Islândia – Golden Circle Tour

Chegou o meu último dia na Islândia.. e o último tour que fiz foi justamente o que atrai o maior número de turistas ao país, o Circulo Dourado ou em islandês Gullni hringurinn. O tour recebeu esse nome, pois percorre no total 300 km saindo a partir da capital e vai até a parte mais central do país e volta a Reykjavík. Basicamente o tour faz parada no Parque Nacional Þingvellir, Gullfoss e os Geiseres Geysir e Strokkur.

Praticamente todos os turistas que desembarcam na Islândia fazem esse tour, pode-se dizer que esse tour está para Islândia como a Torre Eiffel está para Paris.. Percebeu a “importância”???

As vezes dá a impressão que quase podemos enconstar no céu

Essa agência que escolhi, faz mais algumas paradas no meio do caminho, então.. o que foi possível ver:

– Þingvellir National Park, onde fica o primeiro Parlamento do mundo e a falha geológica Mid Atlantic Ridge, que divide as placas tectônicas da América do Norte da Européia;

– Cavalos Islandeses (muuuuitos pelo caminho);

– Gulfoss Waterfall;

– Geisers e Haukadalur Thermal Area;

– Kerið Crater.

Esse tour segue no sentido norte do país, porém antes de deixar Reykjavík, passamos pela casa onde mora o Presidente do país e pela Universidade de Reykjavík, ambos ficam na beira do Lago Tjörnin. Um fato que chama a atenção é que a casa do Presidente é uma casa “normal” como qualquer outra em Reykjavík, não possui nenhum esquema de segurança extra e é possível caminhar pelos jardins da casa tranquilamente sem que ninguém te expulse de lá.

O primeiro Parlamento do mundo faz parte da lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco

Eu que já tinha até me acostumado com a paisagem do sul do país, com campos de lava totalmente planos e suas praias de areia preta, porém o interior do país é um pouco diferente, bem mais montanhos e com estradas mais curvas.

Logo que deixamos Reykajavík, passamos por uma área praticamente deserta (não que isso seja alguma novidade na Islândia) causada pela erupção de um vulcão (que não está mais ativo), mas que alguns anos atrás causou mais de 20 mil terremotos na área, além de muita destruição e enchentes! As poucas casinhas do vilarejo que tinham na região ficaram completamente destruídas. A área só não está completamente deserta, pois foi construida uma fábrica de energia geotérmica bem nos “pés” desse vulcão.

O maior lago do país também esta nesse trajeto, esse lago tem uma curiosidade, sua temperatura fica sempre entre 2 e 6 graus, ele não congela nunca por estar em um terreno de lava.

Logo chegamos ao Þingvellir National Park.. que foi declarado parque nacional em 1928 e faz parte da lista de Patrimônio Mundial da Unesco desde 2004. O parque fica a 40 km ao leste de Reykjavík e se tornou bem conhecido por ser onde ficava o primeiro Parlamento do mundo, o  Alþingi,  que foi estabelecido no ano de 930 e funcionou no local ate 1798.

Lá é possível ver fragmentos de cerca de 50 estandes construídos com turfa e pedra e foi ali  que aconteceram as proclamações das leis do país, assim como eram julgados os crimes locais.

O lugar tem um valor importantíssimo para o povo da Islândia, pois foi onde sua independência foi proclamada em 17 de junho de 1944. Seu nome significa “Campo do Parlamento”. Também é possivel visitar a Alpingi Church ou Pingvallakirkja. No parque também fica a casa de verão do Primeiro Ministro da Islândia.

É lá também o local onde as placas continentais da América do Norte e da Europa se encontram. As “falhas geológicas” são visíveis no local, e a maior delas é a Almannagjá, sendo esta a causa dos terremotos na ilha.

A entrada no parque é gratuita!!! Tem um Visitor Centre com exibições multimidia que abre todos os dias das 9:00 as 19:00 durante o verão.

No caminho muuuuitos cavalos islandeses, pedimos para o guia parar em uma das muitas fazendas do caminho para ver os famosos Icelandic Horses.

A próxima parada foi na Cascata de Gulfoss (que significa Cascata Dourada), que é uma das maiores cascata da Europa. É possível ver ela de “cima” e por “baixo”.  Tem um trajetinho que leva até a beirada, porém como respinga muito, não fiquei muito tempo por lá.

Realmente.. é impressionante!

Também tem um monumento em homenagem a uma mulher que adorava a cachoeira e por essa área pertencer a sua familia, ela sempre estava lá admirando a cascata. porém, anos mais tarde o pai dela resolveu vender o lugar para uma familia britânica..

A mulher ficou arrasada e decidiu se canditadar a presidencia do país.. e foi eleita, e assim se tornou a primeira mulher presidente da Islândia. Ela fez tudo isso, para garantir que a área onde a cascata se encontre fosse preservada e atualmente, essa área foi recuperada pelo povo Islândes e está protegida por uma forte lei de preservação ambiental.

A cascata é formada pelas águas que vem do rio Hvítá, esse rio flui ao sul por 1 km aproximadamente, quando ele gira bruscamente.. cai formando duas cascatas de 32 metros de altura que voltam a cair no rio, essa é a famosa cascata de Gulfoss.. considerada uma das mais bonitas de toda a Europa.

Geleira próxima a Gulfoss

Seguimos para um campo geotermal, que fica no vale de Haukadalur, lá podemos ver vários Geisers de vários tamanhos!! Os mais famosos do país são dois: Geysir, além de ser o mais famoso do país e foi o que deu origem ao nome de todos os gêiseres encontrados em todo o mundo.

Ultimamente ele anda muito timido e não está muito ativo, “jorrando” água somente 2 ou 3 vezes por ano.. Porém quando resolve “funcionar” sua jorrada alcança 80 metros de altura.

Mas dá pra se contentar em ver o geiser Strokkur, que atualmente está mais ativo e jorra água quente (120 graus Celsius) a cada 5 ou 10 minutos e alcança e pode alcançar até 20 metros de altura).

Esse fenomeno é antigo, e a primeira vez que os gêiseres foram citados, foi no ano de 1294, quando os terremotos eram muito freqüentes e eles acontecima principamente na parte sul do país.

A próxima parada foi a Cratera do vulcão Kerið.. essa cratera tem suas pedras nas cores que vão desde o violeta até o tom de vermelho cereja e no meio fica um lago com água verde turquesa, imperdível.

A cratera tem 55 metros de profundidade e mais de 3 mil anos de existencia. O guia disse  que a acústica desta cratera é perfeita, tanto que Björk já fez um show no meio dessa cratera.

A última parada era pra ser na Estação de Energia Geotermal de Nesjavellier, que é a segunda maior do país, porém, não sei o que aconteceu, não paramos. =(

Antes de chegar em Reykjavík, ainda tivemos tempo de ver a a Igreja de Skálholt ou Skálholtdómkirkja, que foi o primeiro centro do cristianismo no pais durante o seculo 11 até o século 18.

Anúncios

Tags:, , , ,

About Bruna Bartolamei

Depois de morar por quase 2 anos em Edimburgo, na Escócia e ter viajado por mais de 32 países, estou de volta ao Brasil com muitas histórias pra contar!

Deixe seu comentário, sugestão ou crítica!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: