Outras considerações

Passar pela Imigração no Reino Unido não é nenhuma coisa de outro planeta. Infelizmente não tem uma regra, nem ordem de perguntas e muito menos formulas mirabolantes pra que tudo de certo. É organizacao e um pouco de sorte também! Com todos os documentos em mãos e comprovando que a intenção nao é ficar por la mais do que o permitido ou ilegal, ja eh meio caminho andando.

O fato de ja ter tirado o visto ainda aqui no Brasil também não é garantia de nada. O oficial da imigração tem o ‘poder’ de decidir o que ele quiser. E o lema deles é bem claro: ‘na duvida, mandamos embora’. Simples assim!

Porém antes de mandar embora sem ter um forte indicio, os oficiais podem solicitar: traducoes de documentos (ou qualquer outro papel que esteja em nossos pertences e que eles achem que seja necessario), verificar as nossas malas e pertences, inclusive podem olhar até nosso notebook.

Se o nivel de ingles não for desejavel, temos direito a solicitar tradutor, não ha nada de errado nisso. É melhor ter alguem traduzindo bem certinho o que queremos dizer do que o oficial ficar imaginando ‘sera que ela quis dizer isso ou aquilo’.

Por ultimo, porem não menos importante, toda vez que sai do Reino Unido para ir pra qualquer outro pais na Europa, como no caso das minhas famosas viagens de final de semana, toda vez que eu voltava pra Edimburgo eu tinha que passar pela imigração. O fato de eu ter recebido o visto de entrada quando vim do Brasil não era garantia para as outras vezes, ou seja, nao me dava passe livre ou me livrava da imigração. Algumas vezes apenas me pediam quando eu iria voltar para o Brasil, ou em algumas (pouquissimas vezes, acho que foram 2 vezes so) me pediram pra mostar a Visa Letter da Escola e o pagamento do meu Flat.

Ahhh, e antes que eu me esqueca, uma coisa que aconteceu nessa segunda vez que eu tava indo pra Escocia, na hora que o aviao pousou, o piloto disse que nao era pra ninguem se levantar e pegar seus pertences, pq a policia iria entrar no aviao para revistar. Era pra todo mundo ficar sentado e de cinto afivelado. PANICO!!! Foi so isso que ele disse, e todo mundo ficou se olhando com cara de quem nao estava entendendo nada. Em questao de 5 minutos os policiais entraram no aviao, algemaram um brasileiro, pediram pra ele onde estava a bagagem de mao dele, abriram e revistaram e foram falando que ele estava preso por porte de drogas. COMO ASSIM??? NOSSA, FIQUEI CHOCADA!

Pra finalizar (até pq esse post ja esta enooorme), um conselho que deixo: nao é recomendado mentir na imigracao, os oficiais sao treinados e sao muito espertos. Ahhh, mas eu ja li relato de pessoas que mentiram 100% e ninguem pegou. ok, isso pode acontecer. Mas e se o plano nao der certo? Vale a pena arriscar? Eu acho que nao! Primeiro pq a possibilidade deles ‘abusarem’ do nosso nervosismo é grande. Tem oficiais que fazem a mesma pergunta 2 ou 3 vezes de forma diferente e se as respostas nao forem iguais meu amigo, ja era! Vai ser mandando embora!

As estatisticas mostram que os brasileiros so perdem para 2 paises africanos em numero de deportação na imigração em Londres. E olha, ter um visto negado no Reino Unido nao é um bom negocio, pq o pais eh muito respeitado e facilmente isso sera um problema no futuro para entrar em outros paises, principalmente nos paises que fazem parte do Commonwealth.

É imortante juntar todos os documentos possiveis e imaginaveis pq a gnt nunca sabe o que eles vao perguntar e o que vao pedir pra olhar!

E é sempre bom deixar o Oficial conduzir a entrevista e responder somente o que for perguntado, sem muitos e muitos detalhes.

E por mais dificil que seja, é importante manter a calma, sempre!

Esse é um post de agradecimento!!

Essa “viagem” começou a muuuito tempo atrás, logo depois que voltei de Paris, ainda em 2005!! Explico: desde então, tinha gostado taaanto da Europa, que um dia queria ter a oportunidade de passar um tempo aqui, nem que fosse por poucos meses!

Então, nesse meio tempo vi muita coisa, li muitas reportagens, blogs, revistas, jornais… e fui separando tudo em categorias: o que me interessava muito (quase tudo hehehe) e o que me interessava um pouco menos (muita coisa também).

Vou sentir saudade de ver esse Castelo me acompanhando todos os dias no caminho pra aula!!

Em 2008/2009, tivemos a oportunidade de passar o Natal e o Ano Novo aqui no UK e eu gostei taaanto, mas taaanto da Escócia que pensei: “um dia eu ainda vou morar aqui!!”

Em 2010 essa tão sonhada hora chegou. A principio seriam “apenas” 6 meses, mas eu gostei taaaaaaaaaanto, que voltei pro Brasil e renovei o visto e em abril desse ano, voltei.

E resolvi escrever esse post de agradecimento pra deixar registrado o quanto eu amei poder ter vivido tudo o que eu vivi aqui. Agradeço muito meu Pai, minha Mãe e meu Irmão pela oportunidade, apoio e principalmente por terem acreditado e confiado em mim e que eu poderia realizar esse sonho da melhor forma possível.

Sobrevoando Edimburgo!!

Hoje, dia 25 de dezembro, o sonho está chegando ao fim, porém foi totalmente (aliás, até mais do que eu esperava) realizado!!

Tive a oportunidade de aprender inglês num dos lugares mais incríveis desse planeta, onde o sotaque é considerado o mais dificil até mesmo por nativos da língua inglesa. Sim, no inicio foi dificil, mas a gente sempre dá um jeito e hoje consigo me virar bem com esse sotaque meio do interiorrr que é o sotaque escoces.

… Um dia eu ainda vou voltar…

Também tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas, de várias nacionalidades que nunca pensei que um dia fosse conhecer!

Além é claro, das minhas passeadinhas por aí que muitas vezes deixaram meu pai de cabelo em pé quando a fatura do cartão de crédito chegava! Ele dava umas reclamadinhas aqui.. outras ali, mas só pra não perder o “ar de autoridade”, mas no fundo, ele sabia que esse dinheiro estava sendo muito bem gasto (aproveitado).

É a mais pura verdade!!!

Agradeço novamente muitíssimo a todos ai de casa.. e depois de uns dias em Portugal, eu to chegaaaaaaaaaando!!!

To com saudade! =)

Sim, em Edimburgo também tem praia!

A previsão do tempo estava marcando um dia lindíssimo (coisa que até então eu tava duvidando que pudesse ser possível) e sem ir muito além do que eu já imaginava, o tempo maravilhoso não apareceu! Mas mesmo assim eu resolvi ir até a Praia… e começar o ritual de despedida da cidade (falta muito pouco pra eu voltar pro Brasil!!)

Como eu moro do “outro lado” de Edimburgo, já fui logo de cara na parte mais longe daqui de casa.. e é justamente a única praia da cidade, Portobello!!

Porty, como é chamada pelos locais, fica na entrada do Firth of Forth e diferente da grande maioria das praias britanicas e até algumas européias, essa, tem areia de verdade (e não pedras)!!!

A orla é enooooorme (aproximadamente 4 km), acho que para ir de um lado até o outro o trajeto é de aproximadamente 1 hora ou um pouquinho mais até!!

De super, hiper, master e mega turistico a região não tem nada.. mas vale a pena ir só pra sentir o clima de “cidadezinha de interior” dentro da “cidade grande”.

A praia, durante o verão é principalmente invadida pelo pessoal de Glasgow e é totalmente apropriada para banho de mar, isse se alguém tiver coragem de colocar os pés naquela agua geladíssima.

Para chegar a Portobello, é possível ir caminhando (aproximadamente uns 30 minutos) partindo do Arthur’s Seat, e também dá pra pegar o ônibus numero 26 da empresa Lothian Buses.

A principal rua do bairro se resume a High Street, onde ficam varias lojinhas, pubs, cafés e restaurantes.

Saindo do borburinho do centro da High Street, quando ver uma placa indicando o Portobello Swim Centre, com o único Turkish Baths da cidade, é só dobrar a esquerda e logo já dá pra avistar o mar.

Mas antes de chegar no mar, da pra visitar a Old Church de Portobello, uma igrejinha super bonitinha..

O calçadão é amplo e super bem sinalizado, com plaquinhas (um pouco mal conservadas) que indicam onde estão as atrações do local, assim como placas e mapas mostrando o que há de mais interessante pela região..

Seguindo pro lado esquerdo, além de avistar uma Torre Medieval, dá pra ver a arcada de dois parques de diversões, o Fun City e o Tower Amusements.

A torre da St James Church dá pra ver de todos os lugares…

Mas eu acho que o grande destaque são os 3 Pilares que ficam na beira-mar, e que faziam parte dos Jardins da Argyle House que foram feitos de ceramica ainda no século 18.

E foi assim que passei o dia, andando pelo Promenade, com algumas paradas para olhar as pessoas e os muuuitos cachorros passarem, alguns corajosos velejando pelo Firth, e pensando na vida (e nas “cenas dos próximos capítulos”)…

Ah, e ainda tem a casa onde morou o única pessoa que conseguiu atravessar o Canal da Mancha a nado (ida e volta).. corajoso hein?!?!

%d blogueiros gostam disto: