Os Museus de Amsterdam: os clássicos e os típicos!

Amsterdam! Tá ai uma coisa que eu jamais achei que um dia fosse dizer: Adorei essa cidade! Gostei tanto, que nos dois anos que passei em Edimburgo fui 3 vezes pra lá. Ao contrário do que todo mundo pensa ( e isso me inclui) a cidade não vive só de Coffee Shops e do Red Light District, Amsterdam tem muito mais a oferecer!

Pra falar bem a verdade, Amsterdam e a Holanda em geral, nunca foram nosso alvo principal quando falavamos em viajar pra Europa, sempre apareciam muitos outros paises na frente. A idéia de Amsterdam apareceu quando no inicio de setembro de 2010, estava marcado um show de Andre Rieu na cidade. Depois da nossa viagem a Dinamarca, eu voltei pra Escócia pq iria começar o meu intercâmbio, mas meus pais e meu irmão estiveram lá. Falaram tããão bem do lugar, que eu nem pensei meia vez, quando achei uma passagem com precinho imperdivel na Easyjet, comprei na hora!

Nessa primeira viagem à Amsterdam, foram apenas 2 dias, e eu dei prioridade de ficar somente lá. Enquanto eu estava organizando a viagem, me surpreendi com o tanto de museus legais que existiam, e assim decidi que o primeiro dia iria ser inteiramente dedicado a eles!

Bom, 0 hotel em que me hospedei tinha uma localização perfeita, ficava a 3 quadras da Museumplein, mais conhecida como a Praça dos Museus. A maioria das pessoas ficam com cara de paisagem quando falamos esse nome, mas aposto que todo mundo conhece essa praça, afinal, ali está um dos principais cartões postais da cidade: o IAMsterdam! Falei, não tem quem não conheça essa ‘pracinha’!!!

Como já dá pra imaginar, rodeando a tal praça ficam alguns dos principais museus da cidade (definido no titulo do post como ‘os clássicos’), como: o Rijksmuseum, Museu Van Gogh e o Museu do Diamante. Na praça também acontecem alguns eventos, concertos de música, manifestaçoes ou apenas caminhar, fazer exercícios ou simplesmente ver a vida (e o mundo) passar.

O primeiro museu que eu visitei foi o Rijksmuseum (Museu Nacional da Holanda). Eu tinha reservado 2 horas pra vistar o museu, mas ao contrário do que eu imaginava, a visita foi bem mais rápida. Boa parte do museu está passando por uma reforma (que so vai terminar em 2013), então o que está em exibição é um ‘resumo’ do museu, ou seja, pude ver todas as obras principais, mas não tive que ficar horas e mais horas caminhando por ali.

A arquitetura externa do prédio é lindíssima, parece um palácio…

Comprei meu ingresso pela internet, e ao chegar no museu tive que trocar o voucher pelo ingresso. Como eu cheguei cedo, não tinha quase ninguém por ali, então foi tudo bem rapidinho. Uma coisa que achei legal é que, quando compramos o ticket, não é necessário pre-definir a data da visita, o bilhete é valido a partir do dia da compra até o dia 31 de dezembro. Em compensação, como nem tudo poderia ser perfeito, é proibido bater foto em qualquer parte do museu, então, não tenho nenhuma foto mostrar.

O maior museu do país não deixa barato, a coleção tem obras de vários pintores consagrados, mas foca principalmente nos pintores holandeses que fizeram parte da ‘Era de Ouro’, como por exemplo, A Ronda Noturna (The Night Watch) e A Noiva Judia (The Jewish Bride)  de Rembrandt, a Leiteira (Milkmaid) de Vermeer, entre outros. Além disso, podemos ver outras peças, como esculturas, artefatos arqueológicos, peças em porcelana, uma parte dedicada as obras de arte asiatica, fotografias e tem até uma casa de boneca.

Atravessando a rua, já vemos o Museu do Diamante. Eu não visitei, mas meus pais e meu irmão foram e acharam bem interessante. Estão em exibição um pouco da história, dos tipos de lapidações, varios exemplos de diamantes, e algumas jóias feitas com diamante, é claro.

Seguindo o passeio, fui parar no Museu Van Gogh e com toda certeza deve ser incluido em um roteiro a Amsterdam, é quase que obrigatório!

Eu comprei meu ticket pela internet, e olha, foi a melhor coisa que eu fiz! Quando dobrei a esquina e vi o tamanho da fila, quase cai dura! Com o meu voucher na mão, apenas apresentei num guichezinho na entrada do museu e o acesso foi rapidinho.

Logo na entrada fica a lojinha de souvernis e um café. Antes de ‘entrar’ de fato no museu, ainda temos que passar por uma barreira de segurança, tipo os controles de segunraça em aeroporto. Tive que tirar meu casaco, a bota e a bolsa.

O unico lugar que podemos bater foto é logo no hall, após passar pela segurança e antes de subir as escadas, já pode guardar a máquina fotografica, pq pelo museu todo tem muitos e muitos fiscais.

Pra começar, tem auditório no museu, que exibe um pequeno filme, acho que tem duração de uns 15 ou 20 minutos, não mais que isso, que conta um pouquinho da histório de Van Gogh.

Vincent Van Gogh, apesar de ter tido uma vida dificil, com muitos fracassos alternados com  periodos de depressao, ele faleceu e não conseguiu alcançar o sucesso. Ironia do destino, hoje em dia, ele é um dos pintores mais conhecidos em todo o planeta!

Van Gogh nasceu em uma cidadezinha no interior da Holanda, mas também morou em Paris, em Arles, Saint-Remy e Auvers-sur-Ouse (onde está enterrado). Cada uma dessas cidades trouxeram uma inspiração a ele, umas fases foram mais alegres, já outras foram mais sombrias.

Como ja da pra imaginar, a maior coleção de obras de Vincent Van Gogh está ali. São mais de 200 pinturas e muitos desenhos do pintor. O museu, apesar de estar lotado, é bem interessante. Como o museu está organizado por periodos, antes de olhar as obras, li todos os painéis das cinco (ou seriam 6?) alas do museu. Eles dão uma boa idéia do que se passou naquele determinado periodo do trabalho de van Gogh, além de falar um pouco de como estava a vida pessoal do artista naquele periodo e a cidade onde ele estava morando.

Sem duvida a parte mais entulhada de gente é a ala onde está o quadro ‘Os Girassóis’ (Sunflowers), A Casa Amarela (The Yellow House) e a obra O Quarto (The Bedroom), que ele pintou enquanto estava morando em Arles. Mas podemos ver muitas outras obras famosas, como ‘Os comedores de batata’ (The Potato Eaters), As Amendoeiras em Flor (Almond Blossoms), e ainda alguns auto-retratos do pintor. Adorei ver tudo isso bem de pertinho!

So uma observação, quando eu estava na ultima parte do museu, justamente sobre a parte de Anvers-sur-Ouse, recebi uma mensagem no celular, e como não tava vendo nenhum tiozinho fiscalizando, tentei bater uma foto (hahahaha) e em questão de segundos, um tiozinho apareceu do nada, mandando eu guardar o celular e não bater foto, pq era proibido. Logicamente, me fiz de boba, e disse que nao sabia. Então, pra evitar o micão, é bom não fazer como eu, e respeitar!

Alé das obras de Van Gogh, ainda estão em exibiçao obras de outros artistas, todos amigos do pintor, como por exemplo Paul Gaugin (que eu adooooooro!).

Com os dois principais museus visitados, fui almoçar rapidinho e aproveitei para dar uma caminhadinha pela Museumplein. Ali fica uma das mais respeitadas casas de concertos do país, a Concertgebouw…

Eu passei a tarde no Heineken Experience, que será tema para outro post. E no final do dia, ainda fui passear pelas lojinhas de souvenirs que ficam nas redondezas da Damrak…

E pra terminar o dia, chegou a hora de conhecer os museus ‘típicos’de Amsterdam! Então lá fui eu visitar o Museu da Vodka, o Museu do Sexo e o Museu da Maconha. Cooooragem! Coraaaagem!

O Museu da Vodka era o mais light de todos. Ele está localizado na Damrak, bem próximo ao Museu do Sexo, então, dá pra aproveitar e visitar os dois numa tracada só!

Logo na entrada do museu, tem uma lojinha de souvenirs e subindo as escadas, no primeiro andar, fica uma mini-lojinha que vendem vodkas de varias partes do mundo, além de outras coisinhas mais!

O museu em si é pequeno, mas pra quem gosta da bebida (eu!!!), vale a pena ver as inumeras garrafas e objetos que fazem parte da coleção. Além do que, ainda aprendemos um pouco sobre a bebida, como ela surgiu, os processos de destilação, entre outros. Mas o paredão da Vodka é a princial atração do museu, sao varias prateleiras com exibiçoes de vodka de todas as partes do mundo.

O ingresso da pra comprar pela internet, diretamente no site, mas tbm dá pra deixar pra comprar la na hora, pq além do valor ser bem baixo, coisa de 3,00 ou 4,00 euros, não tinha fila, pelo menos não tinha no horário que eu fui.

Minha próxima parada foi o Museu do Sexo… hahaahahah fiquei uns 10 minutos pensando, será que vou, será que não vou?!?! E olha, foi o museu mais divertido de todos os tempos! Comprei meu ingresso lá na hora. Tinha uma fila pequena, não demorou muito.

O ingresso é comportadinho!

São fotos, bonecos de cera, varios objetos relacionados ao tema, e tem até um mini-red light district lá! A parte divertida do museu, fica por conta, dos sustos que levamos ao andar pelos corredores. A cada pouco tem um boneco de cera, vestido, comportadinho, de repente, as supresas aparecem! hahaahahahah Só de lembrar, não consigo para de rir de uma mulher que levou o maior susto de todos os tempos e igualmente fez o maior fiascão de todos os temos ahahahahahah

Tem uma parte que mostra através de fotos um pouco do lado sadomasoquista da coisa, nossa, fiquei impressionada com algumas coisas que vi lá! Bom, quando eu tava saindo, 2 franceses vieram falar comigo, pedir se valia a visita ou não. O que que eu iria dizer? Respondi, olha, no minimo é engraçado, vale a visita sim! E fui embora! Maiores detalhes, sinto muito, mas não vou ficar descrevendo tudo que vi, o negócio é ir lá e ver com os próprios olhos! =)

E pra terminar (ufa!) a maratona de museus, ainda fui no Museu da Maconha. Como já tava quase fechando, tive que visitar rapidinho (sem fotos pra contar a história). O museu, assim como o da vodka, conta um pouco da história do produto, além de ter em exibição uma ampla coleção de fotos, cartazes, objetos relacionados ao tema, produtos como roupas feitos de maconha e ainda, tem até uma mini-plantação da erva la dentro do museu!

E já que eu tava ali pertinho, aproveitei pra dar uma rápida olhadinha no famoso Red Light District, mas não achei nada demais não! E pra quem estiver meio apreensivo, a região é bem tranquila, tava cheio de pessoas, familias inteiras, mas a grande maioria, é claro, eram rapazes em grupo fazendo a festa!

Ainda ficou faltando eu visitar o Museu-Casa de Anne Frank, Museu das Tulipas, Museu-Casa de Rembradt… Então, o que não faltam são boas opções de museus para visitar em Amsterdam!

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About Bruna Bartolamei

Depois de morar por quase 2 anos em Edimburgo, na Escócia e ter viajado por mais de 32 países, estou de volta ao Brasil com muitas histórias pra contar!

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