Roteiro de 1 dia em Munique

A primeira coisa que podem pensar sobre o título desse post é que eu sou louca. Apenas 1 dia em Munique (München, em alemão)? Sim, pro que eu tinha em mente esse tempo deu bem certinho. Claro que eu não pretendia conhecer a cidade tooooda.

Apesar de Munique ser a capital da região da Bavária, não é preciso reservar uma infinidade de dias pra conhecer a cidade, pelo menos não as atrações turísticas principais.

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Pra mim Munique sempre foi sinônimo de muuuita cerveja, Oktoberfest, Bayern de Munique e BMW. Exceto a Oktoberfest, todo o resto eu consegui provar/conhecer.

Bom, eu cheguei em Munique vindo de trem de Viena numa viagem que levou mais ou menos umas 4 horas (com apenas duas paradas pelo caminho). Desembarquei na Estação Central de Munique (München Hauptbahnhof) ao meio-dia e fui direto pro hotel deixar minha mala. Tive a tarde toda pra explorar a cidade e mais a tarde toda do dia seguinte também.

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Não existe lugar melhor pra começar um roteiro em Munique senão pela Marienplatz, a principal praça da cidade e onde praticamente tudo acontece.

O grande destaque da praça com certeza é o prédio onde fica a prefeitura de Munique (Rathaus). Além do seu estilo neogótico, várias pessoas se aglomeram ali também para ver o showzinho dos bonecos de madeira se apresentando na Torre do Relógio. Diferente de outros showzinhos nesse estilo, esse não acontece todas as horas cheias, então é preciso se programar pra ver. Apesar de serem apresentações diferentes, eu já tinha visto em Praga, então acabei não esperando pra ver.

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Uma coluna no centro da praça também chama atenção, a Coluna de Maria (com uma estátua da Virgem Maria totalmente feita de ouro), que foi erguida para comemorar o fim da ocupação da Suécia durante a Guerra dos Trinta Anos.

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Logo ao lado da Marienplats fica a Peterskirche, a igreja mais antiga da cidade, que tem uma decoração interna super bonita.

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E, também, um mirante bem no alto da sua unica torre de 92 metros de altura. A infelizmente não tem elevador pra ir até lá, então fiz o esforço de subir os 306 degraus só pra poder ter essa vista de Munique lá do alto…

A prefeitura

A prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Detelhes da fachada da prefeitura

Marienplatz vista do alto

Marienplatz vista do alto

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Um dos símbolos de Munique, a Frauenkirche

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Münchner Residenz e o estádio Allianz Arena no fundo

Englischer Garten

Englischer Garten

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Olympiaturm no OlympiaPark e Uma das torres do complexo BMW

Inclusive o grande destaque da vista é a Frauenkirche, meu próximo destino. Essa igreja, como deu pra perceber pela foto, é a maior igreja de Munique. Também é possivel subir em uma das suas torres, mas eu achei que ver Munique lá do alto sem ela aparecer não teria a menor graça e preferi conhecer apenas o seu interior.

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As torres de outro ângulo

As torres de outro ângulo

Engraçado que, ao mesmo tempo que a sua fachada exterior chama atenção, o seu interior é bem simples. Exceto pelos seus vitrais, que são muito bonitos.

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Dois outros destaques dessa igreja ficam por conta do Mausoleu do Imperador Ludwig IV da Bavária, que está logo na entrada, no lado direito.

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E também, bem em frente a porta de entrada principal, a “Pegada do Diabo” (Teufelsschritt) que segundo a lenda, diz que o Diabo tinha proibido os arquitetos da igreja de construirem janelas. Fato é que, as janelas existem, mas as colunas foram construidas de tal forma, que ao ficar parada na “Pegada do Diabo” parece que a igreja não tem janelas, pq não dá pra ver nenhuma. Bom, lenda ou não, a obra ficou perfeita (e cumpriu o seu proposito, enganar o Diabo!).

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Pra terminar essa primeira tarde, fui conhecer o Hofgarten, o parque que fica junto ao Münchner Residenz, um palácio localizado bem no centro de Munique.

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Como o dia tava bonito, aproveitei pra dar uma caminhada pelo parque e ver de perto o estilo italiano renascentista do templo que foi construído para homenagear a Deusa Diana.

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O Münchner Residenz foi residencia oficial dos Reis da Bavaria. No total, é possível conhecer três partes do palácio: o Museu Residenz, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés.

Entrada principal

Entrada principal

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

Pracinha em frente ao Münchner Residenz

O ticket pode ser comprado de diversas formas, para ver as três partes, para ver apenas uma parte ou ainda pra ver o Museu + o Tesouro Real. Eu acabei optando por comprar esse ultimo tipo de ticket. Comprei meu ingresso lá na hora mesmo e não peguei fila. Foi super rapidinho!

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A parte dedicada ao museu é relativamente grandinha e o percurso interno tem apenas um unico sentido, o que facilita muito a visita.

Outra entrada

Outra entrada

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Como é de se imaginar, o palácio tem uma decoração interna super luxuosa, com mobilias, obras de arte, objetos pessoais espetaculares. A parte dedicada ao Tesouro Real tem cada jóia de deixar a gente de queijo caido. Infelizmente não dá pra tirar foto de nada lá dentro, mas teve uma parte que não tinha nenhum fiscal olhando e já que tava todo mundo batendo foto, eu aproveitei e entrei no embalo.

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Ali perto do Residenz, perto da entrada que dá acesso aos jardins do palácio, fica uma loja/test-drive/museu da Mercedes-Benz, com um café no segundo andar. Achei bem interessante!

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Quero um desses!!!

Quero um desses!!!

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A minha segunda tarde em Munique começou depois que voltei de um bate-volta a Dachau, onde fica um dos vários campos de concentração da Alemanha (tema para outro post). Nesse dia, resolvi ir nos lugares mais longes do centro da cidade: o estádio Allianz Arena e o Complexo da BMW (BMW Welt + BMW Museum). E pra facilitar o meu deslocamento, escolhi andar de metro, claro.

Para ir até Estádio Allianz Arena, por onde também cheguei usando o metro linha U-6 (cor azul) sentido Garching-Hochbrück e descer na estação Fröttmaning. Essa estação é super bem sinalizada e é muito fácil chegar até o estádio. Saindo do metro, logo de cara não dá pra ver o estádio, é preciso atravessar uma plataforma e ai sim, lá do fundo dá pra avistar o Allianz Arena, um dos maiores estádio de futebol do país.

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Ele é usando tanto pelo Bayern de Munique como pelo seu rival, o  TSV 1860 Munique e eventualmente pela seleção alemã, claro.

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Pra entrar nas dependencias do estádio, não precisa pagar nada, mas pra fazer o tour sim. Eu desisti de fazer o tour do ultimo horário, as 16:30 pq a fila pra comprar ingresso estava enorme, gigante mesmo.

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Então aproveitei pra apreciar a estrutura externa do estádio, ir na lojinha de souvenirs (que tem bastaaaante coisa legal) e dar uma voltinha por lá. O lugar é bem organizado, super bem sinalizado e muito tranquilo!

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A BMW, a Volkswagen e a Audi são as marcas de carros mais famosas da Alemanha, certo? Certíssimo! Talvez tenha até outras, mas no momento só me vieram essas à cabeça. Quando eu estava organizando essa viagem, li sobre a existencia do Museu da BMW e logo me interessei em ir conhecer. Não sei se as outras empresas tem um museu ou algo do tipo, mas achei interessante a visita.

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Primeiro fui diretamente ao BMW Welt, ou seja, ao “Mundo BMW”. Esse prédio tem dois andares com diversas alas com exibições os lançamentos tanto de carros da própria BMW, como de carros de outras marcas que atualmente fazem parte do Grupo BMW, como Rolls Royce e Cooper.

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Sem esquecer das motos (uma mais impressionante que a outra) e os carros conceitos que estão sendo desenvolvidos para serem carregados na energia.

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E os carros antigões? Achei esse lindão!!!

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E esse então?

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Já para ir até o BMW Museum, é preciso atravessar uma rampinha que passa por cima de uma rua movimentadíssima. O museu tem em exibição diversos modelos de carros, desde os primeiros modelos fabricados até os mais recentes.

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E ainda tem essa “ala” dentro do museu que achei legal.. conforme a gente vai subindo a rampa, tem telas informativas contando um pouco de como cada detalhe do carro foi planejado, desde o design dos bancos, as rodas, os motores ao longo dos anos até chegar na parte que fala um pouco das tecnologias atuais.

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Para ir até lá de metro partindo da estação central de trem de Munique é bem fácil, é só pegar a linha U-3 (cor laranja) sentido Moosash e descer na estação “Olympiazentrum”. Não tem erro, ao sair da estação, a gente já dá de cara com o predio modernão do BMW Welt.

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Outras infos:

Como eu disse no inicio do post, eu cheguei em Munique de trem, mas o trecho de saida (em direção a Londres) eu fiz de avião. Munique é servida por dois aeroportos: o Aeroporto de Memmingnen (geralmente utilizado pelas cias aéreas de baixo custo e fica bem mais longe do centro da cidade, uns 90 km) e o Aeroporto Internacional de Munique Franz Josef Strauss ou Flughafen München (IATA: MUC), considerado o segundo maior aeroporto do país, ficando atrás somente do Aeroporto de Frankfurt. Esse ultimo aeroporto tem uma localização mais central (30 km do centro), então acabei optando por pegar meu voo ali.

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Como era esperado, esse aeroporto é gigaaaante, tem dois terminais. Meu voo pra Londres era com a British, então acabei não conhecendo o terminal exclusivo da Lufthansa, que eu imagino que seja bem melhor que o terminal 1. Aliás, estava esperando bem mais do free shop do terminal 1, onde peguei o voo pra Londres.

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Para ir do aeroporto até o centro, a melhor opção são os trens regionais, chamados de S-Bahn, através das linhas S1 ou S8. Cada uma dessas linhas tem uma particularidade, então acabei optando por pegar a linha S8, que fazia o trajeto de forma direta. A linha S1 tambem faz de forma direta, mas como numa certa altura ela se divide em duas, preferi não arriscar de pegar o trecho errado. Então, meu conselho é sempre pegar a linha S8! Em ambas as linhas o tempo de deslocamento é de 45 minutos. Dá pra compar esse ticket nas maquinas na Estação Central e ele precisa ser validado (numa maquininha azul) antes de entrar do trem, claro.

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A estação de trem do aeroporto está convenientemente localizada na Área Central, bem no meio dos dois terminais. Então não tem erro, é só subir as escadas rolantes e procurar as placas que indiquem o respectivo terminal de onde o voo vai sair.

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Já o sistema de transporte público de Munique é super eficiente e totalmente integrado. Com um mesmo bilhete é possivel andar tanto de ônibus, de tram, as seis linhas do U-Bahn (metro) ou de S-Bahn (trens regionais).

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Os bilhetes podem ser facilmente comprados tanto nas máquinas como nos guiches de atendimento. Existem tickets individuais (single ticket), por dia (day ticket), para 3 dias (3 days ticket) ou pra uma semana (one week ticket).  E as máquinas aceitam tanto dinheiro como cartão de crédito (é melhor pagar com cartão de credito, existem mais máquinas disponiveis nessa configuração). Se for comprar nas máquinas, como eu fiz, tem que ficar atento a um detalhe, ao comprar o ticket por dia é necessário que ele seja comprado no dia em que vai ser usado. Eu quis me adiantar e comprar o meu ticket na noite anterior da minha ida a Dachau e tive que ir no guiche trocar. Por sorte, eu reparei que a data só era válida pro dia da compra, ou seja, no outro dia ele não seria mais valido. Fui no guiche, expliquei o que aconteceu e o rapaz trocou o ticket pra mim sem problemas. Então, fica a dica!

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No geral, o trens são novos e estavam bem conservados. As estações por onde passei são um loucura, muita gente, as vezes é um pouco confuso de se achar, mas logo a gente pega o jeito.

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Ah, importante: é necessário validar o ticket em uma maquininha de cor azul antes de entrar no metro ou nos trens regionais (como pra ir até Dachau).

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Enfim, é isso! Então eu só aconselho a seguir esse roteiro em caso de tempo bom, se estiver sozinho e se for extremamente objetivo em conhecer as coisas, sem se perder nas lojas ou ficar horas olhando coisas em lojinhas de souvernirs. =D

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About Bruna Bartolamei

Depois de morar por quase 2 anos em Edimburgo, na Escócia e ter viajado por mais de 32 países, estou de volta ao Brasil com muitas histórias pra contar!

4 responses to “Roteiro de 1 dia em Munique”

  1. turista ocasional says :

    Olá Bruna!

    Muito interessante ler um artigo acerca de Munique, a cidade a que me habituei a considerar a da minha residência e onde os locais que visitou sao todas deveras familiares para mim. É interessante ler as impressões que Munique deixou em si.

    Só para responder à questão “A BMW, a Volkswagen e a Audi são as marcas de carros mais famosas da Alemanha, certo?” Ficou a faltar as duas de Estugarda ambas de bastante prestigio internacional, a Porsche. e Mercedes-Benz.
    Todas elas tem Museu na Alemanha e posso afirmar que pelo menos quer o da Audi (em Ingolstadt) quer o da Mercedes (em Estugarda) sao bem maiores que o museu da BMW em Munique.

    Beijinho

    • Bruna Bartolamei says :

      Oi, Turista!!

      Ah sim, eu imaginei que tinha ficado faltando marcas de carros, mas foram essas que me vieram a cabeça no momento que escrevia o post.

      Vi que perto do Palácio Residenz tem uma loja/museu da Mercedes-Benz, fui lá conhecer.

      Como ainda não fui nessas outras cidades, quem sabe numa próxima vez eu termino de fazer o tour nos museus de marcas de carros famosos da Alemanha.

      Obrigada pelas dicas!! =D

  2. Fernanda Scafi says :

    Ah, que pena que vc ficou pouco tempo, Munique é demais!! Mas sempre tem a próxima vez ne? rs Eu já fui 2 vezes pra lá mas não descarto uma 3a ida rs Afinal, nunca vi a Oktoberfest!

    • Bruna Bartolamei says :

      Oi, Fernanda!

      Verdade, Munique tá sempre na rota.. ainda falta muita coisa pra conhecer na Alemanha. Se um dia eu voltar, quero ficar mais uns 2 dias pelo menos!

      Sabe que não tenho curiosidade em ir na Oktoberfest? Acho que sou a unica pessoa no mundo… hehehe

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